Extra, extra, extra: amanhã, no menu executivo do Olympe, tem o glorioso palmito pupunha “Os Moelle” assado 02 horas, recheado com foie gras: simplesmente I-M-P-E-R-D-Í-V-E-L!!!!!

O prato, que chega a lembrar um ossobuco: palmito, foie gras e quinoa formam um conjunto linda, delicioso e imortal

Todas as quintas-feiras, de maneira absolutamente sedutora, por volta de 11h30 da manhã, hora da fome, eu recebo um e-mail, que é sempre tentador.
Assunto: Dicas Claude Troisgros Amoço no Olympe.
Basta se cadastrar no site do restaurante para sempre ser destinatário dessas mansagens, que anunciam o cardápio do menu executivo das sextas-feiras na casa de esquina no Jardim Botânico, onde o filho de Claude, Thomas, hoje dá as cartas.
É o único dia útil que o restaurante abre as portas para almoço. Custa R$ 92, mais 10%. Não é barato, até porque, numa ocasião dessas não dá para deixar de pedir ao menos uma tacinha de vinho para cada prato. Coisa que dobra o preço da brincadeira.
Mas é essa a maneira mais barata de se comer a comida do clã Troisgros no Rio de Janeiro (sem falar na CT, que não chegam a ser lugares baratos, mas são bem mais acessíveis que o Olympe, onde um casal gasta, pelo menos, R$ 700 em um jantar, com vinho. No almoço, com R$ 350 dá para duas pessoas serem imensamente felizes, saboreando três pratos e dividindo uma carta de vinhos).
Mas, como eu dizia, todas as sextas eu recebo esse e-mail que é uma tentação, anunciando o menu do dia seguinte. Sempre abro. Sempre leio. Sempre fico com água na boca.
No fim das contas, acabo não indo mais que uma ou duas vezes ao ano. Tenho especial atenção quando o cardápio traz uma de minhas receitas preferidas de toda a vida: o palmito pupunha “Os Moelle” assado 02 horas, recheado com foie gras, farofa de quinoa. É algo de maluco esse prato, que me faz lembrar uma declação do Claude:
— Não quero mais saber de cozinha molecular, fusion, moderna, qualquer coisa assim. Hoje, meu negócio é a cozinha humorística.
O prato é, por natureza, irreverente: parece um ossobuco. O palmito é o osso, o foie gras finge ser o tutano. Uma graça. É tão bom que dá vontade de gargalhar.
Assim, sempre que leio este prato no menu, do qual ele participar a cada três ou quatro meses, em média, eu fico tentado a ir almoçar lá.
Amanhã tem. O cardápio está irresistível, veja:
Para a entrada, podemos escolher entre o mil folhas de batata doce com tartare de salmão e o glorioso palmito pupunha “Os Moelle” assado 02 horas, recheado com foie gras, farofa de quinoa. Entre os pratos principais as escolhas ficam entre o linguado com alho poró confit, vinagrete de azeitonas pretas e parmesão e o cordeiro com couscous marroquino, molho de maracujá com hortelã. Para encerrar, as chamadas “sobremesas Olympe”, uma seleção do cardápio regular do restaurante.
Não é demais? Para um casal, sugiro pedir um prato de cada, e dividir cada um deles. É um belo passeio pela cozinha dos Troisgros. Uma das maiores grifes da gastronomia mundial. Recomendo.
Pena que amanhã tenho almoço marcado no 28 (ou Pastoria, como queira) para ujma gravação. Uma pena, porque é às 13h. Nem dá tempo de ir no Olympe antes. Uma pena. Espero que o palmito pupunha “Os Moelle” não demore a voltar.
Como diz o chef no pé do e-mail:
“Bon Appetit” – Chef Claude Troisgros

 

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.

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