Archive for maio \31\UTC 2010

O cardápio do jantar do Alex Atala no Mok

31/05/2010

 

Como adiantamos aqui em primeira mão, nos dias 16 e 17 de junho Alex Atala cozinha no Mok, no Leblon, ao lado do chef da casa, Pierre Landry.

Hoje recebi o cardápio, que traz pratos já famosos do chef paulista, como a sobremesa, um pudim de leite perfumado com priprioca e o ravióli de limão e banana ouro, transparente, uma beleza. 
O menu vai ser aste aqui, bem interessante.

Entrada: creme gelado de beterraba, mandarina e priprioca com lulas cozidas a frio. 
Pratos: Atum ao gergelim com sautée de palmito fresco e cogumelos; robalo confitado em azeite perfumado, espuma de batata baroa e
tapenade de azeitonas pretas; e filé de wagyu e foie gras fresco com ravióli de shitake.
Sobremesa: priprioca-pudim de leite, ravióli de limão e banana ouro

O jantar vai custar R$ 270 por pessoa, com uma taça de champagne.
Sei de um monte de gente que tá tentando reservar. Pra tentar um lugar é só ligar pro  2512-6526.

Melhores momentos da viagem saborosa pela França

31/05/2010

O surpreendente carpaccio de vitela com vinagrete de baunilha do Le 114 Faubourg, no classudo hotel Le Bristol, em Paris

A tacinha de Chateau d’Yquem, que já entrou para a história (a minha história), em Paris

Os vinhos harmonizados no almoço do terraço do L’Espadon, no Ritz de Paris

O foie gras grelhado, um purê por dentro com casquinha caramelada e tostada por fora, do Au Bascou, em Paris

O carpaccio de vitela com vinagrete de baunilha do Le 114 Faubourg, no classudo hotel Le Bristol, em Paris (onde também comi uma ótima folha de tabaco

A panelinha de timo com batatinhas picantes do Bistrot de l’Alycastre, em Paris

A panelinha (adoro issso!) de frango com purê de batata (e alho) da brasserie do hotel Lutetia, em Paris

A degustação de champanhes no C.Comme Vente de Champagne de Propriétaires, em Epernay, em Champanhe

Todo o jantar com o dia ainda claro na brasserie no jardim do Les Crayàres, em Reims, em Champanhe

Os queijos champenoises do Café Du Palais, em Reims

Os pratos, o serviço, os queijos e todo o resto no jantar do espetacular Valentino, em Troyes

A volta triunfal a Paris, com uma garrafa de Deutz me esperando no quarto do 7Eiffel Park Hotel, em Paris

A bistronomia artística do Ze Kitchen, em Paris

Os pães, todos os comidos na viagem (menos os da Air France)

As taças de Moet & Chandon no terraço do Palais de Tokyo, em Paris

O café da manhã navegando no Sena ao sabor das borbulhas do Roederer

Pasteizinhos picantes numa barraca com comida do Congo na feira de Richard Lenoir

Caviar e champanhe no Petrossian

Sentir os cheiros, apreciar as cores e formas dos produtos achados nas feiras e lojas de comida

E mais: o índice dos posts da viagem publicados na Enoteca

Muita emoção no sensacional museu Quai Branly

28/05/2010
 
 

Foi essa máscara aí que inspirou o cubismo de Picasso


Quando visitei o Moma, em Nova York, o quadro que mais prendeu a minha atenção, sem qualquer dúvida, foi Les Demoiselles d’Avignon, de Picasso, ao lado de Van Gogh e Monet o artista de que mais gosto.
Esta é uma peça marcante pra mim, das que mais gosto entre todas as que já foram pintadas.

Era o fim do horário de visita. Estava sozinho. Me sentei no bando defronte a esta que é uma das obras-primas de Picasso, uma espécie de estreia do cubismo, e fiquei ali, em estado de graça, avaliando as formas, a grandeza do monumento.

Hoje, em Paris, visitei o Museu Quai Branly, que me parece o mais interessante de todos atualmente na cidade, por diversas razões que um dia espero listar aqui, ou em alguma matéria.

