Archive for dezembro \13\-02:00 2009

Hotéis baratos no Rio de Janeiro

13/12/2009

Terrasse Hostel, em Ipanema: opção barata

Agora é a vez de falarmos de hotéis baratos, pedido do Guilherme Biazzi Nogueira, que a gente relembra:
“O Meu Caro Amigo Bruno,
Estou louco à procura e hotéis bons e baratos no Rio de Janeiro. Será que poderia me ajudar ?! Estou indo com a minha namorada no começo de Janeiro.
Grato Pela Atenção,
Guilherme”

Vamos lá.?
Luca já respondeu, dando uma boa dica, de quem sabe:
“Guilherme,
Tem um hotelzinho fofo e simples do lado da minha casa chamado hotel Santa Teresa que cobra uns R$120-150 a diária (um albergue na zona sul vai te custar, no mínimo, uns R$ 35). É no Bairro Peixoto, que é dentro de Copacabana, mas é uma região super calma, perto do metrô e da praia.”

Lá embaixo eu deixo mais quatro sugestões, reaproveitando um post antigo sobre este mesmo tema.
Outro lugar legal é o Castelinho 38, em Santa Teresa. Custa entre R$ 170 e R$ 370 e é um lugar charmoso e bem cuidado, com internet gratuita o que, hoje em dia, é algo bastante desejado por muita gente.
Também em Santa Teresa, a Pousada Pitanga. São apenas quatro apartamentos, com preços entre R$ 160 e R$ 200.
Se quiser ficar na Zona Sul, recomendo alguns albergues. Quase todos têm quartos individuais, perfeitos para casais.  E estão bem localizados, como A odveture Hostel, Albergue Hostel Ipanema, Crab Hostel, Ipanema Beach House,, Rio Hostel Ipanema e Terrasse (leia mais lá embaixo), todos em Ipanema, e Best Rio Hostel, Che Lagarto e Rio Backpackers, estes três em Copacabana. Esses são os bairros com mais albergues. O Che Lagarto, por exemplo, tem duas unidades no Rio, uma em Ipanema, outra em Copa. Santa Teresa já tem vários. E o Leblon já começa a ter os seus.

Para encerrar, republico um texto que fiz para o outro blog, incluindo uma colaboração para a edição internacional da National Geografic, há pouco mais de um ano.

“Mais um da série você pergunta e eu respondo.
O Paulo pediu no post passado: “qquer dia vc podia fazer um post sobre hotéis e pousadas bacanas no Rio e em Búzios”.
Posso, sim Paulo.
Hotéis bacanas há de todos os tipos e preços. Preferi fugir um pouco dos óbvios Copacabana Palace, Fasano, Sofitel e outros medalhões sobre os quais tanto já se falou, se fala e ainda se falará. Aliás, já que falamos em hotéis, em maio o Hotel Glória (na foto) fecha para obras. O mais novo investimento de Eike Batista deve ficar dois anos em reformas. Nas últimas visitas ao Rio, Lula – normalmente fiel ao Sofitel aqui e em São Paulo – tem se hospedado lá.
Como um projeto desse não se sustenta sem uma guaribada também no entorno, esperamos que a obra contemple a Glória como um todo. Seria ótimo para a cidade. Porque a Glória, assim como o vizinho Catete (sede da República por décadas,cenário do suicídio de Getúlio), por exemplo, são bairros importantíssimos para a história do Rio que andam muito maltratados ultimamente. Mas há esperança de que uma revitalização como a da Lapa aconteça. O Hotel Glória by Eike é um ótimo começo.
Mas, voltando às dicas de hotéis que o Paulo pediu, prefiro aqui ir destacar o custo-benefício, as novidades e os segredos que não estão nos guias. Aquela coisa BBB: bom, bonito e barato.
Com esse propósito, fiz há pouco tempo uma listinha para a National Geografic Traveler que reproduzo agora.
E, aliás: o Hotel Glória não tem nada com a lista abaixo. A reforma deve trazer de volta os dias de glória (perdão pelo trocadilho infame). O hotel vai reabrir certamente bom e bonito, mas não barato. Chegará para competir com Fasano, Copacabana Palace, Sofitel, Marriot… Ou você acha que o Eike tá de bobeira?

Terrasse Hostel – Um dos mais novos hostels de Ipanema, fica na esquina da Farme de Amoedo com Prudente de Morais, no epicentro do quadrilátero gay, mas a freqüência não se resume a homossexuais. No prédio muito simpático e bem localizado, a apenas uma quadra da praia, há quartos coletivos (R$ 40 por pessoa) e privativos (a partir de R$ 50 por pessoa). O preço inclui café da manhã.
Rua Farme de Amoedo, 35 – Ipanema – Rio de Janeiro
Telefone.: (21) 2247-6130
http://www.terrassehostel.com
Ouro Verde – De frente para a praia de Copacabana, num charmoso prédio art-déco da década de 50, um emblema do bairro tombado pelo patrimônio cultural da cidade. Parece até South Beach, na Flórida. Reformado recentemente, ganhou luzes na fachada e um novo restaurante. As festas com DJs estavam fazendo o maior sucesso, mas uma denúncia de bebidas falsificadas pôs água no chope do lado festeiro do hotel. As diárias dos apartamentos de frente para o mar para casal custam desde R$ 240 (com café).
Av. Atlântica 1.456 – Copacabana – Rio de Janeiro
Telefone.: (21) 2543-4776
http://www.dayrell.com.br/ouroverde
Pousada Girassol – Uma pousada em Copacabana? Pois é, existe. Fica
numa pacata vila bem no meio do burburinho da Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Lá dentro, nem parece que estamos no Rio: o clima é de pousadinha do Nordeste, com atendimento cordial – os próprios donos atendem os clientes.  Diárias custam R$ 110 (para uma pessoa), R$ 140 (duas), R$ 160 (três) e R$ 170 (quatro), com café da manhã.
Travessa Angrense, 25 A (entre a Raimundo Correa e a Santa Clara)  –
Copacabana – Rio de Janeiro
Telefone.: (21) 2256-6951
http://www.girassolpousada.com.br
Íbis/Formule 1 – As duas bandeiras populares da rede Accor inauguraram as primeiras unidades cariocas. Ficam bem no Centro da cidade, a um passo da Lapa. Traduzindo: são excelentes para os que querem quer curtir a noite e não tão boas para quem o propósito é só praia (mas cabe lembrar que a zona central é bem servida de transporte público e em apenas 20 minutos de ônibus você chega em Copacabana). No Íbis, cada quarto custa desde R$ 119 por noite (para até duas pessoas), enquanto no Formule 1 sai a R$ 99 (para até três pessoas) – o café é cobrado à separadamente. Há ainda uma outra unidade na Rua Marechal Câmara, 280 (21 3506-4500), também no Centro, a 200 metros do aeroporto Santos Dumont.
Rua Silva Jardim, 32 – Torres 1 e 2 – Centro – Rio de Janeiro – RJTelefone:  (21) 3511-8200
http://www.accorhotels.com.br”

Pérgula, do Copacabana Palace: o melhor brunch do Rio

13/12/2009

Salão do Pèrgula: almoço de domingo a R$ 170. Será que vale?

Por ordem de chegada, vamos começar com o pedido do Caio. Dicas de brunchs no Rio. “Nessa minha estada aí no Rio nesse verão eu quero provar todos os brunchs da cidade aos domingos: Intercontinental, Marriott, Sofitel, Copa etc.
Alguma dica?”

A primeira dica que eu daria é: em vez de provar todos, que tal ir só o melhor, pelo conjunto da obra?  Guarde os demais domingos para outros programas.
Eu sugiro apenas o brunch do Copacabana Palace. A tarde do domingo é uma das melhores oportunidades de visitar o hotel. É caro, custa R$ 170 por pessoa – de garganta seca. Ou seja, só para entrar você gasta R$ 200, considerando os 10%. Com uma garrafinha de espumante, a conta vai dar, pelo menos, R$ 500 para um casal.
Mas acontece que o Copa é o Copa, não é verdade?  O Pérgula fica de frente para a piscina mais famosa do Brasil. Se a tarde não estiver tão quente vale a pena escolher uma das mesas externas, para poder ficar acompanhando o movimento. Comer ali é sem dúvida um charme.
Depois que se tornou chef executivo do hotel, coisa recente, Francesco Carli cuida também do Pèrgula. Assim, além de criar pratos novos para o cardápio, ela supervisiona a produção do brunch dominical, o que por si só já deve ter melhorado um pouco a qualidade da comida servida ali. Francesco é craque.
Incluindo frios, pratos quentes e sobremesas, a lista de pratos pode chegar a uns 100. Só de quentes são uns 20. As saladas variam.
O mesão de mármore acolhe as muitas saladas, queijos, pães, embutidos e frios. O melhor a se fazer é explorar o setor de peixes e frutos do mar. Ótima fama têm o salmão. Suas ovas e as lâminas defumadas estão entre as melhores maneiras de se começar a farra. Salada de frutos do mar e ostras frescas quase sempre estão na lista. A seleção de queijos é ótima.
Em datas especiais, como Páscoa e Dia das Mães, o preço pode subir um pouquinho, até uns R$ 200, mas aí passa a incluir bebidas, geralmente (pelo menos uma tacinha de espumante).
O brunch rola do meio-dia e meia às 16h30. E mais informações você pode obter ligando pro 2548-7070.

E, se precisar indicar mais um brunch, vá no Sofitel, servido no restaurante Atlantis, ao lado da piscina, com agradável vista para a orla de Copacabana. Este é bem mais barato, quase metade do preço: R$ 90, ou R$ 99 com os 10%. Também vale, mas se for para escolher um, seria o do Copa.

Colocando a correspondência em dia

13/12/2009

Piscina do Copa: uma das razões para se investir no brunch do Pérgula

Aproveitando o domingo chuvoso, hoje é dia de colocar a correspondência em dia. Este é o primeiro post de uma pequena série, respondendo as perguntas que chegaram na caixa de comentários nos últimos dias.

Vamos ver se é só isso mesmo?
– Brunchs na cidade, pergunta do Caio (que também vai ganhar um post sobre a Escola do Pão).
– Hotéis baratos, dica para o Guilherme Biazzi Nogueira.
– Ceia de Natal, para o Nuno

Alguém aí tem mais alguma pergunta? Ficou alguma dúvida para trás?

O Caio escreveu: “Nessa minha estada aí no Rio nesse verão eu quero provar todos os brunchs da cidade aos domingos: Intercontinental, Marriott, Sofitel, Copa etc.
Alguma dica?”
Já adianto que minha sugestão é o Copacabana Palace (na foto). Já explico porque no post seguinte.

Guilherme perguntou: “O Meu Caro Amigo Bruno,
Estou louco à procura e hotéis bons e baratos no Rio de Janeiro. Será que poderia me ajudar ?! Estou indo com a minha namorada no começo de Janeiro.
Grato Pela Atenção,
Guilherme”

E o Nuno pediu: “Bruno
alguma sugestão legal para jantar do dia 24/12?casal nos seus 40 e duas filhas adolescentes…coisa descontraída…
Valeu”

Começamos com os brunchs, depois falamos dos hotéis baratos e ceia de Natal. Terminamos com o café da Escola do Pão.

Combinado?

¡Venga!: me voy

12/12/2009

O ambiente é charmoso, com latões de azeite, pôsteres, castanhas e conservas de todo o tipo, lembrando um armazém

O balcão refrigerado da Adega Pérola, com suas dezenas de acepipes frios, era o que o Rio tinha de mais próximo dos bares de tapas da Espanha – conceito que, aliás, é uma febre mundial. Mas desde a última semana a coisa mudou. O que temos agora de mais parecido com a filosofia do tapear é o ¡Venga!. Parecido, não, praticamente igual. A simpática (e aguardada) casa abriu as portas na última terça-feira, na rua Dias Ferreira, no Leblon. O pequenino bar de tapas tem uma proposta que me pareceu muito acertada à primeira vista, da decoração ao cardápio e carta de bebidas.
Não fui só eu que fiquei curioso para conhecer o lugar. Na noite de sexta muita gente teve a mesma ideia. A porta e a calçada estavam lotadas de pessoas esperando mesa, tapeando e dando uns tragos. Tal como numa daquelas portinhas típicas da Espanha, seja em Barcelona, em Granada ou em Sevilha. O serviço, como costuma a acontecer nos primeiros dias de funcionamento, estava um tanto confuso, mas a simpatia dos garçons compensa essas falhas. Os sócios, pelo menos pareciam ser os sócios, ajudavam no trabalho, interessados em saber como estavam se saindo as coisas. Diante disso tudo, vejo um futuro muito promissor para eles, que podem desde já contar comigo como cliente. Lembrei até do Caymmi:: “Ustedes ya fuiste a España, chica? No? Entonces, Venga!”.

Pincho frio de sardinha com uma tacinha de Jerez: perfeito

O cardápio é bem autêntico, explorando os clássicos do tapeo, principalmente os da Andaluzia e da Catalunha. São quatro seções distintas: “Para empezar”, “Seguiendo”, “Y aún tienes que provar” e “¿Quieres algo dulce?”. No primeiro setor, azeitonas recheadas com anchova (R$ 5,80), jamón Pata Negra (R$ 38,50), queijo manchego (R$ 27,70), gazpacho (R$ 6), pão com tomate, azeite e flor de sal (R$ 5,90), o popular pan con tomate. A pedida para este circuito é uma taça de Jerez, que vai bem com tudo o que é salgado, acompanhamento mais popular na Espanha (leia mais neste post aqui). O gazpacho, receita dificíl que mesmo na terra de Cervantes às vezes se apresenta pesada, estava – na medida do possível – leve e fresco.

Seguiendo: as batatas bravas, um clássico apimentado

A segunda parte é a mais extensa do menu. A fidelidade às casas de tapas espanholas se confirma. Não há qualquer concessão a estrangeirismos.

Pulpo a la gallega: com batatas e páprica, um clássico espanhol

Pulpo a la gallega (com batatas e páprica picante, a R$ 15,90), croquetas de jamón (com presunto serrano e emmenthal, R$ 4), patatas bravas (picantes, como o nome leva a crer, a R$ 10,80), tortilla (R$ 8), espárragos a la plancha (aspargos grelhados com ovo poché, azeite trufado e crisps de presunto serrano, a R$ 12,80) e sardinhas em escabeche (R$ 10,40) compõem uma lista de 16 variedades de tapas bem autênticas.

No bar são listados os pinchos do dia. Pinchos são os primos catalães da bruschetta italiana: uma fatia de pão recebe coberturas variadas, que podem ser frias ou quentes

No balcão do bar, a cada dia, são listadas mais algumas – fique de olho no quadro.

Pincho de salada de ovo com uma presuntinho cru: lista muda todos os dias

Ali estão listados os pinchos, que são fatias de pão com coberturas variadas, como esta aí de cima, a salada de ovo…

Pincho de chistorra com cebola caramelizada: bonito de gostoso

… e esta outra, chistorra  com cebola caramelada.

A bomba (R$ 4), um bolinho de batata recheado com filé mignon picante, estava bom de sabor, mas com o recheio ainda frio, fruto de uma fritura inadequada. Os aspargos vieram em bom ponto de cozimento, assim como o ovo, com gema mole, mas a quantidade de presunto decepcionou a mesa. Penso que sejam problemas facilmente superáveis quando as engrenagens da casa estiverem azeitadas. Eu, pessoalmente, só senti falta dos chipirones a la plancha, que tanto me fizeram feliz nos bares de Sevilha e de Granada (chipirones são lulas atarracadas, gordinhas e pequenas, muito macias e saborosas, campeãs de público nos bares de tapas espanhóis, quase sempre servida com uma maionese caseira com ervas). No capítulo “Y aún tienes que probar” estão as poucas receitas que fogem, um pouco,  do tradicional. Provei o pincho moruno (R$ 12,90), um saboroso espetinho de filé de porco com chutney de acerola, de carne muito macia e um molho levemente cítrico e doce que caiu muito bem. A brocheta de gambas leva geléia de pimenta e hortelã (R$ 18) e a  flauta de salmón (R$ 17) remete aos nórdicos, misturando este peixe marinado, com ovo cozido, creme azedo e broto de trevo.

