O Amir (e o amor pela cozinha árabe)

O salão, com prateleiras cheias de produtos, remete à origem do lugar, em empório de produtos árabes

Eu tinha uns quatro ou cinco anos de idade. O consultório do meu pediatra ficava na Galeria Menescal. Que sorte, e explico porque. Ao contráio de quase todas as crianças, eu ia ao médico feliz e contente: não que gostasse dos exames, do estetoscópio gelado no peito nu, o termômetro na boca, a luz nos olhos. Não curtia nada disso, mas ia feliz, porque qualquer visita ao dr. Geraldo Leme significava também uma passagem no Baalbeck, uma lanchonete árabe que serve até hoje uma esfiha admirável, além de outros quitutes dos 1001 noites (sob encomenda, preparam verdadeirosa banquetes). Adoro, e chego a me comover a cada visita que faço a esta casa. Isso porque já nesta idade eu dizia a todos que adorava comida árabe. Foi a minha primeira paixão gastronômica, elevada pela graça de ter sido vizinho de duas famílias libanesas, que sempre estavam a cozinhar esfihas, quibes, tabules, tahines e que tais. Se hoje escrevo de comida, e sou apaixonado pelo tema, muito se deve ao Baalbeck.

O adorável shawarma de cordeiro: o meu pedido de sempre, seja em casa, seja in loco

E toda ess introdução piegas é para falar de outra casa muito querida, o Amir, também em Copacabana. Adoro a comida de lá, e muitas vezes peço em casa um verdadeiro jantar de sultão, com shawarma de cordeiro, homos tahine, coalhada seca, arroz com cebola frita e pinoles, tabule, falafel e muito pão árabe. Uma coisa de louco, que pode alimentar umas seis pessoas, custando cerca de R$ 100. Vale a pena. Também gosto das esfihas, dos quibes (crus ou fritos), as favas com azeite e limão, os charutinhos de folha de uva, a batata á moda libanesa, agradavelmente picante, as berinjelas recheadas com nozes, os sanduíches e tudo mais que já provei ali, com destaque para as receitas com cordeiro, muito boas, incluindo kafta, michui e linguiça.
Às vezes vou ao restaurante, hábito bem menos comum: até hoje foram no máximo cinco visita, contra mais de dez encomendas telefônicas.
Por mais que eu goste muito dos dois árabes da Saara, o Amir para mim é imbátivel como o melhor restaurante da categoria no Rio de Janeiro.
A origem da casa foi um empório de produtos árabes, que foi começando a servir umas comidinhas até virar referência na cidade – e até se expandir: a kebaberia Yalla, igualmente a melhor do Rio, é da filha dos donos. E quem quiser pode contratar o bufê para ser servido em casa.

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.

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2 Respostas to “O Amir (e o amor pela cozinha árabe)”

  1. Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro « Rio de Janeiro a Dezembro Says:

    […] Amir […]

  2. anitavadori Says:

    Vc já foi no Kadisha,no shopping Downtown? Restaurantes de shopping são meio sem charme,mas esse tem exatamente o mesmo cardápio do Amir com o benefício de um rodízio. Ou seja,falafel até morrer. Nham.

    Abraço.

    http://listacomestivel.wordpress.com

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