Convento do Carmo: Portugal na Bahia

Piscina do Convento do Carmo: delícia

Nem no Antiquarius, nem na festa portuguesa dos sábados na Cadeg, em Benfica, nem mesmo em São Januário, no Centro Histórico de São Luiz ou nas cidades coloniais de Minas Gerais. Nem em Paraty ou no Parrô do Valentim. Nem tampouco com a TV ligada na RTP1. Nunca, em nenhum lugar neste país, me senti tão próximo de Portugal como no Pestana Convento do Carmo, em Salvador.

Andar pelo prédio do século 16 imediatamente traz à mente lembranças das viagens a Portugal. Mais especificamente remete aos mosteiros, abadias e conventos, especialmente aqueles que foram transformados em hotel, como a Pousada Rainha Santa Isabel, em Estremoz, ou a Pousada dos Lóios, em Évora (lá, assim como cá, os quartos ficam nas antigas celas). Acho que, para reforçar essa impressão, vou até pedir um porto branco, bem gelado, com uma lasquinha e laranja e gelo, como aperitivo.

O restaurante Conventual, dedicado à cozinha clássica portuguesa em tratamento contemporâneo, acentua essa sensação. É claro que vou almoçar um bacalhau.

Hoje no café aconteceu uma coisa engraçada. O garçom perguntou o número do meu quarto. Não me lembrava de cabeça. Cheguei tarde, já de madrugada, e com sono. Peguei a chave do quarto, e disse:

– 1586.

O garçom foi embora. E eu fiquei pensando em como soara estranho aquele número para mim. Logo o rapaz volta.

– Senhor, acho que o número do quarto é outro, o senhor deve estar confundindo.

No que olhei a chave e percebi o óbvio.

O número do quarto, 244, estava atrás, colado. O 1586 que vem gravado na frente do chaveiro, abaixo do nome do hotel, refere-se ao ano de construção do prédio, que é mesmo uma beleza, e tem uma das piscinas mais gostosas que já mergulhei. Sauna, hidromassagem, e a piscina em questão… tem até internet sem fio… Pois é, acho que desta vez, de maneira inédita, venho a Salvador e não vou à praia.

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2 Respostas to “Convento do Carmo: Portugal na Bahia”

  1. Mari Campos Says:

    Bruno, eu também tive a mesma sensação quando me hospedei aí: nunca tinha me sentido tão na terrinha, fora da terrinha, quanto no Convento do Carmo. Quando estive aí, só não deu pra usar a piscina, que estava em manutenção. Sim, porque eu também nem cogitei ir à praia com tudo isso 😉

  2. Lica Says:

    Nossa Bruno,
    Quando lá estive, eu me senti da mesma maneira, com o agravante que quase todos os hóspedes por lá eram da terrinha. Me senti totalmente Lusitana. Um dos hotéis mais belos que já vi, pena o museu sacro estar desativado. Eu tb deixei de ir à praia só para curtir o hotel. Estou só esperando passar o carnaval para retornar!!

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