Archive for outubro \30\UTC 2010

Almoço executivo, o mezzogiorno: qual é o melhor, Gero ou Fasano?

30/10/2010

Gero: elegância

Gero ou Fasano, qual menu executivo vale mais a pena? Esta é uma das perguntas mais recorrentes que recebo de amigos e leitores.
O problema é que a resposta não é tão simples como parece. Às vezes, gaiato, digo assim: vai nos dois e escolhe.
Tem períodos que ando preferindo o Gero (acho que no inverno). Noutros, me identifico mais com o Fasano (acho que no verão).
Até uma semana atrás, por exemplo, estava numa fase mais Gero, onde fiz umas quatro refeições primorosas nos dois últimos meses. Mas, depois de jantar no Fasano al Mare alguns pratos do novo menu, na semana passada, e um inacreditável leitão com feijão branco, na noite de quinta, em encontro de trabalho com hoteleiros da Suíça, eu voltei a pender de leve para o Fasano: o chef Luca Gozzani está em ótima forma, alternando o preparo de receitas com base clássica, como o tal leitão, o risoto de camarão com limão siciliano e o ravoióli de lagosta, mas também criando combinações um pouco mais ousadas, tanto em forma quanto em conteúdo, como o mix de sobremesas de morango.
A verdade é que não gosto de apontar assim, um melhor. Para mim, são equivalentes, parecidos, mas diferentes. E o que vai determinar a escolha não é a qualidade da comida, nem do serviço ou do ambiente, mas sim o estado de espírito do comensal, da estação do ano, quem sabe, da meteorologia do dia, da companhia…
Em resumo, eu diria que o Gero é inverno, o Fasano al Mare é verão. O Gero é para tardes chuvosas e o Fasano, para as ensolaradas. O Gero é para ir certeiro no receituário clássico italiano, enquanto o Fasano busca uma pegada mais contemporânea. Gero é fidelidade e Fasano, ousadia. Gero é terno, Fasano é bermuda. Gero é pai, Fasano é filho. Gero é tijolinho, Fasano é Carrara, é Murano.
O Gero é terra, embora faça grandes pratos com ingredientes marinhos. O Fasano é mar, ainda que o melhor prato da casa seja o leitãozinho assado lentamente em baixa temperatura, servido com feijões brancos preparados num tempero de enternecer.
Gero é cordeiro, é galinha d’angola, é costeleta de vitelo, Fasano é lagosta, é lula, é tentáculo de polvo. Gero é Barolo, Fasano é Franciacorta. Gero é Milão, Fasano é Veneza. Gero é avelã e o Fasano, morango.
O Gero é masculino, é couro, o Fasano é mulher, é seda. O Gero é lindo, e o Fasano também.
Gero é para comemorar o nascimento do filho, e o Fasano, começo do noivado. Gero é amor, Fasano é paixão. Gero é abraço, Fasano é beijo. Gero é terra, é fogo, Fasano é água, é ar.
O Gero é sério, o Fasano, nem tanto. O Gero é para fechar negócios. O Fasano é para ir com os amigos. Embora essa ordem, que fique claro, possa ser deliciosamente invertida.
Acho que é mais ou menos por aí.
Amanhã, aproveitando o tempo de vôo entre Fortaleza e o Rio, eu completo essa história, dissecando os dois menus mezzogiorno dos restaurantes cariocas do grupo Fasano (já escrevi, para ler basta clicar aqui). Não tenho dúvida que é entre o meio-dia e o fim da tarde, de segunda a sexta, o melhor horário para se visitar as casas de Ipanema, garantia inabalável de uma refeição primorosa. Pelos cerca de R$ 80  cobrados pelos dois cardápios, com entrada, prato principal e sobremesa, eu te confesso que acho até barato. O problema são os vinhos, porque uma refeição dessas não pode prescindir delas. E não há vinho barato, como se sabe, no Fasano nem no Gero. Quem sabe se esta não é a oportunidade de levar uma bela garrafa de casa? Dá até para pedir uma isenção de taxa de rolha…
O que importa é que, no almoço dos dias úteis, não há nada melhor no Rio de Janeiro em termos de custo-benefício.

Varanda do Fasano, de frente para a praia: um pouco mais despojado

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.

Bar da Amendoeira: a melhor carne seca da cidade, e um dos melhores chopes

29/10/2010

O acepipe, envolvido por uma farofa macia, e o chope: clássicos do subúrbio

 No fim de março do ano passado visitei o Bar da Amendoeira, em Maria da Graça, e logo fiz um post lá no blog antigo. Era algo curtinho, só um registro da visita gloriosa ao boteco, que logo eu coloquei como sendo um dos melhores da cidade.

