Archive for setembro \22\UTC 2009

Buenos Aires a pé: Palermo

22/09/2009
DEgustação de tapas e canapés do nórdico Olsen, um dos muitos ótimos restaurantes do bairro

DEgustação de tapas e canapés do nórdico Olsen, um dos muitos ótimos restaurantes do bairro

Múltiplo. Tivéssemos que escolher um único adjetivo para definir Palermo, seria o da abrangência. Pluralidade gerada pela grandeza territorial que permite ao bairro abrigar imensas áreas verdes. Para facilitar as referências, Palermo é dividido em sete microbairros, cada qual com caráter próprio: Palermo Viejo, Palermo Soho, Palermo Hollywood, Palermo Sensile (ou Villa Freud), Palermo Chico, Parque Palermo e Las Cañitas. A fartura de programas engloba passeios bucólicos, agitada vida noturna, restaurantes moderninhos e outros étnicos, museus, além de importantes lojas e escritórios de design, moda e decoração.

Um bom dia para a visita é sábado, quando uma feira de arte ocupa Plaza Cortázar (mais conhecida como Serrano, seu antigo nome). Os muitos bares ao redor da praça, um dos recantos mais badalados na noite portenha, foram contaminados pelo agito e abrigam vários boxes e barracas que vendem roupas e acessórios moderninhos. Uma espécie de Babilônia Feira Hype informal.

Mas o lugar fica animado mesmo lá para o meio da tarde. De manhã pode-se aproveitar para fazer um programa bucólico caminhando pelas áreas verdes do bairro. O imenso recanto, batizado de Parque 3 de Febrero, é cortado pelas avenidas Sarmiento e del Libertador. O pulmão da cidade conta com o Jardim Botânico, o Zoológico, o Jardim Japonês, o Rosedal (com um agradável lago artificial onde desfilam pedalinhos), o hipódromo, o campo de pólo e o Planetário. Indispensável é a visita ao Rosedal (que abriga um jardim de rosas esplendoroso) e ao delicado Jardim Japonês.

Para os amantes das artes plásticas mostra-se fundamental a visita ao Malba (Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires), em Palermo Chico, a zona residencial mais nobre da capital. No acervo acumulado pelo empresário Eduardo Constatini, obras dos mais significativos artistas do continente: Tarsila do Amaral, Frida Kahlo, Antonio Berni, Xul Solar e Portinari, entre outros. A lojinha do museu vende artigos bem interessantes.

O bairro abriga também uma série de restaurantes modernos, comandados por jovens chefs que elaboram pratos criativos, além de ser o endereço da mais badalada das ótimas sorveterias de Buenos Aires: a Persicco. Mesmo nos dias frios, vale apreciar a variada oferta de helados.

No rico cardápio de restaurantes, o Bar Uriarte destaca-se pela cozinha inventiva e ambiente animado. Já o Green Bamboo, de gastronomia vietnamita, ganha pontos pelo exotismo dos pratos, debruçados na combinação de sabores picantes e doces com ingredientes frescos. Para apreciadores de vinho, o Club del Viño, que também serve apresentações de tango, é garantia de satisfação – e o local ainda conta com um pequeno e interessante museu sobre a bebida. Bom também para os amantes da bebida é o Cabernet (e a loja de vinho deles, Lo de Joaquín Alberdí, defronte). Outro endereço altamente concorrido, daí a importância de se reservar, é o nórdico Olsen (na foto), que serve uma famosa degustação de vodcas com canapés absolutamente imperdível.

Onde comer
Bar Uriarte – Calle Uriarte, 1572. Tel.: 4834-6004.
Green Bamboo – Calle Costa Rica, 5802. Tel.: 4775-7050.
Club del Vino – Calle José A. Cabrera, 4737. Tel.: 4833-0048.

Principais atrações:  Malba e Parque 3 de Febrero.

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O valor de uma estrela

21/09/2009
Bife ancho, batatas doces com açúcar mascavo e El Mariscal Pinot Noir e Tannat do restaurante urugaui El Tranvía, em São Paulo, escolhido para o jantar porque tem uma estrela do guia Quatro Rodas. E, ainda tem o chimichurri maravilhoso (ali no cantinho direito, quase fora da foto)

Bife ancho, batatas doces com açúcar mascavo e El Marichal Pinot Noir e Tannat do restaurante urugaui El Tranvía, em São Paulo, escolhido para o jantar porque tem uma estrela do guia Quatro Rodas. E, ainda tem o chimichurri maravilhoso (ali no cantinho direito, quase fora da foto)

Vamos dar uma curta interrompida na série sobre Buenos Aires a pé para falarmos sobre o outro lado do Rio da Prata. Melhor dizendo, vamos tratar do outro lado da Via Dutra, São Paulo, que tem um ótimo restaurante uruguaio, o El Travía.

Dizem que uma estrela Michelin vale 25% a mais no faturamento de um restaurante. A perda dela representa uma diminuição da mesmo porcentagem nos lucros. Isso lá fora, porque aqui no Brasil ainda não temos o Guia Michelin de restaurantes. Pois, então, entre tantos prêmios irrelevantes criados por revistas, guias e jornais de cultura e gastronomia, sem dúvida o mais relevantes de todos são as estrelas do Guia Quatro Rodas.

Fiquei pensando em quanto vale uma estrela do Guia Quatro Rodas para um restaurante brasileiro. Estive em São Paulo esta semana para cobrir encontro da Braztoa (Associação Brasileiras das Operadoras de Viagem). Numa das noites, cansado de andar e carregar revistas e folhetos, cheguei no hotel e só queria um bom restaurante bem perto dali, o Centrão de São Paulo.
Não tive dúvida. Abri no Guia Quatro Rodas e fui buscando restaurantes. Vi que o uruguaio El Travía (na foto) tinha uma estrela.
Isso bastou para eu ligar para lá, reservar uma mesa e pegar um táxi.
Foi um belo jantar, com morcilla, molleja e um biche ancho espetacular, além de incríveis batatas doces assadas com açúcar mascavo, bons pães e um chimichurri de primeira linha. E ainda bebi um vinho curioso, corte de Tannat com Pinot Noir, algo inédito para mim. Mas isso eu conto lá na Enoteca.

Essa mania de consultar o Guia Quatro Rodas é antiga, vem desde as minhas primeiras viagens com os pais, lá por 84, quando íamos com boa fequência a Búzios e eu mesmo tratava de folhear o guia, indicar pousadas, restaurantes e passeios. Acho que ali nascia um jornalista de turismo, porque eu lia e ficava pensando em como devia ser legal trabalhar para guias de viagem. Deu no que deu. Sempre fiz isso. Pegava o guia e via os restaurantes estrelados. Assim, fui parar em lugares incríveis que nunca seria capaz de descobrir sozinho. Andei mais de uma hora, desde as fazendas do Vale do Paraíba carioca, até Bananal, em São Paulo, só para comer no restaurante Dona Licéia, uma fazenda incrível no meio do nada, com comida sensacional. E também no Zur Sonne, em Serrinha do Alambari, que dizem anda caidão, mas já foi um ótimo lugar para se comer uma cozinha alemã que fuja da fórmula salsichas-chucrute-salada de batata-mostarda-chope. Tábua de Carne, em João Pessoa, além de algumas dezenas de casas em São Paulo foram escolhidas só porque tinham estrelas pelo Guia Quatro Rodas. Aí, fiquei pensando: quanto vale uma estrela do Guia Quatro Rodas? Taí uma pesquisa que esses institutos, universidades e entidades que se dedicam a isso podiam fazer.

E de noite voltamos à Argentina.

Buenos Aires a pé: San Telmo

18/09/2009
Dançarinos de tango em San Telmo, onde Buenos Aires é mais portenha

Dançarinos de tango em San Telmo, onde Buenos Aires é mais portenha

A impressão é  que San Telmo é o local onde Buenos Aires é mais Buenos Aires. Não apenas pelo bairro ser o principal reduto do tango, nem só por ser a zona mais antiga da cidade. A melancolia típica dos vizinhos ali manifesta-se robusta. Mais de 500 antiquários vendem e exibem o passado. Dá saudade, coisa tão argentina. As paredes desgastadas dos casarões, as ruas de pedra com luminárias antigas. Tudo cria uma atmosfera nostálgica e delicada, saborosa. Animada também, pelos muitos artistas de rua que divertem adultos e crianças. Um cenário portenho, em resumo. Que pede uma degustação lenta e atenta, em caminhadas curtas. Sem falar que o bairro reúne a maior concentração de tanguerias da cidade, casas tradicionais como o El Viejo Almacén e o Bar Sur (leia na página 8).

