Archive for junho \30\UTC 2010

Original do Brás: boteco com bê maiúsculo

30/06/2010

O petisco Doce Refúgio, que combina carne de porco com tamarinho, já nasceu clássico

Exte texto de hoje foi publicado há um pouquinho mais de um ano, no dia 23 de junho de 2009, exatamente há um ano e uma semana.
Nunca mais voltei lá, mas continuo admirando demais este boteco. Já o Comida di Buteco caiu no meu conceito. Este ano, boicotei total.

Já estamos nos últimos dias do Comida di Buteco. Queria paroveitar para escrever sobre um bar que só fui tomar conhecimento no ano passado, por causa do festival. É o Original do Brás, que ganhou simplesmente os quatro prêmios no ano passado. Estive lá este ano, na caravana de inauguração do Comida di Buteco 2009. Eu não tinha dúvidas de que se tratava de um bar especial, mas ainda assim me surpreendi. Por várias razões. É um bar bem limpo e arrumadinho, com bela decoração, inspirada no samba, tendo como patrono o mestre Luiz Carlos da Vila, morto recentemente. Contrasta absolutamente da vizinhança, um aglomerado de pés-sujos daqueles tão sujos que nem dá vontade de entrar. De um deles, logo ao lado, sai um karaokê que, de tão ruim, acaba nos divertindo, como um bom e risível show de horrores. Mas não é, naturalmente, esse convívio entre botecos diferentes que faz valer – e muito – a pena se despencar até Brás de Pina para visitar um boteco (os donos avisam que em breve vão abrir novos negócios ligados à baixa gastronomia, estes provavelmente na Zona Sul).
O Original do Brás é um Boteco com bê maiúsculo. Tem tudo o que importa numa casa do gênero, a começar pelo básico, a presença constante dos donos, gente da melhor qualidade, preocupados em fazer do seu o melhor de todos os botecos. Chope gelado (e cervejas para quem preferir), uma bela seleção de pingas e boas caipirinhas, e petiscos caprichados, no sabor e na apresentação. O petisco campeão do concurso no ano passado já é um clássico carioca. Chama-se rolê pelo subúrbio (tudo a ver com a proposta da casa) e consiste numa porção com quatro delicados bifinhos enrolados em cenoura, pimentão e bacon e cozidos no molho de cerveja, servidos sobre uma massinha leve de fubá. Delícia. Para este ano um dos sócios, Carlos Henrique Cadinha, criou uma receita muito interessante, chamada Doce Refúgio, que combina carne de porco com tamarinho. Uma coisa. Tem uma farofinha, uns pedaços de lombinho e umas massinhas folhadas para rechear, misturando tudo à sua maneira. Para melhorar, a fruta também é servida in natura – peça uma pinga para acompanhar e seja feliz, bicando a parati e mordendo o azedinho característico do tamarindo. Bom, muito bom. Cadinha cria e Dona Zilma, a cozinheira da casa, se encarrega de preparar com carinho e esmero os acepipes. Há outros acertos como o Também fazem bonito o anguzinho recheado com carne-seca e o caldinho pernambucano (feijão carioquinha com um ovo de codorna, carne-seca e milho verde), a alcatra suína flambada na cachaça com mandioca noisette.
A cachaçaria está muito bem representada por uma seleção com as melhores do país, desde a Anísio Santiago a outras menos conhecidas, como a Canarinho, da mesma família da mais famosa das pingas brasileiras, mas bem mais barata.
Assim como o Cachambeer, o Original do Brás é um daqueles lugares que fazem qualquer esforço para se chegar valer a pena. E, cá entre nós, Brás de Pina nem é tão longe assim.   
Eu já tô programando uma nova incursão seguindo a linha do trem rumo a Madureira. Tem muita coisa boa no caminho.

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Conserveira de Lisboa, tesouro da Baixa

28/06/2010

Lisboa é uma cidade que adoro. Entre outras razões, porque é ótima para ser explorada a pé. É ótimo sair andando sem rumo pela região da Baixa. Assim vivi momentos deliciosos, como a imperial (o nosso chopinho) que acompanhou a sopa alentejana no restaurante A Licorista e o Bacalhoeiro, um clássico da cidade, ali na rua dos Sapateiros, número 222.

Num desses passeios sem destino dei de cara com uma lojinha da qual já ouvira falar: trata-se da Conserveira de Lisboa, uma fábrica artesanal de peixes enlatados (outro dia, procurando fotos para um post sobre o vinho Madeira, encontrei essas que inspiraram este post). Tem atum, polvo, sardinha, lula, bacalhau (e também as ovas de bacalhau), mexilhão, cavala. Tudo isso vendido em várias formas de preparo: ao limão, ao azeite, com tomate, apimentado, acebolado, com alho, com pickles… Todos os que provei são sensacionais, ótimos para comer com umas torradinhas. As ovas de sardinha são o produto mais raro e concorrido, e há limite para compra: acho que seis latas por pessoa.
Vai por mim: estas deliciosas latas são ótimas lembranças de viagem, perfeita para presentear amigos, relativamente barato (coisa de uns 3 ou 4 euros a unidade) e para gurdar em casa. Vale a pena trazer umas latinhas na mala.

