O Giuseppe Grill e o resgate da maminha

A maminha do Giuseppe Grill, apresentada em um prato especialmente para ela: delicadeza e suculência

Quando eu era pequeno não havia picanha aqui pelo Rio de Janeiro. A nobreza do churrasco era a maminha, uma carne magra, com uma pequena camada de gordura, e de sabor delicado, macia e suculenta, quando de boa procedência e bem preparada.

Nas churrasqueiras da família, quase sempre provisórias, montadas com tijolos no chão, a maminha era a estrela. Também era esse corte, da parte traseira do animal, um pedaço da alcatra, que mais brilhava quando eu ia com o avô à Churrascaria Carreta da Barra. Se não me falha a memória, foi no Porcão, há uns bons 20 ou 25 anos atrás, que fui apresentado à picanha, que até onde eu sei já era um corte comum tanto em São Paulo quanto no Rio Grande do Sul, mas não no Rio. Gostei. O resto dos cariocas também. E o que foi que aconteceu? A maminha foi deixada de lado.

Mas que pecado…

Pois na segunda-feira, ao almoçar  no Giuseppe Grill do Leblon com Giacomo Neri, dono da vinícola Casanova di Neri, em Montalcino, na Toscana (região com tradição nom preparo de carnes – a bisteca florentina é um clássico da gastronomia universal) eu tive uma imensa satisfação em recolocar a maminha em seu devido lugar de destaque entre as melhores carnes para um churrasco.

Olha só a foto. Só de ver podemos perceber o quanto estava boa. Macia, saborosa, suculenta, no ponto exato de cozimento, com uma casquinha bem tostada e o miolo rosado, cortada finamente. Uma delicadeza. Linda.

Foi uma das melhores carnes que comi nos últimos tempos, e olha que acabara de voltar do Uruguai.

Na próxima vez que eu voltar ao Giuseppe Grill, a picanha, o T-bone, o ojo de bife, a costela de boi, a paleta de cordeiro e a prime rib que me perdoem, mas eu vou mesmo é na maminha. Com farofa. E isso me basta para estar feliz.

Por fim, deixo um link para um bom vídeo do Marcos Bassi, ensinando a preparar esse corte.

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.

Anúncios

3 Respostas to “O Giuseppe Grill e o resgate da maminha”

  1. Ivan Londres (@ivanlondres) Says:

    Assino embaixo Bruno, esse e’ o meu prato preferido no GG (ainda tem o repeteco). Maminha com aquela farofa mineira com abobrinha e batata “estufada”. Grande pedida…

  2. Julio Says:

    No finado Parque Recreio tb.Sauda;’oes tricolores.

  3. Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro « Rio de Janeiro a Dezembro Says:

    […] Giuseppe Grill […]

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: