Ponte aérea gastronômica: porque comemos melhor no Rio do que em São Paulo

Nelson Rodrigues era mesmo um gênio. Quando ele cunhou a frase “toda a unanimidade é burra” ele não criou apenas um dos grandes pensamentos da cultura brasileira, mas da humanidade. Quando leio ou escuto a ideia de que “se come melhor em São Paulo do que no Rio”, imediatamente me vem à cabeça a sábia frase.

A ela associo outras: “Uma mentira contada mil vezes acaba virando verdade” é uma delas.

Pois é…

Quando muita gente grita a mesma coisa, é quase certo que estão erradas. Desconfie sempre desses comportamentos. Essas “verdades absolutas” geralmente não passam de grandes mentiras.

Outro dia, pelo Facebook, que virou um dos grandes palanques desses estranhos tempos modernos, eu li de uma jornalista paulistana que vive alhures a seguinte frase, que além de hipérbole, é mentirosa, vazia e, como metáfora, de uma pobreza inacreditável: “O Rio é um Saara gastronômico”.

Ela quis dizer que a cidade é um deserto em termos de boa comida. Genial!

Depois, a emenda ficou pior que o soneto, ao me responder, quando discordei dela: “para resumir o q penso do q vc diz é q não dá nem pra começar a discutir isso”.

Como assim? Não dá para discutir? Há quem duvide que 2 mais 2 sejam 4, como dizer que “nem dá para começar a discutir isso”. Isso parece aquela mãe, que diz para o filho: “Isso não pode porque não pode”. Ou o sujeito que não come jiló: “Não gosto porque não gosto”.

Como mal ela frequenta tanto o Rio quanto São Paulo, porque é “globetrotter”, é estranho que uma pessoa assim possa fazer esse tipo de juízo de valor. Mas faz. Como tanta gente faz. Muitos dos que dizem que “se come melhor em São Paulo do que no Rio” jamais estiveram nas duas cidades, e muitos menos cumpriram qualquer roteiro gastronômico em ambas. Mas afirmam categoricamente. É um comportamento de manada. Jornalistas, críticos gastronômicos e outros desajustados não são bois, mas às vezes se comportam como tal: é mais confortável trabalhar com conceitos consagrados, com menores chances de serem contestados. É mais fácil, menos trabalhoso, e isso expõe menos a gente. Difícil mesmo é ter opinião própria, discordar das massas.

Já estava há algum tempo para escrever sobre isso. O comentário de ontem foi só a deixa.

Não é preciso muito esforço para ver que, de uma maneira geral, come-se melhor, e até mais barato (apesar dos preços dos alugueis), no Rio do que em São Paulo. A cidade tem quatro restaurantes com três estrelas do Guia Quatro Rodas, contra dois de São Paulo (e a Locanda perdeu a terceira no ano passado, depois da saída do Danio, e apenas por isso, e não pela qualidade da comida). A melhor chef em atividade no Brasil, a que apresenta o trabalho mais consistente e atento ao que acontece no mundo, uma cozinha empírica, emotiva e surpreendente em toda a sua simplicidade, é Roberta Sudbrack, que fincou raízes ali no Jardim Botânico. O maior revolucionário da gastronomia do país é Claude Troisgros, que chegou ao Rio no fim dos anos 1970 e não mais saiu: virou rubro-negro, teve restaurante em Búzios e virou estrela de TV. Não preciso falar muito a respeito dele. E ainda tem o Danio Braga, que ensinou, via Rio de Janeiro, o brasileiro a beber vinho e comer bem, muito bem. Quer saber quel é o melhor restaurante do Brasil? Na minha humilde opinião, o Le Pré Catelan, do chef Roland Villard, ali em Copacabana, no Sofitel.

Aqui, veja bem, estamos tratando apenas de alta gastronomia. Não falamos simplesmente de comida boa. O time de restaurantes antigos e tradicionais do Rio tem uma importância fantástica na história dos sabores brasileiros. Difícil traçar paralelo com outras cidades.

Outra dessas bobagens que se diz é que São Paulo tem mais “tradição gastronômica” que o Rio. Meu Deus… As pessoas se esquecem que ali no comecinho dos anos 1980, quando os paulistas estavam habituados apenas às suas cantinas antiquadas, bebendo Chianti ordinário, o Danio Braga já estava aqui com o seu Enotria, e fundando a Associação Brasileira de Sommeliers, a ABS. Esse povo de memória curta (ou memória condicionada aos seus interesses) não se lembra que antes disso, ali no fim dos anos 1970, quando o Claude Troisgros já arrepiava as panelas cariocas, em Copacabana, os paulistas ainda acreditavam que cozinha francesa era petit pois, champignon e, vá lá, um tornedor au poivre. As pessoas se esquecem de tudo isso. E ainda tem o Paul Bocuse, né?

