Archive for dezembro \30\UTC 2011

O Bar do Mineiro teresopolitano (ou “o que é isso? chouriço”)

30/12/2011

– Papai, o que que é isso? – perguntou a Maria, caprichando no acento que indica estranhamento.

Não havia outra resposta.

– Chouriço – eu disse, sem conseguir conter a gargalhada que saiu espontaneamente.

– Mas o que que é chouriço?

– Ah, é um tipo de linguiça que eu adoro e é difícil de encontrar. Quer provar?

Ele declinou da minha oferta. Não lhe apeteceu o embutido de sangue e temperos, produzido artesanalmente em Além Paraíba, cidade mineira na divisa com o Rio. Estávamos no Bar do Mineiro, não o famoso, em Santa Teresa, mas uma versão serrana, no bairro da Tijuca, em Teresópolis, que por servir tão bom chouriço, e outros acepipes, já entrou para a lista de meus botecos preferidos.

Conheci esse bar num domingo qualquer, levado por um amigo, atrás de uma cerveja qualquer. A ideia era beber duas cervejas, quem sabe três, e ir embora. Acontece que, à certa altura, passou por mim uma travessa de alumínio cheia de chouriços. Comecei ali a perceber que o Bar do Mineiro me daria muitas alegrias. Deixamos o balcão e fomos para a mesa.

– Aqui tem que pagar 10% tá? – informou a garçonete.

– Me dá um chouriço desse aí.

Ela trouxe. Eu espremi limão, derramei um bocado de pimenta, e comi com imenso prazer. Instigado, resolvi experimentar mais coisas. Fui até o balcão do bar, onde uma vitrine aquecida exibia os tais chouriços. Vi ali um irresistível torresmo preparado junto a uma ripinha de costelinha de porco. Pedi. Estava bárbaro: casquinha crocante, carne saborosa, se desmanchando. Roí o osso. Solicitei, ainda, um bom naco de lombinho, adornado com molho rico de tomate. Bom, muito bom. Perguntei ao dono de onde era aquele chouriço, mas ele respondeu que o segredo era a alma do negócio. Mas jornalista que se preza não recebe uma resposta dessas e deixa por isso mesmo. Então, quando fui ao banheiro, aproveitei a passagem pela cozinha para elogiar a qualidade da comida, deixando uma pergunta no ar: “Mas e aquele chouriço, de onde é”. Elas logo responderam: “É bem artesanal, feito lá em Além Paraíba”. Obrigado. Fiquei com o Bar do Mineiro na cabeça.

Até que outro dia a Maria pediu para almoçar. Era uma tarde chuvosa e fria.

– Quero feijão, carninha e arroz.

Pensei: dizem que o PF do Bar do Mineiro é ótimo.

Saímos do clube e fomos direto para lá.

Pedi, então, um Chopp Daserra que, apesar do nome, é uma cerveja, que eu ainda não conhecia, e fui apresentado ali naquele instante. É produzida em Teresópolis também, como a Therezópolis e a St. Gallen, que são ótimas. Achei a Daserra boa. E também pedi o chouriço. Maria, distraída desenhando, não ouviu o pedido. E quando chegou o chouriço, ele se mostrou curiosa.

– O que é isso?

– Chouriço.

Pela primeira vez na vida eu entendi que essa rima, que tanta gente usava (lembra?) existe não apenas por causa da combinação das palavras. A linguiça de sangue causa mesmo alguma estranheza nas pessoas. Pela primeira vez na vida alguém me perguntou “o que é isso?” e eu respondi “chouriço” dizendo a verdade.

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Mas, recapitulando.

Voltei ao Bar do Mineiro, dessa vez preparado, levando a câmera.

Pedi um Chopp Daserra. Boa cerveja.

Uma cerveja, um chouriço e uma pimentinha, para ser mais preciso.

Também pedi, é claro, um torresminho com costela, ou seria uma costelinha com torresmo?

A Maria ficou no PF, que ainda tinha uma tijelinha de feijão. Já sabia que o contra-filé estava macio, só de cortar a carne em pedacinhos.

Além de delicioso, o Bar do Mineiro é baratim. A conta (duas cervejas, um mate, um chouriço, um torresminho e um PF) deu R$ 28, 05. Com 10%, claro, porque comemos na mesa…

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E, para encerrar, uma amostra do cardápio.

As refeições. Repara só, tem até leitãozinho inteiro… Meus Deus… Quem topa ir até lá dividir um desses? Deve dar para uns oito.

E os petiscos. Pois é, chouriço e torresminho com costela não aparecem. Custam R$ 3, cada um.

E aí, vamos lá comer um chouriço e um leitãozinho?