 

Como se não bastasse a qualidade dos produtos, realmente ótimos, a loja é imperdível também pela decoração à moda antiga, com suas prateleiras cobertas de latas de diversos petiscos, e são muitos, uns 100. A loja, aliás, fica num lugar que me parece muito apropriado, a Rua dos Bacalhoeiros (no número 34)

Uma das coisas mais legais é ver a velhinha que embala, uma a uma, manuealmente, cada uma das latas. Que graça a senhora, fazendo o trabalho com esta graça, elegância e delicadeza. (Reparou no lenço, que combina com as unhas, com o batom e a blusa?)

 

A programação visual dos rótulos é linda, uma coisa retrô muito graciosa. Esses exemplares aí de cima são coleção histórica…

… e esses aí também, rótulos antigos, uma graça. Atualmente são usados aqueles lá na foto do alto do post.

 

Comprei três latinhas pra mim, uma delas ainda disponível na despensa, pedindo para ser comida. Essa aí que aparece na foto é a própria dona, embalando o meu pedido.

5 programas imperdíveis em Aiuruoca, em Minas, uma roça até que nem tanto esotérica assim

25/06/2010

Truta defumada com molho de amoras: programa obrigatório em Aiuruoca, no sul de Minas Gerais

Adoro as delícias urbanas. Os prédios, os restaurantes e as lojas, os mercados e feiras de rua, a vida em movimento. A loucura das cidades. Talvez até por causa disso, amo estar no mato, na roça. Adoro a rotina rural, as trilhas na floresta.

Por isso gostei tanto da viagem a Aiuruoca, no Sul de Minas, a umas quatro horas de carro do Rio.

Ontem foi publicada uma matéria do meu fim de semana prolongado lá, em abril, quando já havia feito uns posts aqui pro blog (para ler, clique aqui e aqui).

Achei Aiuruoca uma cidade bárbara. E o Vale do Matutu, um lugar realmente muito especial, onde você consegue dormir ouvindo a cachoeira e os bichos da noite, acorda com o som da mesma cachoeira, agora ao lado dos pássaros. Passa-se o dia andando pela floresta, atravessando rios e tomando banho de cachoeira. Terminamos o dia diante de um fogão a lenha.

E dormimos ouvindo a cachoeira e os bichos da noite, e acordamos com o som da mesma cachoeira…

Para quem se animar e quiser planejar uma viagem para lá, 5 coisas que não se pode deixar de fazer:

– Comer uma truta defumada no Kiko & Kika (na foto)

– Almoçar na Dona Iraci

– Mergulhar no poço da Cachoeira dos Garcias

– Provar os queijos produzidos lá

– Se hospedar no Vale do Matutu

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Miam Miam, um restaurante carinhoso

23/06/2010

O ambiente é meio moderninho, mas apesar disso, é muito agradável, ótimo também como bar, para petiscar e beber nos sofás da entrada

