Archive for junho \15\UTC 2010

Um upgrade no fim da viagem, e a gorjeta não dada à americana

15/06/2010

O balcão do ótimo restaurante: para quem não tem reserva

A melhor maneira de se terminar uma viagem é dando um upgrade na última noite, não é? Seja dormindo num ótimo hotel, seja jantando num restaurante fora de série (se der para combinar as duas coisas, melhor ainda). Meu momento de maior glória gastronômica na viagem à Disney foi a despedida, um jantar no California Grill.

Um pouco dessa história eu já contei lá na Enoteca. Eu não tinha reserva. Mas resolvi tentar a sorte. Como o hotel fica a uma curta caminhada (uns oito ou dez minutos) da entrada do Magic Kingdom, enquanto descansava vendo o divertido Carrousel of Progress, pensei: porque não aproveitar que hoje é tem a Magical Hours (que é o horário especial dos parques para os que estão hospedados no complexo da Disney) e jantar num dos bons hotéis aqui perto? Depois, ainda posso voltar para aproveitar a última noite, já que às sextas o Magic Kingdom fica aberto até às 2h da matina (sim, duas da matina: das 23h às 2h, só para os hóspedes de Walt Disney World).

E lá fui eu caminhando na noite quente do verão na Flórida. Eram umas 21h20. Considerando que eu estava na rua desde as 9h, andando feito um doido debaixo do sol inclemente, dá para imaginar como estava a minha cara, né? Parecia um ogro, com cabelo desgrenhando, rosto suado, camisa amarrotada. Para completar o quadro, estava de tênis e bermuda.

Cheguei até a imaginar que poderia ser barrado no restaurante. Mas fui em frente.

Cheguei ao Contemporary Resort e perguntei pelos restaurantes de lá para os bell boys. Me disseram que havia vários.

– E qual é o melhor de todos?, continuei.

– Sem dúvida, o California Grill – disse o sujeito sem pestanejar, me perguntando se eu tinha reserva.

Diante na resposta negativa, ele disse, quase lamentando por mim.

– Acho muito difícil conseguir entrar, mas já que estás aqui. Vá por ali, suba as escadas rolantes e vais ver a recepção.

Sim, o restaurante tem uma recepção só para ele (e também um elevador privativo, fui saber logo em seguida).

– Boa noite, teria uma mesa para um?

– Infelizmente estamos totalmente lotados. Mas temos um grande bar, e o senhor pode subir e tentar um lugar nele.

E vamos, então, em frente.

Logo que cheguei me aguardava um banco no balcão. Sentei-me. Fiquei ali, uns cinco minutos, e ninguém me deu o cardápio. Peguei um. Fiz alguns sinais para a atendente, que chegou a fingir não estar vendo (fiquei pensando: com esta cara de mendigo, ela deve estar achando que subi só para ver a vista. Ali fui ficando meio puto já com ela. Sabia que gastaria bastante, e comecei a pensar na posibilidade de não pagar a gorjeta, só de sacanagem, porque quando sou mal atendido, faço questão de não dar nada ao garçom, e ainda explico o porquê, se ele perguntar, é claro – mas sempre perguntam).

Pedi uma taça de champanhe. E a tal moça me serviu como se fosse uma Coca-Cola. Espumou tudo, e chegou até a molhar o meu cardápio.

Filé de bisão com risoto de milho e cogumelos escoltado por bom Pinot Noir

Quando fotografei o bonito bar, ela me olhou com cara de poucos amigos. Foi quando me decidi a não dar a gorjeta. E comecei a elencar os meus pedidos. Uma taça de um bom branco da Áustria, para escoltar a salada com camarões crocantes, e meia garrafa de um bom Pinot Noir, perfeita companhia para o delicioso filé de bisão que pedi com prato principal, apreciado junto com a queima de fogos do Magic Kingdom, quando descobri que talvez o melhor lugar para assisti-lo seja ali.

Para encerrar, uma taça de Tokaji. Saldo total: uns US$ 150, muito bem empregados, diga-se, pelo conjunto da obra (vista e comida). Seriam US$ 30 de gorjeta, seguinda a etiqueta norte-americana.

Paguei, sem acrescentar a “tip” à conta E me fui embora, antes dando uma voltinha pelo lugar, realmente lindo, com ótimos panoramas da Disney. Quando já tinha deixado o prédio, ouço uma voz me chamando. Era ela.

– O senhor se esqueceu de acrescentar a gorjeta.

– Não me esqueci, não. Acho que você não mereceu. E sabe bem disso. Quando eu cheguei, você me serviu muito mal. E só melhorou quando pedi vinhos e pratos mais caros. Não dei a gorjeta porque o serviço foi ruim.

Ela pediu desculpas, e foi embora, decepcionada.

Espero que tenha aprendido a lição.

Anúncios

Palmito com foie gras e o almoço executivo do Olympe

14/06/2010
Na sexta anterior à viagem, cheguei um pouco mais tarde que o habitual à redação do jornal. Era nobre o motivo: enfim testar o almoço executivo do Olympe. Há mais de um ano vinha tentando fazer este programa que acontece todas as sextas na casa da Jardim Botânico. Mas, ora, você pode perguntar: se o almoço (entrada, prato principal e sobremesa a R$ 92) é semanal, porque então não foste antes?
Respondo dizendo que estava esperando ser servido o palmito pupunha assado recheado com foie gras, servido com farofa de quinoa e molho de jaboticaba. O prato habitava os meus sonhos desde a primeira vez que ouvi falar dele, há pelo menos um ano e meio. Cheguei até a escrever uma reportagem sobre gastronomia brasileira, há cerca de um ano, e citei a receita como um dos melhores exemplos do que os nossos chefs estão fazendo hoje, mesclando os nossos ingredientes aos estrangeiros. Mas nada de experimentar.
Recebe semanalmente, às quintas, um e-mail da gerência do Olympe apresentando o cardápio do dia seguinte. Neste ano de espera para me sentar à mesa do restaurante do Claude Troisgros no almoço de sexta, por duas ou três ocasiões estava lá o tal palmito com foie. Mas, nesses casos, ou por já ter um compromisso agendado, ou por conta de alguma viagem, não pude ir lá conferir.
Quando, nos preparativos finais para a curta viagem de férias, recebi o aviso dizendo que o prato estaria no cardápio da semana, não tive dúvidas. Adiantei todo o trabalho na quinta, que era feriado, para pode chegar mais tarde à redação na sexta, véspera do embarque para a Flórida. E valeu muito a pena, tanto o esforço quanto o investimento (incluindo couvert e três taças de vinho, a brincadeira encostou nos R$ 200, para uma só pessoa).

E foi assim.

Fui o segundo a chegar, pouco depois do meio-dia e meia, quando o restaurante abre as portas. Pedi uma mesa com vista para a cozinha, porque adoro ver o movimento lá dentro.

Para começar, uma taça de espumante, que escoltou com galhardia os espetaculares biscoitos de polvilho com curry, servidos ao lado de uma uma linda baguete com queijo e um potinho de manteiga. Preciso dizer que comi todo o couvert?

Quando pedi para fazer umas fotos do salão, o maitre foi até a cozinha e foi falar com o Thomaz Troisgros, quem comandava a casa naquele dia.

Ele foi até a mesa, e quis saber pra onde seriam as fotos. Respondi que seria para um blog, e ele consentiu, dizendo que se fosse para revista pediria para não fazer assim, digamos, tão amadoristicamente.

Ok. Expliquei para ele que o motivo da visita era o palmito com foie gras, no que ele me respondeu.

“Agora este prato só vai entrar no menu execitivo a cada dois meses e meio. Sou eu agora que estou frente dos almoços de sexta”, disse o rapaz.

A seguir, pedi a entrada: naturalmente o palmito com foie, devidamente escoltados por uma taça de Sauternes, como se deve fazer nesses casos. O prato é, para mim, uma obra-prima, em termos de apresentação e sabor. É equilibrado, criativo e surpreendente. Uma das melhores coisas que já comi na vida. É um prato de antologia gastronômica, digno de figurar na Larousse, em em todas as enciclopédias culinárias. A apresentação tem alto teor artístico. O palmito recheado com o foie gras é lindo. Parece um ossobuco, de tal grau é a semelhança que já houve quem apelidasse o prato de “falso ossobuco”. A combinação entre o foie gras e o palmito é um desbunde, e me bastaria a dupla para ser muito feliz. Mas há ainda a quinoa, usada moderadamente, ainda bem, para dar um crocância, em contraponto à maciez enlouquecedora do fígado e do miolo da palmeira. Já o molho de jabuticaba traz notas agridoces, que tão bem fazem ao foie gras – e com a sua textura espessa, também traz novos elementos táteis. Sublime. Tão bom que já me prometi: da próxima vez que o prato estiver no menu executivo, lá estarei eu também, se a agenda permitir.

Depois pedi um haddock cozido no forno, servido com cebola caramelada, cobertura de maçã verde e vinagrete de limão siciliano, que estava muito bem feito. Uma delícia que ficou ofuscada pelo prato anterior (também fui infeliz na escolha do vinho, mas isso não atrapalhou, porque deixei a taça de lado enquanto aproveitava este peixe defumado que para mim tem um imenso valor sentimental, porque o meu querido avô adorava preparará-lo, cozindo no leite, servido com arroz, batatas cozidas e o molho beurre noir, ou seja, manteiga queimada).

Encerrei o percurso, antológico em vários sentidos, com um clássico do Claude: o crepe suflê de maracujá, sempre delicioso, sempre aconchegante.

Cheguei no jornal com um sorisso no rosto, e a tarde de trabalho foi uma beleza, e o dia rendeu muito bem.

P.S. – Este era para ser um post daqueles cheios de fotos, como esses dois sobre o eñe (clique aqui e aqui), esse sobre o Le Pré Catelan ou esse aqui, sobre o Ritz de Paris. Mas acontece que o blogueiro apagou as fotos do cartão, achando que tinha gravado no computador antes da viagem. Resultado: temos um post sem imagem. E preciso enxergar isso pelo lado positivo: ganhei mais uma razão para ir até lá comer novamente o prato. E pelo menos não são fotos de Paris ou Barbados, que não sei quando terei a oportunidade de voltar.
Puxa, mas que sorte!

🙂

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.

Na área: se derrubar é pênalti

14/06/2010

Montanha russa na Mickey's Toontown Fair, no Magic Kingdom: delícia, ainda mais com a filha

 

Depois de uma semana de férias na Disney com a filha, tô de volta. Foram sete dias totalmente fora do ar: nada de ver e-mails (até porque, chegava exausto todas as noites, depois de passar os dias inteiros de brinquedo em brinquedo, de parque em parque), nada de ver TV ou acessar a internet (só para você ver, só hoje, chegando em casa, fui saber dos resultados dos jogos do Flamengo no Brasileiro e da Copa do Mundo). Desde que comecei a frequentar a rede e ter correio eletrônico, não me lembro de ter passado tanto tempo sem navegar – e posso dizer que foi ótima a experiência. Mas não sei se ela vai se repetir novamente. Talvez, na próxima viagem com a filha que ainda não tem previsão de acontecer…
Porque, além de tudo, tenho imenso prazer em escrever durante as viagens, blogando ao vivo, contando as melhores e vais pitorescas histórias que vão passando pelo caminho. Além disso, preciso estar conectado sempre, para tratar de matérias que estão em fechamento, das pautas futuras, de frilas, de contas, pagamentos etc etc etc.
Viajar, para mim, é entre outras coisas, escrever e fotografar. É divertido, mas não é brincadeira. Acontece que férias com a filha na Disney é algo diferente, certo?

E desta vez me dei ao luxo de sumir. Mas cá estou de volta.

E a próxima viagem de trabalho já está marcada: Praga e outras lindas cidades da República Tcheca, talvez (tomara) com uma breve esticada em Amsterdã.

Viajar é preciso: até já

05/06/2010

 

Outro dia eu conversava com uma amiga sobre trabalhos, viagens, viagens a trabalho, e trabalhar com viagens.  Essas coisas.

Curiosa, ela então me perguntou:

– E o que você faz nos fins de semana livres, feriados e férias?

A resposta era para mim óbvia:

– Viajo.

Ela achou graça. Mas é verdade.

Hoje tô pegando o avião outra vez. Novamente, pela quarta vez nos últimos seis meses, o destino é aeroporto de Miami (pode falar: que mau gosto, Bruno!). Amanhã pela manhã pego uma conexão para Orlando, para uma semana de miniférias ao lado da filha, que está muito animada.

Vamos ficar no Pop Century, um hotel dentro do complexo da Disney. Categoria média. Nem vamos sair dos domínios do Mickey.

Compramos cinco dias de ingressos e conseguimos reservar em alguns dos bons restaurantes de lá, como o marroquino e o francês do pavilhão dos países em Epcot Center, e o que funciona no Animal Kingdom. Também vai ter uma refeição no Castelo da Cinderela, no Magic Kingdom. E muito cheeseburguer com batata frita, sorvete com a carinha do Mickey, perna de peru assada…

Como a viagem é de folga, e a internet nesses hotéis americanos quase sempre é caríssima, é possível que eu só volte a aparecer aqui no próximo domingo, dia 13, quando estarei de volta.

Mas, se pintar uma conexão baratinha ou gratuita, certamente vou postar umas historinhas à noite. Porque a filha dorme mais cedo. E postar pode ser a minha maior diversão depois que ela pegar no sono.