Helado de turrón: para encerrar o circuito adocicando a vida

Nas sobremesas quatro opções 100% espanholas: helado de turrón R$ 14,80), chocolate com churros (R$ 11,50) e crema catalana (R$ 11,50), além de um chocolate com azeite e flor de sal (R$ 12), explosiva união de sabores fortes, apresentado como que uma homenagem aos grandes chefs do país, como Ferrán Adrià, chegados nessas subversões.
Falando no mentor do El Bulli, que promoveu – ao lado de muitos compatriotas – uma revolução na gastronomia mundial, ele é um dos tem destaques da carta de bebidas. Entre as cervejas espanholas figura a Estrella Damm Inedit, que tem espírito (e preço) de vinho, desenvolvida pelo catalão. A garrafa de 750 ml custa R$ 53 e é servida em taças especiais. Sangrias tinta (R$ 36) e branca (R$ 32), água de Valencia (R$ 25), uma combinação de espumante, suco de laranja e licor de laranja, carregam nas tintas espanholas as bebidas. No outro lado da carta, os vinhos. Com duas exceções (os brasileiros Maximo Boschi Merlot 2000, a R$ 58, e o branco Cavalleri 2007, de R$ 48), são todos espanhóis, com sugestões não tão óbvias, como a Cava Juvé y Campus 2005 Brut (R$ 148), um exemplar safrado da melhor estirpe. Entre os tintos, o Infinitus 2006, de Castilla, e até um rótulo do Priorato, a região vinícola mais falada na Espanha neste momento, o Perinet 04/05, a R$ 298. Teoricamente deveria haver uma boa seleção de vinhos em taça, oito no total. Mas nos primeiros dias de funcionamento você sabe como é, né? Na sexta havia muito poucos disponíveis. Mas a gente sabe que com o tempo as coisas se  ajustam. E também faria um bem danado haver mais alguns rótulos de Jerez, que são a melhor companhia para as tapas, na minha opinião.
Essa coisa de tapas chegou com força ao Rio.  A turma do Miam Miam também acaba de inaugurar um bar de tapas, ali onde Botafogo encontra o Humaitá, chamado Oui Oui. E o ¡Venga!, com uma proposta muito bem amarrada, tem toda a pinta de que vai virar franquia. Espero que sim. Ipanema bem que podia ser a próxima investida. É só colocarem a luminária vermelha com o nome ¡Venga!, que eu me voy…

Publicado em 3/5/2009

Leia aqui o post do Leonardo Azevedo.

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.

O Rio de helicóptero

11/12/2009

O cristo visto do helicóptero, com a Lagoa e o mar ao fundo: o que dizer?

Aproveito para republicar aqui no blog uma matéria sobre passeio de helicóptero no Rio, que fiz para a Viagem e Turismo este ano. É muito oportuno, aliás, o assunto. Porque o Rio se candidatou neste 2009 a Patrimônio Mundial da UNESCO numa nova categoria: Paisagem Cultural. Nela não bastam as belezas naturais, mas é preciso haver as intervenções humanas. Poucas cidade do mundo foram tão mexidas. A Floresta da Tijuca, por exemplo, foi totalmente replantada. Boa parte da orla de Copacabana e do Aterro do Flamengo foram áreas tomadas do mar. Quase toda a orla da cidade passou por aterros e redesenhos, a Lagoa ganhou a forma de coração que se vê do alto depois de perder parte do espelho d’água – para quem não sabe, ela ia quase até o Jardim Botânico, toda aquela área foi aterrada. Muitos morros, como o do Castelo, foram derrubados. Assim, o Rio foi moldado pelo homem em cima de um cenário incrível Muito da beleza (e também das mazelas) do Rio tem a mão do homem. Não há lugar melhor para observar como esta cidade é bonita, como ela foi modificada ao longo dos tempos, do que do alto. O passeio de helicóptero nos ajuda a compreender o Rio – e a amá-lo cada vez mais.

Vamos ao texto?

