Archive for novembro \29\UTC 2012

Tragga: parrilla argentina inaugurada em Botafogo confirma o bairro como polo gastronômico da vez no Rio de Janeiro

29/11/2012

Enquanto São Paulo tem mais de uma dezena de restaurantes platenses, dedicados às parrillas, algumas argentinas, outras uruguaias, o Rio de Janeiro estava carente dos asados, com empanadas, abrindo os trabalhos, chimichurri para regar as carnes, e as lindas achuras, os miúdos que são tão raros aqui no Brasil, infelizmente.
No meio do ano abriu as portas o Gonzalo, revelado aqui em primeira mão, um sucesso absoluto, que comprova o quanto estávamos carentes deste tipo de lugar aqui na cidade. Agora, acaba de ser inaugurado o Tragga, uma parrilla argentina, na Rua Capitão Salom]ao 74, em Botafogo (fica bem em frente do Mezza, confirmando o bairro como pólo gastronômico da vez).


A casa começou a funcionar, sem muito alarde, na quarta-feira passada.

Hoje fiquei muito feliz ao contatar que o meu almoço com os vinhos da uruguaia Viña Progreso (na foto, o top deles, o Sueños de Elisa, muito bom) estava marcado para lá, de maneira que mataria, assim, dois coelhos com uma só cajadada: provava os vinhos e conhecia a casa.
Lugar bonito e arejado, numa casa de esquina, iluminado pela luz natural que invade o salão pelas imensas paredes de vidro. Muita madeira, e uma das adegas mais belas da cidade,…


… além de um belo bar, que domina a área central do térreo, constroem um lugar agradável.
Lá no final do post eu publico o cardápio completo, e a carta de vinhos.


Para começar, é claro que não poderiam faltar as empanadas.


Provei duas: a clássica, chamada criolla, de carne temperada, com ovo cozido (na foto, cortada ao meio), e a de cordeiro. Gostei das duas, mais da primeira. Ficaram muito bem com uma tacinha de rosado de Shiraz.
Preciso voltar para provar a morcilla e as demais achuras que tanto me encantam, como mojella, riñones e chinchulines.


Em seguida, cubinhos de provolone, que me fizeram lembrar muito mais dos famosos dadinhos de tapioca do Mocotó, em São Paulo, do que de qualquer tipo de queijo. Bem bom, ainda mais com o molhinho de pimenta, agridoce.


Depois, um ojo de bife. O meu, estranhamente, veio cortado ao meio, …

… mas o restante da mesa recebeu a peça inteira. Acho que passaram do ponto da carne, ainda que eu tenha pedido malpassada. Porém, vi que se trata de uma carne de muita qualidade, e comi com prazer, mesmo depois de ter esfriado, e só as boas carnes são boas depois de frias. Para acompanhar, uma cebola cortada ao meio e recheada de presunto e queijo, gratinada, além de purê de baroa (ótimo, nota 10) e de um arroz maluco que pouco me disse.
Não fiquei para a sobremesa.
Mas tem panqueca de doce de leite e martín fierro, claro, aquele doce de membrillo (marmelada) com queijo, típico da Argentina, o romeu e julieta deles.

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Agora, o cardápio (para ampliar, clique nas fotos).

A primeira folha, com entradas, pratos executivos e as carnes.

E a segunda parte, com acompanhamentos, massas, risotos, pratos infantis, sobremesas.

E, agora, a carta de vinhos (dá para ler os rótulos e os preços, mas tem que ampliar a foto. Além disso, desculpe, não consegui girar a foto, porque esse WordPress mudou o sistema de edição das fotos).

De uma maneira geral, achei os preços justos, o que é uma característica dos restaurantes de Botafogo, se comparados com Ipanema, Leblon e cercanias.

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Temperança – Bazar e Bistrô Gourmet: comprinhas espertas e comidinhas deliciosas no Alto Leblon (é só até dezembro, heim)

28/11/2012
A chef Manoela Zappa resolveu seguir um caminho que ainda não é dos mais comuns aqui no Brasil, mas já é uma tendência forte lá fora, em Londres (onde morou), Nova York, Paris e outras cidades bacanas: a organização de eventos gastronômicos fechados, em casa, em clubes, fazendas e outros locais alternativos, fugindo da carreira clássica trabalhando na cozinha de um restaurante. Quando voltou ao Brasil começou a organizar o Prosa na Cozinha, que organiza aulas de cozinha, regadas a bom papo e informalidade, e prepara jantares em forma de bufê, que hoje está no Rio de Janeiro, mas já passou por São Paulo e Itacaré, para onde volta com certa regularidade. Nas noites de terça, ela organiza outro evento legal (até o fim do ano está acontecendo às quartas): trata-se do Altos Jantares, que acontecem numa cobertura agradável do Alto Leblon.
Nos últimos três meses, comprovando essa tendência de se produzir eventos gastronômicos alternativos ela participou de mais dois. Primeiro, ela participou do Experimenta Soul, reunindo arte e gastronomia, criado pela Amanda Mujica que andou ganhando destaque nos jornais e redes sociais. Bem legal.
Agora, ela tirou da cartola o Temperança – Bazar e Bistrô Gourmet, que acontece até dezembro no Clube Campestre, no Alto Leblon, sempre às quintas e sextas, evento criado em parceria com a chef Ana Carolina Portella.
Desta vez, enfim, consegui ir conferir. Muito legal o evento, que acontece no espaço do Café do Alto (aliás, onde se toma uma dos melhores cafés da manhã do Rio, nos fins de semana).
A ideia é a seguinte. As chefs  Manu Zappa e Ana Carolina Portella criam o cardápio, recheado de gostosuras, como o carpaccio de abobrinha com queijo de cabra, …
… a salada picante de lulas, …
… o steak tartare trufado…
… e o trio de miniburgueres com brie.
Para beber, umas caipirinhas espertas, como esta, de melancia, limão e hortelã, além de cervejas e vinhos.
Provado e aprovado.
Preferido? A salada de lula, leve, picante e deliciosa, com os anéis do molusco no ponto certo, explodindo na boca.
 Na semana passada o bazar em questão era de comes e bebes. Fiz a festa.

Trouxe para casa os produtos megacharmosos da, em Piracicaba, por exemplo.
E provei os cookies divinos, de Los Paderos, e distribuí para a filha e as amiguinhas dela uns cupcakes, da Lulu, e ainda curti uma bela cerveja brasileira, escura, da Way Beer, maturada em amburana (cuja garrafa aparece aí na foto, vestida de Papai Noel). Também comprei um chutney divino, da Comidaria Artesanal.

Curti muito a experiência!
Adorei.
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Cabrito assado e outras deliciosas novidades do Quadrifoglio

22/11/2012

O Rio nunca esteve tão bem servido de casas italianas quanto hoje. Podemos contar uns 20 restaurantes que valem mesmo a pena serem visitados e revisitados.

Um dos meus preferidos é o Quadrifoglio, no Jardim Botânico, bom exemplo desta fase. Uma espécie de reinvenção de uma cozinha clássica do Rio de Janeiro, por anos comendada por Silvana Bianchi, renasceu há cerca de quatro anos, sabendo respeitar o nome construído ao longo do tempo, preservando algumas receitas tradicionais, até hoje em cartaz, mas também apresentando novos pratos constantemente. Isso é resultado de uma equipe bem montada, uma das mais entrosadas da cidade, da cozinha comandada pelo chef Kiko Faria (na foto, à direita), à patisserie, onde Lomanto Oliveira dá as cartas, até chegar ao salão, terra do maitre Francisco Pereira, ao serviço de vinhos, ofício do Renato Rangel (na foto, à direita – e, como dá para perceber pelo vinho, era no final do almoço).

Desde a reinauguração sempre achei que tudo corre bem por ali. Conversando com amigos, me confirmam essa impressão. O novo Quadrifoglio chegou para se colocar entre os melhores restaurantes da cidade, assim como o antigo – com a dificuldade extra de que hoje em dia a concorrência é maior.

Pela regularidade, é um lugar infalível, que para mim.

Outro dia fui almoçar lá. Mais uma vez, novidades à vista.

O couvert, com pães feitos ali, grissini, manteiga e azeite, aqueles elementos básicos que, quando bem feitos são a melhor maneira de se começar uma refeição, estavam lá, frescos como das outras vezes, tudo feito ali.

Para dar um tchã na parada, Michel Loriot Blanc de Noirs, um desses grandes champanhes, mas com bom preço: das melhores relações custo-benefício atuais.

Abrindo os trabalhos, um delicado carpaccio de congro negro defumado, que me lembrou muito o sabor do haddock, acompanhado de uma saladinha, com cebola crua, tomate… Gostoso, leve e delicado.

Em seguida, uma pancetta com rúcula, croutons e gomos de laranja. Novamente, gostoso, leve e delicado.

Dois pratos que eu não conhecia ainda, dessas novidades que o chef vive incorporando ao cardápio, e muitas vezes é apresentado apenas verbalmente, pelos garçons.  Vale a pena perguntar sobre o assunto. Muitas vezes, ele está até testando receitas, e dá umas provinhas. E esta é uma das virtudes da casa, sempre tem novidade.

