Brasileirinho: verde e amarelo, e gostosinho

O salão do restaurante da Praça General Osório, em Ipanema

Ipanema é um bairro de muitos bons restaurantes, mas de poucos botecos que valham mesmo a pena.

O Brasileirinho, na Praça General Osório, é meio botequim meio bom restaurante, muito apreciado por turistas, mas ainda assim altamente recomendável. Como sugere o nome, tem cardápio voltado à cozinha verde-amarela: pastel de angu, caldinho de feijão, lingüiça acebolada, tutu à mineira, carne-seca com abóbora, bife à milanesa com fritas arroz e feijão, baião de dois, carne-de-sol…

Outro dia me bateu vontade de comer feijão. Aí lembrei do Brasileirinho. E corri até ele.

Gosto do lugar. É meio boteco e meio restaurante, como dizia, com um quê de mercearia, ao menos na decoração: nas paredes as prateleiras estão cheias de produtos made in Brazil – latões de doce de leite mineiro e doce de abóbora, potes de pimenta-biquinho, panelas de barro e de pedra, goiabada-cascão…

Uma beleza.

O salão é relativamente pequeno, com muita madeira na decoração. As mesas são rústicas e há algumas grandonas, para oito ou dez pessoas.

A casa é dos mesmos sócios da Casa da Feijoada, que prepara se não a melhor, seguramente uma das três melhores feijoadas do Rio.

Então, o Brasileirinho é um bom lugar para provar o prato, pagando um pouco menos do que na casa vizinha (isso porque no Brasileiro a porção, muito farta, diga-se, não pode ser repetida, enquanto a Casa da Feijoada funciona num esquema de rodízio). Gosto também de pedir em casa: a feijoada dita para dois serve uns quatro.

Na semana passada comecei com um bom caldinho de feijão, realmente indispensável ali, com um creme espesso, engrossado pelas carnes da feijoada, uma beleza.

Um tutu no capricho, preparado e servido na frigideira de ferro

Depois pedi um tutu. Ali é feito de maneira interessante, com a mistura de feijão e farinha sendo preparada numa frigideira de ferro, que vai à mesa depois de ganhar couve à mineira (totalmente escondidas), umas lingüiças (também escondidas), três escalopinhos de lombinho (que podem ser vistos) e mais um ovo, coroando tudo. Como se sabe, qualquer prato ficar melhor com um ovo frito em cima (e essa frase não é minha). Confesso que é melhor do que os que como em Minas Gerais…

Posso te falar?

Tava bom demais.

O tutu era uma obra-prima. Sério mesmo, de verdade. A couve estava ok, nada de mais. Mas a linguicinha era ótima, e o ponto de grelha da carne de porco estava perfeito, com superfície queimadinha e interior suculento, molhadinho.

Pimentinha da boa: fundamental

Com uma pimentinha, então…

Dali fui a nocaute, devidamente amparado por umas duas cervejas apreciadas durante o percurso.

Lembrei de como é bom tirar uma siesta, ainda mais à maneira brasileira.

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.

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2 Respostas to “Brasileirinho: verde e amarelo, e gostosinho”

  1. Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro « Rio de Janeiro a Dezembro Says:

    […] Brasileirinho […]

  2. Casa da Feijoada: o lar do melhor feijão do Rio « Rio de Janeiro a Dezembro Says:

    […] do Brasil Logo nos chega uma combuquinha de caldinho de feijão fumegante, tal aquela servida no Brasileirinho, que pertence aos mesmos donos da Casa da feijoada, o que explica a excelência do seu feijão […]

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