O melhor dia para visitar o bairro é o domingo, quando acontece a famosa e tradicional feira de antigüidades. A dica é chegar cedo, antes do almoço, para percorrer as barracas que vendem toda a sorte de objetos: prataria, lustres de cristal, livros, pôsteres de cinema, placas de rua, móveis europeus, pinturas, porcelanas, esculturas, garrafas farmacêuticas, discos, máquinas fotográficas, gramofones. O burburinho concentra-se na Plaza Dorrego, mas as ruas adjacentes também ficam tomadas de turistas brasileiros que se misturam aos argentinos. Afinal, domingo em San Telmo não é programa só de turistas: os portenhos também batem ponto ali. Em torno da praça há vários bares e restaurantes. O mais tradicional é o Bar Dorrego, com interior antigo. Mas para fazer refeições vale caminhar um pouco, porque ali os preços são mais caros e a qualidade, inferior. Duas boas opções são o 1880 e o La Brigada. O primeiro, na Calle Defensa, serve pratos típicos como o puchero (uma espécie de cozido) a preços sedutores. O segundo, nos Estados Unidos, é uma das mais tradicionais parrilas da cidade, servindo também cortes de javali, cordeiro e búfalo.

Além das barracas de domingo, os centenas de antiquários do bairro movimentam o comércio de ricos objetos pretéritos durante a semana, quando é mais indicado garimpar preciosidades. Antigas relíquias também concentram-se no Pátio dos Ezeiza (ou Galeria la Defensa), com arquitetura em estilo italiano. Há também vendas de carnes, legumes e verduras.

Mas não são apenas antigüidades que atraem os visitantes a San Telmo nos domingos. Pintores e escultores vendem suas obras enquanto produzem novas peças. A mistura colore o bairro.

Duas igrejas também merecem atenção do visitante: a Ortodoxa Russa, um exótico edifício com cinco cúpulas azuis; e a de Nuestra Señora de Belém (a paróquia de San Pedro González Telmo), cuja construção teve início em 1734 e acabou por batizar o bairro.

Para finalizar, San Telmo conta com o bucolismo do Parque Lezama, onde consta que a cidade foi fundada. Além da imensa área verde, é ali que funciona o Museu Histórico Nacional, com acervo sobre o país, desde os tempos pré-coloniais.

 

Onde comer
La Brigada – Estados Unidos, 465. Tel.: 4361-5557.
1880 – Defensa, 1665. Tel.: 4307-2746.

Principais atrações:  Feira de antigüidades que acontece aos domingos, Igreja Ortodoxa Russa, Parque Lezama e Museu Histórico Nacional Pátio dos Ezeiza, casas de tango, e Igreja Nuestra Señora de Belém.

Buenos Aires a pé: La Boca

17/09/2009

 

Quadros em exposição no Caminito, que é uma pintura de tão belo

Quadros em exposição no Caminito, que é uma pintura de tão belo

As casinhas de chapas de aço pintadas com todas as cores são, ao lado do Obelisco, o símbolo maior de Buenos Aires. Mas ao contrário do monumento ”horroroso”, nas palavras de Jorge Luís Borges, o Caminito é uma graça. A pequenina e charmosa rua de pouco mais de 100 metros reúne uma série de artistas convertendo-se em um verdadeiro museu a céu aberto que conta com pinturas em baixo relevo retratando a história da Argentina – e do bairro, principalmente. As ruas próximas convidam a uma aprazível caminhada, percorrendo lojas de suvenires e ateliês de artistas abertos a visitas (especialmente na Calle Magallanes). Vale ficar atento aos bonecos de personalidades argentinas que enfeitam algumas fachadas: Carlos Gardel e Maradona são figurinhas fáceis. Além dos habilidosos dançarinos de tango, onipresentes.

Mas o bairro de imigrantes italianos, berço do tango, tem mais a oferecer aos visitantes do que o colorido do Caminito. O Museu de Cera reúne personagens históricos da Argentina, além de estátuas em tamanho natural dos tipos que formaram a nação, como o gaúcho e o imigrante.

Na Avenida Pedro de Mendoza encontra-se o Museu Quinquela Martín, uma homenagem à  memória do artista que criou o Caminito ao ter a idéia de pintar as casas. Assim, transformou a Boca de bairro decadente no principal cartão-postal de Buenos Aires. No museu, onde morava o pintor e funcionava seu ateliê, estão obras de Quinquela e os móveis pintados por ele. Do último andar tem-se uma das mais belas vistas da Boca del Riachuelo. Nos pisos inferiores funciona uma escola, doação do artista à comunidade local.

