O menu de inverno do Q Gastrobar

Ando numa fase informal, não o bar, mas o adjetivo. De maneira que tenho preferido restaurantes neste perfil: Irajá, Entretapas e Aconchego Carioca estão entre os que mais gosto de frequentar atualmente.


Desde que o Q Gastrobar foi inaugurado, há cerca de um ano, eu decretei, logo na primeira visita: prefiro o filhote do Quadrucci, na mesma Dias Ferreira, do que a matriz (mas a casa de Búzios, naquele deque fantástico, de frente pro mar, ao lado do mangue, é imbatível: é um dos restaurantes mais agradáveis do Rio de Janeiro, considerando o estado todo. Sem dúvida.

Em comum às duas casas cariocas, a varandinha debruçada sobre a calçada da Dias Ferreira, e o comandante da cozinha, o chef Ronaldo Canha. Ele lançou, recentemente, no Q Gastrobar um novo menu de inverno.

Fui lá provar.

Primeiro, sentei no bar, para começar com um dry martini, que virou uma paixão recente em minha vida.

Com azeitona, claro. Estava bem bom, à altura de um lugar que aposta nos drinques.

Para acompanhar, o couvert.


Fiquei tentado a pedir o mix de entradas que traz a linda coxinha de pato confit, mas estava ali para ver os novos pratos, e resisti à tentação. Com dificuldade. Fiz isso não só para provar as novidades do cardápio, mas também o steak tartare do chef, que já era servido anteriormente, mas eu ainda não havia experimentado nas duas visitas anteriores (as carnes cruas picadas e temperadas estão entre as especialidades da casa, que lista três opções na seleção de entradas). Estava bem saboroso, com bom tempero, sem tantos ingredientes, algo mais simples e direto, com predominância de boa mostarda, dando uma agradável textura.


Antes dele, porém, provei outro tartare: de salmão com maçã verde e vinagrete de ovas de massago. Além desses dois podemos pedir, ainda, o tartare de atum com guacamole. Nham nham: atum se dá muito bem com abacate.

Na taça, o Montes Classic Series Sauvignon Blanc Reserva.


Meu prato preferido veio em seguida aos dois tartares: o ravióli aberto de queijo feta com abóbora tostada, sálvia, mel e pinoles. Uau. Simples, bem executado, harmonioso e muito saboroso. Quero repetir. Vou repetir.


Em seguida, risoto de rabada com broto de agrião e “torresmo” de castanha-do-Pará.

Na taça, o Avondale Pinotage.


O cordeiro assado estava bom. Era uma belo naco de paleta de cordeiro, assada lentamente durante sete horas. Poderia estar muito bom se a carne não estivesse bem ressecada.


Para encerrar, o abacaxi assado e caramelizado com creme de baunilha e baba de moça.

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Agora, o cardápio (para ampliar as fotos, basta clicar na imagem).

As entradas.

Saladas, massas e risotos, e os pratos principais, divididos em “peixes” e “carnes”.

Por fim, as sobremesas.

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.

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10 Respostas to “O menu de inverno do Q Gastrobar”

  1. Dri Says:

    Pra quem gostou do post e ficou com água na boca, corre lá: http://www.groupon.com.br/deals/rio-de-janeiro—premium/Q-gastro-Bar/9475873?nlp=&CID=BR_CRM_1_0_0_233&a=2372

    Couvert+entrada+prato principal + sobremesa pra 1, R$53,00. Para 2, R$99,00

  2. Dri Says:

    Fui lá ontem, dia 19/09. Acho que foi a minha mair decepção em muito tempo… A comida não tinha nada de mais, podia ter sido servida em qualquer lugar. Em determinado momento, uma das fases de luz da casa caiu, justamente a responsável pelo ar e pelo exaustor da cozinha (registrando, esse foi o dia de inverno com máxima de 42 graus). Encurtando a história, pagar R$172 + R$ 100 pelo cupom e receber o que recebemos é uma piada de mau gosto… A taxa de serviço, de 12% sobre o valor total da refeição, veio incluída na conta e apesar do gerente dizer que ela era opcional, achei uma falta enorme de tato te-la incluído, considerando que metade do tempo passado não tinhamos luz, ar e as fumaças da cozinha invadiam o salão. Minha sobremesa de escolha não pode ser servida devido ao mesmo problema. Não posso imaginar como se sente quem gasta o valor full desse jantar, em torno de R$450 para um casal, por uma comida totalmente sem personalidade…

    • brunoagostini Says:

      OI, Adriana. Não entendi essa história de R$ 172 mais R$ 100. O que é?