Ah, sim. O Bar e Restaurante do Mineiro, nome oficial declarado no santinho com calendário, que tem uma imagem de um gatinho com um cachorro num cesto de vime sobre um gramado, fica na Rua Roberto Rosa 419, na Tijuca, em Teresópolis. É no mesmo endereço em que funcionava o Cati-Côco, um boteco que chegou a fazer sucesso, e que tinha noites animadas, e uma boa feijoada. Para maiores esclarecimentos o telefone é (21) 3097-2258.

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Bottega del Vino, no Leblon: o bar de tapas “alla italiana” da dupla Dionísio Chaves e Nicola Giorgio

29/12/2011

No quadro negro, os sócios resumem o espírito do restaurante

Depois de dar uma passadinha na festa de inauguração da Bottega del Vino, na noite de sexta passada, antes do Natal, voltei na segunda para jantar.

Já tinha folheado cardápio, e tinha me entusiasmado bastante com a nova casa da dupla Dionísio Chaves, sommelier, e Nicola Giorgio, o maestro do salão, responsáveis por uma das melhores novidades de 2011, o restaurante italiano Duo, na Barra.

Salão lotado na noite de estreia

Na noite de segunda, inauguração para valer, a casa ficou lotada, mesmo sem muita divulgação. Porque os dois sócios e amigos estão entre os mais admiráveis profissionais da restauração, como diriam os portugueses, do Rio de Janeiro. As pessoas confiam nas sugestões de Nicola, e nas harmonizações do Dionísio, os clientes são fieis à dupla, porque os caras são mesmo muito bons. A casa estava lotada. Encontrei amigos, como o Cesar Hasky, do Ten Kai, e vi famosos, como o boa praça Tadeu Smicht, que numa frase resumiu perfeitamente o espírito de quase todos os que estavam ali no jantar de abertura.

– Se o Dionísio recomenda essa vinho eu bebo de olhos fechados.

Pois eu também.

Estava decidido a pedir algumas coisas, como o fígado com polenta e a costelinha de porco com purê de feijão branco.
O cardápio completo eu publico no fim do post.

Mexilhões gratinados com espumante rosé: harmonia

Então, comecei com uma taça de espumante rosado italiano, que abriu os trabalhos sendo logo em seguida acompanhada pelos mexilhões gratinados com molho de tomate, indicação do Nicola que eu acatei alegremente.

Fígado com polenta e um bom Borgonha branco: boas companhias

Em seguida, o fígado de boi com polenta, que estava ótimo. Adoto fígado, mas é tão raro achar algum prato em restaurantes de qualidade aqui no Brasil. Encontramos em bons botecos, e nos ruins também, mas em restaurate é uma raridade. Pena. O da Bottega estava ótimos, ainda mais na companhia de um bom Borgonha branco, que logo em seguida foi sucedido por um apimentado Cabernet Sauvignon chileno, da Laura Hartwig, um dos produtores de que mais gosto no país.

– Esse vinho tem uma pimentinha que vai combinar com o fígado – disse o Dionísio, ao repousar a taça com o tinto chileno na minha mesa.

Filé com molho de Chianti e juliana de legumes crocantes com Cabernet Sauvignon Chileno: bingo!

Pois foi com esse elegante e potente vinho em mãos que tracei o battuta, um filé mignon passado na chapa servido com molho de Chianti e juliana de legumes crocantes, essa uma sugestão do Cesar Hasky, que jantava com a família, e me confidenciou ao final:

– Comemos seis filés!

Eu comi apenas um, e estava mesmo ótimo.

Costelinha de porco untuosa e macia, purê de feijão branco aveludado e um rico Barolo: comunhão perfeita.

Era o clímax do meu jantar. Até agora não estou certo se gostei mais do filé com Cabernet Sauvignon ou se a costelinha de porco com purê de feijão branco, servido com um grandioso Barolo Prunotto Bussia, que engrandece qualquer prato como esse.

Tiramisu, o gran finale!

Encerrei com um tiramisu delicioso, feito na casa.

Agora, o menu:

O menu de almoço: couvert, entrada e prato principal, por R$ 44, ou R$ 60, com uma taça de vinho.

A segunda parte, com as especialidades, pratos em pequenas porções, e uma seleção de massas, um pouco maiores.

Saladinhas, carpaccios, uma bela seleção de patês, frios e queijos: ótimo para petiscar bebendo um vinho legal.

Sobremesas, cafés e alguns vinhos em destaque.

Eu curti, e você?

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Vieira Souto: novo restaurante italiano do sommelier João Souza, em Ipanema, já está funcionando

26/12/2011

A fachada da casa, na esquina da avenida Vieira Souto com a Farme de Amoedo

Assim como quem não quer nada, logo antes do Natal e sem fazer barulho, abriu as portas o Vieira Souto, na avenida de mesmo nome, esquina com a Farme de Amoedo, em Ipanema – no mesmo endereço que um dia foi Alberico, Espaço Lundgreen e, mais recentemente, o Gourmet Praia, de José Hugo Celidônio.