E o melhor boteco? Poderia citar uns dez no Rio antes de chegar a alguns em São Paulo (Bar Leo, quem sabe…) que esteja no mesmo nível (e que não imite os botecos cariocas). Aquela papo de chope gourmet, por exemplo, é um desses equívocos… Tem gente que acha ótimo. Pois é…

Instituições como o Nova Capela, o Cosmopolita, o Bar Brasil, o Adonis, o Amendoeira, o Rio Minho, o Lamas, o Paladino e alguns outros não encontram paralelo em São Paulo em termos de charme, história e boa cozinha, comida à moda antiga, sem espaço para chefs vaidosos. Eu adoro, mas você pode achar ruim.

Ela diz que no Rio não tem bons “comedores”. Hummm, que frase estranha. Tenho uma piada para isso, que me foi contata por um paulista, aliás, mas prefiro ficar com ela para mim, porque esse é um blog de comida, e não de gracinhas, embora bom humor seja sempre ótimo, em qualquer lugar: numa cozinha, numa sessão plenária do STF ou na beira de praia.

Bons comedores???????????

Pior foi o título do post no Facebook, que deu origem a tudo: “Com sorte, o Rio de Janeiro – Saara gastronômico se comparado a SP – ganhará um restaurante de alto nível….” Pois então quer dizer que se o chef carioca escolher o Rio para abrir um restaurante é sorte da cidade??? Rá rá rá. Não seria o contrário, sorte dele abrir um restaurante no Rio de Janeiro em vez de São Paulo? Eu penso que sim… Deprimente é o depoimento do rapaz, que parece que não sabe nada…

Bem, é fácil perceber que não apenas na cidade, mas no interior e no litoral do Rio, come-se melhor que nos equivalentes paulistanos. Basta contarmos as estrelas do Guia Quatro Rodas, que é principal referência no assunto no Brasil (edição feita por paulistas, que se diga), para constatar que Petrópolis (e também Visconde de Mauá) tem muito mais estrelas do que Campos de Jordão, e Paraty e Búzios têm o mesmo desempenho em relação a Ilhabela e Ubatuba, ou seja lá com que cidades paulistas você queira comparar… Aliás, as únicas cidades do Brasil fora as capitais com restaurantes cotados com duas estrelas são Petrópolis, Teresópolis, Visconde de Mauá e Guarapari, essa última no litoral do Espírito Santo.

Enfim…

Sem falar que o Murakami, o Atala, a Helena Rizzo, os três principais chefs de São Paulo, estão doidos para vir para o Rio. E ainda tem o Paulo Barros, e tantos outros. Duro vai ser voltar para lá depois. Vão acabar ficando por aqui. Mas por que será que o contrário não acontece? Posso imaginar…

À certa altura, ela escreve: “os próprios chefs cariocas (ou radicados no Rio) q vc cita sao os primeiros a se frustrarem c a falta de bons restaurantes e bons COMEDORES no Rio. Ponto.”

Mas o quê?

Dá vontade de rir, mas fico preocupado com a irresponsabilidade da moça ao fazer o comentário. Ela deve ter as fontes dela, e talvez tenham dito algo do gênero, ou ela não soube decodificar a mensagem. O que eu ouço de donos de restaurantes, enólogos e hoteleiros, aqui no Brasil e em outros países, é justamente o contrário: que paulista gosta de esbanjar, e pagar caro por coisas ruins, e gosta de mostrar que está gastando muito dinheiro, e que o carioca é mais discreto, chique e elegante, que usa melhor o seu dinheiro, que bebe melhores vinhos, que tem mais conhecimento gastronômico. Será que eles dizem isso por que sou carioca? Talvez… Mas concordo com eles inteiramente.

Agora, é claro que em termos de diversidade e quantidade, não dá para competir. É provável que São Paulo tenha uns 30, 40 restaurantes realmente muito bons. O Rio pode ser que tenha uns 25, 30. Mas sempre vai ser assim: São Paulo é três vezes maior… embora seja dez vezes menos importante no cenário internacional.