“Chegou a minha vez. É bastante animador ver a cara, meio abobalhada meio incrédula, dos passageiros que descem do pequeno helicóptero, com capacidade para quatro pessoas, incluindo o piloto, à beira da Lagoa Rodrigo de Freitas. O motor nem é desligado e as hélices não param de girar. Corremos com a cabeça abaixada. Dá uma emoção. Atrás de mim sobe um casal de portugueses. Ao meu lado direito, o piloto Leandro Monçores, que é a cara no atacante Nilmar, do Internacional.     
Apertamos o cinto. Desgarramos rapidamente do chão e logo estamos no meio da lagoa, quase sobre a Árvore de Natal então recém-inaugurada – era uma manhã ensolarada de dezembro. A subida vertiginosa dá um friozinho na barriga, talvez medo, talvez deslumbramento, mais provável a combinação dos dois sentimentos. Com tanta cara de bobo quanto os turistas que vi sair momentos antes, tenho o Rio aos meus pés. O piso de acrílico, embora distorça e embace um pouco as fotos, favorece a apreciação da cidade. Tenho praticamente 90° de visão, à esquerda e à frente – e também para baixo e para cima. Não é preciso mais que isso. Me senti, por instantes, mais importante que o Lula, o Sergio Cabral e o Eduardo Paes juntos: sou o Rei do Rio.     
Vamos acompanhando o traçado reto do canal do Jardim de Alah, voando exatamente sobre a linha divisória do Leblon e de Ipanema. Ao longe vemos as montanhas de vegetação luxuriante que cada vez mais dão espaço aos barracos das favelas. Do alto percebemos que a Rocinha, o Vidigal, a Chácara do Céu e a favela Parque viraram um só complexo, gigantesco, amedrontador. Já alguns metros mar adentro, tornamos à esquerda num movimento agradável que inclina a aeronave. À medida que aumenta a velocidade o mesmo acontece com a beleza do cenário. À direita, as Ilhas Cagarras, o farol e os navios que esperar a hora da traçar na Baía da Guanabara. À esquerda, Ipanema, seus prédios, areias e favelas na divisa com Copacabana. Abaixo de nós, uma dezena de traineiras pescando lulas. Dessa vez não deu inveja dos que tomam sol na piscina do hotel Fasano. Rá rá rá. O único incômodo é o barulho que, na verdade, nada atrapalha.      
Invadir Copacabana pelo alto é um momento triunfal. Primeiro o Arpoador e suas pedras ficam para trás, depois o Forte e seus canhões prateados que apontam o oceano. Então somos os senhores da Princesinha do Mar. Sei que ninguém reparava em mim, mas acenei para banhistas, jogadores de vôlei e surfistas. Não estávamos tão alto, as pessoas não eram formiguinhas. Tentei identificar conhecidos – em vão, claro. Achei que fiquei meio narcotizado pelo que via. Estava abestalhado mesmo. Olhava um pouco, fazia uns cliques, dava um sorriso feliz. Olha ali as mesinhas da Confeitaria Colombo do Forte. Os barquinhos da colônia de pescadores do Posto. Ih, até a estátua do Drummond deu para ver, como sempre rodeada de turistas fotógrafos. Do alto o calçadão do Burle Marx fica ainda mais belo – e só dessa maneira podemos perceber os contornos modernistas do canteiro central, geralmente privilégio dos que moram nos andares mais altos dos prédios da Avenida Atlântica. O ruim é que tudo passa muito rápido – nem com o zoom da câmera consegui ver quem era a moça que tomava sol na piscina da cobertura do Copacabana Palace. Se lá embaixo há trombadinhas, prostitutas e camelôs, do alto Copacabana é a imagem da perfeição, uma riviera tupiniquim.      
Para tirar fotos lanço mão da abertura na porta. Nem dá para chamar de janela, mal cabe a lente da câmera – em voos especiais eles podem tirar a porta para filmagens, trabalhos fotográficos e mesmo para fazer uma chuva de pétalas de rosa, me informa o piloto ao ouvir minha queixa. Foram as fotos mais fáceis da minha vida, apesar do empecilho. Para onde apontasse a câmera a imagem ficava bonita, lembrando aquelas panorâmicas das novelas do Gilberto Braga e do Manoel Carlos. Ser fotógrafo assim é fácil. Mas uma foto é só uma foto, um recorte. O barato do voo é ter o todo. A foto não dá a dimensão do voo. Eu já tinha visto tantas. Mas nunca antes tinha ficado daquele jeito – melhor que isso só mesmo o voo de asa-delta partindo da Pedra Bonita.      
Quase sem que eu reparasse, ocupado em ver, colamos no Pão de Açúcar. Contornamos a pedra nua do Morro da Urca e pousamos no heliponto. “Vamos abastecer rapidamente. Vocês devem descer por razões de segurança”, disse Leandro.     
Pulamos do helicóptero e passamos agradáveis momentos a observar a vista, de um lado Copacabana que momentos antes era toda nossa. Do outro, a Enseada de Botafogo, nosso próximo passo, imaginei. Obrigado pela surpresa, não sabia do abastecimento. Se puder escolher um vôo com ou sem abastecimento, escolha o primeiro. Os turistas que subiram de bondinho ficam em polvorosa, tiram fotos de mim como se eu fosse um astro de cinema. Até acenam. Vão sair dali, garanto, direto para o guichê da empresa. Se vão voar, não sei, porque não é barato. Mas que a paradinha para reabastecimento é uma bela ferramenta de marketing para eles, isso é.      
Dali viajamos pela primeira vez por sobre a cidade de concreto depois de passar pela Lagoa, pelo canal e então o mar. Ganhamos a Baía da Guanabara para, depois, passarmos sobre os prédios do Centro deixando para trás o Hotel Glória (Eike, compraste um belo imóvel, heim. Já vi até o seu heliporto lá na cobertura a garanto que você curtir chegar ao trabalho voando). Depois o Outeiro, o Monumento aos Mortos da Segunda Guerra e o MAM e o Santos Dumont. Fazemos um traçado quase que exato sobre as duas vias principais do Centro. No sentido contrário ao trânsito caótico lá embaixo, atravessamos a Avenida Rio Branco, começando pela Cinelândia. À altura da Candelária mais ou menos seguimos a Presidente Vargas. Passamos ao lado da Central do Brasil. Agora é o Maraca, que já se pode ver ao fundo. Para um flamenguista, o templo maior do futebol. Nos aproximamos pelo lado da Mangueira, a estação primeira, seguindo uma hipotética linha de trem aérea. Não resisti e cantei, em pensamento, Cartola e alguns gritos de guerra do Flamengo. Damos um giro completo no estádio – como deve ser isso num dia de jogo (sim, eles voam nos dias de jogos). “Ó, meu Mengão, eu gosto de você…”.         
E então iniciamos uma outra subida, quase tão vertiginosa quanto a decolagem. Como que num roteiro de cinema, o clímax acontece perto do fim, uma reviravolta total que nos desperta da narcose que a paisagem causa. Vamos subindo pelas encostas, alcançamos a corcova da montanha (daí vem o nome Corcovado, sabia?), que perde a cobertura vegetal para exibir a pedra, o famoso dorso rochoso. Num movimento rápido alcançamos o cume. Como uma cortina que se abre para baixo, o cenário se apresenta: é o nosso ponto de partida, a Lagoa, Ipanema, Leblon, o arquipélago das Cagarras, Jardim Botânico, a Pedra da Gávea, ao longe.     
Estamos na altura da coroa do Redentor. Um outro helicóptero está no lado oposto (dá para ver no canto superior esquerdo da foto), cara a cara com o monumento. Logo estaremos como eles, mas temos que esperar – pois é, tem engarrafamento no céu, isso eu não sabia. Mas, neste caso, esperar é bom, muito bom. Porque dá tempo de respirar e refletir – o que, diante da paisagem, não acontecera até então. É tudo tão bonito que você não pensa em nada. Dá para perceber como a cidade cresceu ganhando espaço do mar e das lagoas, em parte aterrados, e derrubando morros.
Ainda pensando sobre o urbanismo carioca contornamos a estátua, temos a cidade inteira escancarada por todos os lados. Nada impede a nossa visão do todo. Niterói, a ponte, as lagoas da Barra, vemos tudo. É um triunfo. Quando temos em primeiro plano o Cristo e ao fundo a Zona Sul, estamos ao vivo e a cores no principal cartão-postal da cidade, talvez a imagem mais emblemática do Rio e do Brasil. Para deleite as manobras são lentas, para apreciarmos com calma os mais belos momentos do passeio. Olhando nos olhos do Cristo, como só se pode fazer dali, agradeci.      
Só quando começamos a descida aceleradamente me dou conta que já estamos perto do fim. Ainda rodo a cabeça procurando novos ângulos. Dou o último suspiro, faço o último clique. Num movimento rápido, mas macio, tocamos o chão. Acabou.  
 No fim passaram-se apenas 15 minutos, talvez um pouco mais por conta da parada no Morro da Urca.       
Foram, talvez, os momentos mais incríveis da minha vida. Os mais longos, certamente. E os mais lindos também. O Bruno que desceu do helicóptero acha o Rio bem mais bonito que aquele que subiu. Do alto, a cidade ainda é maravilhosa. Mas dá um certo medo. Não do helicóptero, tudo me pareceu muito seguro. Dá medo da cidade acabar. Ali no alto, descendo em direção ao fim do passeio, sabendo que tudo estava acabando, bateu uma sensação estranha. Não era só o meu voo que estava acabando, mas muito da beleza do Rio também. O crescimento desordenado das favelas, visto daquele ponto, no alto das montanhas, é assombroso. É impressionante até onde chegam os barracos, dependurados nas encostas, e como pode alguém viver neles. Por outro lado é animador observar que ainda há muita floresta de pé. Os contornos da cidade, suas montanhas, praias e lagoas. Basta deixá-la assim que ainda está muito bom. Só não podemos continuar a torturar esta cidade.  

O QUE DIZEM OS TURISTAS
“A geografia da cidade, com os morros cobertos de vegetação luxuriante, as entradas no mar e as lagoas formam uma paisagem única no mundo, singular. Do alto as favelas são impressionantes, de perto é que é triste”.
Pedro de Moura Reis, português
“Do helicóptero temos uma visão macro. É impressionante, conseguimos entender a geografia da cidade”.
Patrícia de Lorena de Moura Reis, portuguesa   “Sou estudiosa do urbanismo da cidade. Fico encantada com a forma como o Rio se formou, os aterros que ganharam área do mar, os morros que foram derrubados, o reflorestamento do Maciço da Tijuca. O Rio é uma cidade criada pela mão do homem, embora todos achem que é tudo obra da natureza”.
Verena Andreatta, brasileira residente em Barcelona
“É absolutamente emocionante. O contraste da floresta com a cidade e o mar, ver as pessoas na praia”.
Elisenda Castellón Blanco, espanhola 
 
 SERVIÇOS ESPECIAIS     
Além dos nove roteiros apresentados pela Helisight, a empresa – que opera desde 1991 no Rio e desde 1972 em Foz do Iguaçu – também pode fazer alguns serviços especiais. Filmagens e “chuvas” de pétalas de rosa estão entre os mais procurados. Também tem fiel clientela o serviço de transfer para cidades como Búzios e Paraty e o transporte de executivos. “Já houve um turista que ficou uma semana com o helicóptero. Foi para Búzios, Foz do Iguaçu e Pantanal”, lembra Luis Carlos Munhoz, sócio da empresa O valor cobrado nesses casos é por hora: R$ 2.400. O transfer até Paraty, por exemplo, sai a R$ 4.800 e, para Búzios, R$ 4.400. Já a chuva de pétalas de rosa, se puder ser feito em vôo de meia hora, custa R$ 1.540.
Também é possível voar à noite: os helicópteros operam até 22h.  
 
HISTÓRIAS CURIOSAS     
“Muitos artistas e personalidades nos procuram: Pelé, U2, Romário, Dolph Lundgren. Em eventos corporativos e de incentivo o passeio de helicóptero é o ponto alto. Um dos nossos clientes é o Silvio Santos. Certa vez ele e a esposa voaram conosco. Estava acontecendo um Fla x Flu e cada um voou separadamente até o Maracanã. Primeiro o Silvio Santos, que é tricolor. Quando ele estava justamente sobre o estádio o seu time fez um gol. Em seguida o helicóptero voltou e pegou a mulher dele. Quando ela chegou lá em cima, pronto, gol do Flamengo, o seu time”, lembra Luis Carlos Munhoz.      
Pedidos de casamentos frente a frente com o Cristo são relativamente comuns. “Teve até casamento gay”, diz Luis Carlos. “Depois de casar na frente do Corcovado foram direto para o Morro da Urca”.     
Bebidas alcoólicas são proibidas a bordo. Mas há casos em que os turistas são recepcionados com champanhe. Muitas vezes os roteiros podem ser combinados com outros programas bem cariocas. “Faz enorme sucesso com os estrangeiros um roteiro que começa cedo. Os turistas saem de bicicleta do hotel e tomam café num quiosque da Lagoa. Depois pegam o helicóptero e voam até o Mirante Dona Marta, com voltinha no Cristo e tudo, o ponto alto de qualquer roteiro. Ali estão esperando os jipes que levam para um tour por Santa Teresa e o Corcovado”, diz Luis Carlos.   
 