Deve-se evitar a visita ao bairro em dias de jogo do Boca Juniors, o mais popular time da Argentina. Mas, aos amantes do futebol, assistir a um jogo é programa interessante. Para os que desejam programa mais ameno, a visita guiada ao curioso estádio La Bombonera (por, devido ao formato quadrado e vertical, assemelhar-se a uma caixa de bombons) já basta. O passeio inclui caminhada pelo gramado e acesso ao museu do clube.

O bairro também tem uma boa oferta de cantinas italianas, freqüentadas por argentinos, basicamente. Vale apostar nas casas situadas na Calle Necochea, entre Olavarría e Brandsen, animadíssimas à noite. Há outros três restaurantes bastante tradicionais: o Samovar de Rasputin, onde acontecem shows de jazz à noite; o Il Metterello, uma honesta casa italiana; e o Don Carlos.
Onde comer
Samovar de Rasputin – Calle del Valle Iberlucea, 1251. Tel.: 4302-3190.
Don Carlos – Calle Brandsen, 699. Tel.: 4362-2433.
Il Metterello – Calle Martín Rodriguez, 517. Tel.: 4307-0529.

Principais atrações: Caminito, La Bombonera, Museu Quinquela Martín e Museu de Cera.

Buenos Aires a pé

16/09/2009
Casa Rosada: sem grana para pintar a fachada hermanos deixam a tinta desbotada

Casa Rosada: sem grana para pintar a fachada hermanos deixam a tinta desbotada

Plana, arborizada, dona de incontáveis monumentos, jardins bem cuidados e esplendor arquitetônico, Buenos Aires parece ter sido inventada para ser desvendada a pé. Quando o frio do inverno chega, o tempo seco favorece as caminhadas – aquecidas pelo calor do sol, tão brando e insistente quanto brilhante -, mas é importante contar com cachecóis, luvas, gorros e um bom casaco. Lenta e atentamente aprecia-se a atmosfera européia, embebida em uma impressionante infusão cultural adocicada, onde não faltam museus, galerias de arte, teatros, feiras de artesanato, gente bonita e elegante e muita badalação noturna. Embutidos em todos os ambientes, artistas de rua transformam a cidade, que é um museu a céu aberto, em um imenso palco: dançarinos de tango, pintores, escultores, homens-estátua, músicos, malabaristas e toda a sorte de personagens animam e colorem as zonas turísticas. Para aproveitar a refinada capital argentina da melhor maneira, a pé em tranqüilas caminhadas, Viagem montou sete opções de roteiro que passeiam pelas principais atrações da cidade: Boca, San Telmo, Recoleta, Palermo, Avenida de Mayo, Puerto Madero e o Centro, um enorme e fervilhante cinturão entre as avenidas Corrientes, 9 de Julio e Reconquista, que belisca ainda a Praça San Martin, e a elegância da Calle Arroyo. Portanto, calçados confortáveis e disposição devem constar na bagagem do viajante. Para cumprir os trajetos sugeridos, três dias são suficientes: ou seja, os pacotes de fim de semana satisfazem, embora deixem um gostinho de quero mais no ar.

Isso não quer dizer que os táxis, baratíssimos, devam ser desprezados: ao contrário, servem para os deslocamentos mais longos, a partir do hotel ou à  noite. Mas deve-se ter cuidado. Uma boa maneira de evitar motoristas mal-intencionados é pedir à recepção do hotel ou ao restaurante que solicite um carro, de preferência de uma cooperativa. Não se paga um centavo a mais por isso e é uma garantia contra os (muitos) vigaristas de plantão.

Ademais e sobretudo, caminhar é uma bela maneira de reduzir as calorias adquiridas através das muitas empanadas, tiras de asado, bifes de chorizo, alfajores e sorvetes acumulados durante a viagem. Afinal, assim como apreciar os passos lascivos e os acordes dramáticos do tango, comer bem é mandamento em Buenos Aires. A cada esquina, restaurantes, bares e cafés refinados convidam à farra gastronômica – tudo regado pelos cada vez mais consistentes e exaltados vinhos argentinos. E o que é melhor: a preços irresistivelmente sedutores.

