Mekong Bar: festival de receitas asiáticas no Leblon

Drinque com suco de limão siciliano, manjericão e infusão de saquê e rum com ervas

Aproveitei o fim de semana para visitar dois lugares, um clássico, o Margutta, e uma novidade, o Mekong Bar.
Ainda nessa semana conto mais do almoço glorioso no Margutta, um dos melhores lugares do Rio para se comer frutos do mar. A refeição na tarde cinzenta foi coloridíssima, capaz de levantar o moral de qualquer um: teve frigideira de ferro fervilhando com vieiras ao limão, depois um farfalle com lagosta e tomate e, pra encerrar, o cherne com camarões e vieiras no molho de vinho, e umas batatinhas fritas daqui, ó… Tudo na ilustre companhia de um Pinot Grigio. Beleza.
Mas vamos começar com a boa nova que surgiu, advinhe onde? Na Dias Ferreira, no Leblon, é claro.
O Bar Mekong está muito bem posicionado, na parte menos badalada da rua, na esquina com a General Urquiza, entre o Deusimar e o Tio Sam, dois ótimos endereços cariocas, mas pouco falados. O primeiro, um refúgio seguro e discreto para sushis, sashimis e afins. O segundo, um botecão dos melhores, que já viveu dias de mais fama, quando o João Ubaldo Ribeiro passava os dias ali, bebericando (quando o acadêmico parou de beber o bar saiu das páginas dos jornais, da boca do povo, mas continua sendo frequetando por clientes assíduos).
Mas chega de enrolação e vamos ao que interessa: o Bar Mekong tem uma proposta semelhante à do Venga, na mesma Dias Ferreira. Só que em lugar do festival de tapas espanholas ali, como sugere o nome, brilham as receitas asiáticas. É um lugar para ir com os amigos e gastar horas petiscando na varanda, vendo a vida no Leblon passar. É tão parecido que até a consultora da cozinha é a mesma Ciça Roxo do Venga, que comprova o talento para criar menus com base clássica, com inspiração em receitas tradicionais, e treinar a equipe. O Mekong acabou de abrir, mas tá tudo bem azeitadinho. Gostei.
Comecei com este drinque aí de cima, o sabai sabai, feito com uma infusão da casa, à base de rum e saquê com ervas aromáticas, que serve de base para vários drinques. Este, no caso, o mais pedido, tem ainda suco de limão siciliano, xarope de açúcar, club soda e manjericão.
 

Mix de entradinhas: tem pakora, um bolinho de legumes e especiarias, duas samosa, o pastel indiano (um de batata, ervilha e especiarias e outro de curry de cordeiro), goi cuon, os rolinhos de arroz tradicionais do Vietnã, recheados com camarão, cenoura e verduras, e satay, o espetinho de frango.

Depois, pedi o Mekong mix, uma seleção de entradinhas, acompanhado de um Sauvignon Blanc argentino (e orgânico) bem correto, da vinícola Fantelli. Tem pakora, um bolinho de legumes e especiarias, duas samosa, o pastel indiano (um de batata, ervilha e especiarias e outro de curry de cordeiro), goi cuon, os rolinhos de arroz tradicionais do Vietnã, recheados com camarão, cenoura e verduras, e satay, o espetinho de frango. 
Como se vê, o menu é panasiático, trazendo receitas da Índia, Vietnã, Malásia, China, Tailândia, com ênfase na chamda street food, ou cozinha de rua, tão popular nos países da Ásia. Para um pimenteiro convicto como eu, cozinha asiática é uma festa. 
 

Sopa de frango com cogumelos, cotada com duas pimentinhas: de fato, é bem ardida, e muito gostosa

A etapa seguinte seria uma sopa. Em situações normais eu escolheria a de camarão com cogumelos. Mas acontece que o cardápio indicava que a sopa de frango com cogumelos e leite de coco seria mais apimentada (duas pimentas contra uma). Então, naquela tarde fria de ontem, fui nesta combinação, e não me arrependi. Ótima a sopa, daquelas que tomamas até o fim, muito bem temperada.
Para sua escollta, caiu bem a tacinha de Chandon Rosé.
 
Preciso voltar, porque me deu vontade de provar quase tudo.
Entre as comidinhas o cardápio também traz uma interessante relação de saladas (como a de manga verde com broto de feijão, coentro e amendoim) e de sanduíches de inspiração vitnamita, apresentando influências da colonização francesa. São os chamados Ban Mi: tem de mignon de porco com patê de campagne e de frango com patê de foie, ambos temperados com coentro e daikon (nabo) e servidos no pão francês.
Mas não vive só de petiscaria o Mekong. Há pratos mais sérios também.  São os noodles, curries e arrozes (nossa, que palavra feia. Melhor pratos de arroz). Fiquei especialmente interessado no pad thai, um macarrão de arroz frito com camarões, molho agridoce, broto de feijão, coentro e amendoim, e no curry de cordeiro (e no curry verde de frango com berinjela, cotado com duas pimentas). E não posso me esquecer de provar o nasi goreng, receita indiana que faz muito sucesso no restaurante Astrodome, no Centro no Rio. É um arroz frito com frango, ovo e especiarias. 
 
Ainda provei a boa caipitinha de abacaxi com gengibre.
 
A lista de sobremesas é bem interessante. Tem um doce de ovos com pistache, com sorvete de limão siciliano a coulis de frutas vermelhas, pudim de tapioca com sorvete de coco e calda de maracujá e crumble de maçã e manga com esse mesmo sorvete de coco.

O sorvete de chá indiano com especiarias, bem apimentado, um fechamento de ouro

Mas, como dizia, pimenteiro que sou, fui no chai ice, um sensacional sorvete de chá indiano com especiarias, bem apimentado, um fechamento de ouro, mostrando que também sabem ali fazer bons sorvetes.
Curti. Vai fazer sucesso, pode apostar.
    
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3 Respostas to “Mekong Bar: festival de receitas asiáticas no Leblon”

  1. Júlio Says:

    Sou mais o Tio Sam.Lá estamos em casa.

  2. Dri Says:

    Tio Sam indeed.

  3. Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro « Rio de Janeiro a Dezembro Says:

    […] Mekong Bar […]

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