Archive for janeiro \30\UTC 2010

Dubai vamos nós

30/01/2010

 

Vistos, guias e passaportes: tudo em cima

Hoje à noite embarco para Dubai.
Então, pelo menos até seguna vou dar uma sumida daqui provavelmente. Mas, quem sabe não apareço aproveitando o wi fi de algum aeroporto pelo caminho.

Na segunda embarco para um cruzeiro pelo Golfo Pérsico, com paradas ainda em Omã, Bahrein e Abu Dhabi.

Quem quiser pode acompanhar esta jornada lá no Blog de Bordo. Torço para ter a companhia de vocês nesta viagem. E, quando bater saudade do Rio, eu corro pra cá pra gente falar da cidade.

E vamos nessa.

Verão na serra, inverno na praia (e por que não?)

30/01/2010

Araucária em Visconde de Mauá: delícia no verão

Alta temporada na serra é inverno e na praia, verão. Isso é lógico. Mais que lógico, é cultural.
Eu, que sou um tanto do contra, gosto mais das montanhas no verão e das areias no inverno – embora não seja xiita a ponto de não ir a Búzios ou Paraty no verão (ao contrário, sempre vou) nem a Teresópolis, Petrópolis e Mauá no inverno (sempre vou também: adoro uma lareira).
São várias as razões para a preferência. Cito só algumas, as mais importantes.

– No verão a serra fica deliciosamente agradável. Das coisas mais gostosas que existem é deixar o Rio com 40 °C na cabeça e pegar uma serrinha. Eu chego a abrir as janelas, colocar a cabeça para fora e sentir o ar puro (o Rio não é nenhuma São Paulo, todos sabem, mas também tem lá a sua poluição no ar).

– No inverno chove muito pouco aqui no Rio. É a melhor época para visitar a Costa Verde, muito quente, úmida, abafada e chuvosa no verão. Ilha Grande e Paraty são paraísos no inverno, mas no verão não tanto.

– As cidades serranas e seus hotéis e restaurantes ficam insuportavelmente cheios no inverno. O mesmo acontece com os destinos praianos no verão. Pode haver algo mais insuportável que pegar engarrafamento em Itaipava, ou aquela longa fila indiana de carros lentos para ir de Mauá a Maromba? Pode haver algo pior em suas férias que demorar mais de uma hora do portal ao Centro de Búzios? Ou demorar seis horas para chegar a Paraty? E sem falar que não se consegue estacionar em nenhum desses lugares nas respectivas altas temporadas… E ficar na fila para comer fondue, tu encara? Julho lá no alto e janeiro cá embaixo são terríveis.

– Tem também o preço. Acompanhando a alta e a baixa, os hotéis mexem nos valores das diárias – e exigem pacotes mínimos que podem chegar a uma semana. Pousadinha na serra é inviável no inverno do mesmo modo que as da praia são no verão. A diferença pode chegar a mais de 50%.

Índice de posts de cidades no estado do Rio de Janeiro: clique aqui.

Viagens culturais e lojinhas de museu

28/01/2010

Caixinhas de música na lojinha do MAC de São Paulo: "Yellow Submarine", Only You" e "Blowing in the Wind". Belezuras de presentes.

Há uma semana, na quinta passada, saiu uma matéria minha no Boa Viagem sobre viagens culturais, conduzidas por professores e especialistas em arte, fotografia, música, cinema etc.
Aí, me lembrei do tour que fiz por São Paulo com o Diogo, da SP Bureau (e não postei antes porque estava de folga, sem qualquer vontade de me sentar no computador). Rodamos por agradáveis quatro horas e pouco por vários pontos da cidade. Vendo, conversando e interagindo com museus, prédios de arquitetura de vários estilos, lojas e paredes grafitadas até almoçarmos gloriosamente no Jardim de Napoli (post que você pode ler aqui).
Uma das passagens mais agradáveis foi no MAC do Ibirapuera.
No fim da visita passamos na lojinha do museu – lojinhas de museu, como se sabe, são imperdíveis, e isso vale para quase todo o mundo, para o mundo inteiro.  Há sempre coisas bem legais nelas.
Como estas caixinhas de música aí da foto, um presente delicioso, diferente e muito simpático.
Não é?

Que tal visitar a DPO da Ilha Grande?