Segue o segway (a cena patética na orla do Rio)

04/06/2010

 

Caminhãozinho alegre da empresa que aluga o aparelho em Bermuda: tudo bem, turista pode, mas guarda municipal... francamente...

Em todas as cidades mais turísticas ele virou uma praga. Inofensiva, mas uma praga. Cruzam as ruas levando grupos de visitantes que mal percebem onde estão. Temos vários deles em Nova York, Paris, Lisboa, Bermuda, Madri. Até aí, vá lá, tudo bem.

Acontece que no Rio é diferente. Quem conduz os segways pela orla carioca são os guardas municipais.

Parecem os PMS que ficam fazendo manobrinhas em seus quadriclos, igualmente ridículos, mas esses são ainda piores, porque são perigosos, ainda mais nas mãos de policiais despreparados.

A cena é um tanto ridícula a meu ver. E, em termos de policiamento, não serve para nada senão para desperdiçar dinheiro público. Alguém pode me dar uma razão para eles estarem dirigindo um aparelho caro daqueles? Porque não estão de bicicleta ou a pé, como qualquer guarda em qualquer cidade do mundo? Fora do Rio, apenas os turistas usam esse meio de transporte estranho. Por aqui é estatal, ridiculamente.

E nem vou entrar no mérito de o quanto é cômico ver a tropa circulando a bordo deste biciclo.

Por aqui são os nossos guardinhas, que andam pela orla com cara de bobos, como que deslumbrados com a coisa. Nem prestam atenção ao que se passa ao seu redor. Preocupados em dirigir o troço, ficam cegos. Ou melhor, ficam segways.

A piada é péssima, mas à altura da cena ridícula que é ver os guardas municipais atrapalhando o trânsito na ciclovia acelerando ao máximo os seus brinquedinhos.

É tão deprimente que, em vez de colocar um flagrante do segway cruzando Ipanema com as insígnias da Guarda Municipal, preferi posta essa foto lá de cima, bem mais simpática, do ônibus da empresa que aluga segways, em Bermuda.  Na ilha os turistas vão pra lá e pra cá sobre o aparelho. Mas turistas podem ser ridículos.

No Rio, em Paris ou Nova York, caminhar é preciso: um roteiro a pé pelas duas margens do Rio Sena

03/06/2010

 Essa correria entre viagens e trabalhos acabou me tirando neste ano um dos maiores prazeres da vida: a caminhada matinal na calçada, passando por Ipanema, Leblon e Arpoador.

Mas hoje e ontem reencontrei essa agradável rotina (e hoje ainda dei a sorte de encontrar por acaso o pai na caminhada, e colocamos o papo em dia). Aproveitando o sol fresco da manhã apreciei o mar ainda de ressaca. Beleza. Por isso, mesmo em Paris, morro de saudades do Rio. E o melhor dia de qualquer viagem, para mim, é sempre o da volta.

Caminhar é a melhor maneira de se conhecer uma cidade. Sempre penso nisso. Paris, Nova York, Buenos Aires são lugares que adoro porque são ótimos para serem percorridos a pé.

Nos meus três primeiros dias em Paris, o que mais fiz foi andar. Com mapinha nas mãos, ia andando. Às vezes perdia o rumo, e me metia em rotas ao acaso. Noutras, cumpria um roteirinho.

No domingo, fiz um pouco dos dois.

Tinha um almoço marcado para o restaurante Astier. E a manhã toda livre. Acordei cedo, tomei café leve e segui para a rua.

Comecei pela feira dominical que acontece no boulevard Raspail, onde vi e fotografei tomates majestosos, frutas perfumadas, queijos, embutidos e patos recém-abatidos.

Depois segui até Boulevard Saint-Germain, como se deve numa boa manhã de domingo em Paris. Peguei uma mesa no salão do Cafe de Flore, e pedi uma taça de champanhe. Ao lado, quatro senhoras fizeram o mesmo.

Com suave desvio pela rue de Buci, só pra ver as comidas, tracei a linha reta, caminhando pelo boulevard neste dia e hora muito pacato.

Lá no fim dobrei à esquerda. Atravessei a ponte (de onde se tem esta vista aí da Ile de la Cité), passando antes pelo Tour d’Argent, em direção à Ile de St-Louis.

Lá caminhei vagaroso, e até tomei um Berthillon de pêra, mais doce do que eu gostaria, mas bem saboroso.

Continei andando até a Praça da Bastilha. Logo ali ao lado, no boulevard Richard-Lenoir, gastei uns bons 50 minutos vendo, cheirando e fotografando as barracas, com comidas incríveis. Não resisti ao sorriso das congolesas, e comprei uns pasteizinhos picantes. Olha só esses saquinhos de flor de sal de Guérande…

… e presta a atenção nesses cogumelos ernormes e lindos.