Joãozinho, na frente da cozinha envidraçada;maitre e sommelier

Quem está à frente da casa é João Souza, o que é uma quase garantia de sucesso. Ele pegou um time interessante, gente como o maitre Cadu, ex-Gero, para montar uma equipe que tem tudo para entrar para a lista de melhores da cidade.

Elegante, o salão tem mesas bem espaçadas umas das outras

O lugar está bastante bonito, elegante, com mesas bem espaçadas umas das outras.
Na minha estreia no restaurante Vieira Souto, apesar de nenhuma divulgação, a casa estava bem cheia, com o salão principal lotado.

Taças, todas da Riedel, e cerâmicas portuguesas enfeitam a casa

Na manhã do mesmo dia, sexta passada, vi homens conversando sobre a abertura do restaurante, num quiosque na orla, perto dali. Pode anotar: o Vieira Souto vai fazer barulho.

No andar ide cima, mais mesas: "Vamos fazer umas brincadeiras interessantes aqui", diz Joãozinho, a respeito de degustações de vinhos e jantares harmonizados

É bom ver o ano acabar assim, como tantas boas novidades: além da casa de João Souza, temos o Irajá, a Bottega del Vino, onde janto hoje, a nova casa da turma do Zuka e do Sushi Leblon, a chega de Luciano Boseggia ao Rio e, indo um pouco mais longe no calendário, o Gero da Barra, o novo Cipriani. Bons ventos sopram nas cozinhas cariocas. Ano que vem deve chegar o Maní, a trattoria de Claude Troisgros. Temos a expectativa de renascimento do Enotria, agora sob os cuidados de Joachin Koerper, que vem de Portugal… enfim, muitas novidades, mas o tema hoje é o Vieira Souto, voltemos a ele.

A carta de vinhos já está entre as melhores da cidade, em termos de variedade e preço

A carta de vinhos do Vieira Souto já nasceu entre as melhores da cidade por muitas razões: além de preços justos, a seleção foge do óbvio, listando exemplares fantásticos, para ocasiões especiais, e vinhos com boa relação qualidade preço…

Um bom Cahors, em bom estágio de evolução, por R$ 78

… como o Cahors que eu escolhi, que custa R$ 78 e é um belíssimo vinho. A esse preço, no restaurante, com taças Riedel, está ótimo.

O cardápio está bem interessante. Em vez de listar prato a prato, melhor é publicar logo as fotos de cada página.

Massas frescas.

Massas secas e risotos… per cominciare.

Peixes.

Carnes.

E doces.

O couvert tem pães feitos na casa, pastinhas, manteiga e azeite

O couvert tem cestinha de pães feitos na casa (a pizza bianca é ótima, saborosa e delicada), com pastinhas, manteiga e azeite. Gosto dessa simplicidade inicial.

Pansotti de galinha d'angola com molho cremoso de cebola e açafrão

Eu pedi um pansotti di faraona con fondente di cipolle i zafferano, ou seja, massa recheada com galinha d’angola com molho cremoso de cebola e açafrão, que estava muito saboroso e delicado.

Depois, o ossobuco nuovittá, um ossobuco de vitelo servido com risoto de agrião, que estava bárbaro: só de ver a foto da para perceber, né?

Pulei a sobremesa. E fui embora muito feliz com a novidade, que está pertinho de casa.

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O quase surreal (e delicioso) perupatolinha do Aconchego Carioca: apesar da pouca idade, um clássico dos festejos natalinos cariocas

25/12/2011

Se é que podemos chamar de tradicional algo que só existe há dois anos, a noite do perupatolinha, no Aconchego Carioca, já é um dos eventos clássicos do calendário de festejos natalinos do Rio de Janeiro.

As três aves, com farofa, molho e as batatas, além da bela companhia cervejeira: noite memorável

Tudo nasceu no ano passado, quando a Kamile Viola, do jornal O Dia, comentou com a Katia, alma desse boteco, a respeito do turducken, um prato típico da Loisiana, nos Estados Unidos, uma quase surreal composição: pega-se um peru desossado, e coloca-se dentro dele um pato, também sem os ossos, que por fim acomoda uma galinha, igualmente só com a carne e a pele. Se o Salvador Dalí fosse chef de cozinha…
Pescou o nome? Tur, de turkey (peru em inglês), du, de duck (pato) cken, de chicken (galinha).
Convenhamos que perupatolinha é um nome muito melhor, né?

Repara só nas batatas, que absorvem o caldo rico de temperos

Não sei como fica essa receita preparada pelas mãos das cozinheiras americanas, mas o que a Katia faz é algo de comover.

Peru, pato e galinha, um dentro do outro: trem doido, mas delicioso (e saca só a cor da farofinha)

O peru, carne que acho um tanto sem graça devido ao seu ressacamento, fica mais molhadinho que o habitual, temperado pela gordura saborosa do pato, que prensado pelas duas outras aves, é a carne mais apetitosa.