Em seguida, o meu preferido. Sobre o caldo de grão-de-bico, feijão branco e lentilhas al dente, bem temperadinho, delícia, havia vieiras e lulas, e uma pancetta crocante. Lindo, né? O mais incrível é que é melhor do que parece, uma coisa de doido. Quase pedi para repetir… Comeria este prato todos os dias.

Todos mesmo, ainda mais na companhia do ótimo Crasto 2011 na taça.

Com imensa alegria recebi o ravióli de abóbora com molho de camarão, leve e bem delicado, com tempero bem equilibrado e massa fresca feita na casa.

Quando chegou o agradável Columbia Crest Cabernet Sauvignon 2009, um belo tinto americano, pressenti que o cabrito assado, que dias antes havia despertado a minha vontade de retornar à casa do Jardim Botânico, estava a caminho.

De fato, era ele.

Repara só no corte fino e delicado, no molho espesso, com toquezinho de ervas e nas batatinhas, acompanhadas por umas cebolas desmaiadas, só para dar uma coradinha. Também repetiria esse prato, mole, mole.

Para eu não ficar triste porque o final se aproximava, chegou um pratinho de queijos, com direito a pão de passas, umas frutas secas e geleias, como manda a regra. Sou a favor do movimento: Restaurante, sirvam pratos de queijo entre os pratos salgados e a sobremesa. Isso é algo tão fundamental. Dizia Brillat-Savarin  que uma refeição verdadeiramente gastronômica sem trufas não existe. Pois eu acho que o raciocínio se aplica aos queijos.

Por fim, um trio de sobremesas (Lomanto é mesmo fera): uma espécie de bomboloni, uma tortinha de pistache e um bolinho com sorvete (confesso que me esqueci os detalhes de cada um). Para tornar tudo ainda mais sublime, um cálice de Jerez El Maestro Sierra Pedro Ximenez, que é show de bola.

Foi um lindo almoço, no aspecto visual e gustativo.

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Novo shopping Village Mall, que abre em dezembro, na Barra, vai ter filial do paulistano Pobre Juan e o Terzetto al Mare

16/11/2012

Em dezembro abre as portas na Barra o Village Mall, shopping de luxo que promete contribuir ainda mais com a boa fase que a gastronomia carioca vem vivendo. O bairro que até pouco tempo tinha muito poucos bons restaurantes, vai ganhar pelo menos mais quatro casas, que vão se instalar no terraço do prédio, com vista para a Lagoa. Entre eles a primeira filial carioca do paulistana Pobre Juan, uma boa casa de carnes ao estilo argentino (viva, viva!!!).
Além do Pobre Juan, muy rico, haverá filiais do Aquim, da Cavist e do Terzetto Caffe. E o Village Mall terá uma novidade fresquinha, o Terzetto al Mare, confirmando outra tendência recente: grifes gastronômicas que abrem casas especializadas em peixes e frutos do mar. Primeiro, foi o Fasano al Mare, depois o Otto al Mare e o Giuseppe Grill Mar, no complexo Lagoon.
Agora é a vez do Terzetto, dos mesmos donos do D’Amici, apostar em um cardápio marinho. Boto fé. Tanto o Terzetto quando o D’Amici são dois dos melhores restaurantes do Rio quando o assunto são os pescados.
Fiquei animado para conhecer o novo espaço.

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O novo “bubble bar” do Bazzar, e os comes e bebes inspirados nele

11/11/2012
 
Eu ainda estava na Itália quando vi que o Bazzar entrou em obras. No finzinho da viagem, às vésperas do aniversário da minha mãe, perguntei a ela onde gostaria de almoçar para comemorar. Ela sugeriu o Bazzar. Acabamos não indo, porque a casa ainda estava fechada, e também porque a comemoração cresceu, incluindo mais gente, de modo que, com crianças e adolescentes, ela acabou preferindo o Porcão (confesso que também adoro a churrascaria, desde que se vá com calma, e seguindo os mandamentos expostos neste post aqui: Porcão, modo de usar).
Só fui conhecer a novidade na noite de quinta passada, numa mesa deliciosa, entre amigos queridos.  Tenho o prazer e o privilégio de ser amigo da Cristiana Beltrão, sócia e comandante da casa, com quem compartilho o amor pela comida, pelas viagens, pelo vinho, não necessariamente nesta ordem. Assim, em petit comité, tenho algumas das noites mais saborosas e divertidas da minha vida ali no restaurante de Ipanema, comendo e bebendo divinamente, compartilhando a mesa com gente muito querida, conversando sobre a vida, gargalhando, brindando (acho que nenhuma garrafa é aberta ali por nós sem o clássico tilintar de taças).
 
