Descanse em paz, Jotinha

De luto pelo JB

A idéia original era fazer uma crônica emotiva. Lembrando, primeiro, da infância, lendo o jornal com o pai, tendo-o como referência do melhor jornalismo praticado no Brasil, reflexivo, combativo, inteligente. Depois trataria com imensa saudade do tempo em que trabalhei lá, de 2001 a 2006. Fecharia o texto sublinhando a tristeza de vermos sumir o Jornal do Brasil, dos amigos que perderam o emprego, por aí vai.

Mas não consigo. Como se houvesse um nó na garganta, hoje não sou capaz de escrever sobre o JB. Nenhuma palavra. Quem sabe amanhã.

Vou deixar só o silêncio.

Agora, ao meio-dia, alguns amigos, ex-funcionários e leitores do jornal vão se reunir em frente ao Amarelinho, na Cinelândia.

E já vou pegar o metrô. Também vou ao Centro. Mas não para esse nobre encontro. Vesti a camisa preta do luto. Vou subir o Morro da Conceição para uma cerveja gelada no Bar do Sérgio – devidamente acompanhada de uns bolinhos de carne. Depois, caminho até o Imaculada, um misto de bar e galeria, que ao que parece vai virar moda impulsionada por um já famoso bolinho de feijão com arroz (depois não diz que não avisei).

O programa foi inspirado em duas boas histórias que li recentemente (essa e essa).

Lá, no alto do Morro da Conceição, vou fazer um brinde ao Jornal do Brasil. Porque o Morro da Conceição representa um Rio que não existe mais. Assim como o JB.

Descanse em paz, Jotinha.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: