O samba da Sacopã

Roda de samba no quillombo da Sacopã, aos sábados: com feijão e vista da Lagoa

Roda de samba no quillombo da Sacopã, que rola aos sábados: acompanhada de feijão, cerveja (ou batida de limão) e vista da Lagoa


Atendendo a promessa do post anterior republico este texto. Aos pouquinhos vamos trazendo pra cá e organizando todo o conteúdo do Direto do Rio.

O SAMBA DA SACOPÃ – Publicado em 24/1-/2008

Foi mal o atraso aí gente, os dias andam corridos. Mas vamos falar do sabadão de samba e feijão. Foi uma tarde ótima, apesar do tempinho feio. Chegamos lá, numa curva na Ladeira do Sacopã, por volta das 16h e foi muito tranqüilo estacionar logo após cruzar o portão de ferro. De longe já dava para escutar o pagode que tocava alto. Era uma chácara agradável, com galinheiro, bananeiras e a simplicidade do campo. Neste enclave bucólico em plena Lagoa o couro comia. Num salão com jeito de terraço suburbano, as mesas tinham as pessoas mais variadas, gente de tudo tipo. O clima era de festa na casa de um conhecido, com algumas crianças brincando entre as jaqueiras com frutas penduradas. A única diferença é que a entrada custava R$ 25 e a lata de cerveja Itaipava, R$2. A porção de feijoada na cumbuca era farta e dava bem para uma pessoa, até para duas com pouca fome. Noutra travessa vinham uns torresmos, couve, muito arroz e pouca farofa (eu preferiria se fosse o contrário). E ainda tinha uma batidinha de limão da boa. A pimentinha é que podia ser mais forte – e mais fácil de pegar. O samba estava demasiado alto a meu ver, mas o repertório de primeira atenuava o problema. Cartola desfilou numa seqüência de emocionar. (“As rosas não falam/ Simplesmente as rosas exalam/ o perfume que roubam de ti, ai”, “Tive sim, outro grande amor antes do teu, tive sim”, “Bate outra vez/ Com esperanças o meu coração/ Pois já vai terminando o verão, enfim”, “Alvorada, lá no morro que beleza/ Ninguém chora não há tristeza/ Ninguém sente dissabor”, “Ainda é cedo amor/ Mal começaste a conhecer a vida/ Já anuncias a hora de partida/ Sem saber mesmo o rumo que iras tomar”). Quanta beleza. Clássicos consagrados por Clara Nunes e Zeca Pagodinho colocavam a turma para cantar. Também Chico Buarque deu as caras com algumas canções. A turma de compositores era da mais alta estirpe. A tal vista da Lagoa que é meio assim, escondida. Mas são as muitas árvores ao redor que não nos deixam ver muito da paisagem. Bom assim. Melhor as árvores que a vista. Dá para imaginar que uma tarde ali podem ser ainda muito melhor num dia de verão com sol se pondo quase pelas 20h justamente na porção de céu que conseguimos ver dali. Deve ser bonito. Com tempo claro as crianças podem explorar o terreno, brincar. Vou voltar. É o carnaval que tá chegando.

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