Você pode até achar que se come melhor em São Paulo que no Rio. Mas não queira que eu concorde e nem deixe de me manifestar. Tô aqui para isso. Para falar do Rio, de comida, de viagens, de vinhos. Dava para escrever muito mais sobre o assunto, mas acho que o post está bem grandinho. E o sol está lindo lá fora, convidando a um mergulho. Lá vou eu. Até porque, é Dia de Iemanjá. Dia de festa no mar.

Dizer que “se come melhor em São Paulo do que no Rio” é moleza. Difícil é o contrário. E daí? Eu digo. E olha que sei do que tô falando…

Mas isso é só uma opinião, a minha opinião. Até prefiro que a sua não seja igual. Como dizia, porque toda a unanimidade…

ATUALIZAÇÃO:
Não Sou apenas eu. Estamos dando uma nota no site do Boa Viagem, com as listas de melhores do ano de 2011, segundo os leitores do Trip Advisor. Na lista de melhores cidades gastronômicas das Américas do Sul e Central, Buenos Aires ganhou e o Rio ficou em nono lugar. E São Paulo??? Sequer aparece na lista… Como bem disse a Fernanda Dutra aqui do meu lado: “Nem é você, são milhões de leitores do Trip Advisor que estão dizendo”. Pois é… 🙂
http://www.tripadvisor.com/TravelersChoice-Food-cTop10-g291958

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro (e umas crônicas como essa): clique aqui.

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28 Respostas to “Ponte aérea gastronômica: porque comemos melhor no Rio do que em São Paulo”

  1. Julio Castello Branco Says:

    Aplaudo de pé…

  2. Jorge Khauaja Says:

    Bruno,
    Mais uma vez você abre uma polêmica desnecessária com o velho antagonismo “RioxSP”…
    Existem bons restaurantes no RJ? Claro que sim, mas como você mesmo disse, são os mesmos de vários anos (Troigross, Sudbrack, Villard e talvez mais uns 3 ou 4). Em SP se você abrir a “Vejinha” tem pelo menos uns 15 novos toda a semana. São bons? Talvez.Vão durar?Talvez.
    Que tal compararmos serviços? Preparo dos garçons, maitres, sommeliers?Que tal compararmos eficiência no atendimento?Só não vale falar dos mesmos, porque os mesmos continuam sendo citados porque são os únicos que conseguem manter uma qualidade mínima de atendimento.
    Petrópolis? Desculpe, mas dá pena ir a Itaipava no final de semana, tudo às moscas, estrada ruin, sem lugar para estacionar, um atendimento horroroso e de novo, os mesmos que sobrevivem.
    Vamos tentar criar polêmicas ou debater de forma positiva, para quê continuar com esse antagonismo que não leva a nada?
    Continuo gostando e continuarei a ler sua coluna, apesar de uma “derrapadinha” de vez em quando.

  3. Rafael Says:

    Olá Bruno,

    Você teria algum e-mail para contato?

  4. Marco Aurelio Says:

    Olá Bruno,
    entendo a sua manifestação ao comentário infeliz feito por tal pessoa dita jornalista. Aliás, no Facebook a palavra é livre e o pensamento expresso com total liberdade, bastando a nós, leitores, criarmos nossos filtros.
    Quanto ao assunto, concordo com seus comentários e acredito que você esteja certo mas um item em especial deve ser levado em consideração. Os paulistas aprimoraram os serviços e nós cariocas ficamos devendo bastante nesse quisito. Acho que isso é em parte culpa do turismo de negócios a que eles são submetidos (paulista) e nós ao turismo da “alegria”.
    Os turistas de negócios são muito mais exigentes. Os turistas da “alegria” estão mais preocupados com o sol e a diversão. Isso tráz claramente, na minha opinião, esse diferencial.

    Estamos vivendo no rio uma expansão na área gastronômica e devemos agora tentar que seja não só permanente mas que traga consigo uma melhora expressiva nos serviços para nós moradores dessa cidade maravilhosa.

    Grande abraço,
    Marco Aurelio.

  5. Dri Says:

    Acredito que a formação dessa lenda se deva a dois fatores:

    1- A confusão de quantidade com qualidade. Como o Bruno bem disse, ninguém está discutindo que o número de bons restaurantes e sua diversidade é maior em SP. O que é bem diferente de apontar onde estão os melhores. Cabe a cada um decidir o que seria mais relevante, ter maior quantidade de restaurantes bons, ou ter os restaurantes ótimos.