Dali fui andando até a Praça da República, e de lá pro Astier, onde tinha reserva para às 13h30. Era o começo da tarde, e eu já tinha cruzado meia Paris.

Terminado o lindo almoço, com direito a Bordeaux 1998, peguei o metrô até a Place Concorde. Foi a única vez, em todo o dia, que poupei a sola do sapato e usei o transporte público.

Vadiei por aquela zona por alguns minutos, circulando pelo Louvre e os jardins de Tuileries  antes de atravessar novamente o Sena em direção à minha margem favorita, a Rive Gauche.

Andando em direção ao Palácio dos Inválidos, quase tomei o rumo do hotel (não o Hôtel National des Invalides, o nome oficial do palácio, mas o meu, o Lutetia). Mas perto que estava da Torre Eiffel, fui lá dar um confere.

Depois de ser abordado por policiais que pediram para ver a minha mala onde estava o equipamento fotográfico, finalmente avistei a esplanada. Sobre a grama verde vi muita gente namorando, pegando sol de biquíni e até um grupo animado que se vestia de Michael Jackson e cantava músicas do ídolo usando uma caixa de som e amplificador.

Achei melhor ir embora. Peguei e rue de Grenelle, e depois estiquei até os Jardins de Luxemburgo. Rodei por esse lindo parque. E até conversei com umas brasileiras.

Voltei para o hotel.

Andando.

 

E só me restou jantar lá mesmo na brasserie do Lutetia.

O frango com purê foi a rendenção. E a taça de champanhe, merecida como nunca.

 E vamos dormir. Porque amanhã às 7h temos que estar pegando o trem…

E mais: o índice de posts sobre a viagem a Paris e Champanhe.

Novo hostel do Leblon vai ter restaurante do Claude Troisgros (por Joana Dale)

02/06/2010

Ótima, oportuna, pontual e importante reportagem da querida Joana Dale. O novo hostel moderninho do Leblon, do qual eu já ouvira falar, vai ter o novo restaurante do Claude Troisgros (aliás, na sexta vai ter o palmito com foie gras no almoço do Olympe, com aquele menu de 90 pratas: já reservei o meu lugar, e depois conto aqui)

http://oglobo.globo.com/viagem/mat/2010/06/02/leblon-spot-primeiro-hostel-de-design-do-rio-tera-novo-restaurante-de-claude-troisgros-916766273.asp

Comes, bebes, altos papos e boa música às margens do Rio Sena (e o índice de posts da viagem a Paris e Champanhe)

01/06/2010

 

Um dos programas preferidos dos parisienses nos fins de semana é fazer um piquenique na beira do Sena. Vários grupinhos se formam nas margens do rio, especialmente na área da charmosa Ile de St-Louis (sábio Chico Buarque, que tem casa ali).

Sobre todas as toalhas, que muitas vezes são cangas, há sempre pão e vinho. O resto varia: queijos, embutidos, presuntos, saladas, frutas, tartaletes, bolos e biscoitinhos.

Dezenas de rodinhas se formam ao redor das gostosuras, compradas em padarias ou lojas especializadas em produtos gourmet, como a Fauchon e a Hédiard (essas aí, pra quem quiser dar um up grade na parada, com foie gras e afins). Lojas de produtos da Alsácia também fazer sucesso nesta hora, com suas lingüiças, embutidos e carnes defumadas.

Rolam altos papos, alguns botam caixinhas de som com boa música. Uma delícia. Bem perto dali, uma dupla tocava música brasileira ao violão, com leve sotaque francês.

Mas você é turista e, se não quiser disputar espaço com os nativos, pode fazer o seu piquenique durante a semana, com muito menos gente – mas sem a mesma graça de se sentir um local.

No fim da tarde, conforme o sol vai caindo, é a hora de maior congestionamento. E também o momento mais gostoso para se fazer o programa.

É ou não é uma delícia gastar horas nessa arquibancada?

E agora, o índice de posts da viagem:

Um roteiro a pé pelas duas margens do Rio Sena

Melhores momentos da viagem

Muita emoção no sensacional museu quai Branly

Vai, Bruno!, ser rive Gauche na vida

De volta a Paris: será que mereço?

Os turistas e os brasilionaires

Charada do dia: que ingrediente é esse?

Paparazzo, eu?

Paixão à beira do rio Sena

O primeiro tango em Paris

Paris e Champanhe: estamos chegando

E mais: o índice dos posts publicados na Enoteca