Cheguei bastante atrasado ao encontro, e assim não pude provar tudo. Ficou faltando, por exemplo, o “ovas & ovos”, sedutora combinação de ovo cremoso com ovas de truta e de tainha. Também perdi a salada de arroz vermelho com sururu, castanha de caju, manga e brotos verdes ao vinagrete de maracujá, assim como a moquequinha de ostras perfumadas ao dendê, servidas na própria concha.
 
Vou provar tudo com a mãe. Mas só depois do feriado. Antes disso, me contento com as novidades degustadas tardiamente (cheguei quando a turma já estava dividindo a trilogia de queijos brasileiros, prato com Canastra, Serrano e Araxá, com mel de tomilho.
 
Primeiro, brindamos com uma taça de Jerez, o sublime Oloroso VORS 30 años, das Bodegas Tradición, porque o novo bubble bar não se restringe às borbulhas.
– A idéia é que todo e qualquer produto da carta possa ser oferecido em taça. Escolhemos dois espumantes/champagnes, duas cervejas especiais e um jerez diferente por dia. As cervejas escolhidas pra constar dessa carta específica do bubble são as que o fabricante recomenda que sejam servidas em flûte.  E o Jerez entra na carta por conta de seu caráter “salino”, já que o Bubble é uma homenagem à orla carioca. Além da carta do Bubble, tivemos uma adição de 47 rótulos de vinho e 15 de cerveja. – explica a Cristiana Beltrão.
 
Eu provei alguns pratos inéditos em meu repertório. Para começar, um prato que me parece perfeito para o verão (mas que eu comeria com prazer mesmo nos dias mais frios, e até no Pólo Norte): a terrine de queijo de cabra da Fazenda Genéve com torradinhas de focaccia e três pestos: pistache e manjericão, beterraba com castanha de caju e tapenade. Subilme. Esse pesto de beterraba com castanha de caju, aliás, é algo sensacional: leve, fresco, delicado, saboroso. Comeria ele sozinho, com torradinhas. Muito bom mesmo. Olha que beleza!
 
 
Depois, outra receita que tem a cara do verão, com grande vocação para o estrelato:  tartare de cavaquinha de Cabo Frio com azeite de baunilha da Mata Atlântica e brotos verdes. Delicado, e ao mesmo tempo, intenso. Saboroso. Leve. Carioca. Com a cara do verão que se anuncia! Viva, viva!!!
 
Terminei o circuito salgado saboreando um sanduíche de “pulled pork”, divino, com a carne se desmanchando, com molho de tomate e especiarias, e chutney de abacaxi.
 
 
À esta altura já estava saboreando o magnífico  champanhe Pol Roger Sir Winston Churchill 1999, que fez um bem danado ao sanduba, dando um caráter eterno para o momento.
 

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Fotoblog: a imperdível Cervejaria Bohemia, em Petrópolis

10/11/2012

 

Inaugurada em 1853, em Petrópolis, a Cervejaria Bohemia reforçava a vocação da cidade como polo produtor da bebida no país. Fechado em 1997, o espaço voltou a abrir as portas em maio deste ano não apenas como fábrica, mas como um complexo dedicado à cerveja, com direito a um belo museu, que apresenta de maneira lúdica toda a história da cerveja, os seus principais elementos e características, com cenografia caprichada e recursos tecnológicos.O programa ficará ainda mais completo agora em novembro, quando a será inaugurado um restaurante panorâmico, na cobertura do prédio.

O passeio começa… pelo início. Logo à entrada os visitantes aprendem que a cerveja foi criada na Suméria, há cerca de oito mil anos. Há uma réplica do Código de Hammurabi, um dos mais antigos conjuntos de leis da Humanidade, escrito em pedra. Ali descobrimos que a famosa inscrição trazia uma pena duríssima aos mestres cervejeiros digamos, incompetentes: “os que fizerem uma bebida ruim serão afogados nela”.

Há vários painéis, como este aí de cima, de São Wenceslau, com textos, …

…e muita interatividade. Há, por exemplo, painéis digitais, onde podemos ver informações sobre os mais diversos estilos de cerveja.

Logo chegamos à Idade Média, quando a bebida se espalhou pela Europa, com a rica produção dos monges, a tradição das tabernas.

 

Depois, a industrialização, o período de imigrações, que trouxe ao Brasil a cultura cervejeira no século XIX.

Há uma área dedicada à memória da marca, com garrafas exibindo os rótulos clássicos…

… e um espaço cheio de móveis, objetos e documentos históricos, onde vemos um pequeno filme.

Após aprendermos a história da bebida, somos apresentados às suas características e componentes: os diferentes maltes, o lúpulo, a importância da água…

A visita passa pelo antigo galpão onde a cerveja era produzida, antes de chegar a uma sala onde é servido um chope fresquíssimo.

