No sábado encontrei a Maria ao meio-dia, em Teresópolis. Tínhamos uma festa junina vespertina, que começaria às 15h, 15h30.
O que fazer, então? O programa deveria incluir obrigatoriamente um almoço, porque crianças, como se sabe, devem fazer as refeições nos horários regulares. Meio-dia, uma hora da tarde, o estômago delas já está roncando.
Pois, então, que veio a brilhante ideia:
- Maria, que tal irmos ao trutário pescar, e depois comer os peixes?

- Legal, papai, eu já fui lá uma vez com meus amigos do condomínio. É muito legal. Tem um lago e um restaurante em cima.
Esse nossos filhos cada nos surpreendem mais cedo. E eu achando que estaria apresentando uma baita novidade a ela…

O fato é que eu mesmo jamais tinha ido à Truticultura Luiza, na estrada Teresópolis-Friburgo, recanto escondidinho, mas ao mesmo tempo muito fácil de se achar: fica um pouco depois do Hotel Rosa dos Ventos, com entrada bem sinalizada, no km 22 da rodovia. Em menos de cinco minutos estamos lá.
Truta é um peixe, como todos os outros, aliás, que só faz sentido ser comido fresco. Congelou, perde muito da graça. Se é para conservar, que seja defumado. Pastinha de truta defumada, feita com creme de leite e ciboulette, é uma delícia.

Pegamos uma trutinha só.
E já tínhamos encomendado a nossa refeição: duas trutas, uma porção de feijão, uma de arroz e outra de fritas, além de um molho de champignon na manteiga.

Tentamos fisgar mais algum. Não conseguimos. Nem era mais preciso. Quando a garçonete chamou, fomos lá comer o nosso almoço.

Estava muito bom, em sua a sua simplicidade. A truta, mesmo congelada, estava bem saborosa. Maria ficou com o peixe e seus acompanhamentos.
Eu apenas reguei a minha trutinha com o molho. Estava bem gostoso, com aquele sabor bem anos 70, da manteiga, dos tempos em que a truta era um peixe caro e chique, encontrado apenas nos restaurantes mais finos do Rio. A comida, a tarde ensolarada e gostosa, nem quente nem fria, a luz bonita do inverno, a filha contente, os passarinhos cantando. Uma beleza.

A lagarta nos distraiu por alguns segundos, antes de subir árvore acima. Havia uns sabiás alegres.
Mas felizes mesmo ficamos nós, quando a moça trouxe o peixe pescado minutos antes, e cujo preparo é R$ 2 mais caro que a truta congelada, que sai a R$ 11. Sinceramente, R$ 13 por um peixe tão fresco e saboroso, é muito barato. E mesmo que a gente mesmo o tenha pescado. Trabalho que é um prazer.

Quando a Maria viu a carne suculenta e brilhante, sem qualquer sinal de ressecamente, como a outra, com uma linda coloração dourada, e um perfume de frescor montanhês, ela pediu, para meu orgulho.
- Hum, papai, posso trocar esse meu peixe por esse daí?
- Mas é claro que sim.
Estava infinitamente melhor. Sábia menina. Fica a lição: na Truticultura Luzia, peça sempre para prepararem o peixe que você pescou. Na hora de levar pra casa, escolha as defumadas.
No mais, é lançar o anzol. E correr pro abraço.
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Agora, o cardápio.
Está ele aí, inteiro, completo, simples e direto. Adorei o lugar. Já planejo voltar. Com mais crianças.
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24/07/2012 às 14:31 |
Maravilha.Vou passar por lá.Filha tá grande e bonita.Parabéns.
25/07/2012 às 20:20 |
Valeu, Julio. Uma figura! Abraços
24/07/2012 às 15:14 |
Sabe a foto da truta fresca? Meu cérebro de gordinha só consegue ver uma pizza de muçarela!! NHAM…
26/07/2012 às 8:22 |
rsrrsrs Mas, olhando bem, dá para notar a sculência, né? Tava muito boa.
24/07/2012 às 15:30 |
Boa dica Brunão! E parabéns também pela filhota que tá cda vez mais linda! Grande abraço
26/07/2012 às 8:21 |
Valeu, Alain! Também acho que ela tá cada vez mais linda. E inteligente. E gente boa! Abração
24/07/2012 às 23:55 |
já fui e recomendo tb! delicia! vale o passeio!