Archive for janeiro \31\UTC 2011

A nova Jeri, e a velha

31/01/2011

 

Restaurante Pimenta Verde, um dos melhores de Jericoacoara

Até pouco tempo Jericoacoara era um destino já badalado, com boas pousadas e deliciosos passeios pelos arredores. Hoje a coisa mudou um pouco de figura e recantos como Jijoca de Jericoacoara, onde são deixados os carros, e a Praia do Preá, reduto da tribo do kitesurfe, já são, por assim dizer, destinos independentes – e já ganharam não só algumas boas pousadas, mas também verbetes próprios no Guia Quatro Rodas. Antes as pessoas iam para Jeri e passeavam por Jijoca e Preá, assim como Tatajuba e outros recantos próximos dali. Hoje já existem os que vão para Jijoca ou para a Praia do Preá. (Aliás, o programa do dia é ir para o Preá para um intensivão kite surfe).

Os passeios mais legais de se fazer no momentos são para localidades mais distantes e menos badaladas, como as lagoas Formosa e da Pinguela, óu até Barrinha e Icaraí de Amontada, dois vilarejos de pescadores que começar a surgir no mapa do turismo cearense. A boa agora, anotem, é o município de Acaraú, onde estão esses lugares praticamente todos. Nunca ouviu falar de Acaraú? Espere só…

Outro ponto a se destacar é a qualidade dos restaurantes, que melhorou muito nos últimos cinco anos, com forte presença de casas dedicadas à cozinha italiana. Ontem almocei com os pés enterrados na areia aqui no meu hotel e jantei no Pimenta Verde. Comi muito bem posso dizer.

No mais, o forró de Jeri continua animado, mas há temerosos focos de música eletrônica. Ontem tinha Cartola tocando no café da manhã do meu hotel, o Mosquito Blue (à tarde parei num bar – o do Alexandre, bem na praia – só porque estava tocando Pink Floyd direto. Depois veio Benjor, Ney Matogrosso. E os pães da padaria da madrugada igualmente são os mesmos de certo tempo atrás. Os passeios para Tatajuba, Mangue Seco, Preá e Lagoa Azul continuam fazendo o maior sucesso com os turistas. E o pôr-do-sol ainda comove.

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Música eletrônica em Jericoacoara? Meus Deus, aonde chegamos…

30/01/2011

Pelo menos ainda existe o Forró de Dona Amélia, mas só às quartas-feiras e aos sábados, infelizmente

Cheguei esta madrugada em Jeri, quase três da matina. Larguei as coisas no hotel e corri para a padaria Santo Antônio – afinal, voar de Gol significa chegar ao destino esfomeado (o que se agravou depois de quase quatro horas de estrada).

Pedi um de queijo, por R$ 2, e um de coco, que custa apenas R$ 0,50. Acho que esses caras merecem uma medalha do governo. Tenho quase certeza que esses são os mesmos preços desde janeiro de 2003, quando visitei Jeri pela primeira vez.

Uma das razões do sucesso da casa é a massa leve e o forno a lenha que assa os pães. O de queijo não é no estilo mineiro. Parece mais um sanduíche no pão careca, só que já preparado com o queijo, de coalho, claro, já no recheio, o que deixa a masa na parte de baixo molhadinha, levemente solada (se fosse queijo minas frescal ia empapuçar tudo, tinha que ser um coalho mesmo). Recém-saído do forno, fumegante, é uma beleza. A massa é levinha.  O de coco também é muito bom, com uma cobertura docinha, agradável. E, numa boa, pelos preços cobrados, não poderia ser melhor que isso. Relação custo-benefício imbatível, ainda mais se considerarmos que estamos na alta estação, com a cidade lotada.

O lugar faz um sucesso danado. Fica cheio das 2h da madrugada, quando abre, até umas 5h, 6h ou até 7h, horário de fechamento (geralmente encerra por volta das 5h, mas quando tem movimento estica um pouco mais).

Muita coisa continua do mesmo jeito em Jeri, mas muita coisa mudou. Ontem desci até a rua da praia, depois do lanchinho da madrugada, em busca de um forró. E sabe o que encontrei¿ Música eletrônica. Pelo amor de Deus… Como alguém consegue ouvir música eletrônica em Jeri. O mundo está mesmo perdido, não tem mais jeito. Eram dois lugares tocando essa coisa medonha. Um desses espaços fica ao lado da Pousada Ponta das Pedras. Eu que não quero me hospedar ali. Imagine só, um bate-estaca durante toda a madrugada, do lado do seu quarto. Algo passível de suicídio.

Pelo menos ainda resiste o tradicional Forró da Dona Amélia, que até batizou a rua onde está, que se chama… Rua do Forró. Mas, que pena, esse só acontece às quartas e sábados.

Música eletrônica é uma tragédia, uma das maiores pragas recentes da humanidade. Viva o samba, viva o forró!!!

Recentemente, em Santiago, depois de um jantar sublime no restaurante Osaka, no hotel W, subi para o terraço. Vista maravilhosa da cidade, com direito a lua cheia, muita gente bonita, tudo ótimo… se não fosse por um detalhe, a trilha sonora: puta merda, só bate-estaca. Para mim, foi uma ofensa um lugar tão agradável ter música tão ruim.
O mundo está mesmo perdido…

Aliás, Jeri tem ótimos nomes de rua. Tem a Principal, a da Farmácia, a da Igreja, a dos Coqueiros, a das Dunas, a do Ibama… E também há os becos: da Malhada, do Guaxelo, do Chocolate… Este último, aliás, ganhou este nome por funcionar ali o restaurante Chocolate, um dos mais antigos de Jeri (em 2003 já funcionava e comi ali bons risotos, lembro-me bem. O restaurante funcionava num espaço na Rua do Forró, com agradável varandinha, hoje ocupado por uma casa de tapioca. Voltarei ao Chocolate, com certeza.

Hoje, domingão, fico aqui mesmo pela vila. No máximo, uma caminhada até a Pedra Furada. E, certamente, uma subida até a Duna do Pôr-do-Sol, em sua hora mais cheia e sublime.

Jeri vamos nós!

29/01/2011

Redes banhadas na Lagoa da Torta, com lagosta na brasa e cerveja gelada para acompanhar. Êta, lelê!

Se tudo der certo, porque depender de avião no Brasil é fogo, daqui a cerca de dez horas to chegando em Jericoacoara. Vou direto pro forró e pra padaria, claro.

Estive por lá no finalzinho do ano passado, quase a jato, a caminho do Piauí e do Maranhão. Apesar de ter ficado só uma noite por lá, gostei do que vi. Tinha visitado Jeri em janeiro de 2003. Lugar lindo, viagem inesquecível. A impressão que tive foi a de que a vila cresceu de maneira ordenada. Há muito mais gente, é certo. Gente mais arrumadinha, sem dúvida. Mas o clima despojado persiste, e não há socialite capaz de quebrar esse encanto em alguns lugares, como Búzios.

Isso tem um lado bom. Há hoje muitas pousadas charmosas, restaurantes com boa comida.  E isso não agrediu o ambiente, porque ainda bem que Jeri é protegida por um parque nacional, e não vemos ali as invasões que assolam o nosso litoral de norte a sul. Mas continuam por lá as hospedarias familiares, os vendedores de ostra cresça. E, claro, a galera que aproveita os ventos fortes. Em 2003 Jeri era o paraíso do windsurfe. Hoje a vila continua sendo a praia dessa tribo. Mas surgiu o kitesurfe, e essa galera se concentra na Praia do Preá.

Os passeios de bugre continuam sendo fundamentais. Assim como o forró das madrugadas. Para conjugar ambos, melhor deixar o passeio para mais tarde, assim, depois do meio-dia.

É isso aí!
Jeri vamos nós!!!

Vamos subir a serra? Alguns dos programas mais gostosos em Nova Friburgo

28/01/2011

Banho de cachoeira em Lumiar: delícia que lava a alma

Agora, para inspirar novas visitas, vamos aos programas mais gostosos de Nova Friburgo, a cidade mais afetada pelas chuvas, que teve o Centro totalmente tomado pelas águas. Não conheço tão bem a região como Petrópolis, e muito menos que Teresópolis. Portanto, mais dicas são muito bem vindas.

 
 
– Almoço sem hora para acabar no Crescente Gastronomia
– Tomar banho de cachoeira em Lumiar
– Beber as cervejas no Braun & Braun, que tem uma carta preciosa 
– Fondue no Le Bon Bec
– Um fim de semana no Parador Lumiar
– Escutar Beto Guedes cantando Lumiar
– E aproveitar o embalo para colocar um repertório bem bicho-grilo anos 70 para tocar no som
– Comprar lingerie
– Quando possível subir Morro da Cruz de Teleférico
– Ver as obras de arte vivas do Jardim do Nêgo
– Comprar muitos queijos na Queijaria Suíça
– Beber uma cachaça Nega Fulô e um café Mury
– Comprar mel no Apiário Amigos da Terra
– Explorar as trilhas e as montanhas do Parque Estadual dos Três Picos
– Paradinha para café, bolo e torta no Paraíso Verde, na estrada entre Mury e Lumiar
– Fim de semana em família no hotel Bucsy

Agora, a colaboração do querido amigo Diego Carmo, da Folha do Turismo, companheiro de muitas jornadas:

– Sugiro caminhar pela Pedra do Cão Sentado
– Ver quando possível o Veu da Noiva
– Fazer rafting em Lumiar
– Parar a poucos metros de Mury, ainda na subida da Serra, para apreciar a vista panorâmica
– Dançar forró em São Pedro da Serra
– E, por fim, saborear pizza com massa de aipim em Lumiar.
 

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Vamos subir a serra? Alguns dos programas mais gostosos em Petrópolis

27/01/2011

Museu Imperial: para ir com calma (e ver o espetáculo de Som & Luz, se possível)

Não sou tão espcialista assim em Petrópolis quanto em Teresópolis, onde já morei, tive casa e vou sempre que posso.
Mas, ainda assim, acho que deu para mostar uma listinha legal de programas imperdíveis na cidade, que é uma delícia.
 
– Visitar com calma o Museu Imperial
– Um jantar para dois na Locanda della Mimosa, de preferência passando a noite lá mesmo.
– Croquete de sanduíches de linguiça e salshicha na Casa do Alemão.
– Croquete de sanduíches de linguiça e salshicha na Pavelka
– Passeio de charrete pelo Centro Histórico
– Chorinho no Palácio de Cristal
– Comprinhas no Ateliê do Evandro Jr. e nas Cerâmicas Luis Salvador
– Trutas no Rocio
– Um passeio gastro-rural nos Caminhos do Brejal
– Visita à Catedral  em estilo gótico de São Pedro de Alcântara
– Um fim de semana tranquilo no Parador Santarém Marina
– Almoço de domingo na Pousada Alcobaça
– Fim de semana romântico na Tankamana (quando a poeira baixar no Vale do Cuiabá)
– Ver como era engenhoso (e meio maluco) Santos Domunt visitando a sua casa
– Comprar várias delícias do Mr. Paul para presentear amigos e parentes, e para nós mesmos
– Tapas, paella e cochinillo segoviano no Parador Valência
– Vinho à noite nas mesinhas do lado de fora do restaurante da Casa dos Sete Erros
– Curtir a saborosa estrada entre Araras e o Vale das Videiras
– Rabada no Trigo, bacalhau no Parrô do Valentim, cogumelos no Fughi d’Oro, massas e risotos no Il Perugino e clássicos franceses na Fazenda das Videiras
– Jantar no restaurante Imperatriz Leopoldina, no hotel Solar do Império
– Empadas da Pão & Pão, em Nogueira
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Bottarga é uma ova! O novo cardápio de verão do Bazzar, e a volta de um velho (e delicioso) conhecido

26/01/2011

O salão do restaurante na rua Barão da Torre, em Ipanema: a cara do Rio

 

Outro dia, via Facebook, vi uma foto de um carpaccio de pato com queijo de cabra.

Bateu um flashback. Lembrei-me na hora.

“Epa, esse foi o primeiro prato que eu comi no Bazzar, na primeira vez em que visitei o restaurante, ali por volta de 2004, 2005 quem sabe”.