27/01/2010

Com tanta praia bonita, com tanta trilha, com tanta floresta, por que raios alguém visitaria a DPO da Ilha Grande?

Trabalho ao lado do Museu da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Mas nunca tive vontade de visitar o espaço. E nem conheço quem já tenha tido. E acho difícil encontrar alguém que pretenda conhecer o acervo da PM carioca, com todo o respeito.
Mas, cá entre nós, museus militares podem ser interessantes, abordando aspectos históricos, essa coisa de preservação mnemônica.

O que me causou espanto mesmo foi na minha viagem à Ilha Grande encontrar esta placa aí, convidando os turistas a visitar a DPO ilhéu.

Fiquei pensando: será que alguém já aceitou o convite?

Índice de posts de cidades no estado do Rio de Janeiro: clique aqui.

Azumi: aqui me tens de regresso

26/01/2010


Voltar ao Azumi, depois dos tristes acontecimentos, era ao mesmo tempo uma vontade e um temor.

Tinha curiosidade para ver como andam as coisas no balcão de grelhados do saudoso Jack.

E um grande medo ficar triste ali, sem a grande figura do balconista a me servir.

Mas tivemos a sábia ideia de ir jantar lá na noite de domingo passado.

E veio a sugestão: “Por que não nos sentamos nas mesas?”

Fomos os primeiros a chegar, umas 19h30, logo depois da abertura das portas (às 19h). Eu, sempre fiel aos balcões de todos os japas (abaixo, o de frios), mais ainda no Azumi, onde nunca na vida inteira havia sentado em uma mesa, aceitei. E lá fui eu pros subterrâneos do restaurante copacabanense.


Gostei do atendimento das moças, simpático, eficiente na medida do possível, e esforçado e competente na tarefa de explicar o complexo cardápio da casa.

Começamos com o amuse bouche japa de praxe.

Depois pedimos uma dose dobrada de molusco: sunomono de polvo e uma duplinha de minipolvo. Beleza pura.


E, ao questionar a garçonete sobre o que havia de diferente no dia, recebemos a sugestão quase em tom de provocação: “Temos grilinhos caramelizados”.

Nessas horas eu penso: ajoelhou, tem que rezar.

Então, palitamos os insetos.

Com a boa companhia de umas pequeninas, muito miúdas mesmo, sardinhas curtidas em sal. No pratinho retangular e comprido ainda vinha uma curiosa, mas dispensável, espécie de mousse de saquê, além de lâminas de nabo.


E elegemos a seguir um combinado de sashimis, com a escolta devida de uma cumbuca de arroz, para brincarmos de sushiman montando bolinhos ao nosso gosto.
No pratinho, cinco fatias relativamente grossas e muito bem cortadas de cinco peixes muito  diferentes entre si: um atum (o rosado, lá no alto), pargo (no meio, à esquerda), olho de boi (ao centro), um peixe cujo nome me esqueci (no meio, à direita) e serra (o da frente). Cada um cortado de um jeito distinto, em sentidos diferentes, respeitando cada tipo de carne.

Mas ninguém vai ao Azumi de bobeira. E ainda faltavam complementos ao jantar.

“Por favor, vale a pena este bolinho de creme com siri?”.
Diante da resposta afirmativa, fomos nele.

Mas o bife à milanesa, feito na farinha de panco, era uma dívida antiga do casal, então não restou outra alternativa senão também comandá-lo.

E lá vieram as duas frituras, que são daquelas que valem as calorias que custam à nossa silhueta.

E lá fomos nós mordendo os empanados, jogando por sobre eles um molho escuro, espesso e levemente defumado e aquela indispensável pimentinha japonesa que também leva gergelim na composição e arde gostosamente.

Sobremesa, pra quê?

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.

Mais um link essencial para o carnaval carioca

20/01/2010

 

O Simpatia apresenta o estandarte à praia de Ipanema esolarada

Dando continuidade à série de endereços eletrônicos fundamentais para se curtir o carnaval do Rio de Janeiro, deixo este, um mapeamento do Google de todos os blocos da cidade (quer dizer, quase todos) com dia, local e hora.

Quem me mandou foi o Ataíde, grande parceiro de sambas e vinhos (acredite), capitão do Berro da Viúva e agitador carnavalesco.