Olha só que loucura: peru, pato e galinha!

A farofa, com umas frutas secas, é algo sublime. Mas o melhor de tudo era a batata. Esse tubérculo é uma maravilha, acho que todo mundo gosta. Acontece que eu jamais havia comida uma batata tão boa. Ela roubou a cena. Ainda mais quando quentinha, saindo do forno. Que coisa.

A Heineken, trincando de gelada

O quesito cerveja foi ótimo. Bebemos umas bem geladas…

St. Gallen Stout Porter: cervejaço!

… e rótulos bem especiais…

ST. Gallen Irish Red Ale: para começar

… que só deixaram tudo ainda melhor.

Caça ao tesouro: o depósito de cervejas do Aconchego Carioca, ou "o Édem"

No fim, visitamos a “adega” de cervejas da casa. O Paraíso, segundo a Kamile Viola.

Tudo isso, sob a bênção de Nossa Senhora. Amém.

O Pudim de Cachaça: foi mal, Fabio Maia

Encerramos com um pudim de cachaça, preparado com queijo, que estava sublime. Lembrei-me de um grande amigo, o Fábio maia, vulgo Pudim de Cachaça: desculpe ter te comido, meu camarada, mas até que foi bom.

A turma que participou da farra, engrandecendo o momento

Taí, já anotei. O meu primeiro compromisso de 2012 já está marcado na agenda: na noite do dia 22 de dezembro, eu vou estar no Aconchego Carioca, para a terceira edição do épico patoperupatolinha.

E, no mais: um feliz Natal a todos.

Que os nossos sonhos se realizem, e eles vão se realizar! Por isso, muito cuidado com os nossos próprios desejos!

 

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O aconchego carioca do Lorenzo Bistrô

21/12/2011
O Lorenzo Bistrô, ao contrário do Stuzzi, destaque do post anterior, está no Guia do Gosto Carioca. Mas ainda falta, ou melhor, faltava até agora, uma crônica sobre ele aqui no blog. Chega a ser estranho. Gosto daquele endereço, numa esquina agradável do Jardim Botânico, um dos restaurantes mais simpáticos da cidade, desde os tempos do Lulu. Posso dizer que, hoje, é um dos lugares de que mais gosto: adoro o que vejo, o que bebo e o que como.
Para começar, o lugar é uma graça, uma casinha de esquina, com varanda imbatível, salões arejados com muita luz natural e decoração com motivos vínicos. O terraço é bárbaro, um dos melhores lugares da cidade para reunir amigos e abrir boas garrafas. Para completar, o casal Nick Cartolano, que cuida da cozinha, e João Luiz Garcia, que toma conta dos vinhos e supervisiona o serviço de salão, está sempre por lá, dando um quê de restaurante familiar. faz toda a diferença. Poderia se chamar Aconchego Carioca perfeitamente.
Tendo a gostar mais da casa durante o dia, especialmente nas tardes ensolaradas de inverno. Mas o cardápio da noite é mais encorpado, e só nele encontramos algumas receitas, como esse nhoque recheado com tallegio (R$ 46) aí de cima é um espetáculo. Amo nhoque, quando bem feito, adoro tallegio, quando de boa procedência, como neste caso. E, mais que tudo, adoro esse queijo bem utilizado em receitas de massa. Vale a pena explorar o menu executivo, servido no almoço, a R$ 36 (para ver o menu em cartaz atualmente clique aqui). Quinta, por exemplo, tem Picadinho com milho, farofa, purê de abóbora, arroz e caldinho de feijão, enquanto na sexta uma das opções é tagine de cordeiro com especiarias e couscous marroquino. Bom, né?
Mas voltemos ao começo.
Logo ao entrarmos, um balcão nos convida a explorar os queijos guardados ali, entre eles um brasileiro, feito em Petrópolis, no estilo do Serra da Estrela, que usa até o cardo na fermentação. Um queijo sensacional, ótimo início de conversa. Uma pedida certeira é o plateau des fromages (R$ 38), com cinco queijos à escolha do freguês.
Penso que ali é inevitável aceitar o couvert (R$ 14), com grissinis que adoro, uma focaccia fofa e saboroso, tudo feito na casa, para ser lambuzado com azeite e alho assado. Tem até uns rabanetes.
Depois, a lista de entradinhas causa inevitável dúvida: vieiras na frigideira com Parma (R$ 37), chamadas Cornwall scallops, ou torradinhas com foie gras? Steak tartare com salada (R$ 38) ou polenta com gema mole, cogumelo, flor de sal e azeite de trufa (R$ 29)? Mini cocotte a Lulu (R$ 34 ), uma adorável panelinha de lulas e camarões salteados no azeite, alho e tomate cereja ou vitello tonatto (R$ 36)?
Para os amantes do hambúrguer, há duas versões do sanduíche: uma com emmental (R$ 38) e outra com foie gras (R$ 46)
Para o prato principal ficamos na mesma situação da entrada. Com indecisão provável, podemos escolher algum dos clássicos do repertório de receitas bem executadas da casa. Há dias em que desejo o aconchego de um steak au poivre com gratin dauphinois (R$ 62), um boeuf borguignon (R$ 52) ou um belo coq au vin.
Recentemente provei (e aprovei) o vitello alla milanese com saladinha de rúcula e tomate-cereja (R$ 59), que pode ser servido com um purê tipo aligot (R$ 9) que está entre os melhores da cidade. A lista de pratos é toda assim, aconchegante: tem poulet rôti, cèpes et oignons caramelisés (R$ 68, para dois), frango assado com assado com cogumelos e minicebolas carameladas; lombo de cordeiro grelhado, feijão branco com legumes (R$ 67), confit de canard a Nick com purê de maça e damasco e figos braisé (R$ 61) e les fruits de mer à Thailande (R$ 61), combinação de frutos do mar com leve molho de curry e arroz basmati com côco tostado. Dá até para pedir um curioso haddock pochê com molho de curry à moda inglesa (R$ 72).
Vale a pena visitar a casa nos fins de semana: aos sábados tem cassoulet de toulose (R$ 58) e, aos domingos, arrosto di Capretto (R$ 54), o cabrito assado do Lulu com batatinhas assadas.
A carta de vinhos é ótima, não só pela variedade, mas também pelos preços, abaixo da média dos restaurantes, como esse gostoso Casa Miriam Reserva Merlot 2009, um belo exemplar da Argentina, macio e agradável, a R$ 68. A lista tem uma seção inteira com garrafas da Terramatter, com uma ótima seleção de rótulos chilenos, de pequena produção.
Para encerrar, além de um bom café, tem tarte tatin com sorvete de baunilha (R$ 20), semifreddo de Nutella da Nick (R$ 22),
a memorável (o nome está assim no cardápio, e eu assino embaixo) torta de chocolate e gengibre do Lulu (R$ 22), cheese cake de banana com sorvete de baunilha (R$ 21), panquequinha de “dulce de leche com sorvete de baunilha (R$ 22) e  ovos nevados com mousse de maracujá e banana (R$ 20).
Adoro.
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Stuzzi: virei fã (não deu tempo de entrar no guia, mas o blog está aqui para isso)