Há lindos painéis antigos, em mosaico, …

… que foram “resgatados” da antiga fábrica da Brahma, junto ao Sambódroomo, e que foi demolida recentemente.

Que beleza!

É um espaço aberto, ao ar livre: a Praça Koblenz. Agradável. Dá para ver com calma os belos mosaicos.

O ideal é reservar pelo menos duas horas para a visita, mas os mais interessados podem gastar umas quatro horas, se quiserem ver todas as fotos, os documentos, os vídeos e todos os outros recursos multimídia. Afinal, são sete mil metros quadrados de área de exposição, divididos em 20 ambientes. Ao final, é servido um chope fresquinho, numa espécie de cofre.

Delícia! Leve, refrescante, saboroso, geladinho. Na pressão.

Depois, terminamos no bar-sala de degustação, …

… onde é servida uma das quatro cervejas da marca…

Quem quer?

… com explicações sobre as características, possibilidades de harmonização etc.

Depois de se embriagar com a história da bebida, os visitantes poderão, a partir de novembro, terminar o dia no restaurante. O cardápio terá diversas referências do universo cervejeiro, desde reinterpretações de receitas clássicas de botequim até pratos tradicionais de países como Bélgica e Alemanha.

— Pensamos em criar um menu que pudesse ser harmonizado com as quatro cervejas da Bohemia: Pilsen, Weiss, Confraria e Escura. Criamos propostas sensoriais e gastronômicas diferentes, desde petiscos até pratos principais e sobremesas, para brincar com a versatilidade gastronômica da bebida — diz Cilene Saorin, especialista em cerveja, que criou o menu junto com a chef Ana Soares.

Uma das apostas são os chamados bolinhos bohemios, com quatro receitas para harmonizar com as cervejas da marca. O de arroz e ervas vai com a Pilsen; o de bacalhau e couve se combina com a Weiss, enquanto o cremoso de carne, espécie de croquete, com a Escura, e a coxinha de pato, com a Confraria. Todos os pratos são apresentados com sugestões de cerveja para acompanhar. Para as vieiras douradas na concha, por exemplo, a Pilsen e a Weiss. Para o ragu picante com fettuccine, a Escura. Já a Confraria acompanha o risoto de pato com cogumelos, palmito e saladinha de mexerica.

E até as sobremesas são harmonizadas: para o pudim da rainha, de queijo de cabra e goiabada, que tal uma Escura?

Cervejaria Bohemia: Rua Alfredo Pachá 166, Centro Histórico, Petrópolis. De quarta a sexta-feira das 11h às 18h; sábados e domingos, das 11h às 20h. O ingresso custa R$ 39, com direito a dois chopes. bohemia.com.br/cervejaria

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A Cervejaria Bohemia, em Petrópolis: melhor novidade do ano no Brasil apresenta o cardápio do restaurante que será inaugurado em breve

09/11/2012

No fim da visita acontece uma degustação de chope fresquíssimo

O problema da vida é que ela é curta demais, principalmente nos fins de semana, feriados e férias.
De modo que cá estou de volta, depois de 30 dias de ausência. O tempo passou voando.
Recentemente, o Guia Quatro Rodas lançou a sua edição 2013, premiando o Felipe Bronze como chef do ano, e consagrando a Cervejaria Bohemia, de Petrópolis, como a grande novidade. Muito justas ambas as escolhas.
Completando dois anos, o Oro se coloca definitivamente como um dos melhores restaurantes do país.
E a Cervejaria Bohemia é, de fato, a maior interessante atração inaugurada no país nos últimos 12 meses. Tive a honra e o orgulho de ter sido o primeiro jornalista a visitar o espaço, o que resultou em uma reportagem para o Boa Viagem (para ler, clique aqui).
Fui, também, o primeiro a ver o cardápio do restaurante, criado pela chef Consultora Ana Soares em parceria com a sommelière de cervejas consultora Cilene Saorin, que logo, logo será inaugurado, tornando o espaço ainda mais imperdível.

Muito bem bolado, o menu amplo e variado tem receitas originais, rendendo homenagem à cozinha de botecos, bem como às culinárias típicas de países tradicionais na produção da bebida, além de massas, sanduíches, e muitos, muitos e muitos petiscos, como caldinhos, canapés… Tudo harmonizado, claro, com as cervejas da casa.

Diz aí se não está bem interessante (recebi o cardápio há cerca de dois meses, e é possível, mais que isso – provável – que haja alguns ajustes até a inauguração).
No mais, amanhã prometo mais um post, com fotos de lá.