SERVIÇO
São nove roteiros diferentes com preços entre R$ 150 (seis minutos) e R$ 875 (uma hora). “Se me perguntam digo que o de melhor custo-benefício é o número 6”, diz Luis Carlos Munhoz. Foi o passeio feito por esta reportagem. Custa R$ 350.
Todos os preços são por pessoa para grupos de no mínimo três passageiros.
São quatro helipontos: Lagoa, Morro da Urca, Mirante Dona Marta e Píer Mauá (só na temporada de cruzeiros).
Helisight – www.helisight.com.br; (21) 2511-2141 e (21)2542-7895; C.C: todos; CD: todos.”

Publicado em 6/5/2009

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro

10/12/2009

Carpaccio de atum com lâminas de hortelã no Gero: restaurante infalível

Vamos começar a organizar a casa.
Este é o primeiro post-índice, para facilitar a navegação do blog.
Nele vão estar os links para todos os textos de bares e restaurantes (e padarias, e cafés, e quiosques…) da cidade do Rio de Janeiro. Quando temos uma cruzinha ao lado do nome “+”, é que o restaurante fechou.
Depois vamos juntando outros temas, e linkando, linkando. (Alguns poucos desses posts foram feitos para o blog Enoteca, do jornal O Globo)

Também dá para navegar por sub-blogs ali nas abinhas laterais (Viagens cariocas, Outras viagens, Comida).


28 (ou Pastoria) +

Aboim

Academia da Cachaça (com menu de Rodrigo Oliveira e Beth Beltrão)

Aconchego Carioca (com o Bar da Frente) – e o quase surreal (e delicioso) perupatolinha, e mais: uma década de Aconchego Carioca; e mais: Até o brasileiríssimo Aconchego Carioca se rende à onda do hambúrguer (e, finalmente, chega ao Rio o bolinho de virado à paulista)

Adega Flor de Coimbra

Adegão Português

Adega Pérola (e mais: Exaltação ao outono e um fim de noite na Adega Pérola)

Adonis

Alameda +

Albamar (que saudades do antigo…), O velho Albamar (e o novo Albamar) +

Alessandro & Frederico

Alfaia

Alloro

Ambre +

Amir

Anna (e mais: Ristorante Anna conquista o diploma de “buona cucina 2012″ da Accademia Italiana della Cucina)

Antiquarius (e mais: uma noite no bar, de tapas em tapas e mais um jantar com steak tartar e filezinho de cordeiro, e O Antiquarius não é um restaurante caro, e pode ser até barato, se compararmos com a concorrência atual; e Novidades no Antiquarius: caldinho de bacalhau e acarajé de bacalhau; e mais: O celestial cozido servido aos domingos no Antiquarius em uma palavra: amém;  e mais: Cozidos clássicos no Rio de Janeiro)

Astor

Astrodome +

Azteka

Azumi (e mais: a perda do Jack Ueda, e mais uma visita ao japa, e mais O Azumi sempre surpreende)

Baalbeck

Bar Brasil

Bar da Amendoeira

Bar da Dona Ana (ou Galeto 183)

Bar da Dona Maria

Bar da Frente (com o Aconchego Carioca)

Bar da Gema

Bar do Costa +

Bar do Gomez (ou Armazém San Thiago)

Bar do Momo

Bar da Portuguesa

Bar d’Hôtel

Bar Imaculada

Bar Lagoa

Bar Luiz

Bar Urca

Barzinho +

Bazzar (e mais: o novo cardápio de wagyu; e também o novo “bubble bar” do Bazzar, e os comes e bebes inspirados nele; e também Kimchi, a iguaria da vez, e outros fermentados em cartaz nos novos menus do Bazzar, restaurante e cafés)

Bazzar Café

Bazzar – Lado B

Bip Bip

Blason +

Botequim do Jóia

Bottega del Vino

Botto Bar

Braseiro da Gávea

Bracarense (e mais: o bolinho Gente Boa, de jiló com linguiça)

Brasileirinho

Bráz (e mais: a edição 2012 do Fora de Série, com ingredientes da Sicília)

Bretagne +

Brewteco

Brigite’s

Cachambeer

Capricciosa (e mais: Vem chegando o verão ou Capricciosa lança uma linha de pizzas “Al Crudo” para a estação mais quente do ano)

O Caranguejo

Casa Carandaí

Casa da Feijoada

Casa da Suíça

Casa do Alemão

Casa do Sardo

Chez l’Ami Martin

Chico e Alaíde (e mais: um boteco que deveríamos visitar todos os meses)

Churrascaria Palace

Cipriani (e mais: Um passeio pela Itália, da Lombardia à Sicília: com formação eclética o chef italiano Luca Orini acaba de assumir a cozinha do Cipriani, no Copacabana Palace, lançando o seu menu de estreia)

Clipper

Coccinelle Bistrô +

Codorna na Brasa

Comedoria +

Complex Esquina 111

Cosmopolita

CT Boucherie

CT Trattorie (e um post mais completo, com menu e mais fotos)

Cuisinart

Da Brambini

D’Amici (e mais: Peixes e frutos do mar brilham no menu de verão do D’Amici: sabor, simplicidade, leveza, frescor)

Delirium Café

Doiz +

Duo

Eça (e mais: um restaurante quase francês, com tempero belga e matéria-prima brasileira)

El-Gebal

Enchendo Linguiça

eñe (Festival de Jamón para celebrar um ano e um incrível jantar harmonizado) +

Enoteca Uno

Enotria por Joachim Koerper +

Entretapas (e mais:  Entretapas vai abrir uma filial mais encorpada no Jardim Botânico; e também A incrível fabada do Entretapas, e outras receitas dos menus de almoço, em cartaz de sexta a domingo; e mais: Cozidos clássicos no Rio de Janeiro; e mais: Que exquisito: ao completar três anos, Entretapas lança novo menu com iguarias deliciosas como língua, rabo de boi e rins)

Escobar e Restaurante +

Escola do Pão

Escondidinho

Escondido, CA

Esplanada Grill (e mais:  o jamón serrano, a morcilla e o beef tea; e a morcilla “dulce o salada”; e mais: O novo corte australiano do Esplanada Grill e uma linda tarde dominical)

Ettore

Faria +

Fasano al Mare (mais um comparativo Gero x Fasano; e mais: Paolo Lavezzini: o (relativamente) novo chef do Fasano al Mare, e sua cozinha leve e delicada; e O risoto de crista de galo do Fasano al Mare: tem, mas não é fácil conseguir, e vale a pena insistir, porque é delicioso)

Fat Choi

Filé de Ouro

Fim de Tarde

Fogo de Chão

Garden

Gero (e mais: a novidade da temporada, o bollito misto servido aos domingos, e a mesa na cozinha, mais um comparativo Gero x Fasano, o risoto del contadino e o tartar do maitre Alves; e mais: Cozidos clássicos no Rio de Janeiro)

Giuseppe Grill (e mais: O T-bone indecente e delicioso do Giuseppe Grill, ponto alta de um jantar, gastronomicamente falando, é claro)

Gonzalo (e mais: Soy loco por ti América: uruguaio Gonzalo e peruano Lima com novidades; e mais: Sábado, agora, é dia de puchero no Gonzalo, que apresenta um novo e competente parrillero; e mais: Cerveja, asado de tira, hamburguesas e até farofa de ovos: as novidades no uruguaio Gonzalo) +

Gracioso

Gruta de Santo Antônio (em Niterói)

