Um almoço no Solar dos Nunes

Queijo de Azeitão, presunto de porco preto, azeitonas... só pra começar

Rua dos Lusíadas número 70. Até o endereço é uma delícia. O Restaurante Solar dos Nunes é uma preciosidade em Alcântara, perto de Belém. E foi lá que almocei ontem, minha refeição inaugural nesta rápida viagem por Portugal. Além do mais, adoro restaurantes que tenham nome e sobrenome, e os Nunes, pai, filho e filha, estão sempre lá, a tocar o negócio. Fiz reserva do hotel (segunda-feira é um dis complicada para se comer fora em Lisboa. Tentei o Tavares, o Conventual, mas todos “encerram às segundas”). Ao chegar ao restaurante, depois de visitar o sensacional aquário, a mesa estava deliciosamente posta, com pratinho de presunto de porco preto, uma queijo de Azeitão e um pratinho de azeitonas. Não demorou para chegar menu e carta de vinhos. Pedi, ainda, uma farinheira, que logo chegou em um pratinho. O lugar é bárbaro. Tem chão de pedras portuguesas e, pelas paredes, que às vezes são de madeira, uma uma série de pratos, além de muitas reportagens de jornais e revistas, que revela uma clientela conhecida: Ivan Lins, Gilberto Gil, Djavan… A casa tem um estilo bem alentejano, que me fez lembrar o inesquecível restaurante O Fialho, em Évora, verdadeira instituição portuguesa, como o Solar dos Nunes também me parece ser. Escolhi, por sugestão do garçom, um empadão de perdiz, a 10 euros. Estava bastante bom. O cardápio é muito interessante, com muitos pratos de peixes e frutos do mar (tinha açorda de cherne com lagosta, a 39 euros, para duas pessoas) e de caças (lebre, coelho selvagem, javali, veado, perdiz). À certa altura o dono veio até a mesa, saber se tudo corria bem. Sim, estava tudo ótimo. Mas queria saber se era possível eles prepararem uma porção diminuta dos lombinhos de veado, que fiquei tentado a provar. Claro que sim, foi a resposta que eu já esperava mesmo. E comi, pela primeira vez, um veado. Até que foi bom. A carne foi servida com grelos (!), creme de espinafre, torradinha com geléia de framboesa e uma saladinha. Delícia. Depois ainda houve tempo para um leite creme, bem melhor do que 99,9% dos creme brulée que já pude provar. Pedi um café, a conta e me fui embora, muito contente com a minha primeira refeição.

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Uma resposta to “Um almoço no Solar dos Nunes”

  1. ..declaração.. « ::fora do aquário:: Says:

    […] simplesmente apaixonado por portugal. vendo esse post, e mais esse do bruno agostini – que tem a felicidade de estar lá – bateu saudade… quando […]

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