Eu, ao contrário de muita gente que o considera apenas “um bairro de passagem”, adoro Botafogo. Junto à sua enseada cheia de barcos está o Bar da Rampa, um desconhecido boteco de clube, no caso o Clube de Regatas Guanabara. Debruçado sobre as águas da Baía da Guanabara, é um programão de fim de tarde ir até ali para comer um peixinho frito ou camarão com cerveja gelada vendo o balanço do mar. Não-sócios são admitidos, embora o povo nem goste de divulgar isso pra coisa ser mais família. Como se não bastasse, às quartas-feiras à noite rola um sambinha da melhor qualidade, sobre o qual um dia desse eu escrevo. O bairro, de onde se vê o Pão de Açúcar e o Redentor, tem sobrados e casinhas antigas, muitas em vilas deliciosas. Em muitas dessas construções rasteiras, cada vez mais raras no Rio de Janeiro, funcionam restaurantes, bares e redutos boêmios que estão entre os melhores da cidade. Entre as divertidas casas noturnas, algo mais underground, algo menos mauriçola que Ipanema e Leblon, há endereços clássicos como a Casa da Matriz – e tantas outras do mesmo grupo de amigos-empresários e algumas outras mais independentes. Há muitos cinemas – o Grupo Estação começou lá, timidamente numa sala acanhada, há uns 20, 25 anos atrás. Botafogo tem, ainda, o Yorubá, um restaurante afro-brasileiro incrível e surpreendente. Tem a carne-de-sol da Adega da Velha e a Cobal do Humaitá (ah, deixa eu considerar o Humaitá uma extensão de Botafogo, vai. Assim como o Arpoador é de Ipanema e o Leme é de Copacabana), seus chopes, filmes, festas e shows, pizzas, bacalhaus, sushis e tacos. Também tem o Bloco de Segunda, o Barbas e a São Clemente, até o surgimento da Rocinha, a única escola de samba da Zona Sul a freqüentar a elite do carnaval carioca.
 Adoro o bairro – e olha que sou flamenguista. Curto muito descobrir algo por lá. Na minha listinha de coisas gostosas em Botafogo há uma novidade que não é tão novidade assim: o restaurante Miam Miam, aberto no fim de 2005. Aos pouquinhos a casa foi fazendo fama. Jovem, despojada e bela, a chef Roberta Ciasca reflete a própria personalidade no restaurante. Ganhou todos os prêmios de chef revelação no ano passado. Talvez porque, entre outras razões, ela vá de encontro à maré. Em tempos de espumas, receitas moleculares, cones, fusões, confusões etc (não que eu não goste dessas experiências científico-gastronômicas, mas é bom variar né?), uma comidinha descomplicada vai muito bem, obrigado.    
 Estimulado pelos comentários de amigos, já fazia muito que estava para visitar o restaurante. Sabe aquele lugar que é tão ao alcance que você acaba sempre deixando para depois? Foi o caso. O Miam Miam está a uns 100 metros de um ponto de ônibus que todo o dia passo na volta do trabalho para casa. “Dia desse eu vou”, sempre pensei. Mas esse dia nunca chegava. Enfim nesta semana fui jantar lá com três amigas dos tempos de JB. E cheguei em casa com a certeza de que vou voltar muitas outras vezes. Porque eu gostei de tudo.
 O restaurante fica numa daquelas casas antigas e deliciosas que falei acima. Era da avó da Roberta, e isso deve ajudar na hora de administrar carinhosamente o negócio. Entramos por uma portinha de ferro e subimos a escada – de pedra, acho. Em um longo corredor há mesinhas ao ar livre coladas na parede enfeitada com bromélias devidamente emolduradas como se fossem quadros – lembrei até da Margaret Mee (aquela inglesa apaixonada pela flora brasileira que nos deixou uma linda e comovente coleção de ilustrações – de caráter científico, mas verdadeiras obras de arte – das nossas plantas). Agora que o fumo está proibido em restaurantes da cidade (até que enfim!), é um refúgio para a turma do tabaco. Ainda sentado ali fora provei e aprovei as trouxinhas de pato servidas com um molho chamado caramelo de laranja – e posso dizer que eles se deram bem. A massa sequinha e crocante guardava, em abundância, uma carne de pato desfiada. Mordidinha aqui, colherinha de molho ali…
 Informado pelo garçom de que uma das especialidades da casa são os drinques (tem até uma parceria com a vodca Absolut como bar de design ou coisa assim – no salão há um lindo painel da marca de bebida feita em marchetaria). Então, provei o que leva uva, gengibre, hortelã e Absolut Mandarin – acho que não estou esquecendo nada. Havia outras combinações interessantes como essa (faz sucesso o Ruella, com vodca, limão, gengibre e grenadine), mas como destilados, e drinques de uma maneira geral, não são o meu forte, migrei para um vinhozinho tinto servido em taça. Aliás, para mim, a única coisa que precisa melhorar no restaurante é o serviço de vinho.
 Para entrar no salão comprido passei pelo lounge com sofás, procurado tanto para esperar uma mesa quanto para esquentar as turbinas e matar a fome antes da night. Tem até DJ que toca ali pra rapaziada. Os móveis, estilo anos 50 e 60, de fórmica, bem no jeito de casa da avó, como de fato são. Luminárias dependuram-se do teto (agora vejo que a foto que usei na charada do post anterior era uma teta). Está tudo à venda. “Quer dizer, tudo não. Tem umas mesas que não posso vender. Pô, tá vendo aquela ali. Cê tira uma parte da tampa de madeira e ela diminui de seis para dois lugares. Superversátil, não posso vender”, reconhece Roberta.