Dicas de Nova Friburgo

19/01/2010

Capril Geneve, na Teresópolis-Friburgo: o caminho é uma delícia

Não sou um experto em Friburgo. Na serra, minha praia sempre foi Teresópolis, onde já morei. Mas, naturalmente, já fui bastante até a terra das calcinhas.
O melhor caminho é pela Teresópolis-Friburgo, que tem um monte de hotel legal, caros, em sua maioria. Uma parada imperdível é a Cremerie Genève (na foto), que produz o que é para mim o melhor queijo de cabra do Brasil. O pyramid é o meu predileto, mas não dispenso nenhum: o frescal, o boursin, o saint maure, o charolais, o brique, o romano, o chevrotin, o crottin. Até o iogurte é uma delícia. Dá para ver a produção dos queijos, num programaço para crianças. No restaurante são servidos bons pratos. O pato com batata rosti e purê de maçã é uma coisa de doido. Mas não chega a ser um lugar barato. Outra parada que não dispenso é na Queijaria Suíça.
Na Teresópolis-Friburgo tem outros restaurantezinhos bem legais. Tem um, que não vou há muito tempo, chamado Lingüiça do Padre, que preparava uma comidinha caseira nota 10. O feijão era uma coisa. Tinha frango assado, farofa, leitão e, é claro, lingüiça. Muito bom e barato. E agora parece que os caras têm plantação de verduras hidropônicas (aliás, este estrada é uma formosura por causa das plantações de alface, agrião, rúcula e outros que enfeitam as margens. Lindo, lindo). Em Friburgo gostei muito de comer no Crescente, no Le Bom Bec e no Távola, que prepara caças. Comi uma capivara na cachaça ótima. Aliás, caças – que eu adoro – também são a especialidade de um restaurante simpático e barato na pracinha de São Pedro da Serra. É (ou ao menos era) o próprio dono quem te atende. O cara gosta de um bom papo.  Em SPS não deixe de passar na Chocoarte, cujo nome dispensa qualquer apresentação sobre os produtos vendidos ali.
Para ficar, tem um hotelzinho muito bem cotado no Guia Brasil chamado Dominguez Máster-Mirador, com boa estrutura de lazer e preços camaradas, a partir de R$ 85. Também tente a Pousada Mariza, na estrada Mury-Lumiar. Por fim, o Vale do Luar, que divide a área de lazer com o Bucsky, mas custa a metade do preço.
Bem, acho que é isso.

Publicado em 6/9/2008

Índice de posts de cidades no estado do Rio de Janeiro: clique aqui.

Pousadas de Petrópolis: Parador Santarém Marina

18/01/2010

Com vista para as montanhas, debruçada sobre um lago com patos e gansos, a piscina é uma das mais agradáveis que já mergulhei

Com esse calorão, dar uma escapada às serras fluminenses é uma delícia, algo quase essencial. Então, depois do texto sobre o restaurante Camponesa da Beira, em Teresópolis, vou dar um tempo nas postagens de carnaval para falar um pouquinho das montanhas cariocas, deliciosamente frescas nesta época.