      • Dri Says:

        É, a estrutura da frase nao ajudou. R$172 foi a nossa conta no final da refeiçao, correspondendo a duas jarras de 1L de drink + 12% de serviço sobre o valor total da refeição, sem o desconto do cupom de compra coletiva, que me custou R$100. Ficou mais claro agora?

      • brunoagostini Says:

        R$ 172 para dois, com bebida? Bem, nem considero caro. O que comeste? Eu discordo de você. Estive lá quatro ou cinco vezes, duas convidado pela casa, outra numa degustação de vinhos, e mais uma duas por minha conta, e sempre comi bem. Nunca achei um lugar barato, mas sempre foi bom. E quando nos vemos de novo?

      • Dri Says:

        Na verdade, foi R$272 para o casal, pq ainda teve os R$100 do coupon de compra coletiva. Vamos então a “critica gastronômica” (entre aspas pq nao me considero conhecida o suficiente pra ser critica de nada). Couvert, achei fraquíssimo. 5 ou 6 grissinis sem nada de especial, manteiga e um patê/pastinha de atum que não me disse nada. Entrada, o Pedro pediu as Ostras em 3 molhos e aqui eu dou o braço a torcer porque achar ostras frescas no Rio nunca é simples. Mas não achei que os 3 molhos disponíveis tivessem harmonizado bem com elas, prefiro in natura. Eu fui no steak tartar, que estava como vc descreveu no post, carne fresca, bem cortada na ponta de faca, com tempero tendendo pro mais simples (que é minha preferencia). Principais, eu fui no duo de carne de porco e o Pedro no cuscuz de camarão. No meio do preparo dos principais, a fase de luz da cozinha caiu, o que eu acredito que tenha influenciado o cozimento dos pratos, que ficou um pouco irregular. Minha batata baroa estava quase crua… E na hora da sobremesa, nao pude comer o mil folhas de doce de leite e para provar algo diferente do Pedro, fiquei com a verrine diet.

        Foi uma refeição ruim? Não. Mas no máximo correta, onde nenhum dos pratos me despertou emoção. E comida pra mim, está muito ligada ao emocional…

        Quanto ao preço, se eu não tivesse comprado o cupom de desconto, a conta final teria sido de R$416. O que pra mim, frente ao oferecido, seria um dos piores custo x benefícios que já tive.

        Resumindo, se eu tivesse um blog, acho que seria o tipo de restaurante sobre o qual eu não teria escrito.

        Pra gente se ver, é só marcar!! Mas de preferência com mais moderação que da última vez, saí mais pra lá do que pra cá do Pintxo! hahaha

      • brunoagostini Says:

        Boa descrição. Bem, acho que você leva jeito para descrever uma refeição. 🙂 Nunca pensou em ter um blog? Realmente, um jantar a R$ 500 ali é muito caro.Podemos maneirar do próxima vez. Tô saindo de férias na semana que vem. Vou para a Itália no dia 9, volto no finzinho do mês. Marcamos na volta?

      • Dri Says:

        Marcado pra sua volta, se até lá eu não morrer de inveja do conjunto férias + itália. Traga boas histórias então! E se prepare também pra me ouvir perguntando do Canadá. Tá aí um país que sempre me fascinou. Besos

      • brunoagostini Says:

        O Canadá é realmente um país incrível. Único. Paisagens lindas, muitos imigrantes, uma cultura riquíssima, uma atmosfera de Europa. Uma maravilha. Adorei. Sabia que gostaria de lá. ainda assim me surpreendi.

  3. Adriana Lacerda Says:

    agora ficou a dúvida, vou ou não vou…

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