O dia em que a Banda de Ipanema me obrigou a comprar um tênis em Dubai

Burj al Arab: cartão postal do emirado

O título do post tem um quê de surrealismo, ou realismo fantástico, sei lá. Mas foi exatamente isso o que me aconteceu.
Embarcaria para Dubai às 19h30 de sábado (na verdade, para São Paulo, onde peguei o voo da Emirates).
No fim da manhã fui ao mercado comprar umas coisas. E reparei que muitos porteiros faziam cercadinhos nos jardins dos seus prédios para evitar que sejam pisoteados durante os desfiles dos blocos que passam por ali, entre eles a Banda de Ipanema e o Simpatia é Quase Amor.
Foi então que me dei conta: “peraí, hoje tem Banda de Ipanama, faltam duas semanas para o sábado de carnaval”. Ah, ainda bem que fui fazer compras. Se nçao tivesse ido fazer, não sei se estaria aqui, no Schooner Bar, no Brilliance of the Seas, tomando uma taça de vinhos e escrevendo este post, ancorado no porto de Dubai.
Isso porque moro em Ipanema, mais precisamente ao lado da praça General Osório, no começo do trajeto da Banda do “Yolhesman Cribelles”. Minha ideia era sair de casa para o Galeão às 17h, 17h30. Examente na hora em que banda estaria justo na porta de casa, impedindo todo o trânsito.  Seria impossível sair, ainda mais com um monte de malas. Ah, benditas compras.
E o que isso tem que ver com tênis.
O que aconteceu foi que, para evitar a confusão, saí de casa cedo, para terminar de me arrumar e tomar banho no Leblon.
E lá fui eu, de chinelos.
Só depois do banho, me preparando para me vestir, foi que me dei conta: o tênis que eu usaria na viagem tinha ficado em casa. Abri a mala, peguei o sapato e lá fui eu, com a chata obrigação de comprar um tênis logo no começo da viagem, porque só chinelo e sapato seria o fim.
Então, procurei tênis no aeroporto de São Paulo. E nada. Procurei também no de Dubai. E nada. Restou, no primeiro dia em Dubai, acordar bem cedo e, antes das 10h estar no Mall of the Emirates, por sorte pertinho do meu hotel.
E lá fui eu pro shopping mais famoso do emirado, com mais de 400 lojas, muitos cinemas, bares e restaurantes, além de uma pista de esqui, sim, uma pista de esqui, num shoppping, e no meio do deserto… coisas de Dubai.
Só de vingança com este acaso que quis me deixar descalço, ou com pés desconfortáveis, comprei, além do tênis (um Nike, a uns US$ 55), uma sandália (uns US$ 35) e atá um Croc (por uns US$ 40). Me rendi a este calçado, que acho feioso, mas é tão confortável, depois de ver a alegria que a filha sente ao usá-lo.
Me rendi ao consumismo, porque os preços estão ótimos em Dubai. E, além disso, ainda comprei um DVD portátil para que a filha (de novo ela) possa se entreter nas nossas viagens de carro.
Amanhã vou gastar mais uns dinares, mas desta vez no Souk de Especiarias, adquirindo uns filamentos de açafrão, umas tâmaras e outras coisinhas arabescas.
À tarde, zarpamos para Omã – que, para mim, é o filé mignon deste roteiro que até agora está bem divertido. Como este lugar é, digamos, surpreendente.

SE quiser acompanhar esta viagem, clica aqui que vai ter post todo o dia.

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Uma resposta to “O dia em que a Banda de Ipanema me obrigou a comprar um tênis em Dubai”

  1. Todas as histórias de Dubai « Rio de Janeiro a Dezembro Says:

    […] O Dia em que a Banda de Ipanema me obrigou a comprar um tênis em Dubai […]

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