Os vinhos sul-africanos são realmente muito bons, melhores até do que eu poderia imaginar, e sobre eles eu escrevo lá na Enoteca. Isso não significa que a gente deva ignorar totalmente as cervejas produzidas no país, afinal, eles foram colônia inglesa. Além da marca italiana Peroni, com forte presença nos bares de lá, assim como a holandesa Amstel, ambas produzidas na África do Sul, há boas marcas locais, quase todas seguindo o estilo pilsen, como nós brasileiros gostamos. Também tem um rótulo da Namíbia, muito boa, achada facilmente nos bares e mercados.

O nosso guia explica como é feita a cerveja artesanal, numa das paradas do passeio de bicicleta por Soweto
Meu primeiro contato com uma cerveja fabricada na África do Sul foi bastante diferente, durante um passeio de bicicleta por Soweto, história que contei lá no Blog de Bordo. Uma das paradas do roteiro era numa área com tradição da produção de uma cerveja artesanal bastante diferente das que estamos habituados: era azeda, e não amarga, leve e com sabor fraco, e só de longe remetendo às cervejas que conhecemos. Foi uma bela experiência, mas não posso dizer que a cerveja era boa, mas também não era ruim. Diria que foram goles antropológicos.
Nesse mesmo passeio, paramos na frente da casa de Nelson Mandela, na mesma rua em que também viveu outro Nobel da Paz, o bispo Desmond Tutu. Aproveitei para matar a sede no “Mandela’s Family Restaurant”. Ali, pedi uma indicação ao balconista, que me sugeriu a Black Label. Uma bela cerveja, bem próxima do estilo que nós, brasileiros, gostamos: leve e saborosa, refrescante. Curti. É boa tanto em forma de garrafinha long neck quanto de chope, este ainda melhor (e é ele que mata a minha sede aqui no aeroporto de Durban, enquanto aguardo voo para Johanesburgo, de onde sigo, amanhã, para um safári pela região Pilanesberg).
Nos demais dias fui provando outras marcas, como a Hansa, que também gostei bastante.



26/05/2011 às 20:13 |
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