Buenos Aires: vai logo

16/09/2009
Maradona, que anda tão camarada dos brasileiros, te aguarda de braços abertos

Maradona, que anda tão camarada dos brasileiros, te aguarda de braços abertos na capital argentina

Já que tô trazendo pra cá parte do conteúdo do Direto do Rio, aproveitei o vasculhar dos baús e peguei este dos tempos de JB, publicado em 2005.
Foi uma matéria grandona, de oito páginas, que vou republicando aqui durante os próximos dias.
É engraçado dar de cara com textos antigos. Dei risadas com alguns períodos rebuscados. DE algumas frases, confesso ter sentido até alguma vergonha.
Mas decidi não mexer nisso. O máximo que fiz foi atualizar e acrescentar algumas coisas de minhas viagens mais recentes até Buenos Aires, cidade que adoro quase tanto quanto o Rio.
É oportuno tratar do tema. Porque ainda está dando pra pegar umas promoções em pacotes, passagens e hotéis. Mas, acredite: vão subir. Quer dizer, já estão subindo.
E o verão já vai chegar.
E Buenos Aires de dezembro a março, convenhamos, não é tão gostosa, né?

Ipanema: melhor praia do Rio pro Guia Michelin

15/09/2009
Na boa: um pôr-dol-sol desse aí é covardia, né?

Na boa: um pôr-dol-sol desse aí é covardia, né?

Acho Ipanema a melhor praia do mundo, como já confessei aqui. O pessoal do Guia Michelin, que acaba de lançar uma edição sobre o Rio, pode até não chegar a tanto. Mas, ao menos, entre as praias cariocasIpanema e Copacabana foram as únicas a receber três estrelas dos franceses. Lopes Mendes, na Ilha Grande, também.
Grumari, que tanto se fala, ficou com apenas uma, enquanto Barra e Prainha ganharam duas. Isso eu não entendi.
Mas passando os olhos na lista os caras parecem ter acertado nas cotações. Eu discordo de uma coisa aqui, outra ali. Mas no geral, está ok.
Quem consultar o guia aparentemente estará bem servido de informações. Se quiser ler mais é só clicar aqui.

E você, o que achou da lista?

Triste recuerdo de Buenos Aires

14/09/2009
Salmão semi grelhado com salada do Tomo 1, o melhor restaurante de Buenos Aires. É baratinho, baratinho...

Salmão semi grelhado com salada do Tomo 1, o melhor restaurante de Buenos Aires. É baratinho, baratinho...

Ontem escrevi sobre o Tomo 1, em Buenos Aires, e me lembrei de uma coisa que queria contar, com tristeza.

TRISTE RECUREDO DE BUENOS AIRES – Publicado em 30/06/09

Este restaurante portenho é considerado por muitos, como o Joaquim – e eu também depois da última visita –, o melhor da capital argentina. Só isso. Pois bem. Sabe quanto custa o menu degustação da casa? Ridículos, para os nossos padrões, 190 pesos. Sabe lá o que é isso? Dá menos de R$ 100. São uns dez pratos. Tem camarão, cordeiro, cogumelos e ótimos ingredientes em todas as etapas (na foto uma espécie de confit de salmão com uma salada porreta). Barato, né? Ah, mas eu vou te contar outra coisa. O preço inclui meia garrafa de vinho da Rutini (se puder peça uma taça do Pinot Noir, por fora do preço, mas um vinhaço que merece ser conhecido). Um casal pode pedir um branco e um tinto que a refeição fica ainda mais bonita. O serviço também é muito bom.

Enquanto isso, por aqui, nossos menus degustação começam em R$ 200. Sem vinho.

É uma pena.

Rio x Buenos Aires (direto do Direto do Rio de Janeiro)

14/09/2009
Eu e Gardelito, personagem folclórico da feira de San Telmo, com o guia de Buenos Aires da VT aberto na página com a foto que eu tinha feito dele.

Eu e Gardelito, personagem folclórico da feira de San Telmo, com o guia de Buenos Aires da VT aberto na página com a foto que eu tinha feito dele.

Taí mais um textinho pescado lá do Direto do Rio, este sobre Rio e Bueno Aires.

RIO X BUENOS AIRES – Publicado em 15/06/09

Hoje este blog vai abrir duas exceções: falar de outro lugar que não o Rio de Janeiro (não, não vou implicar com São Paulo,este esporte tão carioca, como vice-versa) e publicar uma foto do blogueiro (que prefere ficar do outro lado da câmera, atrás da lente).
A ausência dos últimos dias se justifica, porque merecemos todos uns dias de folga em Buenos Aires. Estava lá eu aproveitando o feriado na feira de San Telmo quando me encontrei com o Gardelito, personagem folclórico do pedaço, que eu já havia fotografado um bocado de vezes. Depois de clicá-lo mais algumas vezes eu fui conversar com o moço. Papo vai, papo vem, eis que ele me disse que saiu em página dupla num recente guia de turismo editado no Brasil sobre Buenos Aires, uma turista lhe contou. Sabia até a página “foi na 64 ou na 69”.
Saquei da bolsa a edição mais nova do guia Melhor de Buenos Aires, aqui da VT. Achamos a foto, ele ficou muito feliz. Lá fui eu conferir o crédito da imagem, esta mania de fotógrafo. Para minha surpresa era minha mesmo (este personagem é tão fotografado que já vi nos arquivos da Abril pelo menos mais dois fotógrafos com imagens dele, o Pablo de Souza e o Julio Sanders). Tiramos este foto que ilustra o post e deixei de presente o guia com ele. Foi um momento muito gostoso.
Nesta viagem visitei alguns lugares que não conhecia, como o Boliche de Roberto, e voltei a outros velhos conhecidos, como o Café Tortoni. É nessa horas que vemos como o Rio e Buenos Aires têm muito em comum, embora não pareça à primeira vista. Além dos paralelos óbvios (o Flamengo e o Boca Juniors, o samba e o tango, a malandragem e a milonga, o Copacabana Palace e o Alvear, o Fasano e o Faena, o Matte Leão e a yerba…), há vários outros. O tal Boliche de Roberto, em Almagro, é uma espécie de Bip Bip: está para o tango assim como este boteco de Copacabana para o samba. Os músicos da velha e da jovem guarda se apresentam de maneira espontânea e de graça, como que tocando na casa de amigos. O tal Roberto deve ser o Alfredinho portenho. É um lugar pequeno, que fica abarrotado, com poucos turistas e muitos locais. Para beber uma cerveja é preciso buscar no balcão lá como cá.
Outro endereço que tem um par carioca é o Café Tortoni. Lá nos fundos desta instituição portenha, no antigo salão de sinuca que hoje tem mais mesas para acomodar os clientes, um dos pôsteres mostra alguns dos cafés mais famosos do mundo. Lá está a nossa Confeitaria Colombo velha de guerra, que é linda, linda, linda.
E eu acho que já passou da hora da nossa zona portuária dar uma de Puerto Madero…

CCBB: um centro cultural imperdível

14/09/2009
Cúpula do CCBB: além de uma ótima programação, o prédio do centro cultural ainda é lindo

Cúpula do CCBB: além de uma ótima programação, o prédio do centro cultural ainda é lindo

Aí, então, vai o post do CCBB.

CCBB RIO: CULTURA EM TODOS OS SENTIDOS – Publicado em 11/02/09

Em 2007, depois de inscrever o musical “É Samba na Veia, é Candeia” em editais para montagens de espetáculos do CCBB, o então psicólogo e publicitário Eduardo Rieche decidiu tentar o concurso de dramaturgia do mesmo CCBB. Ganhou. O prêmio era uma temporada de dois meses no teatro da instituição, um dos mais importantes centros culturais da cidade.

Foi um sucesso total, a ponto de a rigorosa (e já folclórica) crítica teatral Barbara Heliodora escrever que o espetáculo é “Um exemplo vivo e cativante da música brasileira, uma visita ao samba em estado puro”. Muito oportuno que, às vésperas do carnaval, a peça ganhe destaque na curta temporada que começa hoje no teatro Oi Casa Grande, no Shopping Leblon. O espetáculo está concorrendo ao Prêmio Shell em duas categorias (Texto e Direção Musical), um feito para um autor estreante. Ademais, é uma boa oportunidade de colocar Candeia, um tanto obscuro, no lugar que merece, como um dos maiores nomes do samba.

Já que falamos de CCBB e valorização da nossa produção cultural, o centro cultural está com uma imperdível mostra em cartaz: a exposição Brasil Brasileiro.

Como ainda não fui lá ver (fica em cartaz até o dia 5 de abril), achei melhor transcrever o texto de apresentação do site:

“A exposição reúne dois séculos de pintura que mostram o impacto da paisagem sobre o artista, a paixão que o Brasil despertou mesmo junto a artistas estrangeiros e a vontade de representar nossa cultura, de captar a alma popular, de retratar a nossa gente. As obras não são reunidas por critério cronológico, nem por tendências estéticas, mas por distintos temas que permitem ao público maior reflexão e melhor reconhecimento de nossa brasilidade”.

Isso sem falar na livraria deliciosa, no café, no salão de chá, no restaurante, nas múltiplas salas de exibição que sempre reservam boas mostras, nos teatros e cinemas. E no prédio imponente e elegante, com salões suntuosos. Isso tudo no coração do Rio antigo, numa área deliciosa de se passear a qualquer dia da semana, boa parte fechada ao trânsito de veículos.