15/12/2011

Foi ontem o lançamento do Guia do Gosto Carioca, escrito por mim e editado pelo Senac-RJ. Fiquei bastante satisfeito com as conversas que tive com os editores: o livro está bem exposto nas livrarias, vendendo bem e tendo uma ótima receptividade do público.
Gostei bastante do resultado desse meu primeiro livro (mas, de acordo com a minha mãe, seria o segundo: o primeiro, edição única e artesanal, produzi aos sete anos, fazendo textos e ilustrações, talento esse último que não consegui desenvolver ao longo da vida. O tema? A destruição da Floresta Amazônica, a ameaça aos índios, o crescimento das cidade… Tá guarado lá em casa, como uma joia). Chega de digressões. Como dizia, fiquei bastante contente com o guia. Mas não posso deixar de registrar algumas ausências, que se deram por duas razões. A primeira, esquecimento por minha parte, de lugares de que gosto e recomendo, como Alessandro & Frederico, Alvaro’s e Pavelka. Alguns eu sabia que eram ótimos lugares, como o Codorna na Brasa, mas eu jamais tinha visitado, e outros eu não conhecia, como o Bar do Rangel. Alguns restaurantes, relativamente novidades, não tive tempo de conhecer antes de terminar o guia, como o Ambre e o Stuzzi. E é sobre esse último que gostaria de escrever hoje.

O bonito bar da casa, decorado com garrafas de vinho

Estive lá no Stuzzi, no final da Rua Dias Ferreira, no Leblon, pouco antes de viajar para a França, no fim do mês passado. E gostei muito do que vi, bebi e, principalmente, do que comi, porque é isso mesmo o que mais importa em um restaurante. A chef Paula Prandini, pupila de Roland Villard, comprovando que o francês é o maior formador de talentos para as cozinhas cariocas atualmente (Pedro de Artagão também passou por lá), honra o seu sobrenome, montando um cardápio italianíssimo e delicioso.
Ela aposta em porções pequenas, seguindo o mais que bem vindo modismo de menus dedicados a pratos pequenos, para serem divididos à mesa. Os pães e as massas frescas são todas produzidas na casa.
Como estava em grupo, pude provar muitas coisinhas, a melhor maneira de se visitar essa casa. Ficamos no balcão mesmo, vendo o movimento do bar e da rua.