 “Para ser feliz basta encostar a barriga no balcão do Bar da Amendoeira, em Maria da Graça, e pedir uma porção de carne-seca “empanada” na farofa. Custa R$ 16, mas dá para pedir meia (foi o que eu fiz, este pratinho aí da foto é a meia porção, a R$ 8). O chope pode ser classificado como entre os melhores da cidade, com pressão na medida certa – vindo de uma única torneira, obviamente, como reza a tradição botequeira carioca.
Outra estrela do cardápio, do cardápio, não, da estufa sobre o balcão, são os bolinhos de carne, realmente muito bons. Tem até um jiló recoberto com cebola passada na frigideira com manteiga e urucum. As refeições, baratas, substanciosas e, o que mais importa, saborosas, também são coisa muito fina. Sexta tem feijoada e sábado um angu muito famoso – e perfumado – que acaba cedo, porque antes do meio-dia já tem gente pedindo”.

Um mês depois veio uma notícia amarga: o Cesar, dono do bar da Amendoeira morreu, dentro do próprio bar, depois de uma discussão com um cliente. Eles brigaram, e o Cesar levou a pior: levou umas cacetadas da cabeça e morreu ali mesmo, dentro do bar. Um horror.

A história é muito triste. E mais triste seria se o bar tivesse fechado as portas. Ou então, se tivesse piorado. Ainda não voltei à casa, mas escuto falar que anda tudo como antes por ali. Ainda bem. Fica a dica: a carne seca é a melhor do Rio. E o chope está entre os três melhores, junto com o Bar Brasil e o Adonis.

Pode ir sem medo. E depois me conta.

Repara na farofa, nos fiapinhos da carne, que se mantém rosada: delícia, delícia

Para encerrar, um detalhe da carne seca: olha que lindo.

 Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.

Em defesa do cabrito do Nova Capela: você pode achar ele bom ou ruim, só não dá para dizer que mudou

28/10/2010

 

Só de olhar dá para ver que o prato é uma delícia

Como um mantra sem sentido, tenho lido ultimamente críticas ao cabrito do Nova Capela, que teria caído muito de qualidade nos últimos anos. A pessoa pode até achar o prato horroroso, mas dizer que está pior é uma bobagem que só pode ter sido inventada por alguém que só conheceu o restaurante recentemente.
Não sei quem foi que fez esta mentirosa constatação. O cabrito do Capela continua sendo feito do mesmo jeito, e é servido igualzinho nos últimos 15 anos, pelo menos. Tostadinho, crocante, com bastante alho frito em cima, em padaços muitas vezes junto ao osso, uma espécie de versão ovina do frango à passarinho. É suculento, forte. O cabrito continua igual ao que sempre foi, assim como acontece com as batatas coradas e com o arroz de brócolis, suas clássicas companhias, com a canja, com o bolinho de bacalhau, com chope. Acho estranho alguém dizer que mudou, que está pior. Das duas, uma: ou a pessoa frequenta o Capela desde o início do ano apenas, e não pode comparar com o Capela de 10 ou 15 anos atrás ou, então, o cidadão tem uma memória péssima. Porque o Nova Capela continua igualzinho – pelo menos no que diz respeito à comida (está mais vazio, é verdade, mas isso não tem a ver com a qualidade da comida, pode ter a ver com preços, com a nova e fresca geração de boêmios e gourmets, como muito bem definiu o Paulo Thiago de Mello, que sabe tudo de boteco, sabe e frequenta, entende e conhece. O Capela também está menos enfumaçado, ainda bem). Pode até ter a ver com sei lá o quê, mas não com a qualidade da comida, ou pelo menos com a sua caída: continua a mesma, posso te garantir. Pode até ser que a cozinha calórica servida ali está fora de moda. Que a porção hoje é menor e mais cara… Mas dizer que o cabrito está pior, francamente.
Li ainda que o bolinho de bacalhau é ruim porque tem pouco bacalhau. Ora, ora, ora. Que besteira. Eu concordo só com metade da sentença: de fato, não tem muito bacalhau, há receitas que levam mais. Mas e daí, se é uma delícia: sempre frito da hora, chega fumegante à mesa para ser besuntado com pimenta e azeite. O bolinho tem uma casquinha crocante e um miolo macio e delicado, muito bem temperado. Talvez, se tivesse muito bacalhau não fosse assim. Poderia ser melhor, ou pior. Só sei que assim é bom. Bolinhos de bacalhau, como se sabe, são um petisco que compreende várias interpretações: pode ser pequenino ou grande, em formato arredondado ou comprido, com mais ou menos tempero na massa, com mais ou menos bacalhau. Pode até ser servido frio ou quente. Enfim, o bolinho de bacalhau do Nova Capela eu acho ótimo.
O cabrito também não mudou. É um prato para estômagos fortes, gorduroso, mas sublime.
Muita coisa mudou no mundo carioca dos botecos e restaurantes tradicionais. O Panafiel fechou as portas, o Le Coin também. O Bofetada, depois de anos de agonia, já totalmente descaracterizado, também acabou. O chope do Bar Luiz não é mais Brahma. O Bracarense, este sim, está em franca decadência (e, mesmo assim, continua bom de ir). Mas o cabrito do Capela continua igual. E me deu até vontade de ir lá comer hoje… 
 
 Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.

Bar Lagoa: depois de provar o seu tartar, 70% dos “melhores sabores do Rio” já foram degustados

25/10/2010

Outro dia, de brincadeira, fiz aquele teste do Facebook que, na teoria, teria os 100 melhores sabores do Rio. Eu pessoalmente, discordo de muita coisa, como não poderia ser diferente numa lista do gênero (aliás, discordo de muuuuuita coisa). Tive, como diria o presidente Lula, um índice relativamente alto de “provação”: provei 69% de tais pratos, petiscos, belisquetes e afins. Quer dizer, já são 70%. Porque ontem fui conferir o steak tartar do Bar Lagoa. Apesar de frequentar este restaurante tradicional desde a infância, não me lembro de ter pedido a tal receita.
Pois estão não foi outra senão esta a razão que ontem terminei a minha noite lá, na ótima companhia do Raulzito, meu amigo de fé, irmão camarada, que me acompanhou na viagem até o Engenhão para ver o Flamengo empatar com o Vasco.

O chope da casa, que é um tradicional redutor tricolar, porque ninguém é perfeito, continua bom. Mas acho que deu uma caída, e eu não mais o classificaria entre os melhores da cidade. DE qualquer maneira, é servido do jeito que eu mais gosto: no copo schnitt, com colarinho (natural por favor) espesso e líquido bem gelado, com bom índice de gás carbônico.
Eu já estava decidido em pedir o steak tartar. E foi o que fiz. Meu camarada mandou descer um sanduíche de filé com queijo que estava muito bom, pude comprovar com uma bela dentada.

Mas o que queria mesmo era o tal tartar. Logo veio o garçom e derramou um pouco de mostarda escura um prato, e ficou mexendo. Depois ele recebeu de um colega um prato com os ingredientes principais: um monte de filé mignon finamente cortado com uma gema de ovo cru e uns pedaços de anchova por cima, tudo rodeado pelo temperos: cebola, alcaparra…
Recebida a minha aprovação, ele foi em frente. Por cerca de dois minutos ele foi mexendo, alternando movimentos vigorosos com outros sutis, formando uma massa uniforme.

Depois veio me mostrar o resultado.
Estava mesmo muito boa, com tempero correto. Mas uma coisa me aborreceu: eles server o tartar no companhia de torradinhas, muito sem graça, aliás, quando o mundo inteiro sabe que o par perfeito para um bom tartar são batatinhas fritas. Então, engordei em R$ 10 a conta pedindo uma porção. Aí, sim, o negócio ficou sério.
Até o Raulzito, que pelo menos até ontem não comia carne crua, provou, aprovou e repetiu muitas vezes (ainda bem, porque a porção é farta, para dois, ou até quatro, se for servida como entrada. Ainda assim sobrou um pouquinho).

No mais, adoro todo resto do Bar Lagoa, a começar pela varanda deliciosa (experimente pegar uma mesa bem na borda), os pratos alemães, o croquete, o ambiente art-déco lindo, com paredes pintadas em um verde bem claro, com detalhes belíssimos como espelhos, revestimento de mármore, ventiladores vintage, fotos antigas e até um pequeno palco sobre o bar. Também aprecio o receituário clássico do Rio nos anos 70 e 80: haddock com alcaparras, filé à piemontese (ou à francesa, ou á rossini, ou à parmegiana, ou ao molho madeira, ou à milanesa, ou ou ou ou), frango à cubana, o fetuccini à parisiense, o arroz à grega, além de toda a seleção de clássicos da casa, como as salsichas com salada de batata, o kassler (ou eisbein) com chucrute… Para encerrar de maneira histórica, apfelstrudel, mousse de choclate, romeu e julieta, pudeim de leite… etc etc etc.
Essas coisas me comovem.

 

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.

O novo Bar d’Hôtel: aos 10 anos, restaurante do Marina ganha de presente a chef Maria Victória

23/10/2010

Depois de uma rápida reforma reabriu há uns dez ou quinze dias, meio na encolha, o Bar d’Hôtel. As obras aconteceram também para marcar as comemorações de dez anos do restaurante no Marina All Suítes, com uma das melhores vistas da praia do Leblon (escolha uma mesa como essa aí, colada à janela: mas ligue reservando antes).

