Alloro, no Windsor da Avenida Atlântica: mais um bom restaurante italiano na cidade, com time competente na cozinha e no salão

Estava já há bom tempo para visitar o Alloro, restaurante italiano que funciona no térreo do hotel Windsor, ex-Meridién, na Avenida Atlântica, prédio onde vivi lindas experiências gastronômicas, no Le Saint Honoré, uma perda muito sentida para o Rio de Janeiro, endereço antológico, com vista magistral da cidade, com lugar cativo na história da comida no Brasil.
Depois de adiar algumas vezes a visita, não resisti ao convite de um amigo paulista, que sugeriu um jantar ali, com outro colega em comum. E na sexta à noite, lá fomos nós.
Tinha uma boa expectativa, porque eles se esmeraram en formar uma boa equipe. Na cozinha, o chef italiano Luciano Boseggia, recém-chegado de São Paulo, que veio ao Brasil para trabalhar no grupo Fasano, famoso pelos risotos. No salão, João Pedro Lamonica, ex-sommelier do Garcia & Rodrigues. Além deles, vi outros rostos conhecidos atendendo as mesas.

Nos encontramos no bar. Gostei a carta de vinhos, que é variada, com ênfase naturalmente na Itália, com boa oferta de rótulos em taça. Mas o grande mérito é mesmo apresentar vinhos a preços razoáveis, armazenados em boas condições, servidos em ótimas taças, na temperatura adequada, coisa cada vez mais rara, em tempos de restaurantes com garrafas que custam a partir, sim, a partir, de R$ 120. Ali, pedimos esse Tegole 2007, um bom toscano, que custou razoáveis R$ 65. Muito justo. Esvaziamos duas garrafas, e depois mais uma, do Poggiotondo 2009, outro exemplar da mesma região, vendido a R$ 80, igualmente um preço justo para um restaurante.
Comemos bem, obrigado, mas o preço dos pratos está um tom acima, e não acompanha o mesmo raciocínio da carta de vinhos. Entradas custam entre R$ 42 e R$ 55, com uma seleção de sopas, abaixo dos R$ 30. Massas e risotos vão de R$ 58 e R$ 75, e os pratos principais podem passar dos R$ 100. Sobremesas? Entre R$ 19 e R$ 28.


Foi caro, mas tivemos uma noite generosa em comes e bebes, e principalmente, papos, variados e divertidos. Teve polenta de pato, e esse nhoque bastante saboroso.


Depois, um bom filé, com um risoto de funghi porcini muito bom. Muito bom mesmo, em termos de ponto de cozimento, cremosidade e qualidade dos ingredientes (repare no belo cogumelo que coroa o arroz).


Fechamos com um tiramisú. Acompanhado de uma tacinha de grappa.

Aliás, nos últimos três anos, especialmente desde o fim do ano passado, a cidade ganhou vários restaurantes italianos de qualidade. Primeiro o Quadrifoglio renovado, depois o Duo, depois o Vieira Souto,  sem falar num bem-vindo time de casas com perfil mais informal, voltada ao público mais jovens, muito próprios para petiscar entre amigos, como o pioneiro Stuzzi, a Bottega del Vino e o Quadrifoglio Caffè. Sem falar nas filiais: Gero Barra, o Duo que vai ser inaugurado no Centro, o novo Quadrifoglio Caffè no Lagoon… E ainda tem a rede Focaccia, a Primma Bruscheteria… A gastronomia carioca, realmente, está em ótimo momento. Mas isso seria tema para um outro post…

Grazie.

 

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro:clique aqui.

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