O copinho de grissini: fantástico

Vamos começar com uma tábua de antepasti (R$ 38,90), que traz vários bocadinhos, como patê, queijo de cabra, tomate confitado, peperonata, grana padano, presunto de Parma e a cesta de pães, que tem um adorável grissini. Depois, azeitonas recheadas e delicadamente empanadas (R$ 15), e os arancini, que são aqueles bolinhos feitos com risoto (tem de ragu de carne, de camarão com mascarpone e de presunto com mozzarela de búfula, e podemos pedir porções com os três. O meu preferido? O de ragu. O trio custa R$ 24,70).

Limão siciliano recheado com rilette de salmão: a novidade, um espetáculo

Fiquei apaixonado por um limão siciliano recheado com rilete de salmão, uma das novidades do cardápio (não anotei o preço). Essa, aliás, é uma deliciosa característica: Paula vive lançando novidades no menu.
E vamos dedilhando o cardápio: bruschetta de feijão branco com atum e cebola roxa (R$ 12,50); batata trufada com crispies de Parma e ovo frito (R$ 25,50); sardella com tábua de pães (R$ 19,50), berinjela à parmegiana (R$ 16,50); canolo de burrata (R$ 16); strudel de queijo de cabra com legumes (R$ 14,30)…
Provei uma panelinha de frutos do mar no limão siciliano desnorteante.

Costeletas de cordeiro em crosta de avelã e gnocchi dourado: dupla maravilhosa

E o carré de cordeiro, servido com risoto de cogumelos (ou fettuccine alfredo) está entre os mehores do Rio. E o gnocchi dourado com ricota fresca, tomate e rúcula? Uma coisa de doido, capaz de transformar o humor das pessoas, capaz de fazer alegre uma noite triste.

Os drinques podem ser pedidos em versões diminutas: vale a pena

A carta de drinques é muito boa, e vale a pena investir nas desgustações, com três variedades diferentes. Quase todas as fórmulas levam limão siciliano, fruta que é quase um símbolo do lugar. Há bons martinis, como o de maçã verde e o Anguria, com melancia, Absolut Pepper e Tabasco. Mas o meu preferido mesmo foi o Perfetto Limone, surpreendente mistura de Jack Daniel’s com limoncello, limão siciliano, néctar de maracujá e pimenta. Espetáculo. Também curti bastante o Yamí, com vodca, molho de jaboticaba, graviola e limão siciliano, composição que une Brasil e Itália com escala na Escandinávia.

Barbera d'Asti L'Avvoccata, do Piemonte: boa companhia para os pratos da chef Paula Prandini

Antes de seguir para os vinhos, que tão bem acompanham os pratos delicados, como esse Barbera d’Asti L’Avvoccata (R$128), uma boa pedida é começar com os drinques.
Os doces seguem no mesmo alto nível. O tiramisu é bárbaro: a receita clássica, com mascarpone de verdade, leva um toque de frutas vermelhas, que levanta o moral do conjunto imensamente. Foi a nossa escolha. Mas tem, ainda, mousse de nutella com farofa de avelã e raspas de chocolate, crumble de maçã com amêndoas e creme fresco. Virei fã.

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Amanhã, o lançamento do Guia do Gosto carioca: espero vocês lá

13/12/2011

Amanhã, às 19h, na Argumento do Rio Design Barra: melhor presente de Natal 🙂

Gostaria de convidar a todos para o lançamento do Guia do Gosto Carioca, escrito por mim.

Vai ser a partir das 19h, na livraria Argumento do Rio Design Barra.

Se não der para ir, já fico feliz se você comprar um exemplar para ter em casa, levar para a rua, usar e abusar. E ficaria ainda mais contente no caso de vocês comprarem logo uns dez exemplares, para sair dando de presente para todo mundo nesse Natal. Não vejo melhor presente de Papai Noel. 🙂

Afinal, comer bem é preciso.

Um beijo a todos!

 

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Pois diga que irá, Irajá, Irajá!

08/12/2011

Há cerca de dois meses, quando soube que o chef Pedro de Artagão abriria o seu restaurante, o Irajá, numa casinha em Botafogo, pensei com absoluta convicção: “Vem coisa boa aí”.

Hoje posso dizer que estava certo o raciocínio. Porque ontem jantei ali, de pé no balcão, de cara para a cozinha. A novidade fica na rua Conde de Irajá, que está se tornando um dos meus CEPs preferidos na cidade, por causa da deliciosa vizinha: Entretapas e Oui Oui.

O lugar é agradável. Uma casa antiga, com um longo corredor que leva até a área dos fundos, passando pela cozinha com janelas abertas: somos recebidos com os aromas da costelinha de porco glaceada, do bolo de brigadeiro fumegante. Cumprimentamos os cozinheiros, até. Uma espécie de agradecimento anterior pelo o que farão por nós, logo a seguir. Mas vale a pena se acomodar, antes de tudo, no longe com poltronas e sofás confortáveis, móveis antiguinhos…

… além de uma adega vistosa e um bar, de onde saem bons drinques. Fica numa espécie de antessala, logo à porta.