Rolinhos de rosbife com rúcula, parmesão e azeite de ervas: clássico da casa

 Em seguida pedimos um clássico da casa desde o berço: os rolinhos de rosbife com rúcula, parmesão e azeite de ervas. O sucesso dessa receita revela todo o segredo da cozinha: a simplicidade casada com bons ingredientes e preparo atento.
 Na hora de eleger o prato principal, a tarefa foi bem difícil. Muitas coisinhas despertaram o meu interesse. O filé de peixe com ratatouille, purê de banana e farofa crocante; o arroz de bacalhau com espinafre, açafrão e alho assado; o pato desfiado com juliana de legumes e bifum crocante; o picadinho com arroz picante de gengibre com cogumelos; as panquecas de frango com aspargos verdes, ementhal e estragão com pedacinhos crocante de parma; e o nhoque com manteiga de rúcula, parmesão e filé.
Reparei uma coisa: não há muitos ingredientes. A cozinha trabalha com uma quantidade pequena de matéria-prima, combinada em diversas formas de preparo. E isso, para mim, ajuda a garantir a qualidade dos produtos.          
 Fui o último a escolher o prato, o que facilitou as coisas. A Rita pediu o filé de peixe, a Joana foi de picadinho e a Renatinha preferiu o nhoque. Fiquei, então, entre o pato, o arroz de bacalhau e as panquecas de frango. Como achei o pato dos pasteizinhos excelente, decidi insistir no elemento principal da receita: fui de pato com juliana de legumes e bifum crocante. Mas, confesso, meu garfo passeou na maior cara-de-pau pela mesa espetando tudo.
Beliscando aqui e ali percebi um especial interesse no contraste de texturas, no contraponto entre doce e salgado, entre o suave e o pungente. É uma comidinha caseira, mas com uma preocupação (na apresentação e finalização, em especial) que mamãe não tem. Nem a vovó.

Pato desfiado com juliana de legumes e bifum crocante: contraste de texturas

No meu prato (o da foto aí de cima), a “cabeleira” de bifum fazia aquele “croc croc” gostoso, enquanto o pato e os legumes al dente se desmanchavam na boca. Um molho denso untava a língua. “A Roberta se auto-homenageou ao criar esta receita. Reparou que o bifum crocante é igual ao cabelo dela?”, brinca a sócia, também, jovem, despojada e bela, Danni Camilo, produtora de moda paulistana – há dez anos no Rio – que passou por endereços badalados como o Bar d’Hotel cuidando do movimento. Tudo muito cool, como o Miam Miam. Em resumo, Danni cuida do salão e Roberta da cozinha.
 No picadinho da Joana os cogumelos enormes chamavam a atenção. Ficavam ainda melhor quando fatiados e combinados à carne servida em panelinha Creuset, aquelas com 100 anos de garantia e que custam algumas centenas de reais, e ao arroz – para mim, amante dos sabores fortes, menos picante que o ideal: da próxima vez peço para capricharem na pimenta dedo-de-moça. No peixe da Rita o que me encantou mesmo foi a farofa crocante (“só pão passado no processador e dourado no azeite”, explica a chef”) e o purê de banana (“que é a coisa mais complicada de se preparar. Tem dia que a banana não está boa e não sirvo o prato”, diz Roberta). Da Renatinha roubei uns nhoques, de massa muito delicada (“mas vou tirar do cardápio porque o cozinheiro que prepara, que tem uma mão ótima, está de saída”, confessa a chef). Ah, se todos tirassem do cardápio naquele dia um prato cujo ingrediente não está legal. Ah, se todos deixassem de fazer um prato de sucesso por não acreditar que outra pessoa possa fazer igual ao cozinheiro que sai… 
 Agora, tenho que voltar para provar as panquequinhas de frango, o arroz de bacalhau e o que mais virá da cabeça da Roberta Ciasca, porque o que ela gosta mesmo é de variar o cardápio. Vou antes que eles saiam de cartaz… 
 Para finalizar, uma degustação de sobremesas (que não está no cardápio, mas eles fazem, a exemplo das entradas) no melhor estilo comunitário. Tinha tortinha suflê de limão com coco e coulis de amora; mousse de goiaba em cesta crocante com sorvete de queijo; rolinhos de chocolate com ganache de chocolate e calda quente de maracujá; e uma receita diet: scones de limão, compota de frutas vermelhas e mascarpone aromatizado com água de rosas.
 Uma outra coisa que chama a atenção é que todo mundo curte o Miam Miam. Você viu no post anterior os comentários de quem conhece? Eu nunca ouvi ninguém falar mal de lá. Há quem se queixe da localização (como me explicou a Renatinha: “Fica na Rua General Gois Monteiro, 34, a continuação da Rua Passagem. É um casarão branco do lado de uma loja de pneus e quase colado na entrada do estacionamento lateral da Morada do Sol”). Eu acho um luxo ter vaga na porta, de graça. Dei dois reais pro guardador porque quis.
 Também notei um perfil absolutamente eclético entre os freqüentadores. Vi desde adolescentes, uns atores de Malhação, a casais de idade bem avançada. Encontrei até um colega de trabalho, um motoqueiro figuraça. Vi famílias inteiras jantando, e gatinhas animadas bebericando no lounge. Vi dois gays curtindo um vinho e até um homem engravatado que aparentemente voltava de uma estressante reunião de trabalho e foi ali relaxar. Porque, se eu tivesse que resumir a comida do Miam Miam, e todo o caráter da casa, em uma única palavra, esta seria carinho. O Miam Miam é carinhoso. E quem não gosta de um afago, de um cafuné?

 Ah, uma curiosidade que revela bem o espírito da casa. Miam Miam é o equivalente na França ao nosso Nham Nham.

Hummm, delícia.

 Publicado em abril de 2008

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Rio de Janeiro, 511 aves

22/06/2010

E já que tô sem inspiração, uma linda reportagem publicada hoje.

Que ajuda a entender porque nós amamos esta cidade.

http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2010/06/21/com-511-especies-rio-um-dos-lugares-mais-privilegiados-do-brasil-para-observar-aves-algumas-delas-muito-raras-916933566.asp

Imperdível a reportagem do Ary Cunha sobre a sua experiência gastronômica com carnes de caça na África do Sul

22/06/2010

Pra quem gosta de comida, é um prato cheio.
Pra quem não gosta, é uma comédia.

Imperdível a reportagem do Ary Cunha sobre a sua experiência gastronômica com carnes de caça na África do Sul

Leiam.

http://oglobo.globo.com/esportes/copa2010/mat/2010/06/22/reporter-vai-caca-se-delicia-com-carnes-exoticas-em-restaurante-de-nelspruit-916946898.asp

Rodrigo Oliveira, do paulistano Mocotó, cozinha no Rio na próxima semana

19/06/2010

Há pouco mais de um ano fiz a reportagem que me deu mais prazer na vida. Era um debate sobre a gastronomia brasileira atual. Fomos lá atrás, falar com Claude Troisgros, um dos que inauguraram uma nova fase nas nossas cozinhas, valorizando os ingredientes daqui, usando técnicas e influências europeias, e depois de todo o mundo.

Alex Atala, hoje o chef mais badalado do país, era como um elemento de transição entre o Claude e a nova geração que desponta agora esbanjando talento.

É uma rapaziada jovem e cheia de gás que vem desenhando um cenário muito interessante na nossa culinária. Gente como Ludmila Soeiro, do carioca Zuka, Helena Rizzo, do paulistano Maní, e Roberta Sudbrack, Pedro de Artagão, do Laguiole, e alguns outros, como Rodrigo Oliveira, do restaurante Mocotó, nos subúrbios de São Paulo.

Fui a São Paulo fazer a reportagem. Entrevistei a  Helena Rizzo e o Alex Atala (que, aliás, esteve esta semana no Rio, e a Enoteca anunciou em primeira mão que ele estuda abrir um restaurante na cidade). Conheci o Dalva & Dito, então novidade. E me despenquei até a Vila Medeiros, lá perto de Guarulhos (então, se você tiver uma longa espera no aeroporto internacional de São Paulo, já sabe o que fazer, né?), para comer no Mocotó, e entender um pouco mais sobre este lugar. Lá comi esta carne-de-sol laminada com chips de baroa, alho assado, pimenta de bico e este arroz que aparece ao lado, espetacular, com carne, cheiro verde…

 

Infelizmente o Rodrigo Oliveira não estava, viajava em um festival gastronômico.

 

Mas pude conversar longamente com o seu pai, o Zé Almeida, que abriu o restaurante em 1973 e está lá todos os dias. Tomamos umas boas pingas, como esta aí de cima, o Armazém Vieira.

Dias depois entrevistei por telefone o cara, que me impressionou. É humilde, interessado, inteligente, esforçado e criativo. É um dos maiores destaques desta nova geração. Faz uma cozinha brasileira com ênfase no Nordeste equilibrando ingrediente típicos com técnicas refinadas de cozinha, e uma boa dose de sagacidade na criação das receitas. Assim nasceram pratos como a carne-de-sol laminada com pesto de coentro, queijo coalho e pimenta de bico. O torresmo é louvável, a bisteca de porco confit, uma benção.

E olha só que legal. Fiquei sabendo hoje lendo o Ela que Rodrigo Oliveira vem ao Rio nesta semana que se inicia amanhã. Fará trás jantares no 66 Bistrô, a convite do Thomaz Troisgros.  Pergunta se eu não vou?

Se animou? Reservas no 2266-0838.

Este ano fiz outra matéria em que falava do Mocotó. Era sobre os melhores bares de São Paulo.

Aproveito para republicar o trecho do texto sobre a casa.

“Nas conversas vangloriando a oferta gastronômica da capital, alguns paulistas costumam listar em “mais de 80” as etnias culinárias encontradas na cidade. Se entre os bares a oferta não é tamanha, ao menos se encontram representantes de algumas escolas, como a portuguesa, a italiana, a nordestina e a argentina. Porque nessa coleção de bares que valem a pena em São Paulo, uma turma considerável optou por focar em determinado tema. Assim, você pode escolher entre um bar de tapas à moda italiana, uma cachaçaria com admirável comida sertaneja ou um boteco com salgados argentinos.

 É só seguir a direção para onde aponta a bússola do apetite.