A receita é um encanto: a carne do pato é enrolada com recheio do queijo de cabra cremoso, como se fosse um rocambole, para então ser fatiada delicadamente, e depois regada com azeite e salpicada com tomilho fresco. Uma delícia, uma beleza. Quando vi a foto no Facebook, vibrei: porque estava indicando que a receita está voltando ao cardápio da casa em Ipanema. Vibrei! Preciso voltar lá logo.

Estive no restaurante da rua Barão da Torre não faz muito tempo. Acabei me tornando amigo da Cristiana Beltrão, a dona. Compartilhamos o amor pela comida, pelos vinhos e pelas viagens, e pelo Rio de Janeiro, pela leveza da vida, pelas crianças. E pelo menos a cada dois meses, em média, a gente se encontra para uma noitada que vai pela madrugada adentro, com direito a muitas risadas e, é claro, muitos comes e bebes, e muito papo ao redor de viagens, comidas e bebidas. Já é quase uma confraria, com a presença sempre erudita do nobilíssimo Pedro Mello e Souza, do Claudio de Freitas, o chef, e também da Ana Paula Krebs, braço direito da Cristiana Beltrão no comando da marca, que tem os cafés e também a fábrica que produz caldas, molhos e gostosuras vendidas em mercados. Às vezes gente como Célio Alzer se junta a nós. É ou não é imperdível?

Cada vez a Cristiana arruma um motivo diferente para armar o imperdível encontro.

“Tô com uns vinhos novos aqui que quero botar na carta, vamos provar? Quero a sua opinião”.

“O Claudio criou uns pratos novos para o menu de verão, você tem que experimentar”.

“Estamos agora bolando um menu infantil. Traz a Maria que ela vai amar”.

A última dessas visitas era para degustarmos uns belos vinhos italianos que estão entrando na carta de vinhos, e também para provar os pratos novos que estão em cartaz no menu de verão, porque além da lista regular o menu sempre tem algo extra, de acordo com a estação, a sazonalidade do produto, a temperatura.

Assim, tivemos uma noite longa, numa mesa que se formou ali pelas 20h e só se desfez lá pelas duas da madrugada. E ainda tinha gente querendo ficar mais… Saíamos com dó dos garçons…

Começamos ao sabor de algumas borbulhas, incluindo um Taittinger, regalito do Pedrão. E fomos indo, começando com os pães quentinhos (adoro a torradinha de focaccia!) e os azeites temperados.

Carpaccio de vieiras, para se comer de palitinho: arigatô!

O primeiro desses pratos de verão era o carpaccio de vieiras, servido com um molho fresco à base de coentro. Só a parte branca, mais delicada, é fatiada e temperada com essa mistura: a parte vermelha é preparada separadamente, mantendo a sua textura usual, e sabor intenso, amenizado por um leve toque adocicado. Na companhia de uma flûte de Taittinger, então, ficou ainda melhor…

Creme de baroa com urucum e ovas de tainha

Depois, creme frio de baroa com urucum e ovas de tainha, inspirado na vichyssoise, leve e saborosa, com textura aveludada e sabor instenso, perfeito para os dias quentes.  

Ovas de tainha curadas, como uma bottarga, e depois transformadas em pó, que temperada efusivamente a sopinha fria.

– Bottarga é uma ova! Se é feito no Brasil, são ovas de tainha. Descobri um fornecedor de Santa Catarina sensacional, chamado Bottarga Gold. Mas eu prefiro chamar de ova de tainha mesmo – diz a Cristiana Beltrão, defensora fervorosa do uso de ingredientes brasileiros, principalmente os cariocas (como escrevi numa reportagem publicada aqui no blog há pouco tempo, eles usam pato de Sapucaia, queijo de cabra de Teresópolis, melado de Macaé, farinha de mandioca de Barra do Itabapoana, aipim de Cachoeiras de Macacu, parmesão de Resende).

Vietti Roero Arneis, um belo vinho, que foi muito bem com as receitas com as ovas de tainha

Para acompanhar, uma beleza de vinho, o Vietti Roero Arneis, um vinho seco e direto, sem madeira, muito elegante e gastronômico, com aromas florais e cítricos.