– Esse não é bem um lugar para se esperar uma mesa, mas para ficar mesmo. Beber, petiscar, quem sabe mesmo até jantar – explica a ideia o Pedro, com cara muito feliz.

Antes de seguir para o salão, pequeno e aconchegante, com poucas mesas, vale a pena gastar um tempo por ali. Dá próxima vez eu vou testar. Ali parece um lugar muito próprio para comer a coxinha de galinha, que dá nova dimensão a esse salgadinho clássico, com massa de rara crocância e um recheio com molho de requeijão que eu vou te contar…

Foi este o meu primeiro bocado no Irajá, depois de uns 15 minutos acompanhando o movimento da cozinha, de onde saíam, copiosamente, muitas porções de steak tartare (com carne picadinha na hora, na ponta da faca, temperada com delicadeza, servida com ovos de codorn, um tipo de caviar e, esse é um dos segredo, cubinhos de limão, além de um necessário tempurá de shitake).

Quando o garçom pediu pediu “Seis tartares na mesa X”, Pedro confidenciou, baixinho:

– Não gosto disso. Que falta de imaginação. Tem tanta entrada legal para a mesa provar. Gosto quando os grupos vão pedindo pratos diferentes, dividindo as porções. O espírito é um pouco esse – reclama, coberto de razão, a meu ver.

Foi um jantar delicioso, diferente de tudo: comi de pé no balcão, como se estivesse almoçando no Aboim. Quando a hostess quis saber o que eu beberia (depois, é claro, dos dois drinques “de entrada”, perguntou o que eu iria comer).

– Você já sabe, ou vai deixar nas mãos do chef.

Respondi sem palavras, com um olhar feliz, e ela percebeu que seria a segunda opção, é óbvio.

E assim foi. Ficamos ali batendo papo. Adoro ver o movimento da cozinha, e o balcão fica logo na saída dos pratos, onde o Pedro e a equipe finalizam as receitas com  cuidado e atenção, como esse risoto, que não cheguei a provar…

… ou a costelinha glaceada com bolo de fubá salgado e bolinhas de maçã caramelada, que não não experimentei.

Algumas coisas voltam para a cozinha. Sintonia entre a brigada dos fogões, o time de acabamento e a turma que distribui a comida pelo salão é algo sempre difícil. Ainda há ajustes a fazer, mas o Irajá já abriu as portas bem azeitado, como deve ser: acho chata aquela história de “ah, a casa acabou de abrir, por isso não está bom, tem que acertar a equipe”. Isso é uma bobagem. Por mais que sempre haja ajustes a se fazer, e isso vale para restaurantes veteranos também, não dá para perdoar um lugar que é inaugurado servido comida ruim, por garçons despreparados. O pessoal ali tá bem afinado. O fluxo da cozinha ao salão parece bem correto. Os pratos saem com relativa rapidez, e são finalizados com capricho. Não provei, mas adorei o mil folhas aí de cima, com recheio líquido, injetado com seringa.

Neste pequeno ambiente há, além do balcão, uma mesa para umas sete pessoas. Vai dar para comer ali. Coisa tipo menu confiance.

E também haverá lugares no balcão, o melhor para aqueles que gostam mesmo de cozinha, porque dá para acompanhar todo o movimento da cozinha, uma delícia.

– Nos fins de semana vou servir nessas mesas uns menus fechados, com receitas para dividir, como uma porchetta assada com sabores de Minas, tipos tutu de feijão. Também vou fazer paleta de cordeiro, coisas assim. Vai ser legal – adianta o Pedro.

Sei que vai ser legal mesmo.

Depois da cozinha de galinha eu provei o steak tartare.

Delicado, fresco, saboroso, com dois componentes de sabor que dão uma certa tensão, o caviar e o limão, dando volume na boca ao conjunto cremoso formado por carnes, temperos e gema de ovo de cororna crua: os shitakes são uma espécie de coroa, de cereja no bolo, entende?

A etapa seguinte foi um atum fatiado envolto em uma coalhada adorável, coroado com um pepino quente. O iogurte, de textura aveludada, envolve o peixe. Fiquei maluco:

– Cara o que é isso? Que iogurte é esse?

– É a receita da mãe da minha madrasta, uma libanesa de 90 anos – explica o Pedro. – Segundo ela a fórmula só dá certo se for passada em uma fronha de algodão branco que só pode ser lavada com sabão de coco. Assim que estamos fazendo, não sou maluco de contrariar uma receita assim.