O casal Laerte e Claudia Mazza, enquanto os filhos eram pequenos, se dividia entre o Rio e Petrópolis. Eles tinham uma linda chácara, o Sítio Santarém, na localidade de Santa Mônica. A petizada (incluindo a querida Florença Mazza, grande amiga dos tempos de JB – entramos no jornal no mesmo dia e para trabalhar na mesma editoria) cresceu. Então eles subiram definitivamente a serra e transfomaram a casa de veraneio em pousada.
A presença contínua do casal, as visitas dos filhos, os empregados antigos faziam o lugar mais parecer a casa de amigos. E era assim mesmo. Os hóspedes logo viravam amigos – e não se cansavam de voltar. Muitos artistas, famosos e milionários de todo o tipo vez ou outra usavam o heliponto.
Num grande terreno projetado com lindo paisagismo se espalham várias construções, mantendo pouca área construída e muito verde, uma piscina que emenda num lago de cisnes, uma quadra de tênis e outra poliesportiva, além de um pequeno campo de golfe.
Claudia é uma decoradora de muito bom gosto, altamente requisitada pela alta sociedade carioca. Dá para imaginar o cuidado com que ela arranjou a propriedade. A arquitetura privilegia a madeira, o vidro, com direito a telhados de sapê em algumas construções. Realmente uma graça.
Em 2005 Laerte faleceu. Então, a família arrendou a propriedade para o grupo Marina, que iniciava o seu projeto de expansão para outras cidades (já tem em Búzios também). Então o Parador Santarém acrescentou o Marina ao nome. Se por um lado a chegada do grupo tirou um pouco do caráter familiar do empreendimento – e não podia ser diferente – por outro profissionalizou os serviços, facilitou o sistema de reservas e elevou as pretensões gastronômicas do lugar. Saíram as fotos da família (cadê a Florença que estava aqui?, me perguntei). Mas isso teve o seu lado bom. O Marina levou o Leblon para a serra. E o Leblon é o máximo. Foi a partir daí, por exemplo, que o Guia Brasil o colocou no topo entre os hotéis de Petrópolis. Para o GB, é o melhor hotel do município que tem excelentes hotéis, diga-se de passagem. Para você ver. É realmente um lugar especial. As construções são elegantes, valorizam a paisagem, bem integradas à natureza. São blocos independentes. Na casa principal está o restaurante, hoje sob a supervisão do chef Felipe Bronze, e alguns quartos, além de um home theater e uma deliciosa saleta subterrânea, a cave de vinhos, muito romântica, onde são servidos fondues. Outras duas alas acomodam mais quartos. Noutra construção, uma brinquedoteca bem completa, com direito a pula-pula, evidencia o caráter familiar que persiste. O Parador Santarém é uma das poucas boas pousadas serranas nas quais crianças são bem-vindas – como se sabe, pousada serrana é muito mais voltada a casais – e muitas nem aceitam crianças (o que, aliás, é muito justo). Na capela toda envidraçada, muito graciosa, casamentos eram e são realizados. Deve ser lindo. Quando eu casar vai ser um dos lugares que cogitarei (junto com o Cristo Redentor, a Igreja de São Benedito, em Paraty, e qualquer capelinha de Pedra construída por imigrantes italianos no Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha). Mas a construção mais importante do ponto de vista do entretenimento é aquela anexa à piscina. Ali está o bar de onde saem bons drinques, a hidromassagem deliciosa, as saunas seca e a vapor, a sala de sinuca e as espreguiçadeiras, irresistíveis espreguiçadeiras. A piscina é das mais gostosas, colada ao lago, com borda infinita. Uma escadinha leva a uma parte rasa onde pais e filhos se esbaldam, antes de chegar a parte mais funda. De dentro da água é possível para dar comida aos patos, gansos e peixes do lago. E quem quiser pode pedir uns cavalos para passear pela região.
O café da manhã é farto como deve ser numa pousada do gênero. É aquela coisa toda: iogurtes, frutas mil, cereais, frios, queijos, pães de todo o tipo, doces, sucos, tortas, bolos. Tudo bem gostoso – um traço familiar que permanece. Na hora, como deve ser, os ovos são mexidos, o misto e o queijo quente são tostados na chapa e o cafezinho é passado. Uma tradição desde a época dos Mazza, o café é servida no jardim, lá perto do bar da piscina, nos dias de céu mais aberto.
Os quartos são grandes e banheiros idem. Roupa de cama macia, roupões e toalhas felpudos. Para os dias de verão (pois é, hoje em dia é preciso ar-condicionado na serra) tem ar-condicionado, para o frio, aquecedor – além de duas grandes lareiras no salão do restaurante.
Para quem precisar, tem internet wi-fi por todo o lugar. Mas eu duvido que você queira.

Índice de posts de cidades no estado do Rio de Janeiro: clique aqui.

Camponesa da Beira, em Teresópolis: um lugarzinho pra chamar de seu na serra

15/01/2010

Bolinhos de bacalhau com azeite e pimenta: é só começo da farra portuguesa, com certeza