Vinhaço que se deu muito bem tanto com o creme de baroa quanto com o passo seguinte na brincadeira, no qual também brilham as ovas de tainha.

Simplicidade, leveza e sabor: espaguete com ovas de tainha

Trata-se de uma receita simples, como deve ser um bom espaguete, só passado no azeite com uns temperinhos e um toque de ovas de tainha.

Vinhaço, vinhaço, vinhaço!

Depois mudamos o vinho, mas continuamos no mar. Na taça, o sensacional Monteriolo, de Luigi Coppo, um Chardonnay do Piemonte, feito sob inspiração da Borgonha, uma coisa de maluco. Vinhaço, um gigante.

Que beleza: moquequinha de vieiras

Só mesmo algo desse porte para encarar um dendê, ainda que rodeado de delicadezas. No caso, conchinhas de vieiras, temperadas com sutileza no leite de coco e azeite da palma, com um crocante de alho poró. Bela dupla essa, unindo Bahia e Itália com escala na França.

Inesquecível: filé com gratinado de palmito pupunha, alho negro e grana padano

Depois pedimos um tinto, e já me esqueci qual foi. Mas não me esqueço do filé rosado servido com gratinado de palmito pupunha com alho negro e grana padano (aliás, devo tenho que escrever sobre o tal alho negro, que me encanta. Andei provando várias receitas, e também me arriscando a preparar alguma coisa com ele aqui em casa. E que ingrediente versátil. Vai bem com peixe, como no Quadrucci, vai bem com carne, como no Bazzar, e mesmo com rabada, como no Oro, e ainda, numa massinha simples, só com creme de leite e grana parmesão. Tô adorando). Só de ver a cara do prato dá para ver que está muito bom, não é verdade?

Cubinhos de tapioca, para encerrar

Encerramos com esses cubinhos de tapioca com leite de côco, umas lasquinhas de limão siciliano com calda de açaí com guaraná e banana (essa calda agora faz parte do meu café da manhã quase diariamente, dando sabor ao iogurte natural).

 Eram cerca de 2h. Um pouco ainda a contragosto, fomos embora felizes.

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Vamos subir a serra? Os programas mais gostosos em Teresópolis

25/01/2011

Teresópolis tem o Dedo de Deus e eu não preciso falar mais nada...

Tenho recebido um monte de apelo, de amigos, hoteleiros, associações comerciais, donos de restaurante, e de todo o lado, pedindo para transmitir a mensagem de todos, pedindo para as pessoas voltarem a visitar as cidades da Região Serrana, duramente afetadas pelas chuvas fortes de duas semanas atrás.

Uma boa forma de ajudar esses lugares, principalmente Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo. As duas primeiras tiveram problemas em lugares muito específicos e a vida aos poucos volta ao normal. Poucos pontos de interesse para os turistas foras afetados. A grande maioria dos restaurantes, hotéis, pousadas e lojas, enfim, todos os serviços estão funcionando normalmente apesar de toda a dor ao redor. Mesmo em Nova Friburgo, tão castigada pelas águas, ainda tem zonas que podem ser exploradas nesse momento, como São Pedro da Serra e Lumiar, fora da área afetada.

Enfim. Neste caso, viajar é ajudar.

Vamos lá.

Amanhã vou a Terê.

Então, aproveito para listar alguns dos programas preferidos por lá. E também publico os linhos dos posts que falam da cidade do Dedo de Deus.

Depois vou fazer o mesmo com Petrópolis e Nova Friburgo, lugares também muito queridos e que estão precisando, mais que nunca, além de donativos de toda a sorte, de turistas como nós. De Bom Jardim, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto, não tenho dicas, mas elas são muito bem-vindas aqui, e queria fazer um post sobre cada uma delas. Portanto, dicas aqui na caixa de mensagem seriam ótimas.

Vamos subir a Serra?