Isso diz muito sobre a cozinha do Irajá: a casa mescla técnicas ancentrais com tecnologias de ponta, conhecimento empírico e tradicional com muito estudo e experimentações. A fórmula já vinha dando certo do Laguiole, que com um cardápio baseado em releituras delicadas de pratos clássicos  se tornou um dos melhores restaurantes da cidade nos últimos anos. Em sua própria casa, o Pedro de Artagão parece ainda mais à vontade e feliz.

Durante todo esse período fiquei apreciando uma tacinha do Adolfo Lona Rosé (gostei muito da carta: enxuta, com bons preços, uma boa seleção).

Passei para o Joaquim tinto, da Villa Francioni (de Santa Catarina) na hora de saborear a salada caprese, a quarta versão do chef para este prato clássico: dessa vez ele usam quatro variedades de tomates miúdos (cereja, pêra etc), maduros, perfeitamente maduros, aromatizados com uma infusão de manjericão e servidos com uma espécie de requeijão de mussarela de búfala e a já famosa farofinha crocante de pão. Uma delicadeza, uma delícia.

– Essa mussarela foi desenvolvida especialmente para esse prato. Sempre comprava o produto de um fabricante, aqui da Região Serrana. Uma vez ele errou a mão, e entregou uma espécie de requeijão de mussarela de búfala. Quando resolvi fazer mais uma versão da caprese, acabei me lembrando dessa história, e pedi para ele tentar fazer – lambra o Pedro.

Mas o melhor, para mim, viria a seguinte. Pura simplicidade, puro deleite, puro aconchego. O nome do prato é todo o galinheiro.

– É porque tem a galinha, o filho dela e o alimento deles – explica o chef.

Bem, a receita é relativamente simples: o chamado ovo perfeito, com gema e clara na mesma textura, resultado de técnicas modernas de cozimento, é servid num pratinho fundo, com curau de milho, farofinha de canjiquinha crocante e um molho demi glace “feito com uma galinha inteira”. Um espetáculo, uma obra de arte, uma delícia. Fiquei emocionado com o prato. Então, eu disse:

– Os pais deviam trazer os seus filhos aqui para provarem isso. As crianças vão adorar, e é uma forma lúdica e agradável de ensianar aos filhos como as coisas simples podem ser sublimes, mostrar a importância de se comer bem, para eles entenderem que ir a restaurante pode ser muito gostoso e divertido.

Fui seguindo o meu percurso. Um foie gras com calda de morango e ruibarbo servido com a farofinha, dessa vez com sabor de chocolate. Também ótimo: o foie gras é cozido em baixa temperatura antes de ser grelhado, ganhando uma incrível consistência.

Pirarucu (muito bom!) com banana grelhada e um palmito de textura fenomenal.

Depois, uma massinha, delicada que só, enriquecida com um molho de mariscos, com vieiras, mexilhões e sururus cozidos, além de ostra fresca e um pedacinho de lula. Espetáculo. Chama a atenção a delicadeza da massa.

Encerrei com o filé à parmegiana, com a carne rosada, depois de cozimento à baixa temperatura, com cobertura de tomate em gelatina e queijo, servido com purê de batatas com manjericão. Uma coisa de doido.

Para encerrar, uma leva e fresca sobremesa com frutas (manga perfeita, lichia, ameixa…) em calda de aloe vera (sim, aloe vera)…

… que foi sucedida por um bolo de chocolate com brigadeiro que me faltam palavras para descrever. Que delícia.

Gostei  tanto do bolo que até ganhei dois pedacinhos para levar para a filha, depois de falar que ela tinha que provar aquilo com ela, assim como o ovo (não foi uma indireta, juro).

Depois, cafezinho passado na hora (naquela cafeteira italiana clássica que vai direto ao fogo) acompanhado por esse bolinho de fubá com manteiga derretida e açúcar mascavo.

Você pode não acreditar, mas saí leve.

Pode anotar aí: o restaurante é, desde já, o canditado a melhor novidade de 2012 (sim, nesse aspecto já estamos no ano que vem: guias e prêmios gastrônimos de 2011 já foram todos lançados. Momento marketing: inclusive o meu, editado pelo Senac-RJ, cujo lançamento acontece na próxima quarta, dia 14, na Argumento do Rio Design BarraÇ estão todos convidados). Momento Tommy, como diria o Ricardo Freire (Tommy é primo da Tássia, a Tássia Chando): em 2009, no começo do ano, profetizei que a Roberta Sudbrack seria a chef do ano, e ela papou todos os prêmios e, no fim do ano passo, apostei que o Felipe Bronze, e o seu Oro, seria o cozinheiro e o restaurante do ano, e eles conquistaram um montão de troféu por aí: ainda vão rolas muitas águas em 2012 (como a abertura do Vieira Souto, de Joãozinho Souza, em Ipanema, que deve ser inaugurado ainda este ano), mas aposto que entre as grandes novidades de 2012 o Irajá vai estar muito bem cotado.

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