Guimas

Gutessen

Hare Burguer

Herr Pfeffer

Irajá (e mais: o novo menu, lançado em junho de 2012; e o equilíbrio entre os clássicos e as inovações, a surpresa e o conforto; e mais: O menu omakasê do Irajá: Pedro de Artagão cria cardápio degustação autoral seguindo a filosofia japonesa, com muito peixe cru e pouca carne)

Ix Bistrô +

João de Barro

Kiosque do Português

La Carioca

La Fiducia +

La Forneria

La Goulue +

Laguiole (e mais: um fotoblog de um almoço gostoso e criativo; e mais: o novo chef da casa, revelação do ano de 2012, Ricardo Lapeyre)

La Mole

Lasai

Leiteria Mineira

Le Pré Catelan (e mais: o novo menu do restaurante; o menu feijão com arroz; a mesa no escritório do Roland Villard e o  novo cardápio do Le Pré Catelan, com preços mais baixos, e o chef patissier que acaba de chegar: o último jantar antes das férias de Roland Villard)

L’Etoile

Le Vin (e mais: uma noite italiana no Le Vin; e o Inverno é tempo de pot-au-feu, o encorpado e saboroso cozido à moda francesa; e mais: Cozidos clássicos no Rio de Janeiro; e mais: O divino polvo grelhado com fritas do Le Vin: dica de pai e mãe)

Lima Restobar  (e mais: Soy loco por ti América: uruguaio Gonzalo e peruano Lima com novidades)

Lorenzo Bistrô

Majórica

Málaga (e mais: Inverno é tempo de pot-au-feu, o encorpado e saboroso cozido à moda francesa; e mais: Cozidos clássicos no Rio de Janeiro)

Margutta (e mais: o restaurante lança menu executivo)

A Marisqueira

Mekong Bar +

Meza Bar

Miam Miam

MiniMok

Mira +

Mosteiro

Mr Lam

Naga

Nam Thai

Nova Capela

Olympe (e mais: um fotoblog do almoço executivo e mais um jantar no Olympe, e a tratoria italiana que o chef Claude Troisgros vai inaugurar; e o palmito pupunha “Os moelle”, um dos maiores pratos jamais criados; e mais: Um jantar no Olympe que ficou gravado na memória; e mais: Thomas Troisgros: nasce uma estrela, com pedigree)

Opus

Original do Brás

Oro (e mais: o novo menu, ainda mais sensacional, de Felipe Bronze; e mais: Um jantar (inesquecível) de Oro, e um chef em ascensão)

Osteria Dell’Angolo

Oui Oui

Outback

Padaria Bassil

Paladino

Pastoria (ou 28) +

A Paulistinha

Pérgula (e mais: um brunch em família; e as novidades nos bares e restaurantes do Copacabana Palace)

Petit Paulette +

Pintxo +

Pipo

Pomodorino

Pontapé

Porcão +

Pra Vadiar +

Prima Bruschetteria

Q Gastrobar +

Quadrifoglio (e mais: Cabrito assado e outras deliciosas novidades do Quadrifoglio; e mais: Kiko Faria e suas infinitas – e deliciosas – novidades; e mais O melhor da cozinha: o encontro de Minas Gerais com a Itália) +

Quadrifoglio Caffe

Quadrucci

Ráscal

Restô

Rio Minho

Ró  +

Roberta Sudbrack (e mais RS: a nova coleção 2011: “Da terra e do Mar” (e um fotoblog com a coleção 2011 da chef). Leia também: “Quem me navega é o mar” e a matéria para revista a Wish Report da coleção 2010; e mais o menu 2012 da chef; e um jantar inesquecível:  Roberta Sudbrack e Castello di Ama: um encontro grandioso de cores, sabores, aromas e formas; e mais: “Feitos à mão”: a nova coleção de Roberta Sudbrack, o artesanato do paladar; e mais: Roberta Sudbrack, uma chef em revista: “Eu sou do camarão ensopadinho com chuchu” apresenta receitas e histórias dos bastidores e do processo de criação dos pratos)

Rosti & Grill +

Rubaiyat Rio

San Remo (no complexo Lagoon, na Lagoa)

Satyricon

Sawasdee

Shin Miura

Stambul

Stuzzi (e mais: o novo almoço de domingo, o bufê da Mamma)

Sushi Leblon (e mais: as novidades lançadas em agosto de 2010)

Ten Kai (e mais: Um coelho na Teresópolis-Friburgo e a língua grelhada do Ten Kai: histórias gastronômicas de Maria; e mais: Um jantar em família no Ten Kai, parte 2: saquês, pescados e alegrias)

Térèze (e mais: Philippe Moulin e Livia Guerrante juntos no Térèze, no Hotel Santa Teresa: o equilíbrio entre inovação e tradição, experiência e juventude)

Terraço

Terzetto

The Ale House

Tragga

T.T. Burger

Tupac +

Uniko

Universo Orgânico

Venga! (e Venga! parte 2: por Leonardo Azevedo)

Vero

Vieira Souto +

Volta +

Yalla by Amir

Zot

OBS.: Restaurantes com a cruz ao lado (+) estão fechados, mas o blogueiro – saudosista que só ele – adora, e os mantém aqui.

Crônicas e reportagens

Guia 450 Sabores do Rio: um inventário comemorativo da gastronomia carioca

Roberta Sudbrack e Castello di Ama: um encontro grandioso de cores, sabores, aromas e formas

Bazzar e Lorenzo Bistrô: olhando de longe, não parece, mas são dois restaurante com espíritos semelhantes

Porque comemos melhor no Rio do que em São Paulo

Modernismo gastronômico brasileiro

A matemática é simples: Krug + Lasai = Prazeres infinitos

Botecos do Maracanã

Os (ótimos) botecos da Praça da Bandeira

Chef ou cozinheiro?

Feijão dá samba: a relação entre o carnaval carioca e o mais brasileiro dos pratos

Os botecos do Maracanã (obrigado Pet, obrigado, Fogão, obrigado, Flu)

Galetos

O dossiê do chope no Rio de Janeiro

O que aconteceria se o fast food encontrasse a gastronomia contemporânea?

Qual é a diferença entre se comer em um restaurante a convite ou pagando?

Pão de queijo em versões autorais, incluindo a matriz francesa chamada gougère) invadem os nossos menus: que alegria!!!

Restaurantes para uma refeição inesquecível no Rio de Janeiro

Sábado em Benfica

Sugestões afetivas de restaurantes para o Dia dos Pais

Gero x Fasano: qual é o melhor restaurante para um almoço nos dias de semana, o menu mezzogiorno

Uma pensata sobre as personalidades do Gero e do Fasano

O restaurante Mosteiro (e uma pensata sobre o trabalho das assessorias de imprensa e o dos repórteres)

Superchefs: uma noite memorável, histórica – e solidária

Casa do Alemão x Pavelka: quem é melhor?

O que o Alain Ducasse me ensinou sobre os cozinheiros (ou O brilho no olhar faz um grande chef)

A carne é forte: Enquanto grifes tradicionais da gastronomia carioca abrem steak houses, as mais famosas redes paulistas anunciam a chegada ao Rio de Janeiro

Um dossiê amoroso sobre a rabada no Rio de Janeiro

O poder da cura: chefs cariocas descobrem o alho negro, ingrediente versátil que é resultado de um longo processo maturação

Steve Jobs, Garcia & Rodrigues: não entendo tamanha comoção

Alimentação, culinária e gastronomia

Morcilla, mi amor

Baixa gastronomia em alta: os dez melhores bolinhos (e afins) do Rio de Janeiro

Porque comemos melhor no Rio do que em São Paulo

Rio, a capital mundial do bacalhau

Lasagna, amore mio

Putanescas, me aguardem: um mergulho no passado, no amor pelas massas, sonhando com o futuro

Sabor do Brasil, de Alice Granato e Sergio Pagano: um livro lindo e delicioso de ler e de olhar

A arte da cozinha, e a estética da comida: algumas considerações

As cervejas, o coelho e o shoulder steak serrano, e a beleza da surpresa e das novidades à mesa

Comer, e não ter a vergonha de ser feliz, brindar, e brindar, e brindar, a beleza de ser um eterno aprendiz”

La dolce vita: os novos restaurantes italianos  no Rio de Janeiro

Lagoon: drinques e casas muito cariocas com lindas vistas para a Lagoa (e a volta do Waldeck Rocha às coqueteleiras)