Eu gosto do estilo moderninho, algo meio cult, do hotel, como neste lounge que fica em frente ao elevador. Assim como no Oro, recém inaugurado pelo Felipe Bronze, no novo Bar d’Hôtel o uniforme dos garçons também foi desenhado por um estilista, no caso, Carlos Tufvesson, e a iluminação é assinada por Maneco Quinderé (o cara está em todas, parece o Vik Muniz).

A decoração tem espelhos no teto. Sabe pra quê? Pra gente poder observar a comida do vinho. Humm, que boa ideia. Gostei do grafite que ocupa toda a parede onde estão os elevadores. Mas o que importa é a cozinha. E a chef Maria Victória, ex-Montagu e Astoria, foi o maior presente que o restaurante ganhou no seu aniversário de dez anos. Ela aposta em criações simples, que valorizam os principais  matérias-primas de cada receita, com pratos confortáveis, sempre com referêcias clássicas, a culinária da vovó.

“Gosto da nitidez dos ingredientes”, ela me disse.

Pegamos o elevador e logo chegamos ao restaurante onde também é servido o café da manhã no ano passado eu dormi duas noites no Marina, e os dois cafés da manhã que fiz ali, coladinho à janela, logo após dar um mergulho fantástico, foram antológicos.

Começamos com uma versão do chopinho da casa, na verdade um drinque de frutas com um creminho por cima: neste caso era de manga com espuma de limão. Também apreciamos o clássico chope de maracujá (caipivodca de tangerina e espuma de mel, limão e gengibre).

O circuito começou com esses dois rolinhos aí de cima: de parma com aspargos e azeite de trufas e de presunto, rúcula e pesto.

Ao mesmo tempo vieram essas duas colherinhas com tartar: um de atum com mel e gergelim (que adorei e vou repetir rm casa) e outro de salmão com laranja.

Foi quando mandamos o barman preparar mais dois drinques.

Depois de bebê-los pedimos uma tacinha de vinho para acompanhar a parte mais séria do menu. Tacinha, não, ali não há, mas apenas algumas garrafinhas daquelas de 187 ml, uma solução que tem o meu apoio para restaurantes mais informais, como é o caso do Bar d’Hôtel. Primeiro um branquinho honesto escoltou mais uma duplinha, esta de escondidinhos: um de bacalhau, num estilo meio brandade, e outro de camarão com cogumelos, meu preferido, que também vou tentar fazer aqui em casa.

Eis que chega um pratinho comprido com queijo coalho grelhado e essas fatias aí de outro queijo que agora me foge da memória, servidos com uma espécie de mel de romã bem espesso, reduzido.

A etapa seguinte foi de imenso prazer: uns tentáculos de polvo com batatinhas, tomates-cereja e um molhinho de azeitonas pretas que fazia toda a diferença. Adoro polvo, ainda mais assim, macio, mas tostadinho por fora, no ponto certo de cozimento, com alguma crocância e muita fofura.

Nesta altura pedi uma garrafinha de tinto. Porque a coisa começou a esquentar.
Também sou louco por pato. E sei reconhecer só de ver quando um magret foi bem executado, como foi o caso deste filé que, a exemplo do polvo, também tem uma crosta crocante resultado de bom tempo de grelha, mas no caso da ave, a principal virtude interna, além da maciez, é outra: a coloração…

… rosada, como se pode perceber vendo assim. O pato estava mesmo muito bom, valorizado pelo molho denso de mostarda, com muita personalidade, ganhando o conforto deste nhoque que, na verdade, é uma espécie de bolinho de batata, com massa levinha, frita em óleo bem quente, ganhando uma gostosa crocância em contraponto à cremosidade do miolo.

Ainda houve tempo para provarmos essa panelinha aí, onde assaram umas lascas de cogumelo.

Encerramos o confortável e gostoso percurso assim, como esses adoráveis profiteroles, com massa de cacau e recheio de sorvete de baunilha, servidos com calda de chocolate  e creme inglês. Beleza.

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.

A caminho de Búzios e seu festival de gastronomia

21/10/2010

Anexo Praia Bar, no Porto da Barra, em Manguinhos: o prato inscrito será o canarão à bora bora, empanado no coco e servido com purê de batata e arroz, por R$ 15 nas noites de sábado e domingo

No fim de semana devo dar uma escapulida até Búzios para participar da nona edição do Festival Gastronômico de Búzios, que acontece sexta e sábado, das 20h à meia-noite, em mais de 50 restaurantes participantes.

Eu acho esse um dos festivais mais legais que acontecem aqui no Rio. Em primeiro lugar, tem uma proposta interessante de servir os pratos com preços camaradas: entrada e sobremesas custam R$ 10 e os pratos principais, R$ 15.

O mais interessante é pegar o guia com todos os endereços de restaurantes e os pratos que eles escolheram para participar. Aí, é só ficar pulando entre um e outro.