    2- A questão do serviço. O próprio Jorge aí em cima é um exemplo. O ponto discutido é a COMIDA e não a EXPERIENCIA. Todos nós sabemos que o serviço no Rio é completamente diferente daquele de SP. A maior parte dos cariocas que conheço se sente desconfortável frente a um serviço paulista, meio claustrofóbico e importunado com tantas pessoas o tempo todo em volta. Já meus amigos paulistas se sentem afrontados pela informalidade do Rio, pelo culto ao garçom mau humorado. Acredito que essa seja uma questão cultural e tenho certeza, não relacionada a comida. Se estamos falando de COMIDA a situação é uma. Vale o que está no seu prato.

    Finalmente, não acho que o Bruno escrever em seu blog pessoal ou em seu Facebook a sua opinão, fundamentada com argumentos sólidos, nada demais. Assim como acredito que a Alexandra tenha o mesmo direito. Devemos apenas pensar que “com grandes poderes vem grandes responsabilidades” e as pessoas são, sim, influenciadas pelo que jornalistas e pessoas da mídia escrevem… E, como diz um grande amigo meu, quando não temos opinião formada sobre certo assunto, geralmente assumimos e defendemos a opinião de quem nos parece mais gabaritado.

    • brunoagostini Says:

      Adriana, eu sempre aprecio muito os seus comentários. Mas dessa vez você se superou, e disse tudo. É isso. Eu queria tratar de serviço, mas não tenho mais nada a acrescentar. Ficava constrangido ao ir num boteco de São Paulo e ter garçom me chamando de senhor enquanto outro puxava a cadeira para a minha mulher… No Fasano, vá lá, mas no São Cristóvão não precisa de tudo isso, não.

    • Evelyn Says:

      Adriana, você foi clara e objetiva, parabéns! Bruno, já te falei no facebook, que é bobagem querermos quantificar o que tem de bom nessas duas cidades incríveis! Sou paulista da gema, mas amo o Rio de Janeiro… Não gosto quando querem aumentar a rixa entre essas cidades… Essa não foi a sua intenção, tenho certeza, mas tem gente que enxerga assim, infelizmente!!
      Por isso vamos beber e comer, sem se preocupar com o amanhã!!
      Beijosss

      • brunoagostini Says:

        Oi, Evelyn. Eu não quero quantificar, e muito menos aumentar a rixa. Adoro São Paulo. Vou sempre até lá, com prazer. Como bem, mas nem sempre. pago mais caro do que aqui. No mais, hoje é sexta, e vamos comer, beber, dançar, beijar, mergulhar, sorrir!!!! Beijos!!!!

  6. Paula Labaki Says:

    Sempre achei o fanatismo burro e neste campo digo o mesmo, pq dizer que só SP tem boa gastronomia é uma grande burrice, sou paulista e logico aque temos lugares fantasticos assim como no Rio temos uma gastronomia barbara e Recife que cada dia coloca mais restaurantes e chefs fabulosos no mercado, Belem com o criatico e talentoso Thiago e antes com Paulo, então dizer que aqui ou ali tem a melhor gastronomia não passa de puro bairrismo bobo de falta de maturidade. O grande problema é que hoje qualquer pessoa é critico e para nós que trabalhamos duro no dia a dia das cozinhas termos que nos submeter a criticas tão sem fundamento é lamentável.
    Um abraço e vamos pensar que somos muito além de estados, somos um pais rico em ingredientes e seres humanos criativos.
    .

  7. Jorge Renato Thomaz Says:

    Esse texto é espetacular!!!
    O melhor dessa competição é que o Brasil só cresce quando as principais capitais competem para ver quem é melhor.

    Cozinho e lavo pratos desde 1979. Já vi o Rio da crista da onda, Já vi essa onda serenar e agora vejo a minha terra brilhar e despertar aromas saborosos.

    Gosto mais do Rio, mas também temos muita coisa boa em Sao Paulo.

    Somos mais amor e beleza e eles mais emoção e fartura. Mas nao podemos esquecer que somos irmãos.

    Hoje podemos gostar de çomer cozinha carioca, amanhã pratos paulistas, mas baianos não ficam atrás e mineiros tem seu maior valor.

    Tenho negócios no Rio e gostaria de ter em Sao Paulo. Como tenho amigos em Sao Paulo que querem faze-los no Rio.
    Que bom para a gastronomia brasileira.

