O carnaval, o verão e o choque de ordem (e viva Paulo Barros)

Cordão do Boitatá, na manhã de domingo: sol, fantasias, água de mangueira e fila nos banheiros

Acabou.
E foi bom, mas ainda há muito a se melhorar.

Não há dúvida de que a prefeitura se esforçando para ordenar o carnaval teve um resultado altamente positivo. Muita gente ainda mijou nas ruas, mas já se esboça um pouquinho de bons modos, com a maioria dos foliões enfrentando filas para ir ao banheiro.

Então, duas coisas precisam ser feitas para que em 2011 festa de Momo seja ainda melhor no Rio:
– Colocar mais banheiros químicos (pelo menos o dobro).
– Limpar os banheiros químicos todos os dias.

Outro problema deste ano foi o mau cheiro – e olha que teve muito menos xixi, hein. Em Ipanema, por exemplo, onde desfilam muitos e grandes blocos, a pista junto à praia, que virou uma zona nos anos anteriores, com um monte de gente acampada, motando barracos e vendendo comida e bebida, este ano estava (quase) livre desses ambulantes que, instalados na via pública, de ambulantes não tinham nada.
A coisa estava melhor. Acontece que não choveu. Então, a partir de domingo, com a sujeira acumulada, juntando com o fedor dos banheiro, o cheiro ficou insuportável quando o sol batia – e o sol bateu muito, todos os dias.
E esse sol foi a característica deste verão.

Enquanto São Paulo se afogava o Rio viveu gloriosamente os meses de janeiro e fevereiro (até agora, pelo menos) mais ensolarados que eu já vi. O mar, na maior parte dos dias, estava lindo – na verdade, quente demais para o meu gosto.
E não se vê, há dias, uma gota de chuva por aqui.
Só sol, só sol, só sol.
Eu, acredite, ando pedindo uma que um pouquinho de água caia do céu. Minha horta tá esturricando.

Outro ponto positivo deste verão que começa a acenar em despedida foi a vitória, anunciada agorinha, da Unidos da Tijuca.
Enfim, a criatividade e a ousadia de Paulo Barros saiu vencedora na apuração. Até que enfim.

Depois de seis anos cobrindo o desfile das escolas de samba na Sapucaí, muitas vezes com direito a presença no Grupo de Acesso e também no sábado das campeãs, em 2010 preferi fugir da Avenida. Fui em alguns blocos, mas o melhor do meu carnaval foi descansar. Por isso a longa ausência do blog.
Mas, agora que o carnaval passou e 2010 efetivamente começou, vamos ao trabalho.

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6 Respostas to “O carnaval, o verão e o choque de ordem (e viva Paulo Barros)”

  1. Guilherme Lopes Says:

    Bruno,

    Que carnaval!

    Virei fã dos blocos de rua. Entre eles, o Empolga as 9, Boitatá, Simpatia é quase amor, Orquestra Voadora…

    Queria ter ido em outros (principalmente em Santa Tereza), mas não deu tempo. Quando vi, já era quarta. Mas eu volto!

    O sol não deu trégua. Só que eu achei a água gelada, no único dia que fui à praia, em Ipanema.

    No mais, bati cartão no Nova Capela.

    Voltei ao Estrela da Lapa e conheci a casa do Carlinhos de Jesus, o Rio 40º.

    Um filé no Bar Lagoa e várias latinha na rua!

    E será que não existe outras soluções viáveis ao sanitários químicos. Os usuários também são culpados, mas aqueles caixotes são péssimos!

    Abraço e você me deve um chopp!

    ; )

  2. Dri Says:

    A praia de Ipanema estava linda, cor de Caribe, até quinta antes do Carnaval. Depois foi invadida por algas e ficou pessima. Se a população se conscientizou em relação ao xixi nas ruas, nao posso dizer o mesmo em relaçao ao lixo no chao. Mesmo com a limpeza da Comlurb, a praia estava IMUNDA. As ruas de Ipanema, como o Bruno mesmo disse, davam ansias de vomito. O numero de banheiros foi altamente insatisfatorio e o fato deles nao serem limpos foi uma piada de mau gosto.

    Infelizmente pra mim, que passo carnaval no rio desde sempre, desde antes do Carnaval voltar a ser moda por aqui, esse foi disparado o PIOR deles…

  3. Laura Says:

    A Antarctica merece os parabéns pelo carnaval de rua desse ano (tanto quanto São Pedro, que nos poupou da chuva e só abriu as torneiras no final da quarta-feira de cinzas – melhor, nem rezando!).
    Tudo bem, podiam ter colocado mais banheiros, mas estava bem melhor do que nos anos anteriores. Sinalização, banheiros, caminhão pipa providenciando o refresco nas manhãs de calor. Foi tudo bom demais!
    Só com patrocínio para manter a ordem na folia.
    Que venham outros!

  4. Lucia Helena Torres Says:

    Olá Bruno,

    é, para aqueles que tentaram escapar da folia (multidão) dos blocos e curtir uma praia, a situação ficou muito difícil: areia imunda (do Leme ao Pontal!!!). Nos dois dias que fiquei no Rio (sábado e domingo) a água colaborou e estava mesmo bastante limpa (recreio) – e gelada no ponto – o que nos facilitava em não ficar na areia e presenciar tristes cenas…Ah, os porcalhões eram bem organizados: deixavam o seu lixo para a cidade em vários sacos plásticos…Sem comentários!?
    ABR,
    LU
    rj

  5. Leandro Says:

    Verdade que alguns dias o mar estava lindo e até deliciosamente morno, mas no carnaval infelizmente a praia que estava horrível, vieram as algas e o mar estava insuportavelmente gelado, o Rio estava com as águas mais frias de todo o litoral brasileiro, na zona oeste a água estava mais limpa mas o mar igualmente se não mais gelado, difícil acreditar que estamos nos trópicos não fosse pelo sol glorioso, achei que os blocos vieram em excesso este ano.

  6. Um pouco de carnaval « Rio de Janeiro a Dezembro Says:

    […] O carnaval, o verão e o choque de ordem (e viva Paulo Barros) […]

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