Outro aspecto interessante é que participam quase todos os principais e mais tradicionais restaurantes da cidade: Cigalon, Estância Don Juan, Sawasdee, Capricciosa, Satyricon, David, Quadrucci, Zuza, Bar dos Pescadores, Anexo…

Outro ponto que me agrada é que eles fazem um trabalho junto às cozinheiras mais antigas de Búzios, gente ligada às tradicionais comunidades de pescadores, mulheres que apresentam receitas, resgatam pratos.

Essa combinação talvez explique o crescimento de cerca de 20% nas reservas hoteleiras em comparação a fins de semana normais nesta época do ano.

As ruas do Centro, onde estão três dos quatro pólos do festival (ou quarto é no Porto da Barra, em Manguinhos), ficam lotadas de gente circulando entre a Orla Bardot, a rua das Pedras e a Rua Turíbio Santos. É divertido.

Vi na lista de pratos coisa interessantes como um papillote de basti e polvo com pistache, cebola, pimenta dedo-de-moça e cebola roxa frita, por exemplo. Ou o ceviche de peixe branco e salmão com caju e pimenta cumari. Na tailandês Sawasdee, que agora olha para outras cozinhas asiáticas depois da viagem que o Marcos Sodré fez com o filho Thiago por alguns países do continente, a receita que foi inscrita é da Malásia: carne de boicozida com leite de coco, especiarias, capim limão e açafrão, servido com arroz de jasmim e cubos de batata. No Satyricon Miro Leopardi faz mistéria, anunciando que vai servir a sorpresa del mare “em comemoração aos anos de boa gastronomia do Satyricon de Búzios”. No Cigalon a entrada despertou – e muito – o meu interesse: será um ceviche de camarão e manga Tommy. No Davi, outra entradinha apetitosa: a lagosta à moda da casa, ou seja, grelhada no carvão com molho de alho ou de ervas. Por R$ 10 uma lagostinha até que tá legal, né?

Festival de trufas brancas e outras novidades no menu do Fasano al Mare

19/10/2010

Feliz da vida: Luca Gozzani apresenta as suas trufas

Já está aberta a temporada de trufas nos restaurantes do Grupo Fasano. A preciosa iguaria chegou a São Paulo na sexta e aqui no Rio no sábado. Luca Gozzani, do Fasano al Mare, está rindo à toa. Não só por causa dos tubérculos, mas porque ele está vibrando com a liberdade de criação que vem ganhando na casa.
 

O bar fica ainda mais belo à noite, todo iluminado

O chef, único do grupo a assinar um menu, está finalizando uma bateria de novos pratos para entrarem no cardápio nas próximas semanas. Cerca de 90% das receitas vão mudar, restando só alguns clássicos, como o ravióli de vitelo com seu molho e fonduta de queijo e o nhoque de azeitona com ervilhas e minilulas.
 
A liberdade que Luca ganhou de Rogério Fasano na cozinha está também na apresentação dos pratos, que agora podem ser servidos em louças diferentes, coisa que o clã tradicionalista nunca permitiu.
 
Ontem fiz um pequeno passeio pelas novidades (entre elas a chegada do querido Eduardo Ferreira para assumir o posto de sommelier deixado por Dionísio Chaves).

Carpaccio de peixe-espada sobre juliana crocante de abobrinhas e tartar de tomates no azeite de ervas: leve e delicioso

 
Depois do pãozinho de cebola caramelada e de uns grissinis foi apresentado este carpaccio de peixe-espada marinado no raíz forte servido sobre uma espécie de juliana de abobrinha e tomatinhos no azeite de ervas. Uma delícia. O peixe, muito fresco, tem uma carne rosada, delicada, não tão gordurosa como um atum nem tão magra quanto a de peixes brancos. A abobrinha dava crocância à coisa e os tomates, maduros, docinhos, davam acidez, molhando a receita.
 

Cavatelli de tomate com brócolis e pecorino curtido: simples e delicado

Então chegou este cavatelli de tomate com brócolis e um pecorino curtido por longo período. Simples, delicioso. Ainda mais na companhia de uma tacinha, na verdade, pouco mais que um dedinho só, de Vega Sicilia Único 1994, um esplendor. 

Tartine de funghi com creme de feijão branco e lascas de trufas brancas: a glória é esta

 
A etapa seguinte foi a glória: uma tartine de funghi sobre purê de feijão branco e muitas lascas de trufas brancas de Alba. O que dizer de algo assim? Começar a semana com Vega Sicilia Único e trufas de Alba não tem preço…
 
– As trufas esse ano estão melhores e mais baratas que em 2009. Tá vendo essas partezinhas avermelhadas. Essas são as melhores trufas – explica o Luca (essa eu não sabia mesmo: dá para ver na foto a coloração).
 