  8. brunoagostini Says:

    Não ou apenas eu. Estamos dando uma nota no site do Boa Viagem, com as listas de melhores do ano de 2011, segundo os leitores do Trip Advisor. Na lista de melhores cidades gastronômicas das Américas do Sul e Central, Buenos Aires ganhou e o Rio ficou em nono lugar. E São Paulo??? Sequer aparece na lista… Como bem disse a Fernanda Dutra aqui do meu lado: “Nem é você, são milhões de leitores do Trip Advisor que estão dizendo”. Pois é… 🙂
    http://www.tripadvisor.com/TravelersChoice-Food-cTop10-g291958

  9. Jorge Fernando Says:

    Sobre essa rivalidade besta entre Rio e São Paulo, recomendo a leitura: http://www.blogdojorgefernando.com/2012/01/rio-x-sao-paulo-manual-de-adaptacao.html
    Abraço

    • brunoagostini Says:

      Caro, não se trata de rivalidade, apenas precisamos esclarescer alguns pontos, derrubar alguns mitos, como esse de que se come melhor em São Paulo do que em qualquer outro lugar do Brasil (e da América do Sul, e do mundo, segundo acreditam alguns paulistas)… Já tinha lido o texto, e tem coisas realmente muito engraçadas. Parabéns.

  10. Miguel Says:

    Bruno, o bairrismo escapa muito forte nos seu texto, é difícil você ter alguma credibilidade com declarações como “SP é dez vezes menos importante no cenário internacional”. Eu realmente não sei sob qual critério…top of mind na cabeça dos turistas? Os mesmo que não vão a SP e escrevem a lista do trip advisor? É esse mesmo o seu critério? Dá pra ser mais superficial? Ah, tem o grande Guia 4 Rodas também…me pergunto se tem alguém que lê isso hoje em dia…pra não falar em todo universo que está fora do radar dessa publicação…
    Querer comparar as duas cidades é uma tarefa besta…ainda mais com essas bravatinhas que você solta. Como os primeiro texto que você cita, elas também soam ridículas a um leitor da outra cidade. Dizer que um cara ensinou o Brasil a comer é um pouco demais pra mim. Outro problema são os nomes e lugares de SP que você deixou fora (de propósito ou não) no seu texto…enfim, eu espero mais de um blog de gastronomia que puro bairrismo…

    • brunoagostini Says:

      Caro Miguel, entenda como quiser. O que você chama de bairrismo eu chamaria de convicção. Eu não estou comparando, apenas defendendo a ideia que acredito, que aqui se come melhor. Que mal há nisso. Não quero te convencer de nada. Leia, por favor, o comentário da Adriana, aqui mesmo no post. Talvez você aí possa entender. De qualque modo, agradeço a sua visita, mas não precisa vir mais não, se não quiser. È só procurar blogs de gastronomia sem bairrismos, por favor. Aliás, esse nem é um blog de gastronomia, é um blog sobre o Rio. Um blog pessoal, onde escrevo o que penso, e lê quem quer. Todos os comentários aqui são aceitos, e você pode discordar. Mas por favor, não tente me dizer o que devo fazer. Ok? Um abraço.

    • brunoagostini Says:

      ah, sim: você seria o Miguel Santos?

  11. Mauro Lima Says:

    Geande Bruno,

    São Paulo acha q faz tudo melhor que qualquer lugar do mundo chega a ser hilário. Amo Alex Atala porque ele tem a coragem de fazer algo novo com ingredientes brasileiros que nem o Brasil conhece e foram buscados aonde? Norte e nordeste. Este é o motivo do seu sucesso.
    Meu sonho é viver para ver o dia em que os restaurantes do N e NE terão a mesma acessoria de imprensa dos paulistas, rapidinho acaba esta hegemonia.

  12. Gabriela Says:

    Só um comentário (pra ser rapida e nao polemica, pq nao concordo com muito do que foi dito): Uma coisa é certa (e histórica, afinal, São Paulo tem a maior comunidade nipônica fora do Japão) – Não se pode comparar restaurantes japoneses do rio com os de sp. No rio tem o Azumi e olhe lá (sushi leblon tá mais pra passarela que restaurante…). São Paulo vai muito além do Kinoshita… Hamatyo, Aisomê, Jun Sakamoto, Shundi, e por aí vai… sem mencionar na mania carioca de colocar cream cheese em tudo que é sushi, que coisa horrosa!

