Le Vin, em Ipanema: três anos de praia

O cassoulet do Le Vin, na escolta de um Bordeaux: o restaurante é infalível para saborear o receituário francês

Este texto foi escrito há quase dois anos, em novembro de 2008, mas penso que continua atual. O Le Vin é um endereço certeiro para passear pelos sabores típicos de bistrô francês. Merecem palmas, por exemplo, os rins com mostarda,  o pato confit e o steak tartar. Adoro aquela casinha.

Enquanto o Le Deux Magots não vem para o Brasil, o Le Vin completa um ano no Rio. Parece mais. Para mim, foi uma das melhores novidades da temporada 2007/2008, uma das belas contribuições paulistanas à gastronomia carioca. O Le Vin parece ter sido feito para Ipanema. Numa antiga mansão na arborizada Barão da Torre, tem uma das varandas mais agradáveis da cidade. E uma das adegas mais lindas, ocupando a garagem da casa. Os vinhos acompanham bem o menu de bistrô, prevalecendo os rótulos franceses com algumas concessões a outros europeus e alguma coisa do Novo Mundo.
O cardápio apresenta todos os clássicos franceses: das ostras frescas (de Santa Catarina) para divertir a boca aos ovos nevadas, à tarte tatin e ao crème brûlée da sobremesa, não falta nada. Na minhas três visitas, pude fazer um passeio por alguns dos pratos clássicos da casa, muitos já provados nas filiais de São Paulo. A primeira coisa que pedi, na visita inaugural, foi o cassoulet, com muita carne, feijões íntegros a a gostosa casquinha de farinha de rosca. Estava especialmente bom o confit de canard, um dos melhores que já comi, tanto que me fez pedir o prato isoladamente. Me esbaldei com o rim de vitela ao molho mostarda, a ponto de raspar o prato com o pãozinho do couvert – que, aliás, vai muito bem com o patê e a manteiguinha servidos juntos. Também curti as moules et frites (ou seja, mexilhões à provençal com batatas fritas) e o steak tartar, servido com o mesmo acompanhamento. E não posso esquecer do risoto de bacalhau. Ainda falta muito a provar: quero muito os escargots com manteiga de alho e salsa, o boeuf bourguignon e o fricassée de champignons à la crème de foie gras. Isso sem falar nas tartines e sanduíches e nas saladas (de chévre chaud, de camarão flambado com Pernod e de pato desfiado, entre outras). E ainda tem sopinhas, omeletes, tartares e carpaccios. Eu volto logo.

Antes que me esqueça, outra coisa que gostei: os vinhos foram sempre sugeridos com correção e sem ganância. O sommelier indica vinhos em várias faixas de preço, explica os estilos, como deve ser. E ainda leva para um passeio na linda adega.

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Uma resposta to “Le Vin, em Ipanema: três anos de praia”

  1. Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro « Rio de Janeiro a Dezembro Says:

    […] Le Vin […]

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