Mas nada disso importa.

O mais importante é que, ao entrar na sala escura que guarda alguma das muitas máscaras africanas do acervo deste museu, fui avisado pela guia (brasileira), em bom português:

– Esta máscara, é quase certo, que foi a inspiração de Picasso para começar o seu trabalho cubista.     Les Demoiselles d’Avignon teria sido inspirado nela.

Eu fiquei arrepiado. Meus olhos marejaram. O coração acelerou. Cheguei perto. Me arrepiei ainda mais. Não tenho dúvidas de que a inspiração veio mesmo dali.

Quase chorei.

E até agora tô besta.

 
 
 

 

Vai Bruno! ser Rive Gauche na vida

27/05/2010
 
   
 

A Torre Eiffel está na Rive Gauche, mas isso pouco me importa

Eu já tinha um pouco dessa percepção. Mas Paris acentuou a minha certeza. Parodiando Drummond, nasci para ser “gauche na vida”. A cidade é dividida entre dois lados, as margens esquerda (Rive Gauche) e direita (Rive Droite) do Sena, com um ponto muito interessante e curioso: o miolo da cidade está nas duas ilhas, de-la-Cite e de St-Louis.
As duas caras de Paris são lindas. Mas eu preferi a face esquerda, onde estão os bistrôs e cafés mais simpáticos, as feiras de rua mais legais e até a Torre Eiffel, que sinceramente pouco me importa (é praticamente uma árvore de Natal da Lagoa, perene e com mais anos de vida). A torre é bela, sem dúvida. Mas o que me traz a Paris não são os seus cartões-postais, e sim as ruas, praças, cafés e prédios bonitos. São os seus queijos, os seus vinhos, os seus embutidos, os seus restaurantes… Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Catedral de Notre Dame não passam de nobres acessórios, enfeites de luxo. Até porque, para ver como são bonitos, basta pegar uma foto, o que me cansei de fazer na vida. Mas duvido alguém saber sem provar o que é comer um st-maure fresco, beber um champanhe ou sentir o perfume e o sabor de uma cereja na banca do mercado.
Quando cheguei a Paris, um anjo torto
desses que vivem na sombra da St. Sulpice
disse: Vai, Bruno! ser Rive Gauche na vida
 
 
 
 

 

De volta a Paris: será que mereço?

26/05/2010

Champanhe Deutz no novo quarto em Paris: melhor que todos os que bebi em... Champanhe

Acabo de chegar de volta a paris. Hoje janto no altamente recomendado Ze Kitchen Galerie, um dos principais representantes do movimento bistronomique.
Fui recebido assim como na foto no lindo 7Eiffel Park Hotel, um novíssimo hotel boutique de apenas 32 quartos, pertinho do monumento.
Cheguei no quarto e me esperva uma garrafa de Deutz, um dos champanhes de que mais gosto, que está me fazendo muito feliz neste momento, depois de pegar o trem de Troyes e bater perna no Marais.

Aí, fico me perguntando: será que mereço tanto? 🙂

Na Enoteca: Troyes: champanhes, tradições e inovações

Os turistas e os brasilionaires

25/05/2010

Turista fotografa a catedral de Notre Dame, em Paris: lotada de compatriotas

Aqui em Paris há basicamente dois tipos de turista brasileiro. Em número muito maior estão aqueles que só estão preocupados em visitar a Torre Eiffel, a Catedral de Notre Dame, o Louvre e outros medalhões turísticos. São aqueles que se contentam em fazer uma foto na frente dos monumentos e pronto, para ele a cidade, qualquer cidade, está suficientemente conhecida.

É impressioante como tem brasileiro nos principais pontos turísticos. Em compensão, em outros lugares, quase não há.

Mas há uma outra categoria, que já até ganhou apelido por aqui: são os brasilionaires. Esses se hospedam em hotéis como o Lutetia, o Ritz, o Crillon, o Bristol, o Meurice, o Geroge V.

