O novo Albamar

Barquinhos, barcões, aviões, a Ilha Fiscal, a Ponte Rio-Niterói: comer com uma vista dessas, só mesmo no Rio de Janeiro, e no Albamar

A vista continua a mesma: barquinhos de pescadores em primeiro plano, a Ilha Fiscal logo atrás e, ao fundo, a Ponte Rio-Niterói. Vez ou outra uma barca cruza a baía, levando passageiros entre as duas cidades. E os aviões que chegam de São Paulo pousam no Santos Dumont repetidamente, num bonito espetáculo. Mas, agora, o restaurante Albamar, desde a inauguração, na década de 1930, uma das maiores referências em pescados no Rio de Janeiro, quer entrar de vez para a lista de melhores endereços gastronômicos da cidade.
No ano passado a casa passou por reformas, e ganhou novo chef, Luiz Incao, ex-Copacabana Palace, onde trabalhou por mais de 15 anos. E os planos para o futuro são ambiciosos: bar de ostras, bailes no salão, como antigamente, happy hour.
Enquanto mais mudanças não chegam, são três as razões principais para escolher o lugar para uma refeição no Centro do Rio: o panorama que se tem das janelas, os peixes e frutos do mar sempre frescos e a importância histórica do prédio, única torre remanescente do antigo Mercado Municipal, que funcionou ali até meados do século passado. Em estilo art nouveau, é um resquício do tempo em que o Rio queria ser a Paris dos trópicos.
Durante um longo período o lugar andou meio abandonado, mas nunca deixou de ser porto seguro para uma refeição à base de pescados. Mesmo nos tempos ruins, a casquinha de lagosta, o badejo à moda da casa (cozido com vinho branco, creme de leite, camarão e mexilhões, servido com purê de batata) e bem executadas receitas de hadoque, bacalhau, camarão – e tudo o mais de origem marinha – preservaram uma clientela fiel, num processo de pai para filho que atravessou gerações de cariocas.
Hoje o cardápio ganhou contornos mais elegantes. Pinoles, por exemplo, entraram na lista de ingredientes, integrando o molho à base de champanhe que rega os camarões servidos com um risoto de maçã verde que já fez fama. Outro prato recém-incorporado é a trilha recheada com lulas e caviar, também já sucesso entre os frequentadores, grande parte executivos, políticos e advogados cariocas que trabalham nas redondezas (o Fórum, a antiga Bolsa de Valores e a Câmara dos Deputados estão pertinho dali). Toda a semana o cardápio ganha novidades, e acordo com o que há de mais fresco no mercado.
“Temos uma das maiores variedades de peixes do Rio. Salmão, linguado, cherne, trilha. Estamos recebendo ultimamente, e está saindo muito, o filhote, peixe amazônico muito saboroso”, conta Marcos Silva, maitre e sommelier do Albamar.
Foi ele quem criou a carta de vinhos, com 120 rótulos, incluindo o californiano Insignia 2006, o mais caro de todos, a R$ 1.384, um corte de Cabernet Sauvignon (95%) com Petit Verdor (5%) que ganhou 95 pontos de Robert Parker.
“Mas nossa casa é dedicada aos pescados. E a seleção de brancos também tem coisas ótimas como o Nevada City, corte de Sauvignon Blanc e Chardonnay, a R$ 110, além do Pulenta Chardonnay R$ 102 e um riesling alsaciano, ambos a  R$ 102″, conta Marcos.
Vida longa ao Albamar.

SERVIÇO – Albamar: Praça Marechal Âncora, 186, Centro. Tel: 2240-8378.
(Para ler um outro texto sobre este restaurante, clique aqui)

Publicada na edição de março da revista Wish Report.

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.

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Uma resposta to “O novo Albamar”

  1. Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro « Rio de Janeiro a Dezembro Says:

    […] Albamar (e o novo Albamar) […]

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