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A zona urbana e a babaquice governamental

05/08/2009
Mureta do Bar Urca

Mureta do Bar Urca: saudade do garçom, mas ao menos a vista não nos tiram

A gente precisa, é verdade, aplaudir o choque de ordem deflagrado pela prefeitura. Ninguém mais aguenta essa zona toda em que se transformou a cidade depois desses Maias, Garotinhos, Alencares, Rosinhas, Condes e Beneditas da vida. Chega, né? Camelôs, bandalhas no trânsito, ocupação irregular de calçadas, construções clandestinas, gente deixando lixo na praia. Ok, muito bem, parabéns pelo esforço visível.
Mas essa faceta positiva não pode esconder as babaquices com carimbo governamental que também estão acontecendo paralelamente a essa tal de reorganização carioca. Já estava para escrever sobre o tema há tempos. Hoje, ao ler a coluna Gente Boa, do jornal O Globo (aliás, minhas nova casa desde ontem, por isso tive que deixar o blog da Abril) vi uma das notas mais tristes que já li: sabe o saxofonista da estação da Carioca do Metrô, que há anos embala a nossa chegada ao Centro, ou saída? Pois não é que os fiscais da prefeitura querem impedir o rapaz de exercer o seu nobre e agradável (para nós, principalmente) ofício? Quanta ignorância, meu Deus, quanta ignorância… O que esse moço faz é alegrar a vida de quem passa por ali com acordes bonitos. Por que razão estranha querem importuná-lo? E a nós?
Outra estupidez municipal sem tamanho foi a proibição dos garçons servirem os clientes na mureta do outro lado da rua, defronte ao mítico (mítico especialmente por causa deste hábito que se tornou tão carioca) Bar Urca. E o que acontece agora? Todos nós continuamos a beber e petiscar sentados no muro de pedra (na foto), é claro, vendo a cidade ao fundo, coisa que fica ainda melhor no fim de tarde. Mas agora precisamos ir ao balcão pegar a nossa cerveja e a nossa empada. O barato era chamar o garçom, sinalizar com as mãos e, quando preciso, gritar suavemente “mais uma cerveja, por favor!” para, estão, esperar o cara cruzar a rua com a bandeja cheia. Isso era um charme. Os 10% a mais na conta eram pouco.Aí, os caras aparecem com essa onda errada de proibir o serviço. Além de tudo ainda afeta a distribuição de renda e o nível de emprego na cidade.
Que coisa mais chata e sem sentido.
Aí, me lembro de outra idiotice. Sou contra, absolutamente contra, churrasco na praia. Aquele cheiro de picanha e lingüiça assando na brasa não tem mesmo nada a ver. Mas daí a proibirem o Uruguaio de grelhar os seus chorizos e bifes, servidos com muito chimichurri, daqueles bem picantes, vai uma distância danada. O oriental, como diriam os argentinos,  é um patrimônio do Posto 9 e deveria ter licença especial, ou seja lá o que for, para continuar nos abastecendo com os seus sanduíches incríveis, talvez a melhor coisa a se comer nas areias cariocas.
Para quê, para quê, meu Deus, tanta ignorância? Para quê?

Oi, bom dia!

01/08/2009
Café com creme na Colombo do Forte

Café com creme na Colombo do Forte

Amigos,

precisei abandonar o antigo endereço. Criei este espaço com o mesmo propósito do anterior (http://viajeaqui.abril.com.br/blog/direto-do-rio-de-janeiro.shtml) falar do Rio, dar e receber dicas da cidade, exaltar as cariocas, debater sobre bares e restaurantes, sambar, forrozear, mergulhar.

Vou me dar uns dias de folga (três, no máximo) e na semana que vem volto com tudo aos posts.

Enquanto isso, além dos arquivos do blog Direto do Rio de Janeiro, ainda em cartaz no seu buscador preferido, você pode me ler no Enoteca.

Obrigado pela visita.

Um abraço a todos.

Olá, mundo!

01/08/2009

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