Lagoon: drinques e casas muito cariocas com lindas vistas para a Lagoa (e a volta do Waldeck Rocha às coqueteleiras)

Impressionante como não param de abrir novos endereços gastronômicos na cidade. Ainda bem. Muita gente reclama do Lagoon. Não entendo bem por que. Será que as pessoas preferiam que o espaço, em local tão nobre, continuasse servido apenas às regatas de remo?
Muita gente, também diz que carioca não gosta de comer à beira-mar, nem em locais com vista.
E existe, ainda, o preconceito contra restaurantes de shopping. Sim, eu sei: o Lagoon não é um shopping. Mas bem que parece.


Fato é que comer diante de uma vista bonita é delicioso. Melhor que comer diante de uma paisagem feia. E eu vou te contar um negócio. A vista da varanda do Lagoon é fantástica: o espelho d’água da Lagoa refletindo os prédios. Acho que o melhor mesmo é ir até lá no finzinho da tarde, para pegar o sol se despedindo, as luzes da cidade se acendendo, e o reflexo delas nas águas da Lagoa.
Ainda não tive a oportunidade de fazer isso nesse finalzinho do outono, quando o Rio, de fato, se transforma na cidade mais linda do planeta, com dias claros, o sol gostoso, uma temperatura civilizada.


Gostei bastante da minha primeira impressão do Lagoon. E certamente eu voltarei para explorar os peixes do Giuseppe al Mare, e a cozinha italiana que tão adoro do Quadrifoglio Caffè, que aparece na foto aí de cima (lindo mesão de madeira, né?).


Mas, nesta primeira visita, fiquei mesmo com os comes e bebes do Bar San Remo, epicentro desta nobre praça de alimentação, onde divide espaço com quatro marcas clássicas da cozinha carioca: além dos já citados Giuseppe e Quadrifoglio, o espaço tem filias do Pax Delícia e do Gula Gula. Bem carioca. Adorei o estilo “mercado” do Giuseppe Grill Mar.


Pois o Bar San Remo tem alguns méritos. Um dos principais foi trazer de volta á ativa o barman gente boa Waldeck Rocha, que ficou famoso no Club Chocolate, andou dando consultorias (como ao Aprazível), e acabou sumindo, para reaparecer agora, exibindo uma ótima forma (nesta momento em que eu, que sempre desprezei os drinques, de uma maneira geral, começo a me interessar pelo tema).


Longe de ser um especialista, posso dizer que o melhor dry martini (R$ 22) da minha vida eu bebi ali. Com gim Tanqueray, traindo uma suposta preferência minha pelo Beefeater (pelo simples fato de que simpatizo com o personagem que batiza essa marca, o guarda da Torre de Londres). Gostei tanto que bebi três.

Com azeitona, claro.

Provei, ainda, um martini de melancia (R$ 20). Curti.


Ah, sim: não posso esquecer do Piscinão de Caju (R$ 23).


Para comer, posso dizer que o ceviche (R$ 27) não me chamou a atenção. Mas os bolinhos de bacalhau (R$ 16) estava muito bom. Massa cremosa, com casquinha crocante, bom equilíbrio de sabor. E ainda tem uma tapenada de azeitonas pretas que faz todo o sentido.


O caldinho de feijão estava na medida certa para aquecer uma noite fresca de outono. Cremoso, saboroso, com uma lâmina de bacon dando um croc croc croc, mesmo efeito causado pela ótima torradinha (e pelos brotinhos).


Para jantar, pedi um nhoque de milho com shiitake e creme de espinafre (R$ 38) que fez acolheu magnificamente. Gostei muito. Leve, reconfortante.
Mesmo assim… pulei a sobremesa.

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro:clique aqui.

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3 Respostas to “Lagoon: drinques e casas muito cariocas com lindas vistas para a Lagoa (e a volta do Waldeck Rocha às coqueteleiras)”

  1. deliciasdaisa Says:

    a vista da lagoa é perfeita mesmo!!! e por que nao desfruta-la bebendo e comendo?

    nao pule mais a sobremesa! hahaha ficamos sem os pratos doces…

    http://deliciasdaisa.blogspot.com/

  2. António Sila Simões Says:

    Realmente o espaço é sensacional, nossa empresa foi responsável pelos Pérgolas motorizados da varanda do San Remo. Somos exclusivos no Basil com esse sistema Italiano, que também está disposto no Restaurante Astor do Arpoador. Parabéns pela matéria. António Sila. http://www.arqdesignrio.com.br

  3. Li Araujo Says:

    Plenamente de acordo, ambiente bem agradável, vista maravilhosa. Você têm razão, o melhor do melhor é chegar no finzinho da tarde, só que eu fiz o contrário, saí de lá no finzinho da tarde do último sábado, uma brisa bem gostosa. Não consegui sentar na varanda, mas almocei no Giuseppe, qndo vc for experimente o polvo na brasa, bem macio, a posta de salmão grelhada com batatas marinadas com alecrim e tb o Cassoulet de frutos do mar com feijão branco, divino. Ah, meu sobrinho pediu o macarrão com pedaços de tomate, manjericão e lascas de grana padano, parece simples, mas é divino, todos na mesa pegaram umas garfadas dele, rssss.
    Estou em SP e pretendo voltar ao Rio no próximo feriado, aí sim vou pegar a varanda exatamente no finzinho da tarde…
    Ótima dica Bruno!!!
    Abs

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