El-Gebal, o árabe mais charmoso do Saara, com o melhor babaganuj do Rio: obrigado, Guilherme Studart

Tanto quanto viajar, visitar restaurantes e provar vinhos, cultivar boas fontes é algo fundamental no meu trabalho. Preciso de gente que me de indicações quentes, boas dicas. Pessoas que eu confio, e cuja opinião eu muito prezo.
Um desses caras que eu confio inteiramente é no Guilherme Studart. Não apenas quando o assunto é boteco, mas também restaurantes tradicionais, daqueles que, não se sabe bem as razões, são pouco conhecidos.


Já tinha recebido, não me lembro mais de quem, uma indicação de que o restaurante árabe El-Gebal, na rua Buenos Aires, no Saara, era altamente recomendável. Não me lembro a fonte, mas era daquelas mais confiáveis. Tanto que entrei no site, peesquisei, e estava para visitar o lugar desde o final do ano passado.
Pois há algum tempo eu me encontrei com o Guilherme Studart. Acho que falávamos de comida árabe. Não sei bem. Certo é que à certa altura ele disse:
– O melhor babaganuj do Rio é o do El-Gebal.
Pronto, para um amante da culinária árabe, e da berinjela, como eu, isso soa como uma ordem. preciso ir logo, pensei.
O problema é que, no verão, para ir até lá almoçar eu preciso pegar um táxi. O restaurante está a apenas 15 minutos do meu trabalho. Perto, numa tarde de inverno. Um suplício entre setembro e maio.
Quando as temperaturas baixaram, num dia de rotina tranquila na redação, provavelmente uma quarta-feira, incentivado pela temperatura amena, lá fui eu. Provei o babaganuj, realmente fantástico, o melhor da cidade, pelo menos entre os que eu já provei. Comida quibe, comi esfirra. Coalhada. Foi um almoço delicioso, só de petiscos.
Despreparado para a ocasião, não levei a câmera. E voltei caminhando, pensando por quais razões tanto se fala em Sírio e Libanês, e no Cedro do Líbano, quando o assunto são restaurantes árabes tradicionais do Saara, e nada se fala do El-Gebal, que me parece ser tão bom quanto os dois, com um ambiente ainda mais agradável, e serviço infinitamente mais cordial e simpático (não que os outros sejam ruins, mas o El-Gebal tem um time de garçonetes para lá de simpáticas, e o dono, que fica no caixa, controlando o movimento do salão, é igualmente uma simpatia). Por que será? Faço o mea culpa, já que eu mesmo não o conhecia.
O fato é que o El-Gebal entrou para a minha listinha de preferidos. E logo que pude tratei de voltar lá.
Dessa vez, claro, com câmera.


O salão é lindo, num estilo meio art déco que em parte me fez lembrar do Bar Lagoa, com direito até a um balcãozinho, na parte da frente.
O lugar tem vários usos. Pode ser uma pausa ligeira, para um almoço rápido, no balcão repleto de gostosuras, voltado para a rua, uma linda estrutura de madeira, com vitrines aquecidas,…

… onde reluzem quibes e esfirras,…

…além de uma seleção de doces árabes delicisos em tamanho grande …

… ou pequeno, tipo coquetel.
Mas o melhor mesmo é ir com calma, para curtir o ambiente agradável, e comer sem pressa.
Com calma, e com fome, coisa que ainda não fiz.
Na última visita, no meio de uma semana corrida, almoçar ali foi como visitar um oásis num deserto. Precisava comprar DVDs para gravar cartões de memória com fotos de viagens recentes, para poder abrir espaço para as imagens da Flórida, de onde escrevo no momento. Bom, se é para ir ao Saara, que almoce no El-Gebal.


Pedi um prato só, uma kafta com molho de tomate, servida com arroz com lentilha e cebola frita. Reguei o arroz com azeite. E comi deliciosamente, sentindo os sabores do tempero perfeito, com toque de canela.
Na hora do café, uma porçãozinha indispensável de docinhos.
Agora, preciso voltar, para provar o menu degustação, uma espécie de rodízio, com vários itens do cardápio, que pode ser visto logo abaixo.
Farei isso. O mais breve possível. Aproveitando que o inverno está aí, se anunciando.
A única coisa que me intriga é o seguinte: o El-Gebal está ali há mais de 50 anos (foi inaugurado em 1958). Como é que eu não conhecia, e nem tinha ouvido falar até o ano passado?

Bem, um cafezinho e a conta, por favor.

—————————-

Agora, o cardápio (clique na foto para ampliar a imagem).

Peixes, porções e combinados.

Os dois tipos de rodízios, as sobremesas e as bebidas.

Pastas, saladas e recheados.

Quibes, carnes e aves.

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro:clique aqui.

4 Respostas to “El-Gebal, o árabe mais charmoso do Saara, com o melhor babaganuj do Rio: obrigado, Guilherme Studart”

  1. Gilmar Prado Says:

    Estarei la ,no dia 29/06 ,com certeza .Obrigado por mais uma dica!!

  2. Paulo Eliezer S. Schwartz Says:

    Há cinquenta anos? confeso que não sabia. conheço Cedro do Líbano e Sírio e Libanes. Quanto aos doces será que servem ataif por lá que considero um dos melhores? abçs.

  3. deliciasdaisa Says:

    já fui varias e varias vezes!!! o melhor com certeza!

    http://deliciasdaisa.blogspot.com.br/

  4. Anna Says:

    Adorei os doces miniatura, agora compro sempre. Os pratos arabes tambem são bem feitos.

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