Virou moda. Todo mundo tem os seus “lugarzinhos”, aqueles endereços desconhecidos que as pessoas adoram apresentar para os amigos, tentando se mostrar safos, bem informados e de bom gosto. Geralmente são lugares pequenos, baratos e de aparência modesta, de modo que ninguém seja capaz de desconfiar que dali de dentro possam sair coisas divinas. O lugarzinho pode ser também uma roda de samba ou uma festa (geralmente sem divulgação), um boteco ou um quiosque, até um hotel. Aí, como todo mundo se acha no dever de ter o seu lugarzinho, a coisa ficou, de fato, como o Castanho constatou, meio chata. Fui apresentado a muitos lugarzinhos legais, outros nem tanto. Nem todo o lugarzinho que o seu amigo garante ser incrível merece a nossa consideração. E pode até ser que alguém vá e ache uma droga a minha dica, embora eu duvide muito. Escondido numa portinha, o restaurante Camponesa da Beira, em Teresópolis, sempre foi querido por mim. E é cada vez mais. Da comida ao ambiente, passando pelos bate-papos com os donos, dá para se sentir de verdade em Portugal como em poucos lugares no Brasil (como a Cadeg, por exemplo). E o que se come lá é sempre delicioso. Comece com os bolinhos de bacalhau, passe por qualquer prato com este peixe e termine provando os pastéis de nata (mas não dispense os outros doces da casa) acompanhado de uma bica. Bica é o cafezinho em Portugal, ora pois. A conta vai dar baratinha, considerando que se usa bacalhau do bom. Pouca gente conhece, mas o Guia Quatro Rodas, que não é bobo nem nada, lista o restaurante há uns 20 anos. Ou seja, se você é sagaz e viaja com o Guia Brasil debaixo do braço, tem grandes chances de ter pintado por lá em sua passagem por Terê. Mas, caso contrário, dificilmente você se regozijou por lá alguma vez. A não ser que alguém tenha te dado a dica deste lugarzinho… Ah, sim: a Camponesa da Beira fica na Rua Heitor de Moura Estevão, 22, Centro. O telefone é (21) 2742-1993.

Índice de posts de cidades no estado do Rio de Janeiro: clique aqui.

Opus: casa de sucos ou pé sujo?

14/01/2010

Frutas penduradas, balcão cheio de delícias (pernil, carne assada, lombinho...) e bom chope: um boteco diferente

Não se deixe levar pelas aparências. E pode crer no que diz o cartaz à esquerda: os sanduíches do Opus estão entre os melhores da cidade. Apesar das laranjas e abacaxis pendurados no teto, não se trata de mais uma casa de sucos carioca. O lugar, com uns 50 anos de bons serviços prestados à baixa gastronomia, é um pé-sujo. Dos bons, e na melhor acepção da palavra – na pior também. A especialidade ali são os sandubas, não lá muito naturais, e o chope. A casa escondida no número 88 da Gonçalves Dias (mesma rua da Confeitaria Colombo, localizou?) também vende sucos. Mas, e daí? A fama vem mesmo é do pernil (R$ 6), da carne assada (R$ 6), do tender (R$ 6,50) e das calabresas (R$ 5) que recheiam os pães, sempre muito frescos. No tempero bem dosado sobram cebolas. Estas, desmaiadas no molho farto que transborda das travessas, são a grande bossa desses acepipes que levaram o endereço às listas de melhores botecos da cidade. Um queijinho prato, opcional, cai bem também (todos os sandíches com queijo – também pode ser provolone – custam R$ 7,50). E, para mim, o abacaxi (mais R$ 0,50) é indispensável para acompanhar o tender e o pernil. Para a carne assada eu dispenso. Os sanduíches são ótimos, mas devo alertar que os balconistas, não raro, colocam a carne no pão com as mãos – e ainda podem dar aquela ajeitadinha na cebola que escapou e, argh, lamber os dedos para limpar. Um amigo me garantia ser esse o segredo… E o chope chega bem gelado, na pressão. Marcel Alcântara, um leitor, escreveu sobre o banheiro da casa. Fala, Marcel: “Bruno eu sou frequentador do Opus, os sanduíches são muito bons mesmo. Só faltou falar do banheiro em uma espécie de sótão, que o acesso é feito por uma escada parecida com essas que se usam em obra.” Tá falado, então. O Opus fica, como já foi dito, na Gonçalves Dias, entre Ouvidor e Rosário, pertinho do Mercado das Flores. Funciona até às 15h aos sábados. Depois do desfile do Cordão do Bola Preta, no Sábado de Carnaval, é um dos melhores lugares para matar a sede e a fome, vai por mim. Porque é das poucas casas de sucos da cidade que também vende aquele de cevada…

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.