Além dos muitos pratos que vão logo logo entrar no menu, Luca Gozzani vai criar alguns menus degustação temáticos.
 
– Para o verão vou criar menus com peixes pescados no dia. Fiz uma parceria com um pescador que mergulha aqui em frente ao hotel, numa laje repleta de peixes. Ele sai do mar e vem direto aqui para a cozinha. A ideia é montar cardápios com seis ou sete pratos – conta Luca.
 
Entre outros pratos criados para o novo cardápio estão o ravióli de king crab, o tartar de peixe com aspargos e o filé mignon cozido no vapor e selado com maçarico, que fiquei doido pra provar.

Para encerrar, duas novas sobremesas, que me fizeram lembrar do recente jantar no Oro:

Tudo morango, uma seleção de receitas com a fruta

Tudo morango, como a fruta cozida no vinho branco, em forma de mousse, chantilly, merengue e tuille… e

Tudo avelã: pão-de-ló em Frangélico, terrine em crosta de pistache, quenelle de nutella...

 
… tudo avelã, na verdade chamada de sinfonia de nocciola, uma seleção com pão-de-ló de avelão com Frangelico, terrine em crosta de pistache, quenelle de gianduia e creme de mascarpone crocante.
Belezura.

Luca é amigo do Felipe Bronze e foi um dos primeiros a provar o novo cardápio da casa:

– Mas eu criei essas sobremesas antes, hein – disse Luca, brincando.

O café, por favor: pratinho ao lado é uma perdição

Depois disso tudo, nunca dispenso o café. Não só porque ali ele é bem passado, mas também pelo pratinho de docinhos que lhe acompanha: a tuille de amêndoas e a massinha de chocolate recheada com creme de maracujá são as minhas favoritas. E o macaron de morango também fez bonito…

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.

Duetto: delicioso e lindo restaurante em Petrópolis

18/10/2010

Do lado de fora, paredes de madeira graciosamente pintadas

O restaurante Il Perugino, em Itaipava, é um dos melhores da região serrana, e justifica, com louvor, a estrela concedida pelo Guia Quatro Rodas. A casa serve uma cozinha italiana clássica, sem frescuras, muito bem executada. Massas, risotos e uma boa seleção de pratos de carne montam um cardápio bem interesante, com preços justos e que está sempre mudando. A carta de vinhos é muito bem montada, com uma boa seleção de rótulos, a exemplo dos pratos, não muito caros como se vê por aí.
Depois de algum tempo eles abriraram ali uma pizzaria, que mantém o bom nível da cozinha. O serviço também é ótimo, com garçons bem treinados que conhecem os pratos e sabem indicar e servir os vinhos.
Tudo bem, é verdade que o que mais importa em um restaurante é a comida. Se os preços forem honestos, então, bem melhor. Assim, o Il Perugino é uma das melhores sugestões para uma refeição na serra? Mais ou menos. Porque, vou te contar uma coisa, o ambiente não tem qualquer charme, parece um restaurante a quilo do Centro do Rio, estéril, marmorizado. Acho até que para um almoço em família a casa ainda cai muito bem. Mas nunca ia sugerir o Il Perugino para um jantar romântico de um casal. Não mesmo. 
Mas eis que recebi uma ótima notícia: não faz muito tempo o dono e chef do Il Perugino, Sormany de Avelar Justen, abriu com um sócio um novo restaurante, o Duetto, instalado numa linda casinha dentro do condomínio Quinta do Lago. Estava há uns três meses tentando visitar a casa. Finalmente ontem eu consegui. O lugar é lindo, muito agradável.

As salinhas são decoradas com muitas flores: que lugar agradável

São duas salinhas, cada uma com quatro ou cinco mesas, e mais uma varanda, com mais umas cinco mesinhas. Há muitas flores espalhadas, e amplas áreas envidraçadas, num ambiente para lá de charmoso. Do lado de fora as paredes de madeira são pintadas com muita graça. No bar o funcionário distraiu com muita simpatia a Maria, ensianando a menina a fazer café na máquina de espresso, com espuminhas e afins, e chás. A menina adorou.

Shitake com mel, figo em calda, brie e redução de aceto balsâmico: simples, bem feito e muito gostoso

