Pontapé, na Ilha do Governador, cresce e aparece

A inusitada carne seca à milanesa: petisco mais famoso da casa

Na sexta o Juarez Becosa escreveu uma matéria sobre o novo espaço do Pontapé, um delicioso boteco na ilha do Governador que conheci durante o Comida di Buteco de 2008 (fui jurado e este era um dos três que devia visitar).

Turistas muitas vezes nem saem do circuito Centro-Zona Sul. Mas para os apreciadores de um bom boteco é preciso ir além disso. Na Ilha do Governador também é possível ser muito feliz. Na Ilha do Governador, em Paquetá, em Bráz de Pina, em Benfica. Basta saber descobrir as boas coisas que o Rio esconde fora dos eixos turísticos.
Ademais, em qualquer lugar podemos ser felizes, basta estarmos rodeados de gente boa e em paz com a vida. De preferência comendo bem. E escutando boa música.
Mas melhor ainda se pudermos provar a soberba carne-seca empanada do Bar Pontapé, lá na Ilha do Governador. Como é que ninguém havia pensado nisso antes?
Um naco tenro de carne-seca pré-cozida e já dessalgada é empanada numa massa levinha, levinha, só para poder ir à frigideira tomar um sustinho e ficar crocante por fora e por dentro tenra. Uma coisa.
Quem me levou até lá foi o concurso Comida di Buteco. Fui jurado e um dos bares que tive que visitar foi esse. Estava sem carro na época, quebrado na oficina. Fui de táxi num sábado chuvoso. Morri numa grana. Fora isso, foi uma tarde daquelas memoráveis. A casa estava lotada. Comecei com uns salgadinhos muito bem-feitos. Mas estava lá para provar a tal da carne-seca criativa, preparada de um modo, ao menos para mim, inédito.
E carne-seca, quando chegou, me fez ter a certeza de que valeu e muito a viagem até lá. A carne se desmanchava na boca. Os acompanhamentos estavam bem apropriados. Uma boa mandioca frita, sempre uma boa escolta para uma carne-seca, e uma cebola passada na frigideira rapidamente só para adocicar e amolecer. Nham nham nham. Caramba. Um cheiro verde muito bem colocado sobre tudo, coroando a mistura, é uma idéia democrática. Quem não curte as ervinhas não precisa usar. Já os que gostam, como eu, pode até pedir uma levada extra, para fazer uma farra ainda mais saborosa misturando aquilo tudo.
No mais, é aquele repertório de virtudes de um bom boteco carioca, boteco de verdade. Uma cortesia atrapalhada no serviço, uma cerveja muito gelada e uma turma de freqüentadores fiel e muito divertida.
Recomendo solenemente, para os já iniciados no Rio, aqueles que estão até enjoados dos botecos do Leblon, uma visita ao Pontapé. Quem sabe até, aproveitando a oportunidade, logo depois do voo de chegada ou antes do de regresso. Porque o Galeão está logo ali.
E no Pontapé eu te garanto uma coisa: você vai ver o Rio de verdade. Daqueles muito saborosos.

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.

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3 Respostas to “Pontapé, na Ilha do Governador, cresce e aparece”

  1. Léo Says:

    como ex morador da ilha não posso deixar de elogiar! é bom demais!

  2. Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro « Rio de Janeiro a Dezembro Says:

    […] Pontapé […]

  3. Eugenia Says:

    Ah! Eu tb fui lá este ano. Sensacional mesmo. A dona e os garçons são gentilíssimos. A cantora, Nádia Mariah, tem um vozeirão e é super simpática. Cerveja, cachacinha, comida, tudo gostoso. E o visual do mar ali… delícia. Recomendo MESMO!!!

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