Neste caldeirão multiétnico o endereço mais impressionante é o Mocotó. Qualquer esforço para se sentar naquelas mesas (que significa chegar até ao distante bairro de Vila Medeiros e esperar nas longas filas do fim de semana) vale a pena, quando se tem no prato a carne-de-sol preparada no vácuo pelo chef Rodrigo Oliveira, talento emergente na gastronomia paulistana, um jovem que depois de trabalhar com nomes como Laurent Suaudeau promoveu uma verdadeira revolução no boteco tocado pelo pai há quase 40 anos. Uma legião de fãs viaja até lá nos fins de semana para apreciar coisas como o mocotó com favada, o sarapatel, uma bistequinha de porco confit e o melhor torresmo que se tem notícia, este aí de baixo.

Mas você poderia dizer: “Ah, mas o Mocotó é restaurante, não é bar”. Eu discordaria dizendo: toda cachaçaria, por definição, é um bar. Então, aproveite a ótima seleção de pingas de todo o país.”

 

Fotoblog: palmito com foie gras e o almoço executivo do Olympe

18/06/2010

E APARECERAM AS FOTOS! Então vamos republicar o post. 

Na sexta anterior à viagem, cheguei um pouco mais tarde que o habitual à redação do jornal. Era nobre o motivo: enfim testar o almoço executivo do Olympe. Há mais de um ano vinha tentando fazer este programa que acontece todas as sextas na casa da Jardim Botânico. Mas, ora, você pode perguntar: se o almoço (entrada, prato principal e sobremesa a R$ 92) é semanal, porque então não foste antes?
Respondo dizendo que estava esperando ser servido o palmito pupunha assado recheado com foie gras, servido com farofa de quinoa e molho de jaboticaba. O prato habitava os meus sonhos desde a primeira vez que ouvi falar dele, há pelo menos um ano e meio. Cheguei até a escrever uma reportagem sobre gastronomia brasileira, há cerca de um ano, e citei a receita como um dos melhores exemplos do que os nossos chefs estão fazendo hoje, mesclando os nossos ingredientes aos estrangeiros. Mas nada de experimentar.
Recebe semanalmente, às quintas, um e-mail da gerência do Olympe apresentando o cardápio do dia seguinte. Neste ano de espera para me sentar à mesa do restaurante do Claude Troisgros no almoço de sexta, por duas ou três ocasiões estava lá o tal palmito com foie. Mas, nesses casos, ou por já ter um compromisso agendado, ou por conta de alguma viagem, não pude ir lá conferir.
Quando, nos preparativos finais para a curta viagem de férias, recebi o aviso dizendo que o prato estaria no cardápio da semana, não tive dúvidas. Adiantei todo o trabalho na quinta, que era feriado, para pode chegar mais tarde à redação na sexta, véspera do embarque para a Flórida. E valeu muito a pena, tanto o esforço quanto o investimento (incluindo couvert e três taças de vinho, a brincadeira encostou nos R$ 200, para uma só pessoa).

E foi assim.

Fui o segundo a chegar, pouco depois do meio-dia e meia, quando o restaurante abre as portas. Pedi uma mesa com vista para a cozinha, porque adoro ver o movimento lá dentro.

Para começar, uma taça de espumante, que escoltou com galhardia os espetaculares biscoitos de polvilho com curry, servidos ao lado de uma uma linda baguete com queijo e um potinho de manteiga. Preciso dizer que comi todo o couvert?

Quando pedi para fazer umas fotos do salão, o maitre foi até a cozinha e foi falar com o Thomaz Troisgros, quem comandava a casa naquele dia.

Ele foi até a mesa, e quis saber pra onde seriam as fotos. Respondi que seria para um blog, e ele consentiu, dizendo que se fosse para revista pediria para não fazer assim, digamos, tão amadoristicamente.

Ok. Expliquei para ele que o motivo da visita era o palmito com foie gras, no que ele me respondeu.

“Agora este prato só vai entrar no menu executivo a cada dois meses e meio. Sou eu agora que estou frente dos almoços de sexta”, disse o rapaz.

A seguir, pedi a entrada: naturalmente o palmito com foie, devidamente escoltados por uma taça de Sauternes, como se deve fazer nesses casos. O prato é, para mim, uma obra-prima, em termos de apresentação e sabor. É equilibrado, criativo e surpreendente.

Uma das melhores coisas que já comi na vida. É um prato de antologia gastronômica, digno de figurar na Larousse, em em todas as enciclopédias culinárias. A apresentação tem alto teor artístico. O palmito recheado com o foie gras é lindo. Parece um ossobuco, de tal grau é a semelhança que já houve quem apelidasse o prato de “falso ossobuco”.

Olha mais de perto.

 

Mais um close.

A combinação entre o foie gras e o palmito é um desbunde, e me bastaria a dupla para ser muito feliz. Mas há ainda a quinoa, usada moderadamente, ainda bem, para dar um crocância, em contraponto à maciez enlouquecedora do fígado e do miolo da palmeira. Já o molho de jabuticaba traz notas agridoces, que tão bem fazem ao foie gras – e com a sua textura espessa, também traz novos elementos táteis. Sublime. Tão bom que já me prometi: da próxima vez que o prato estiver no menu executivo, lá estarei eu também, se a agenda permitir.