Para inspirar deixo aqui uma listinha de coisas gostosas e imperdíveis em Teresópolis:

– Almoçar no restaurante Dona Irene

– As orquídeas, principalmente as silvestres, mas também as do Orquidário Aranda, imperdível

– Mergulhar na piscina natural imensa do Parque Nacional

– Comer bolinhos de bacalhau e pratos com esse peixe na Camponesa da Beira

– O Lago do Comary e os patos nadando nele

– Caminhar até o Soberbo para ver o Dedo de Deus, a Baixada Fluminense, o Rio…

– Cerveja, camarão ao bafo e polvo ao alho no Caldinho de Piranha (e o próprio)

– Beber uma água de coco (e quem sabe umas comprinhas?) na Feirinha do Alto

– Aproveitar de braços abertos e de camisa molhada um belo banho de chuva

– Acender uma lareira (dependendo, dá até para fazer isso numa noite fria de verão)

– Fazer um churrasco e beber um vinho, com sauna e piscina como acompanhamento

– Tomar um banho de cachoeira, andar na mata, ficar descalço, jogar bola…

– Apreciar os queijos da Cremérie Genéve com um bom Sauvignon Blanc

– Despertar com um sabiá-laranjeira cantando, e também os bem-te-vis

– O cheiro de chuva de verão, mistura de mata, terra e pedra que se evapora e perfuma o ar

– Não precisar de ar-condicionado pra dormir, mesmo no verão

– Almoço na Birosca Romana di Sandro

– O visual da serra no caminho de ida e volta, de preferência no carona

– A gostosa Rua das Castanheiras, a poética Cascata dos Amores, tocar a Pedra do Sino, andar no Caminhos das Borboletas e na Floresta do Jacarandá

– Caminhar na Serra dos Cavalos, na Verruga do Frade, na Pedra da Tartaruga, na Cota 2000, no Véu da Noiva

– Apreciar a beleza rígida da Mulher de Pedra 

– A parada, de lei, para uns croquetes e sanduíches na Casa do Alemão

– O ar, ainda puro

– Ter uma horta e um pomar, e um galinheiro se puder

– O Dedo de Deus, o Lago do Comary, os azulejos da Fonte Judith

– Um clima rural e bucólico, se a gente quiser – e também procurar

– Um bom cobertor, no inverno, e só um lençol, no verão

– Uma happy hour no Serginho

– Empadinha em pé na Queijaria Santo Antônio

Amo este lugar!
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Degustação solidária: ajude às vitímas das chuvas em Itaipava, e ainda beba bons vinhos

24/01/2011
Na próxima quinta-feira o mundo do vinho vai se unir em torno da ajuda às vitímas da catástrofe na Região Serrana. Tive a honra de ser convidado a participar, ao lado de grandes mestres e amigos, como Danio Braga e Célio Alzer. E aproveito para convocar todos os leitores do blog.
Importadoras, lojas e produtores de vinhos também participam, doando garrafas para serem degustadas pelos presentes. É uma boa oportunidade de ajudar e, de quebra, ainda degustar bons vinhos.
Acontece, das 19h às 23h, a Degustação Solidária, na sede do Botafogo, em General Severiano. O ingresso custa R$ 100 e pode ser comprado na Confraria Carioca (pelo telefone21 – 2244-2286 ou pelo e-mail duda@confrariacarioca.com.br). Toda a renda será revertida para as vítimas de Itaipava.
Aqui, parte do release do evento.
 
“O evento conta com o apoio e participação do mestre Dânio Braga; dos sommeliers João Souza, Dionísio Chaves, Marcos Lima; dos jornalistas Alexandre Lalas e Bruno Agostini; dos críticos de vinho e gastronomia Oscar Daudt e Luciana Plaas; do conceituado consultor Paulo Nicolay e dos diretores da ABS Ricardo Farias, Célio Alzer e Roberto Rodrigues, além de Anderson Barros (Diretor de Futebol do Botafogo).
Na ocasião também serão rifadas garrafas de vinho, uma Jamoneira e de 2 camisas oficiais do botafogo autografadas. As importadoras que doaram seus vinhos e participarão do evento são: FTP Wines, Mercovino, Enoforum, Hannover, World Wine,  Grand Cru, Vinci, MM Vinhos, Confraria Carioca, Wine Experience , Vinícola Maximo Boschi, Vinícola Santo Emilio, Cava de Vinhos, Península, Premium, Wine Society,  KMM e  Casa Flora.  Além disso, o evento ainda conta com a participação da Caprilat que doou os queijos de Cabra e do Danes Buffet do Mauricio, que gentilmente cedeu o espaço e o bufê”.
Conto com a presença de vocês.

