Farofa Paulista: a antítese dos bares de São Paulo inspirados no Rio de Janeiro

Quadros, paredes de cimento e tijolinho, comida caseira, cerveja gelada: um bar irreverente

“O meu bar é a antítese dos botecos paulistanos com inspiração carioca. Não tem conceito. É o próprio desconceito, uma homanagem à boemia paulista”, explica Guga Mattos, sócio do bar Farofa Paulistana, inaugurado há umas três semanas em São Paulo, e que já vem chamando a atenção.
O negócio ali é comer pertiscos e pratos clássicos, com jeito de casa da avó, na companhia de cerveja gelada. Tem camarão à paulista (como mais poderia ser?), manjubinha frita, feijãoa, arroz, farofa, frango assado… Todos os dias a casa serve feijoada (que em São Paulo costuma a ser prerrogativa das quartas-feiras e sábados), dobradinha, picadinho na ponta da faca e rabada. Os PFs custam R$ 20 e ainda contam com sobremesa.
A decoração é interessante. Diverte e distrai. Nas paredes há jornais colados, que já começam a se descascar.Há muito concreto, como São Paulo. Do lado de fora grafites enfeitam a fachada, com discreto neon onde se lê o nome do lugar. Um desses desenhos era uma vaca, mas um problema na tubulação obrigou-os a quebrar a parede onde estava justo a cabeça bovina.
“Resolvemos não consertar, deixar a vaca sem cabeça mesmo. Porque São Paulo é quebrada.  Mas São Paulo também é arte”, diz Guga, que espalhou pela casa vários quadros.

Depois de 25 anos atuando no mercado financeiro, Guga, cheio de tatuagens espalhadas pelo corpo, decidiu investir em bares, o que faz com evidente paixão. Abriu primeiro o Dry, que logo entrou para a lista de melhores casas noturnas da cidade. No ano passado inaugurou o Café Trindade, em Paraty (que falei um pouco nesta matéria aqui).
A área mais legal do bar ainda será inaugurada, talvez no próximo fim de semana. É o terraço, que vai fazer sucesso não só com os fumantes.
“É uma laje, um lugar para sentar, beber, comer uns petiscos. Plantamos várias árvores frutíferas. Não tem mesa. Copos e pratinhos vão ser apioados em caixas de laranja que comprei na Ceagesp por R$ 3. Vamos botar churrasquinho. Isso aqui vai arrebentar, imagine isso numa tarde de sábado ensolarada no inverno?”, pergunta Guga, que planeja instalar ali um chuveiro . 
Para comandar o salão, mais tradições paulistas. Guga contratou o maitre Geraldo, um dos personagens incluídos no livre recém-lançado sobre essas entidades da gastronomia paulista, com mais de 40 anos de serviços prestados aos que saem para comer fora em São Paulo.
Gostei da casa.

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Uma resposta to “Farofa Paulista: a antítese dos bares de São Paulo inspirados no Rio de Janeiro”

  1. Luiz Says:

    Não recomendo, o atendimento é péssimo, fiquei 50 minutos aguardando uma porção de pasteis e quando lembrei recebi a resposta que havia sido servida na mesa errada!!!!
    Pela primeira vez me recusei a pagar os 10%.
    A unica coisa de bom é que gera solidariedade entre os clientes, todos reclamavam em conjunto.
    Minha esposa deu o conceito definitivo:
    – É uma Stress hour!!
    Fuja!!!!!

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