Jantam nos mais estrelados restaurantes da cidade, bebendo vinhos especialíssimos. Compram muitas sacolas nas lojas de grife . São aqueles que, quando entramos no avio, estão lá na frente, na primeira classe (tem alguns também na executiva).

São poucos, mas fazem a alegria dos franceses, ainda mais em tempos de crise ainda latente nos EUA e Europa.

Pois é.

Charada do dia: que ingrediente é esse?

24/05/2010

Pelo inusitado do ingediente, eu duvido que alguém possa acertar.
Tá vendo esta espécie de mil folhas aí da foto?
Você saberia dizer o que esse troço escuro que cobre o creme lá de dentro?

Vou dar algumas dicas
– Foi comido no fim de semana, em Paris, é claro.
– Provei o prato num lindo almoço de sábado, num hotel incrível.
– Eu nunca tinho visto antes um chef usar isso na comida.

E aí? Vai matar a charada?

Na Enoteca – De Champanhe: a primeira vez, um lindo restaurante e uma loja imperdível

Paparazzo, eu?

23/05/2010

Amanhã acordo cedo pra pegar o trem pra Champanhe. Então, hoje resolvi jantar no hotel mesmo, na Brasserie do Lutetia. Tacinha de champanhe, presunto cru com melão e uma panelinha com frango e purê, clássico do lugar, que me fez ir ao delírio.

Depois, atravessei a rua para fotografar a fachada. Tava lá eu, no meu canto, com o meu tripé, quando passou um grupo de italianos, bêbados como se fossem ingleses.

Aí, uma moça quis dar uma de engraçada.

“O que você tá fazendo aí, você é um paparazzo?”.

E eu respondi, na lata, para alegria dos amigos, que saíram sacaneando a infeliz.

“Não, porque, você é famosa?”.

Na Enoteca: os vinhos “biô” em alta em Paris

Paixão à beira do rio Sena

23/05/2010

Foi muito rápido, mas acho que nunca vou me esquecer da cena. Uma paixão à primeira vista, que se desfez levada pelas água do Rio Sena.

Aconteceu hoje. Eu estava na Ile de La Cite, na lateral da Catedral de Notre Dame, a caminho da linda Ile de St.-Louis. Fazia umas fotos dos barcos cruzando o Rio Sena.

Foi quando uma bela moça me acenou. Retribuí, adicionando um beijo enviado com o clássico movimento de mãos. Ela me respondeu da mesma forma, adicionando novos sinais. Ela dizia, com gestos e cara de triste: “Que pena que não vamos mais nos ver”.

E eu pensei: “Que pena mesmo!”.

Mas quem sabe um dia…

O primeiro tango em Paris

22/05/2010
 

Mi Paris querido, cuando yo te vuelva a ver...

Quando posso, faço os trajetos a pé, que é a maneira que me acostumei e gosto de passear pelas cidades, ainda mais as bonitas. Mas dependendo da distância e do tempo que tenho disponível, pego o metrô.

Numa dessas viagens subtrerrâneas dei de cara com esse conjunto aí, tocando na estação Madeleine. Era um grande grupo de tango, com três bandoniôns, violoncelo, violino e tudo o mais (só faltou o piano), fazendo uma linda apresentação.
Foi o meu primeiro tango em Paris. Depois, um pouco mais tarde, ainda me deparei com um bandonionista tocando na entrada da Pont St-Louis, que liga a Ile-de-la-Cite à Ile-de-St-Louis, com grande congestionamento de turistas.

Como se sabe, o tango começou a fazer sucesso, mesmo na Argentina, quando lá pela década de 20 do século passado entrou na moda em Paris. Aí, os portenhos começaram a dar valor ao ritmo. Antes, era música de putas, estivadores e outros tipos que frequentam a área da Boca, em Buenos Aires.

Por isso, para mim, um apaixonado pelo tango, o momento teve um valor imenso.

Foi o meu primeiro tango em Paris.

Pena que não tinha ninguém pra dançar…

Na Enoteca: O primeiro Chateau d’Yquem a gente nunca esquece