Direto de São Paulo: no Cantaloup, um ovo perfeito, e que me comoveu

Um ovo "4 minutos" empanado delicadamente sobre purê de cará com trufas: sublime

Adoro ovos. De galinha, de codorna, de pata. E sou um tanto frustrado por ainda nunca ter comida de avestruz (alguém aí sabe onde tem?).
Um simples ovo frito já me comove, melhor ainda se estiver com gema mole e flor de sal. Se tiver uma manteiguinha de trufas, então, benza-me, Deus…
E ovo quente, também com um pouquinho de flor de sal e manteiga aromatizada? Omeletes de sardinha – e também de bacalhau – do Paladino são uma oração, ainda mais se regadas com fio de azeite. Salada de ovo eu amo. Ovo mexido também. Na farofa, é um espanto (bendita é a à moda dolabella). Bife à cavalo. Nham nham nham, com arroz e batata fria.
E os doces conventuais? O que dizer dessas obras-primas dos conventos lusitanos? Pudim de claras, baba de moça… Hummm. Senhor.

Fico feliz, porque a verdade é que vejo muita gente se esmerando em fazer ótimos pratos com ovos, tratando com técnica cuidadosa o ingrediente, que assume o papel principal. Temos o famoso ovo perfeito, seguido por Atala e Helena Rizzo. Tem o ovo sensacional servido no Bottagallo, empanado e frito, com creme de trufas. Ulalá.

Aí você vai lá, rompe a casquinha e... Nosso Senhor Jesus Cristo...

 

Tô lembrando só das receitas paulistanas porque cá estou. Dei uma escapadinha do evento que vim cobrir para almoçar no Cantaloup. E que almoço. Nem vou contar tudo aqui, não, porque to sem tempo (e ainda pretendo jantar no Amadeus). Só vou falar do ovo, um dos melhores que já comi na vida. Inesquecível. É uma composição perfeita. O ovo é cozido por apenas quatro minutos. Então, depois de enpanado delicadamente, é frito em óleo bem quente. E vai à mesa, e esta é a glória, sobre um purê de cará (amo cará, sou apaixonado por cará) com trufas. E quando a gente “quebra a casca” a gema se espalha, uma coisa… Para ficar ainda mais lindo e saboroso, três minicenouras e três aspargos, tudo al dente, como se deve.
Deveria ter me ajoelhado para rezar. Que combinação, que sabor, que textura, que aconchegante, que equilíbrio. Realmente muito bom.

Ganhei o meu dia!

Depois ainda teve carpaccio de wangyu, coração de filé com foie gras e um singelo e delicioso trio de sorbet: de cajá (a fruta ta na moda, né?, especialmente entre os flamenguistas), maçã verde e jaboticaba, um melhor que o outro.

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Uma resposta to “Direto de São Paulo: no Cantaloup, um ovo perfeito, e que me comoveu”

  1. Um Restô simpático em Ipanema « Rio de Janeiro a Dezembro Says:

    […] Rio de Janeiro a Dezembro Por Bruno Agostini « Direto de São Paulo: no Cantaloup, um ovo perfeito, e que me comoveu […]

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