Bip Bip atrasadinho, Bola Preta maior que nunca, Sassaricando traquilo e feijão com samba

Bip Bip, chegando quase na Atlântica, pouco depois da meia-noite de sábado, abrindo o carnaval (foto de celular)

Com um atraso preciso de dois minutos, à meia-noite e três minutos do sábado de carnaval, o Bip Bip saiu para o seu cortejo curto na rua Almirante Gonçalves. Depois do esquenta com clássicos do samba o bloco deste bar mitológico saiu pela rua em direção à praia, e logo foi em direção à esquina da Nossa Senhora de Copacabana. É um bloco comportado. Ninguém fecha a rua, e nem há homens sem camisa puxando as mulheres à força. Todo mundo canta. Chuviscava, mas cantávamos “Alá lá ô ô ô ô ô, mas que calor ô ô ô”. E fomos indo, madrugada adentro, percorrendo um repertório irrepreensível, transitando por marchinhas, sambas de escola, clássicos da avenida, pagodes de primeira.

Como eu escrevi no ano passado, não demoraria muito para o Bola Preta ultrapassar o Galo da Madrugada, como maior bloco do mundo. Foi mais rápido do que eu imaginava. E o Bola é o Bola, mesmo em todo o seu gigantismo eu acho uma delícia: fantasias engraçadas, grandes grupos de amigos suburbanos uniformizados que também são muito divertidos, gringos atônitos, gente de toda a cidade, de todo o Brasil, de todo o mundo. Adoro. E com aquela chuvinha boa, estava melhor ainda.

O Sassaricando se firma com força como um dos melhores blocos da cidade, com gente fantasiada, clima alegre, muitas famílias, com com um defeito grave: tem muito jornalista, parece até o Imprensa que Eu Gamo… Econtrei, no barato, mais de 20 coleguinhas. Não perco mais este bloco que desfila na Praça do Russel, na Glória. Mas apesar do clima tranquilo, um problema grave: não havia banheiro químico. Tive que andar uns 15 minutos até um bar, mas pelo menos deu para ver o terceiro gol do Mengão na TV do boteco. 🙂

E não é só lá: estão fantando banheiros em toda a cidade. Precisa de pelo menos umas quatro ou cinco vezes mais. Alô, prefeitura. E a Antártica quer vender cerveja e não coloca banheiro? Francamente…

Tem gente que não gosta, mas eu prefiro pular carnaval na rua com uma chuvinha fina, como a de ontem. Além de refrescar, limpa a cidade (há uns dois anos não choveu, e o Rio ficou um fedor só, com odor de urina, comida em decomposição e lixo, tudo tostado pelo sol). Tô adorando.

Encerrei a noite com a Feijoada do Amaral. No palco principal estava tendo um som muito estranho. Mas lá onde estava rolando a comida tinha uma roda de samba e choro de primeira linha, com bom espaço para dançar. No camarote, uma loucura: tinha até mulher querendo aparecer posando para fotos só de calcinha, calcinha pequena, é claro. Só não esperava pegar tanto trânsito na volta para casa, às 23h, depois da saideira no boteco da Praça Mauá. Delícia.

Hoje damos um descanso ao corpo, subindo a serra.

Amanhã, trabalho de tarde até a madrugada.
Na terça, liberado de novo para a folia.

Na quarta, trabalho de novo.

Tô achando bom isso, um carnaval com uma paradinha no meio. Pular os cinco ou seis dias direto hoje me exigiria uma semana no estaleiro. Não aguento mais, não…

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