Enquanto isso eu trecei feliz o meu pedido: uma deliciosa combinação de shitake grelhado levemente lambuzado com mel coberto com rodelinhas de figo em calda e brie. Tudo então é levado ao forno para gratinar até que, na hora de ir para a mesa o prato recebe um banho de redução de balsãmico. Tudo muito simples, fácil de repetir em casa, e delicioso, uma entradinha rápida e certeira.
Mas voltemos ao ambiente. A varanda, de cara para a floresta, recebe regularmente a visita de micos, e os passarinhos vivem a cantar, embalando deliciosamente o programa.
O cardápio segue a linha do Il Perugino, baseada em massas, risotos e carnes, sempre com pratos não oficiais (no fim de semana tinha lasanha vegetariana, e também um ravióli caseiro, cujo recheio me esqueci.
O serviço também é simpático, sorridente e atencioso, como o do Il Perugino.
No fim, assuntei com o dono que ocupava o caixa, Giovanni Canepa, sobre a sociedade.
“Agora o Sormany é só consultor. Nós desfizemos a sociedade, mas ele segue orientando a equipe. Foi tudo na paz, amigavelmente”, me disse.
Ao que parece, está tudo bem mesmo. Além de a comida ser tão boa como a do Il Perugino, o ambiente é muito agradável, romântico, aconchegante, no meio da natureza, com bichinhos aparecendo, barulho de rio, essas coisas todas tão deliciosas.
Adorei. E recomendo com firmeza o Duetto. Para casais e famílias, de dia ou de noite.
Índice de posts de cidades no estado do Rio de Janeiro: clique aqui.

O angu do Gomes, e todas as delícias da Dona Ana, quem me alimenta no dia a dia

16/10/2010

Polenta, pimenta e uma espécie de ragu fabuloso preparado com coração de boi, rabada, paio e outras deliciosas iguarias de botequim

No último ano não houve restaurante que eu tenha visitado mais que o Galeto 183, mais conhecido como Bar da Dona Ana. Fica na Rua de Santana, ao lado do jornal, e é lá que eu como praticamente todos os dias que não tenho, digamos, almoço de negócios. Porque o bandejão d”O Globo nem é ruim, o que não gosto é do processo pega bandeja, serve a comida que fica no réchaud, pega uma água, passa o crachá, senta e come. Realmente o ritual não me agrada. Refeição não é para matar a fome, refeição é um acontecimento.

Assim, todos os dias eu vou até lá. Quando estou com o dia muito apertado, ligo pra Dona Ana e encomendo o meu caldo verde, que ali é feito com carinho e respeito. Tanto que demora, porque é preparado na hora. Então, demora uns 15 minutos para ficar pronto. E, num dia corrido, 15 minutos é uma eternidade.

Além do caldo verde, pedido favorito nos dias frios de inverno, escaldado com pimenta da boa, gosto de pedir alguns pratos que estão no cardápio diariamente, como o galeto na brasa (brasa mesmo, mora?), o contra-filé de brontossauro, gigantesco, ou o bife à milanesa, todos sempre servidos em ótima companhia: um feijão de caldo espesso mas mantendo os grãos íntegros, raridade mesmo na casa da vovó, fritas satisfatórias e uma farofa que está bem acima da média, especialmente a preparada, como eles chamam, à brasileira, com temperos diversos, entre eles cheiro ver, alho e cebola, além de ovo, azeitona… enfim, uma festa. O arroz eu, sinceramente, dispenso. Não que ele seja ruim, eu é que não curto (risoto, sim, arroz branco, não).

Essa seleção de pratos disponíveis todos os dias já seriam razões suficientes para me levar até ali copiosamente. Mas acontece que temos os pratos do dia. Aí a coisa fica séria, especialmente às quarta, quinta e sextas quando são servidos, respectivamente, o angu do Gomes (com, reza a lenda, a receita original), o cozido e a feijoada. Ai ai ai.

Bem, o tal angu do Gomes me garante a Dona Ana, pura simpatia, é preparado com a receita original que tanto sucesso fez nos anos 70 e 80. É uma polenta relativamente mole que forra uma travessa de metal. Sobre ela é despejado um pouquinho do molho, só pra instigar, com umas ervinhas picadas, uma rodela de tomate e exatamente duas azeitonas (nunca mais nem menos do que isso), como é possível notar na foto. A foto, aliás, é bem antiga, de 2007, mas tudo continua igualzinho, e com o mesmo sabor.
O tal molho é uma espécie de ragu, com coração de boi, paio, rabada e outros cortes bovinos que muita gente não gosta. Eu adoro. Quando peço solicito uma força extra na rabada – que é quase sempre é composta daqueles pedacinhos menores, os mais gostosos.  O molho é tão bom, mas tão bom, que se o prato fosse servido no Gero faria um sucesso danado: tempero exuberante, acidez domada, carnes no ponto certo. Uma benção.

Também é digna de nota a feijoada, que se vale da expertise na casa no preparo do feijão e da farofa, como já foi relatado anteriormente. O mesmo se pode dizer do cozido. E também de outros pratos do dia: a carne-seca com abóbora (segunda) e a costela com batatas e agrião (das terças).

Vez ou outra, com menos fome, traço um sanduba de lingüiça, que traz aquele raro sabor de brasa. Também há omeletes, que nunca provei, mas fico sempre curioso.

