Braseiro da Gávea: picanha, pessoas, chope e carioquice

 

Picanha do Braseiro: com fritas e farofa de banana, tudo fica lindo

Sempre que alguém de fora do Rio me pede uma indicação de programa noturno para o início de semana, incluindo aí o domingo, sempre sugiro o Baixo Gávea – a não ser que o povo queira mesmo muita farra, aí não tem jeito, a Lapa para o destino mais adequado em qualquer dia.
Mais que o Baixo Gávea, de uma maneira geral, recomendo ficar numa das mesas da varanda do Braseiro da Gávea, especificamente. Não porque o lugar tenha o melhor chope, picanha ou galeto da cidade, mas por ser um dos lugares mais cariocas que há. A varanda fica de frente para o crime, a rua onde circulam beldades, onde todos os cariocas se encontram. Nos pós-praia, no pós-Maracanã, no esquenta para noitadas mais animadas ou apenas para dar uma saída de casa. Antes ou depois do cinema ou teatro. Nas tardes chuvosas de sábado. Todos vamos ao BG (vai dizer que você não sabia que o apelido do Baixo Gávea é BG?). Eu adoro ir sozinho, porque sempre encontro alguém que não vejo há muito – pelo menos uma boa surpresa me aguarda a cada visita. Mas não é só isso, também encontramos os amigos de sempre, e aqueles sujeitos onipresentes, que estão nos mesmos lugares que você. É um lugar para ver e ser visto, para encontrar e reencontrar. Para começar ou terminar uma noitada.
Devidamente acomodado nas mesinhas – chegue cedo, porque não é fácil conseguir uma – o chope vai sempre muito bem na escolta das linguicinhas na brasa. Seja para beliscar, seja para fazer uma refeição, a picanha fatiada com farofa de ovos é um hit da casa (diz aí, Guilherme, se não é muito boa?). Vai bem demais com umas fritas também. E o molho à campanha… ai ai ai. Se quiser (isso se beijo na boca não estiver nos seus planos para aquela noite), um alho frito salpicado por cima é o ápice que este prato pode alcançar.
Logo à porta está o churrasqueiro e você mesmo pode chegar até ele para indicar o modo que você vai querer a carne (malpassada, é claro, eu sei que você sabe das coisas. Isso é algo muito bem carioca. Em que outra cidade do mundo você cutuca o cozinheiro do restaurante e diz como quer a sua comida?
Aliás, um pão francês com bastante miolo vai muito bem para limpar a travessa, úmida com todo aquele caldo que a carne libera, ali abundante como em nenhum outro lugar – acho que eles dão uma incrementada na parada lá na cozinha, porque um pedaço de carne daquele não pode soltar tanto suco e continuar tão suculenta, suculenta e suculenta.

Publicado em 14/4/2009

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2 Respostas to “Braseiro da Gávea: picanha, pessoas, chope e carioquice”

  1. Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro « Rio de Janeiro a Dezembro Says:

    […] Braseiro da Gávea […]

  2. Sugestões afetivas de restaurantes para o Dia dos Pais « Rio de Janeiro a Dezembro Says:

    […] aos clássicos: que tal um almoção no Lamas, no Jobi, no Alvaro´s, no Degrau, no Nova Capela, no Braseiro da Gávea, no Cosmopolita, no Bar Brasil (ah, não, que lástima: o Bar Brasil e o Cosmopolita não abrem aos […]

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