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Azeite de abacate: essa eu não conhecia

24/01/2011

Aceite de palta: novidade

Para encerrar a série sobre o Chile, mais uma novidade a que fui apresentado nesta viagem: o azeite de abacate (ou aceite de palta). Adoro esta fruta, em suas mais variadas formas: desde o nosso creme de abacate (um bom coupe camargue, clássico da cozinha carioca tradicional, é algo que adoro: trata-se de um creme de abacate, que pode ser feito com sorvete de creme, servido com um pouco de vinho do porto) até o guacamole e o sanduíche de pollo (frango) com palta, muito popular no Chile e também na Argentina. Sempre como, sempre adoro esta combinação entre a carne magra e de textura seca do frango com o sabor adocidado e a textura cremosa do abacate. Demais! fatias de palta (este abacate popular em muitos outros países da América Latina, menor, mais docinho e de consistência mais dura que o nosso) também vão bem com carne bovina, e podem compor sanduíches variados, como hambúrgueres, saladas etc etc etc.

O azeite de abacate mais escuro e esverdeado que o de oliva, com sabor intenso, bastante frutado e fresco, com ótima acidez. Adorei. Fica ótimo para ser servido só com pão, flor de sal e pimenta-do-reino moído na hora, e também para temperar saladas e sopas frescas,dessas para serem servidas geladas, como aí aí da foto abaixo, apreciado no mesmo almoço na Viña Errázuriz no qual fui apresentado ao azeite de abacate. A sopa de tomate com abacate, gergelim e coentro era muito saborosa, e ficava ainda mais se regada com o azeite.
Por fim, me contaram por lá: em termos de benefícios ao coração, o azeite de abacate é ainda melhor que o de oliva, porque aumenta o colesterol bom e dimunui o ruim. Tomara que alguém comece a importar para o Brasil. 

Sopa de tomate e abacate com coentro e gergelim, na vinícola Errázuriz

 

Vai uma teta de vaca na brasa aí?

23/01/2011

A ubre está à frente, com a molleja ao seu lado direito e os chinchulines trançados logo atrás

Comer é sempre, pelo menos para mim, a parte mais importante de qualquer viagem. Isso inclui ir a bons restaurantes, explorar a culinária típica e provar coisas novas.

Ontem pude experimentar pela primeira vez a ubre. Eu, que sou um fanático pelas achuras (ou miúdos, em bom português) nunca havia provado este corte, que nada mais é que a teta da vaca. É bem gostoso, com sabor intenso, valorizado pelo defumado do carvão e o tostadinho da grelha. Mas quem não curte sabores fortes não deve curtir muito, não…

Foi no bom e imenso restaurante Parrilladas Argentina, perto de Padre Hurtado, onde está a linda vinícola Odfjell, bodega de encerramento deste longo tour pelos campos chilenos, a cerca de uma hora de Santiago.

O restaurante é bem familiar, com uma grande área gramada onde as crianças brincam, jogam bola e se divertem. Alguns levam até cachorros para o seu almoço de fim de semana. Estava bem cheio e a comida é bem saborosa, com destaque, é claro, para as carnes.

Parrilada completa, com as achuras e um belo bife de chorizo: sabor argentino, muita alegria e uma nova descoberta da despedida do Chile

Comemos carpaccio, cogumelos na manteiga com alho, e um bom pão, para começar. Depois, pedimos uma parrillada completa, com as achuras que tanto gosto – tinha, além da ubre, chinchulines (que são o intestino) e molleja (o timo, que também pode ser chamado de sweetbread). Aliás, a molleja é um corte que amo: quando chego a Buenos Aires, a primeira coisa que faço é comer morcillas, a lingüiça de sangue, e mollejas. Amo, adoro. Já os chinchulines, nem tanto, um pouquinho já me basta.

O é restaurante é uma boa dica aos que vão visitar uma vinícola ali por aquelas bandas.