Novo menu do Le Pré Catelan: trilogias e pratos finalizados à mesa

Torradinhas, grissinis folheados com gergelim, manteiga, azeite... o começo é o mesmo de sempre

Sou fã incondicional do Roland Villard. Já fiz umas 20 refeições no Le Pré Catelan, nas mais diversas situações. Comemorando uma data especial, apurando uma matéria, participando de degustações de vinhos, trabalhando pelo Guia Quatro Rodas, convidado para jantares com a participação de chefs estrangeiros ou para o lançamento de novos menus.
Na semana passada estive lá novamente, para provar as novidades do cardápio, que são muitas.
Roland gosta de criar trilogias, três versões de um mesmo ingrediente. Este era o mote para a nossa visita, mas havia mais.
Começamos com os grissinis de massa folheada com gergelim e as torradinhas fininhas, fininhas, lambuzadas com manteiga ou afogadas no azeite. Adoro isso, adoro, e não dispenso nunca o couvert, ao qual sempre acrescento os pães da casa, ótimos, principalmente o que leva água de maçã para ajudar na fermentação, resulando numa massa levee de casca crocante.

Amuse bouche: rolinho de pato com geleia de figo e um creme de cogumelos

Então, veio o amuse bouche, que varia sempre. Desta vez, um rolinho de pato com geleia de figo e um creme de cogumelos.

Trilogia de crustáceos...

Depois começaram as trilogias. Primeiro, de crustáceos: tartar de lagostim com manga, camarão grelhado com palmito em tiras e ravióli de lagosta.

... e agora, por outro ângulo

Agora visto por outro ângulo…

Nham nham nham: camarão sobre pupunha desfiada e ravióli de lagosta

… e mais um ponto de vista (é bonito, e é gostoso).

Trio de escargots: bom, bonito e o maior barato

Depois, saboreamos o trio de escargots. Com manteiga de ervas, a maneira mais tradicional de se preparar o molusco, em uma tortinha, com o bicho afogado em um molho cremoso, e uma torradinha, quase uma bruschetta francófila.

Trio de foie gras, com escalope sobre tapioca de goiabada, creme brulée e picolé: interpretações do mesmo fígado gordo de pato

Aí, chegou o meu preferido, o trio de foie gras. Roland é craque no preparo de fígado gordo. Ele arrasou no escalope sobre uma tapioquinha recheada de goiabada, que estava um espetáculo. O creme brulée de foie gras estava muito saboroso, com consistência e jeito de bom patê. E, para fechar a trilogia, um “picolé” em crosta de avelã. Ai ai ai…

Roland com a "picanha francesa"

Então, Roland anunciou que estava querendo resgatar algumas tradições francesas, como o cote de bouef, um corte da costela (“é o fran rack do boi”, explicou) macio, saboroso e com várias cortes agarrados ao osso, permitindo a exploração de vários sabores, texturas e graus de gordura (“esta é a picanha dos franceses”, comparou).
Depois de assar a carne na cozinha, usando forno com temperatura controlada e até termômetro para deixar a carne o tempo exato no calor, Roland invadiu o salão com a peça perfumada, ainda mais aromática por estar deitada em um leito de ervas, com alecrim, cebolinha e outras dessas plantinhas que nos fazem feliz.

Com habilidade de um gaúcho, Roland fatia a carne

Com destreza de um gaúcho de Nova Bréscia (sabia que 99% dos garçons das melhores churrascaria cariocas são de lá?), fatiou a carne em cortes não muitos finos, para valorizar a textura incrível da carne.

O cote de boeuf é servido com o melhor molho bernaise que já comi (as folhas de alface, apesar de lindas, confesso que não comi)

Eu comi uns quatro pedaços, feliz, feliz da vida. Até porque, o molho bernaise que era servido junto foi o melhor que já comi.

Articlino flamba os crepes suzettes: resgate da tradição de finalizar os pratos à mesa

A tal tradição que o Roland quer resgatar é o preparo ou finalização dos pratos na frente do cliente ao lado da mesa.Assim, encerrarmos o percurso com um crepe suzette esplêndido.

Massa leve, calda perfumada e sorvete derretendo: que mais posso querer?

Foi também, a exemplo do bernaise, o melhor que já passou pelo meu prato, preparado com perfeição pelo ótimo maitre Articlino, braço direito do Jean-Pierre, que não estava lá naquela noite (acho quer foi o meu primeiro jantar no Le Pré Catelan sem a presença dele).

Sobremesa na compania do Domaine de Coyeaux Muscat de Beaumes de Venise fica ainda melhor

Para melhorar ainda mais a sobremesa, ela foi acompanhada do Domaine de Coyeaux Muscat de Beaumes de Venise, sensacional.

Docinhos para encerrar o jantar com o café: sirva-se à vontade

Encerramos com a linda bandeja de petit fours, sempre indispensável ali.

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9 Respostas to “Novo menu do Le Pré Catelan: trilogias e pratos finalizados à mesa”

  1. Júlio Says:

    Amigo Bruno, francês preparando picanha ????? . Não dá liga.Parece coisa de quem gosta de gastar sem pena e sem dó. Uma coisa é uma coisa ,outra coisa é outra coisa.Comida francesa é para magro ou pessoa que come muito pouco ou quer ver e ser visto.Somente.Prefiro um japa.
    Bom carnaval pq hj a noite estou em indo pra Caninde, Aracaju ,Sergipe.Seja o q Deus quiser.VIVA O MONOBLOCO e tds os BLOCOS DE SANTA TEREZA e o nosso SUVACO.Tchau.

    • brunoagostini Says:

      Salve, Julio. Não é picanha, é um corte diferente, que o Roland chama de “picanha dos franceses” brincando.
      Ótimo roteiro, preciso conhecer Sergipe urgentemente.

      abração

  2. Constance Escobar Says:

    Um mestre o Roland Villard. Esse post tá de matar de fome!

  3. Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro « Rio de Janeiro a Dezembro Says:

    […] Le Pré Catelan (e o novo menu do restaurante) […]

  4. online Says:

    Por que nao:)

  5. Restaurantes para uma refeição inesquecível no Rio de Janeiro « Rio de Janeiro a Dezembro Says:

    […] o melhor restaurante do Brasil no momento. Serve a melhor comida entre todos. A nova coleção de trilogias, e o menu amazônico são garantia de uma refeição feliz (na foto, uma das sobremesas do menu […]

  6. Palmito com foie gras e o almoço executivo do Olympe « Rio de Janeiro a Dezembro Says:

    […] um post daqueles cheios de fotos, como esses dois sobre o eñe (clique aqui e aqui), esse sobre o Le Pré Catelan ou esse aqui, sobre o Ritz de Paris. Mas acontece que o blogueiro apagou as fotos do cartão, […]

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