Eu também vou reclamar (viva Raul Seixas): muitas vezes o que parece ruim é ótimo

Manjericão, em Teresópolis: a pizzaria que começou a ensinar o carioca a comer pizza, acabando com a piada de paulista

Copacabana, princesinha do bar: comemorando os seus 120 anos o bairro reúne a melhor e mais variada seleção de botequins do Rio de Janeiro

Capricciosa lança mozzarella bar (e quanta diferença da muçarela de antigamente para a mozzarella de agora)

Churrascarias rodízio: (meu) modo de usar, e fazer valer a pena o investimento

O Antiquarius não é um restaurante caro, e pode ser até barato, se compararmos com a concorrência atual

Feijoada completa: receita de bambas

O bolinho Gente Boa do Braca, com jiló e linguiça, e a teoria de que, muitas vezes, dividir é multiplicar (e danem-se os chatos)

Gastronômade Brasil pela primeira vez no Rio de Janeiro: no próximo dia 22, sábado da outra semana, na Reserva Aroeira, em Piraí

Três é mais: trabalhando com poucos ingredientes, nova geração de chefs busca o equlíbrio e a valorização da matéria-prima

Gastronômade Brasil: o amor à comida em um almoço campestre com Roberta Sudbrack em Piraí

Novo shopping Village Mall, que abre em dezembro, na Barra, vai ter filial do paulistano Pobre Juan e o Terzetto al Mare

Temperança – Bazar e Bistrô Gourmet: comprinhas espertas e comidinhas deliciosas no Alto Leblon (é só até dezembro, heim)

Le festim de Babette: Roland Villard recria o menu do filme para celebrar os 30 anos dos Companheiros da Boa Mesa

Um balanço de 2012: um lindo ano para a gastronomia carioca

O croquete e a crônica

Quiabo na brasa: sim, é uma delícia (mais um item para o churrasco vegetariano)

Nua e crua: a moda agora é cozinhar a frio

Comida de rua, bistrôs carioca, feijoadas das escolas de samba: uma nova, imperdível e deliciosa geração de guias gastronômicos do Rio de Janeiro (Recomendo a leitura, e também as dicas!)

“Cozinha Brasileira de Vanguarda”: o livro de Oro do Bronze

Camisa 10: os camarões à Zico do Antiquarius (a deliciosa homenagem ao craque rubro-negro)

Muitas novidades na cena gastronômica carioca

O melhor do Rio: meus votos no prêmio Água na Boca 2012

Uma conversa com Mr Lam – Por Yann Lesaffre

Língua brasileira, língua alemã, língua portuguesa

A tradição da gastronomia portuguesa no Rio de Janeiro: ontem e hoje 

Exaltação ao outono (e um fim de noite na Adega Pérola)

A redenção do chuchu

Só não quero que me falte a danada da cachaça

O melhor da cozinha: o encontro de Minas Gerais com a Itália

O Mercado, domingo, no Circo Voador: feira gastronômica pousa pela primeira vez no Rio, reunindo alguns dos melhores jovens chefs da cidade

Kimchi, a iguaria da vez, e outros fermentados em cartaz nos novos menus do Bazzar, restaurante e cafés

Inverno é tempo de pot-au-feu, o encorpado e saboroso cozido à moda francesa

Thomas Troisgros: nasce uma estrela, com pedigree

Sábado, agora, é dia de puchero no Gonzalo, que apresenta um novo e competente parrillero (e outros cozidos tradicionais no Rio de Janeiro)

Uma maratona gastronômica infantil no Rio de Janeiro (ou Maria, obrigado pela companhia)

O Menu da Conde, e a força das mídias sociais no poder de sedução de lugares, comidas e vinhos

Um coelho na Teresópolis-Friburgo e a língua grelhada do Ten Kai: histórias gastronômicas de Maria

As aventuras gastronômicas de Maria no Rio de Janeiro

Hambúrguer gourmet: um roteiro pelas melhores versões da cidade

Vem chegando o verão (ou Capricciosa lança uma linha de pizzas “Al Crudo” para a estação mais quente do ano)

Da horta para a (boa) mesa no Parador Lumiar: o trabalho delicado, criativo e autêntico do chef Isaias Neries

Balanço de 2013, perspectivas para 2014: a movimentada e deliciosa cena gastronômica carioca

Roberta Sudbrack, uma chef em revista: “Eu sou do camarão ensopadinho com chuchu” apresenta receitas e histórias dos bastidores e do processo de criação dos pratos

Boni e Amaral lançam “O guia dos guias”, reunindo as suas indicações dos melhores restaurantes do mundo (e algumas histórias de bastidores)

Gastronomia paulista em terras cariocas e vice-versa

Vem coisa boa e bela aí: em março abre as portas na cobertura do Sheraton Leblon um restaurante do francês Jean-Paul Bondoux (ou Resposta do Chico: carioca gosta sim de comer olhando o mar)

Vem aí o Bonde do Becoza, uma van que vai percorrer os botecos do Rio de Janeiro na ilustre companhia de Juarez Becoza, colunista da revista Rio Show

Uma noite alla italiana na casa da Alessandra Sposetti, no Leblon: aula de cozinha, menu refrescante e alto astral

Casa Carandaí lança linhas de produtos: tem desde goiabada cascão mineira até os grissini do Lorenzo Bistrô

Outros índices

De cidades no estado do Rio de Janeiro

Incursões gastronômicas em Miami com Paulo Vieira

10/12/2009

PV, ou Zabelê, no pátio do Sra. Martinez, no Design District, em Miami: saúde!

Esse aí da foto é o Paulo Vieira. Ou Zabelê, para os íntimos e irreverentes.
Por um desses felizes acasos, coincidiu de nos encontramos em Miami. Eu, depois da viagem do Oasis, catando pautas pela Flórida para O Globo. Ele fazendo o mesmo para a Viagem e Turismo.
Mais coincidência que isso só o fato de que no mesmo dia em que me hospedaria no Four Seasons ela havia marcado um almoço lá. Era um domingo, eu voltava de Orlando para Miami. No dia seguinte embarcaria de volta ao Brasil. Curtimos juntos o brunch tardio. À noite, fomos jantar no ótimos Casa Tua, um hotel-pousada de charme com comida sensacional. Sentamos no mesão coletivo e comemos muito bem, ainda que ele não tenha curtido muito o seu prato principal (um talharim com stone crab, se não me falha a memória). Eu gostei de tudo o que comi, e ainda mais do ambiente, da sensacional carta de vinhos. Bebemos coisas legais. Só não gostei do maitre, que sumiu com a minha câmera fotográfica, alegando que não podiam ser batidas fotografias ali. E demorei um bom tempinho para reaver o equipamento depois de pagar a conta, uma chatice.
Gostei do jantar, mas achei ainda melhor o almoço do último dia de viagem. Fomos ao Sra. Martinez, por recomendação da Eveliny Bastos-Klein, relações-públicas do Four Seasons.
O restaurante, no Design District (hoje saiu uma matéria no jornal sobre o bairro), é ótimo.
Especializado em tapas, tem uma ótima seleção, que se alterna entre clássicos com pitadas autorais com receitas totalmente criativas.
Vale a pena de demais. Tudo o que passou pela nossa mesa estava ótimo. A tortilla alta e macia, aerada, servida com uma espécie de maionese de linguiça, perfeita com um jerez. Depois fomos na couve de bruxelas com mostarda e páprica, o polvo à galega com grão de bico, chips de alho e outras cositas (com o rosé da foto) e, melhor de tudo, uma rabada desfiada sobre uma massa, acompanhada de uma tacinha de tinto. Sensacional.
Recomendo com todas as forças o lugar.
Valeu, Paulão

E, de lambuja, dois posts do Four Seasons:
Amenitie: escultura comestível
Detalhes de um grande hotel

Choque de ordem e de estupidez (querem acabar com os “Baixos Bebês”)

08/12/2009

Estacionamento de carrinhos no Baixo Bebê de Ipanema: ainda bem que revisaram a decisão

Esse choque de ordem é impressionante. Tem coisas ótimas, como o controle dos barraqueiros nas praias e a proibição da altinha e do frescobol em alguns horários. Ótimo, parabéns a todos.
O assunto já foi tratado aqui em duas outras ocasiões: uma em tom de queixa, outra elogiosa.
Mas não dá parta entender quererem acabar os os “Baixos Bebês” da cidade. Isso é de uma estupidez do tamanho da torcida do Flamengo. Como podem querer acabar com isso? Qual é a justifica?
Só pode ser a mesma ignorância que determinou o fim dos serviços de garçom na mureta do Bar Urca, por exemplo.
Esses nossos governantes…

ATUALIZAÇÃO: Adecisão foi revista no mesmo dia e, ao que consta, os brinquedos foram devolvidos. Pelo menos até segunda (des)ordem.