 

Depois pedi um haddock cozido no forno, servido com cebola caramelada, cobertura de maçã verde e vinagrete de limão siciliano, que estava muito bem feito – e também é um lindo prato, que confunde a vista: veja se não se parece com uma cavaquinha? Uma delícia que ficou ofuscada pelo prato anterior (também fui infeliz na escolha do vinho, mas isso não atrapalhou, porque deixei a taça de lado enquanto aproveitava este peixe defumado que para mim tem um imenso valor sentimental, porque o meu querido avô adorava preparará-lo, cozindo no leite, servido com arroz, batatas cozidas e o molho beurre noir, ou seja, manteiga queimada).

Encerrei o percurso, antológico em vários sentidos, com um clássico do Claude: o crepe suflê de maracujá, sempre delicioso, sempre aconchegante.

Cheguei no jornal com um sorisso no rosto, e a tarde de trabalho foi uma beleza, e o dia rendeu muito bem.

Só precisei de um café, com bons suspiros coroados com nozes.

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Stella Barros: tentativa frustrada de estragar a minha viagem à Disney

16/06/2010

Maria acenas pro personagens na parada da tarde no Magic Kingdom: a menina ficou encantada

Quando contratamos os serviços de uma agência de viagem, queremos duas coisas basicamente: o conforto de não termos que ficar comprando diversos itens em separado (passagens, hotéis, seguro, traslados, passeios etc) e o preço, já que essas empresas geralmente conseguem tarifas melhores do que as disponíveis para nós, pessoas físicas.

Geralmente eu mesmo trato de organizar os meus roteiros, dispensando as agências. Entre outras razões, porque gosto de fazer isso. O prazer de uma viagem, para mim, começa já no seu planejamento. Mas, de uma maneira geral, acho uma boa usar as agências, e costumo a recomendar isso aos muitos amigos que sempre me pedem dicas de viagem.

Muita gente tem preconceito com as agências, confundindo pacotes com excursões. São coisas diferentes. Nem todo o pacote é excursão, mas toda a excursão, aí sim, é um pacote. Pacote pode ser totalmente personalizado: você escolhe o dia de partida e chegada, as cidades que quer visitar, o tipo de hotel e localização ideal, o seguro, se vai querer alugar um carro etc. Aí, o agente monta ao seu gosto um roteiro.

Certa vez, usei esse expediente para organizar uma viagem de um mês através da Agaxtur, entre Portugal e Espanha, e deu tudo certo. Também usei várias vezes os serviços da Coliseu Turismo, aqui do Rio, principalmente em viagens à Argentina. Também deu sempre tudo certo.

Quando resolvi levar a filha para a Disney, decidi procurar a Stella Barros, por ser uma referência em viagens para Orlando.

Mas que decepção. Se arrependimento matasse…

Vamos por partes.

Entrei em contato com eles pelo site, dizendo que queria uma viagem de uma semana para a Disney.

Eles logo retornaram o contato.

Dei mais detalhes: passei as datas, disse que gostaria de me hospedar em um hotel de preço moderado dentro do complexo da Disney, informei que seriam três passageiros e que precisaria de seguro viagem e de cinco dias de ingresso para os parques, e que esses deveriam ser daqueles que dão direito a visitar todos eles, e vários no mesmo dia, se quisesse.

Ok.

O primeiro orçamento chegou muito salgado. Pedi um hotel um pouco mais barato, e logo veio a sugestão do Pop Century.

Total: uns R$ 10 mil para três pessoas, com tudo incluído (e com uma promoção que daria US$ 300 para serem gastos lá). Razoável. Fechamos nesse.

A minha atendente disse que mandaria um boy para pegar a minha assintaura para o débito no cartão de crédito e que, quando a viagem se aproximasse, ela entregaria em minha casa toda a documentação e vouchers necessários.

Até aí, tudo fluiu bem: os e-mails eram logo respondidos, quase sempre no mesmo dia.

Mas foi só fecharmos o contrato para tudo mudar.

Meus e-mails com dúvias muitas vezes não eram respondidos, de maneira que eu precisava insistir umas duas ou três vezes para obter uma resposta. Coisas simples, como informações sobre transporte.

Foi se aproximando o dia da viagem, e a situação não mudava. Era difícil obter retorno da mesma atendente tão rápida antes de vender o seu pacote. Nota do pós-venda da Stella Barros? Zero, bem redondo.

Faltando alguns dias para o embarque, chegam no meu e-mail os vouchers para a viagem. Peraí! Mas ela não ia mandar tudo para o meu endereço?

Resultado: sem impresssora em casa, tive que imprimir tudo no jornal. Sinceramente, não é o que gostaria de fazer, porque era uma viagem particular, ainda que eu fosse aproveitá-la para visitar alguns restaurantes e fazer algumas fotos para complementar uma edição especial sobre Orlando, e também faria um texto sobre essa minha experiência em família na Disney.