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Bar-Balcão

Amêndoas picantes (todo dia) & BOHEMIA PILSEN, BOHEMIA WEISS, BOHEMIA ESCURA

Crocante de abobrinha e jiló marinado (às vezes) & BOHEMIA PILSEN, BOHEMIA WEISS

Paçoquinha (especial): carne seca, amendoim, torresmo & BOHEMIA ESCURA

Tarecos (vez em quando): crocantes de pastel, melaço e pimenta & BOHEMIA PILSEN, BOHEMIA WEISS, BOHEMIA ESCURA, BOHEMIA CONFRARIA

Azeitonas bem temperadas (sempre!) & BOHEMIA PILSEN, BOHEMIA WEISS, BOHEMIA ESCURA

Bar-Petiscagem

Baroa e aipim frito (alho e alecrim) & BOHEMIA PILSEN, BOHEMIA ESCURA

Lulas-tempurá, maiô raiz forte & BOHEMIA PILSEN, BOHEMIA WEISS

Dois Pastel (palmito fresco & BOHEMIA WEISS / carne seca, meia cura, banana & BOHEMIA ESCURA)

Empadinhas de Rei e Rainha (camarão & BOHEMIA WEISS / cogumelos & BOHEMIA ESCURA)

Caldinhos (“Bom à Bessa” de peixes & BOHEMIA PILSEN, BOHEMIA WEISS / Caçulé, “torresminhos” de lingüiça & BOHEMIA ESCURA)

Cocottinhas (picadinho na cerveja (aipim) & BOHEMIA ESCURA / camarão com chuchu (baroa) & BOHEMIA CONFRARIA

Bolinhos Bohemios (arroz e ervas & BOHEMIA PILSEN / bacalhau e couve & BOHEMIA WEISS / cremoso de carne BOHEMIA ESCURA / “coxinha” de pato BOHEMIA CONFRARIA)

*Cozinha na Bohemia

Bar-Compartilhar
Lulas de frigideira (cogumelos, cebolinhas verdes, aceto branco ao alho e alcaparras, tostas de pão)
& BOHEMIA PILSEN, BOHEMIA WEISS

Camarão ao vapor do mar (abobrinhas, palmito fresco, tomate e manga, vinagrete de maracujá, coentro e coco)
& BOHEMIA WEISS

Cumbuca de mexilhões c/ fritas (embutidos, maiô mostarda) & BOHEMIA PILSEN

Polvo chapeado (compota de berinjela, palmito tostado) & BOHEMIA PILSEN, BOHEMIA WEISS

Seleção de salsichas(purê rúst ico de batatas no azeite, raiz forte, mostarda escura, picles)
& BOHEMIA WEISS

Linguicinhas Serranas (purê de feijão preto, vinagrete de jiló e cheiros, limão cravo) & BOHEMIA ESCURA

Tartar nossa moda (salsa verde, pecorino, rendas de ciabatta) & BOHEMIA PILSEN, BOHEMIA WEISS

Bacalhau em lascas no azeite (pasta de grão, vinagreta verde, ovos mimosa, tostadas) & BOHEMIA WEISS

Carpaccio clássico (pesto de alcaparras, queijo da Serra curado, rúcula, tostadas) & BOHEMIA WEISS

*Cozinha na Bohemia

Bar-Brasserie
Prato de Ostras (consulte a lousa): vinagrete de cebola roxa ao aceto tinto / vinagrete de pepino e maçã, limão, coentro e coco, pão, manteiga, flor de sal, Tabasco & BOHEMIA PILSEN, BOHEMIA WEISS

Tábua Seleção de Embutidos (patê Alemão, embutidos da região, cebolinha agridoce, pão, manteiga, pepininhos-conserva, mostarda forte) & BOHEMIA ESCURA

Tábua Seleção de queijos (seleção dos queijos da Serra e outros…!, pão, compota de tomate…nozes tostadas) & BOHEMIA PILSEN, BOHEMIA WEISS, BOHEMIA ESCURA, BOHEMIA CONFRARIA

Burrata e Bresaola (mozzarella amanteigada, tomates confitados, caponata de fita, figos assados, brésaola, rúcula, parmesão, pão tostado) & BOHEMIA ESCURA

Queijos das Serras (tipo Português da Estrela de Petrópolis e Serra Canastra das Minas Gerais, pão, amêndoas, azeitonas, mel de engenho e pêra caramelada) & BOHEMIA CONFRARIA

Canapés (12 unidades – pão preto e grão): (rosbife, maiô wasabi & BOHEMIA PILSEN / salmão defumado, cream cheese, chutney de manga & BOHEMIA WEISS / gorgonzola, chutney de tomate & BOHEMIA CONFRARIA / tartar-maiô mostarda forte

