No Rio, em Paris ou Nova York, caminhar é preciso: um roteiro a pé pelas duas margens do Rio Sena

 Essa correria entre viagens e trabalhos acabou me tirando neste ano um dos maiores prazeres da vida: a caminhada matinal na calçada, passando por Ipanema, Leblon e Arpoador.

Mas hoje e ontem reencontrei essa agradável rotina (e hoje ainda dei a sorte de encontrar por acaso o pai na caminhada, e colocamos o papo em dia). Aproveitando o sol fresco da manhã apreciei o mar ainda de ressaca. Beleza. Por isso, mesmo em Paris, morro de saudades do Rio. E o melhor dia de qualquer viagem, para mim, é sempre o da volta.

Caminhar é a melhor maneira de se conhecer uma cidade. Sempre penso nisso. Paris, Nova York, Buenos Aires são lugares que adoro porque são ótimos para serem percorridos a pé.

Nos meus três primeiros dias em Paris, o que mais fiz foi andar. Com mapinha nas mãos, ia andando. Às vezes perdia o rumo, e me metia em rotas ao acaso. Noutras, cumpria um roteirinho.

No domingo, fiz um pouco dos dois.

Tinha um almoço marcado para o restaurante Astier. E a manhã toda livre. Acordei cedo, tomei café leve e segui para a rua.

Comecei pela feira dominical que acontece no boulevard Raspail, onde vi e fotografei tomates majestosos, frutas perfumadas, queijos, embutidos e patos recém-abatidos.

Depois segui até Boulevard Saint-Germain, como se deve numa boa manhã de domingo em Paris. Peguei uma mesa no salão do Cafe de Flore, e pedi uma taça de champanhe. Ao lado, quatro senhoras fizeram o mesmo.

Com suave desvio pela rue de Buci, só pra ver as comidas, tracei a linha reta, caminhando pelo boulevard neste dia e hora muito pacato.

Lá no fim dobrei à esquerda. Atravessei a ponte (de onde se tem esta vista aí da Ile de la Cité), passando antes pelo Tour d’Argent, em direção à Ile de St-Louis.

Lá caminhei vagaroso, e até tomei um Berthillon de pêra, mais doce do que eu gostaria, mas bem saboroso.

Continei andando até a Praça da Bastilha. Logo ali ao lado, no boulevard Richard-Lenoir, gastei uns bons 50 minutos vendo, cheirando e fotografando as barracas, com comidas incríveis. Não resisti ao sorriso das congolesas, e comprei uns pasteizinhos picantes. Olha só esses saquinhos de flor de sal de Guérande…

… e presta a atenção nesses cogumelos ernormes e lindos.

Dali fui andando até a Praça da República, e de lá pro Astier, onde tinha reserva para às 13h30. Era o começo da tarde, e eu já tinha cruzado meia Paris.

Terminado o lindo almoço, com direito a Bordeaux 1998, peguei o metrô até a Place Concorde. Foi a única vez, em todo o dia, que poupei a sola do sapato e usei o transporte público.

Vadiei por aquela zona por alguns minutos, circulando pelo Louvre e os jardins de Tuileries  antes de atravessar novamente o Sena em direção à minha margem favorita, a Rive Gauche.

Andando em direção ao Palácio dos Inválidos, quase tomei o rumo do hotel (não o Hôtel National des Invalides, o nome oficial do palácio, mas o meu, o Lutetia). Mas perto que estava da Torre Eiffel, fui lá dar um confere.

Depois de ser abordado por policiais que pediram para ver a minha mala onde estava o equipamento fotográfico, finalmente avistei a esplanada. Sobre a grama verde vi muita gente namorando, pegando sol de biquíni e até um grupo animado que se vestia de Michael Jackson e cantava músicas do ídolo usando uma caixa de som e amplificador.

Achei melhor ir embora. Peguei e rue de Grenelle, e depois estiquei até os Jardins de Luxemburgo. Rodei por esse lindo parque. E até conversei com umas brasileiras.

Voltei para o hotel.

Andando.

 

E só me restou jantar lá mesmo na brasserie do Lutetia.

O frango com purê foi a rendenção. E a taça de champanhe, merecida como nunca.

 E vamos dormir. Porque amanhã às 7h temos que estar pegando o trem…

E mais: o índice de posts sobre a viagem a Paris e Champanhe.

Uma resposta to “No Rio, em Paris ou Nova York, caminhar é preciso: um roteiro a pé pelas duas margens do Rio Sena”

  1. Comes, bebes, altos papos e boa música às margens do Rio Sena (e o índice de posts da viagem a Paris e Champanhe) « Rio de Janeiro a Dezembro Says:

    […] Um roteiro a pé pelas duas margens do Rio Sena […]

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