    • brunoagostini Says:

      Concordo inteiramente com isso, e sempre digo que São Paulo ganha do Rio só quando o assunto são os orientais, incluindo espeicalmente os japoneses e os coreanos, esses últimos sem sequer um representante no Rio. Também acho horroroso esses sushis com crem cheese.

  13. soniabarreira Says:

    Achei o tom muito desagradável!

  14. Diogo Pedro Says:

    Engraçado, eu não sei o motivo dos cariocas se compararem a São Paulo, eu fui no Rio e todos me cercavam e contavam as vantagens do Rio, sem contar as piadas sobre paulistas. Já aqui é o contrário, ninguém liga se você é do Rio, é só mais um, aqui é claro que tem alguns assuntos sobre o Rio ou outro estado, mas é muito raro, agora no Rio, parece que não tiram os paulistas do pensamento. Isso não é bairrismo, o carioca fala demais do paulista, já São Paulo não. Isso é notório, acho que isso é mais admiração. Sou Paulista e adoro o Rio, aliás essa frase: “Sou Paulista e adoro o Rio”, é bem mais comum do que “Sou carioca mais adoro São Paulo”, reforçando a tese de que para São Paulo, o Rio é apenas um outro estado brasileiro qualquer, ao contrário para o o Rio, que trata São Paulo como o ESTADO. Bom, nada tem a ver com o assunto, foi só um exemplo esdrúxulo, chulo ou mesquinho, como queiram, mas tive que fazê-lo. Apesar de eu ter enfatizado que não tem nada a ver com o assunto, talvez tenha nesse caso. Pra finalizar, mas é óbvio, claro, evidente, certamente, com certeza que isso é bairrismo, apesar do autor ser enfático em falar que não, normal. Se não fosse, o texto estaria comparando o Rio com Minas Gerais por exemplo, mas os cariocas preferem se comparar com Paulistas. Infelizmente, e talvez isso seja por razões históricas da ex-capital do Brasil, o Rio quer ser bom em tudo e detesta a idéia que São Paulo possa ser melhor em algo. O mais engraçado é que a TV carioca, é unânime quando o assunto entra nesse contexto(gastronomia) em concordar que em São Paulo estão as melhores e mais variadas comidas no Brasil. Acho que São Paulo não deve provar nada, já que está entra as melhores do mundo. Por fim, isso é uma baita de discussão tola.

  15. Sarah G. Says:

    Sou carioca, morei 4 anos em SP e 2 em Buenos Aires. Falar que a última é a melhor da América Latina para comer é um equívoco gigantesco. Na cidade onde tudo é PPP (parrilla, papa y pasta), nunca tinha visto povo tão conservador na hora de comer. Perdi a conta de quantos Porteños não suportam nem pensar em peixes. Fora a pior experiência de ir ao supermercado no mundo. Próximo!

    Sobre Rio e SP, muito saudável que chefs de SP estão querendo deixar o Rio mais rico e vice-versa (abriram Venga e Bruschetteria por lá).

    Mas SP é superior em qualidade, quantidade, variedade e serviço. Sempre restaurantes novos e maravilhosos. Fico feliz em ver que finalmente lugares novos estão abrindo no Rio, depois de 6 anos fora tenho essa sensação. Mas a listinha dos melhores é praticamente sempre a mesma, nada muda. Fora que tem muita coisa superstimada. A comida do Lamas é horrível. Por que a Pizzaria Guanabara vive lotada? Me dá preguiça.

    A melhor pizza do Rio é de SP. O melhor Italiano também. Hotel idem. Isso deve já dizer alguma coisa.

    O que falta em SP é o Claude, esse sim o que o Rio tem de melhor.

  16. Nazareno Says:

    Olha esta coisa de Rio se comer melhor não dou nenhuma credibilidade, pois no Rio não se acha um bom café, tive que tomar café no Mcdonalds porque quando perguntava para as pessoas onde tinha uma cafeteria nenhuma sabia me dizer. E quando a restaurantes não há nada de especial em relação a restaurantes que tem em Florianópolis. O diferencial é que em Florianópolis os frutos do mar são mais frescos. E acho que devido a tropicalidade do Rio a comida perca um pouco o sabor.

  17. Paulo Machado Says:

    Sou carioca e adoro São Paulo é realmente aqui se come mal muito mal. O melhor restaurante do rio fica em Niterói Gruta de Santo Antônio

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