Ultimamente tenho tido uma vontade imensa de montar um prato ao meu jeito. Faço assim: peço uma lingüiça, dois ovos fritos, uma porção de feijão e meia de farofa à brasileira. Gemo de prazer com essa comidinha caseira. Derramo alguma boa pimenta. E volto satisfeito, em todos os sentidos, para o trabalho. Gasto, em média, entre R$ 10 (quando peço o caldo verde, de R$ 7) e R$ 20 (quando peço o algum prato com uma linguicinha de entrada).

E vou te contar um segredo: os pratos, que custam cerca de R$ 15 ou R$ 16, podem até ser divididos por duas pessoas (minha comida sempre sobra), desde que não exista uma fome de leão.

E o resumo da ópera é o seguinte: eu não diria para ninguém ir até a Dona Ana sópara provar o galeto, a feijoada ou o milanesa. Há outros bons por aí. Mas o tal angu do Gomes, meu amigo, é um traço tão fabuloso, mas tão bom, que eu seria capaz de aconselhar um amigo a sair da Barra da Tijuca só para comer ali. É uma experiência.

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.

La Fiducia: em nova fase restaurante promove um festival de lagostas

14/10/2010

O salão elegante do restaurante da Rua Duvuvier, em Copacabana, quase colado ao mitológico Beco das Garrafas, berço da bossa nova

O restaurante La Fiducia, em Copacabana, comandado pelo Valmir Pereira, está completando um ano.

Em versão café, menor e mais informal, do outro lado da rua

Já deu até filhote: logo em frente, do outro lado da mesma Rua Duvivier, eles abriram o La Fiducia Café, menor e mais informal, com cardápio mais leve e descontraído. Ainda não fui, mas simpatizei com o lugar.
Para os amantes dos crustáceos, como eu, a próxima semana está tentadora ali: acontece, nos dias 18 e 19, um festival de lagosta, que tá com preço interessante: por R$ 95 o cardápio tem couvert, depois uma sopa com o crustáceo, seguido de uma “grigliata” delas, servida com risoto de limão, e, como encerramento, torta charlotte de chocolate e amêndoas.

A entrada da casa: dá até para o Valmir na foto, sempre de terno: uma figuraça

Neste período de 12 meses visitei a casa diversas vezes (umas oito), em circustânciasas as mais diversas. No almoço, no jantar, sozinho, acompanhado, com a confraria, convidado, pagando. Até o meu aniversário comemorei lá.
Nas primeiras visitas, e isso se estendeu até o começo do ano, sentia que o Valmir não estava lá muito feliz, não. Porque por alguma razão, não encaixou a dobradinha com a chef Flavia Pascalicchio, ela na cozinha, ele no salão. Sentia o Valmir meio desconfortável ali. A menina é craque em massas e risotos, mas ela impunha certa modernidade às receitas, e o Valmir, assim como a proposta da casa em si, é clássico.
Com Flavia no comando da cozinha a comida estava gostosa, mas não chegava a me entusiasmar muito. Estava tudo sempre bom, mas sem emoção, entende? Comida é emoção.
Até que, há cerca de dois meses, voltei para jantar na casa.

Costelinha de javali no molho de seu cozimento servido com polenta

Foi quando fiquei sabendo que a chef tinha saído do restaurante. Senti o Valmir mais empolgado, sugerindo algumas de suas especialidades: carnes assadas longamente, como o pato, servido com crepe de maçãs (prato que ele sempre fala, lebrando os tempos do Le Bec Fin), o vitelo, acompanhado de um interessante purê de batatas com salsa e, clássicos dos clássicos da cozinha do norte da Itália, o ossobuco de vitelo com risoto milanês (de açafrão).

Grana padano com mel trufado: bem legal

O cardápio mudou desde então, mas manteve algumas combinações de sucesso, como o prato de queijos com mel trufado, ótimo meio de se começar a refeição junto dos pães e pastas do couvert.

Ravióli de galinha d'angola no molho de seu cozimento

Entre as entradas, curto o carpaccio de polvo, a salada de peito de pato com cebola roxa caramelada e a polenta fresca com gorgonzola e tomate fresco. A seleção de massas tem coisas interessantes como o ravióli de vitelo com molho de manteiga e sálvia, o ravióli de galinha d’angola, e o papardele ao ragu de pato. Certa vez provei um gostoso ravióli de galinha d’angola. Os risotos agora estão alcançando boa consistência, o que nem sempre vinha acontecendo (o de cogumelos porcini e o de aspargos com presunto cru está provados e aprovados).

Um belo ossobuco de vitelo com risoto de açafrão: prato bem executado

Na última visita tive imenso prazer em traçar esse ossobuco aí de cima, com risoto de açafrão. Acho que pela foto já dá para ver como estava gostosa a carne, macia e muito saborosa, lambuzada pelo espesso molho de seu cozimento.

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.