Crostinis – 4 unidades (pão ciabatta): tomate, manjericão, pesto de parmesão e limão & BOHEMIA PILSEN / chèvre, tapenade, praliné de nozes & BOHEMIA WEISS / paté rústico, cebola agridoce e passas & BOHEMIA ESCURA / brandade de haddock, maçã verde, vinagre de framboesa & BOHEMIA CONFRARIA

Brusquetas – 2 unidades (pão italiano): berinjela defumada, tomate confitado, fetta & BOHEMIA ESCURA / shitake, camembert de cabra, mel de aceto, presunto cru & BOHEMIA ESCURA / bacalhau, espinafres, queijo tipo da Serra & BOHEMIA CONFRARIA
Bar-Sanduíches

Sanduíches na baguete – corte da casa ou aperitivo
– milanesa, alface, tomate, pesto de aliche & BOHEMIA PILSEN
– churrasco, queijo da lata, tomate, rúcula & BOHEMIA ESCURA
– lingüiça, agrião e gorgonzola & BOHEMIA CONFRARIA
– pernil, abacaxi, mostarda, geléia de pimenta & BOHEMIA CONFRARIA
Sanduíches na ciabatta (panini ) – corte da casa ou aperitivo
– carpaccio, mostarda, alcaparras, parmesão e limão & BOHEMIA PILSEN, BOHEMIA WEISS
– atum-niçoise, ovo, tomate, cebola roxa, alface, azeitonas, aiolli & BOHEMIA PILSEN, BOHEMIA WEISS
– búfala, legumes grelhados, rúcula & BOHEMIA ESCURA
– presunto cru, parmesão, tomate confitado, pera e radíquio & BOHEMIA ESCURA
Bohemia Burguer (picanha): cebolas, bacon, queijo do Reino, picles, salada e fritas ao lado & BOHEMIA ESCURA
Sanduíches c/ frios e queijos à gosto (da nossa seleção)
– Pães: ciabatta, baguete, pão Cervejeiro
– Manteiga, maiô-mostarda ou requeijão de pote
& BOHEMIA PILSEN, BOHEMIA WEISS, BOHEMIA ESCURA, BOHEMIA CONFRARIA
(sampler)
Brusqueta Petropolitana
– Presunto e queijo
– Peru e queijo
– Queijo e tomate
Cozinha – entradas, saladas…
Sopa de cebolas (na Bohemia, pão tostado) & BOHEMIA ESCURA

Vieiras douradas nas conchas(endívias carameladas, cogumelos, farofinha) & BOHEMIA PILSEN, BOHEMIA WEISS

Polentinha cremosa (brandade de haddock defumado) & BOHEMIA WEISS

Carpaccio caldo (azeite e sálvia, parmesão, tostada) & BOHEMIA ESCURA

Salada caprese (burrata, tapenade, pesto de manjericão, radíquio, tomate caqui) & BOHEMIA PILSEN, BOHEMIA WEISS

Salada de lagosta (vinagrete de gorgonzola, saladinha fresca de erva doce, pepino, limão) & BOHEMIA WEISS

Salada Bohemia (frisada, presunto cru, figos, tostadas c/ Queijo da Serra, avelãs) & BOHEMIA ESCURA

Salada das Hortas Gerais (hortaliças, ervas e frutas orgânicas locais e queijo coalho) & BOHEMIA PILSEN

*Cozinha na Bohemia

Cozinha – pastas
Pappardelle (massa artesanal), tomates frescos (ricota, manjericão, raspas de limão amarelo) & BOHEMIA PILSEN

Al mare (papardelle): tomates picantes macerados, lulas, camarão, bacalhau, alcaparras & BOHEMIA WEISS

Carbonara (papardelle: pancetta, abobrinhas, espinafre, creme limão & BOHEMIA WEISS

Ragu Bohemio picante (fetuccine): linguiça, escarola, perfume de sálvia, azeitonas e pecorino & BOHEMIA ESCURA

Ravióli (massa fresca): zucca e chèvre, manteiga de sálvia & BOHEMIA WEISS

“Risoto” (arroz do Brasil): pato, cogumelos, palmito fresco, saladinha de mexerica & BOHEMIA CONFRARIA

*Cozinha na Bohemia

Cozinha – peixes, aves e carnes

Peixe do dia (robalo, pescada amarela…) (banana da terra, cuscuz cremoso de camarão) & BOHEMIA WEISS

Atum à Siciliana (polenta, tomates frescos, azeitonas e ervas) & BOHEMIA WEISS

Truta salmonada, purê de baroa (“manteiga” de camarãozinho, salsa e alcaparras) & BOHEMIA WEISS