Málaga: um leitão da pesada

05/12/2009

Augusto Vieira e o seu leitão: sucesso absoluto, com fila na porta

Por mais pena que tenha das vítimas deste infanticídio suíno, sou louco por um leitãozinho. A carne macia e suculenta, a pele crocante e o sabor delicado deste bichinho, muito próprio a receber temperos, já me fez desviar o caminho numa viagem por Portugal só para explorar os restaurantes de Mealhada, a terra do leitão da Bairrada (não se engane, o Pedro dos Leitões tem mais fama, mas o melhor é mesmo A Meta dos Leitões, logo ao lado). Com o mesmo nobre propósito de me deliciar com leitões visitei o que é considerado o restaurante mais antigo do mundo, o Sobrino de Botín, em Madri, inaugurado em 1725 (reza a lenda que os leitões, chamados ali chochinillo, são assados no mesmo forno desde a inauguração da casa). Também assim me perdi pelas estradinhas que conduzem às zonas rurais de Tiradentes, em Minas Gerais, atrás do que é considerado o melhor leitão pururuca do Brasil, o preparado na Pousada Villa Paolucci. O cozinheiro da casa desenvolveu um aparelho para fazer a pele do bicho pururucar, uma forte fonte de calor que transforma o toucinho em torresmo em segundos, um espetáculo.
Esses três leitões citados aí em cima são famosos, muito famosos. E fazem jus à fama, são mesmo excelentes, inesquecíveis, sublimes. Mas eu posso te contar um segredo que eu descobri há pouco tempo? No restaurante Málaga a quinta-feira (e também noutros dias, sob encomenda) é o dia de leitão à pururuca. Isso não seria nada demais, se não fosse o fato de que leitão do Málaga é tão bom quanto esses todos aí de cima. Não fica a dever nada a ninguém. O bichinho é levado inteiro à mesa e cabe a você escolher o corte que preferir. Prove primeiro o pernil, depois peça a paleta e termine devorando um naco de costelinha, aquela carne enlouquecedora presa ao osso por um lado e com o torresminho do outro.
Percebi que leitão ali é coisa séria quando o cearense Augusto Vieira, o Seu Augusto para os mais chegados, foi até a minha mesa para falar do preparo, os melhores pedaços, essas coisas. O porquinho é assado por oito horas, ganhando uma consistência daquelas que dispensam a faca, daquelas que, como diria certo vendedor de milho que vi na Bahia “tão macio que até ‘benguela’ come”. Papo vai, papo vem, ele me contou que também estivera nos três restaurantes que eu citei, justamente para pesquisar as melhores maneiras de se preparar o bicho. Ele, que passou por endereços tradicionais da cidade, como o João de Barro, o antigo Real Astória e o também finado 14 Bis, no Santos Dumont, me contou que todos os anos viaja pelo mundo e pelo Brasil, para comer e trazer novidades para o seu restaurante e aperfeiçoar o que já existe no cardápio.
O leitão me seduziu por completo, mas o lugar também reserva outras muitas boas surpresas. A começar pelo labskaus (já falado aqui neste blog). O Málaga é um restaurante certeiro para uma boa refeição no Centro. É honesto, não inventa, trabalha com clássicos. Há sempre alguma novidade em cartaz, para não deixar ninguém enjoar dos pratos do cardápio fixo e das sugestões do dia. Receitas substanciosas estão entre as mais recomendáveis, ótima pedida para esses dias frios como hoje. A paleta de cordeiro cozida lentamente vai muito bem com o risoto milanês. E fez fama o kasseler mit kartoffel salat (traduzindo, o nosso bom e velho carré defumado com salada de batata). O menu é bem clássico, com pratos italianos, portugueses, espanhóis, alemães e franceses. E a carta de vinho me pareceu bem ajustada à proposta, com algumas opções em taça. É um lugar para se ir e voltar, ir e voltar, ir e voltar.

Publicado em 16/7/2009

Lagoa Rodrigo de Freitas: o que fazer

04/12/2009

Árvore da Lagoa, versão 2006: é bonito, mas muito chato

Depois do post “12 dias perfeitos no Rio”, fiquei devendo umas linhas sobre a Lagoa. Pois vamos a elas. E o momento é oportuno por várias razões.
As águas estão limpas e, ao que se diz, em 2010 o banho voltará a ser liberado ali: quero ver. Com a água mais limpa, cresceram as populações de peixes, aves e até capivaras andaram aparecendo por lá.  Um projeto muito legal é uma possível linha de barcos que ligaria quatro pontos da Lagoa: Cantagalo, Parque dos Patins, Jardim Botânico e Fonte da Saudade. Vai ser sensacional. Além disso, no domingo é a inauguração da infernal Àrvore de Natal. Tá certo, é até bela. Mas causa um transtorno no trânsito. Não vale a pena para a cidade. Só ganham o patrocinar do negócio e os flanelinhas e ambulantes.
Mas, já que estamos reféns do monumento transitório, que tentamos desfrutá-lo.
Os preços ficam inflacionados. Mas esta é, sem dúvida, a melhor época de se andar de pedalinho pela Lagoa. Os barquinhos são alugados bem defronte ao lugar em que elá está hoje: entre a Catacumba e o Cantagalo. Há filas e já vejo o dia em que vão distribuir bips como no Outback e no Jardim de Napoli avisando quando chegou a sua vez. Então, o melhor a se fazer e não chegar muito tarde, o entardecer, com o sol se pondo atrás dos Dois Irmãos, é o ponto alto. Também prefira, obviamente, os dias de semana, com exceção de sexta-feira.
Bem perto dali, no Corte do Cantagalo, estão os dois quiosques mais bacanas da Lagoa: Palaphita Kitch e Kantha Galo. São deliciosos – e caros – lounges para gastar horas entre petiscos, latinhas  de cerveja, drinques… Do mesmo modo, o final de tarde ali é memorável nos dias de céu claro.
Ao redor de toda a Lagoa uma ciclovia convida a caminhadas, corridas e pedaladas. Nos fins de semana, vários meios de locomoção são alugados: triciclos, carrinhos elétricos, bicicletas.
Apesar de os melhores quiosques estarem no Cantagalo, o Parque dos Patins tem a maior concentração deles. Gosto do Arab da Lagoa, ótimo para ficar petiscando quibes, coalhadas e afins. Legal também é o Drink Café, onde rolam bons shows regularmente. Nos fins de semana, além do aluguel de bicicletas e afins, vários brinquedos se instalam ali: e tome pula-pula, piscina de bolas, algodão doce, pipoca. Uma farra para as crianças. À noite a coisa ganha ares mais românticos, e o melhor a se fazer, para entrar neste clima, é se sentar nos dois deques debruçados sobre as águas da Lagoa.. E, pouca gente sabe, mas o pessoal da Colônia de Pescadores que funciona ali, além de lanças as suas redes atrás de robalos e tainhas, também leva os turistas para passear pela Lagoa. Parece que estão querendo proibir os caras de fazer isso durante a temporada da Árvore de Natal. Que bobagem.
Neste mesmo pedaço está o heliponto, de onde decolam os helicópteros para sobrevoar a cidade. Lindo demais, vale o investimento (pelo menos uns R$ 250 por cabeça).
Também perto dali está a Escola do Pão, o melhor lugar para se tomar um café da manhã no Rio, ao lado da Casa da Tatá. Mas isso é assunto para outro post.
Tem outras coisas legais a caminho. Ali na altura do Parque da Catacumba vão inaugurar um quiosque que promete: tem até adega com vinhos da Enoteca Fasano.
Outra coisa ótima de se fazer em toda a orla da Lagoa é beber uma água de coco. E ficar de bobeira, só curtindo o visual.