Mas o pior ainda estava por vir.

Faltando uns três dias para a viagem, escrevi novamente para eles, pedindo mais algumas informações bem básicas: como seria o transporte entre o aeroporto e o hotel, de que maneira eu ganharia o crédito de US$ 300 e, finalmente, como receberia os ingressos.

A viagem seria no sábado, e esse e-mail foi mandado na quarta. Passou a quinta, que era feriado de Corpus Christi, eu sei, e a sexta, véspara do embarque. Liguei, mas não consegui contato com a minha atendente.

Então, no sábado, liguei algumas vezes no número indicado por ela. Ninguém atendeu. Entrei no site e busquei um número para reservas em São Paulo, o call center geral da empresa.

Fiz a queixa, e exigi que me informassem o que eu estava pedindo.

Um gerente esbaforido, dizendo que estava fora de seu horário de trabalho, e que teria ido à agência só para resolver o meu caso, me ligou. Para começar, se é dia de trabalho dele ou não, isso pouco me importa, sinceramente.

Mas tudo bem. Pelo menos as coisas estavam andando. Ele pediu alguns minutos para checar as informações, e disse que me retornaria. Ele fez isso, me passou os dados que eu precisava, e eu agradeci a atenção. E pediu desculpas. Neste caso, ponto positivo para eles. Nada mais que a obrigação, mas pelo menos resolveram as minhas pendências, ainda que poucas horas antes do embarque, o que atrapalhou, sem dúvida, os meus preparativos.

Mas o pior estava por vir.

Chegando em Orlando, descobri que a minha reserva era para a partir de sábado, mas eu estava chegando na manhã de domingo. Isso dificultou a minha localização pelos atendentes, tanto no transporte, ainda no aeroporto, como no check-in, já no hotel. Foi aí que descobri uma coisa: paguei sete noites, mas só usaria seis. Tudo bem, porque se não fosse assim, não teria um quarto disponível na manhã de chegada (cheguei umas 9h ao hotel). Considerando que estava viajando com a filha, seria muito conveniente não ter uma cama e um banho ao chegar. Mas, pelo menos, eu deveria ter sido avisado que seria desse jeito, não é verdade?

No primeiro dia, fiquei apenas algumas horas no Magic Kingdom. Voltamos para o hotel cansados e dormimos o resto do dia.

No segundo dia, passamos a manhã no Animal Kingdom. No fim da tarde, seguimos para Epcot, onde tinha uma reserva no restaurante marroquino. Foi quando descobri que, ao contrário do que eu havia pedido, meu ingresso dava direito apenas a um parque por dia.

Corri para o Guest Relations e, por sorte, ainda encontrei no escritório a relações públicas da Disney, pois tinha conhecido a equipe de comunicação deles durante a viagem feita em março, a convite do Orlando Convetion & Visitors Bureau. Ela me quebrou o galho, e conseguiu três ingressos para Epcot naquele dia. Mas imagine se eu não fosse jornalista de turismo?

Então, na manhã seguinte, terça-feira, gastei mais cerca de US$ 180 (e preciosa meia hora da minha viagem) para acrescentar um dia no meu plano de entradas para os parques junto da possibilidade de ir a quantos quisesse no mesmo dia.

Mas a maior decepção veio na manhã de quinta: os planos eram passar as primeiras horas do dia no Typhoon Lagoon e, no dia seguinte, fazer o mesmo no Blizzard Beach – reservando as tardes para outros parques.

Todos com roupa de banho, lá fomos nós para o parque aquático. Aí, veio a decepção maior de toda a viagem: nosso ingresso não dava direito aos parques aquáticos. Para isso, teria que desembolsar mais uns US$ 180. 

Me lembrei de como fui claro ao pedir o pacote: quero ingressos para todos os parques da Disney. Mais uma vez, a Stella Barros errou feio. Nem preciso dizer que a filha ficou decepcionada com a situação, porque já estava há dias contando com a visita ao parque aquático. Foi o momento mais triste da viagem, e que comprometeu todo o resto do dia (acabamos chegando só lá pelas 16h no Hollywood Studios)

Seria demais dizer que a Stella barros estragou a minha viagem. Mas, sem dúvida, atrapalhou bastante. Em vez de ajudar, que é a essência do seu trabalho.

E eu me pergunto agora: o que faço? Entro na Justiça? Escrevo para os jornais? Faço um post pro blog? Acho que farei isso tudo…

Anotem aí: 2010 será o ano da Sudbrack

15/06/2010

Quando terminei a linda refeição na Roberta Sudbrack, que já contei em detalhes aqui e aqui, passei a comentar com amigos:

– Este ano a Roberta Sudbrack vai ganhar todos os prêmios de gastronomia.

E pelo andar da carroça, vai ser assim mesmo. Leiam o que escreveram os queridos Ricardo Freire e Luciana Fróes.

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