Galetinho do Imperador (na cerveja, mostarda e pancetta, angu de milho verde, quiabinhos, salada) & BOHEMIA ESCURA

Confit de pato (arroz vermelho, ratatouille à brasileira, tangerina e agrião) & BOHEMIA ESCURA

Carré de cordeiro (espinafres baby, feijão branco, palmito tostado, tomatinhos assados, pesto de hortelã) & BOHEMIA ESCURA

Milanesa Vitela (purê rústico ao azeite, caponata em fitas de legumes grelhados, passas, geléia de pimenta) & BOHEMIA CONFRARIA

Burguer montado (na tábua): ovo pochê, fonduta ao Tallégio, cogumelos, Parma, “folhas” de batatas, tomates assados e mostarda escura & BOHEMIA ESCURA

Tournedos “à Navik” (creme de ostras, batatinhas sautés ao dill, limão siciliano) & BOHEMIA ESCURA

Steak-Poivre (molho de pimentas, batatas quebradas, endívias grelhadas) & BOHEMIA ESCURA
*Cozinha na Bohemia
Cozinha – peixes, aves e carnes

“Cote de Boef” (na tábua): bisteca de chorizo, batatas trufadas, bouquet verde & BOHEMIA ESCURA

Choucroute Garnie (Cozido de repolho agridoce, batatas, defumados): batata vapor, purê de maçã, mostarda forte, seleção de salsichas, joelho e bisteca de porco defumada & BOHEMIA WEISS

*Cozinha na Bohemia

Cozinha do açúcar

Panna Cotta-tapioca (café, maracujá) & BOHEMIA ESCURA

Creme brulado (laranjas) & BOHEMIA CONFRARIA

“Pastéis” de doce de leite e maçã (paçoca de castanha) & BOHEMIA ESCURA

Crumble-sorvete (frutas vermelhas) & BOHEMIA ESCURA

Chocolate de Pote (quente): especiarias & BOHEMIA ESCURA

Chocolate-Mousse (frio): caramelo-flor de sal & BOHEMIA ESCURA

Pudim da Rainha (queijo de cabra e goiabada) & BOHEMIA ESCURA

Doces de frutas e seus queijos (seleção de compotas e queijos da região) & BOHEMIA CONFRARIA

Sorvetes Mil frutas (a depender dos sabores) & BOHEMIA WEISS, BOHEMIA ESCURA, BOHEMIA CONFRARIA

*Cozinha na Bohemia
Cozinha do dia

– Picadinho Bohemio (arroz, farofa, banana, ovo e pasteizinhos) & BOHEMIA ESCURA
– Bife de frigideira, arroz de salsa e alho, batatinha palha & BOHEMIA ESCURA
– Pappardelle, tomates frescos & BOHEMIA PILSEN
– Peixe do Dia & BOHEMIA WEISS


– Coc à la bière (caçarola de ossobuco de frango) & BOHEMIA PILSEN
– Escalopinhos à milanesa, creme “noisette” de cebolas & BOHEMIA WEISS
– Pappardelle carbonara (abobrinha, espinafre, creme limão) & BOHEMIA WEISS
– Peixe do Dia & BOHEMIA WEISS


– Goulash de Vitela, spatzle (ensopado de vitela ao vinho branco, massa fresca) & BOHEMIA WEISS
– Porco na lata, tutu à carioca & BOHEMIA ESCURA
– Rosbife, salada de batatas, raiz forte-beterraba & BOHEMIA WEISS
– Peixe do Dia & BOHEMIA WEISS


– Choucroute Garnie (conserva de repolho roxo) & BOHEMIA WEISS
– Camarão com chuchu & BOHEMIA CONFRARIA
– Fetucine-polpeta, creme de cebolas & BOHEMIA ESCURA
– Peixe do Dia & BOHEMIA WEISS


– Bacalhau à Brás & BOHEMIA WEISS
– Pescadinha – fish and chips & BOHEMIA PILSEN / BOHEMIA WEISS
– Galetinho do Imperador & BOHEMIA ESCURA
– Pappardelle ao ragu Bohemio & BOHEMIA ESCURA

Sábado
– Choucroutte Garnie (cozido de repolho agridoce, batatas, defumados)
preparado batatas vapor e mostardas) & BOHEMIA WEISS
– Feijoada & BOHEMIA ESCURA
– Picadinho & BOHEMIA ESCURA

Domingo
– Cassoulet mar e terra (especialidade da casa) & BOHEMIA CONFRARIA
– Galetinho do Imperador & BOHEMIA ESCURA
– Lasagna (bolognesa, champignons, presunto, mozzarella) & BOHEMIA ESCURA
…da temporada, orgânicos locais
(consulte a lousa)

*Cozinha na Bohemia

 

 

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