Muy rico: Pobre Juan, parrilla platense de origem paulista, chega ao Rio

Pobre Juan - salão 1

Vamos aos fatos.
O restaurante Pobre Juan, marca de boa fama em terras paulistanas, e com filiais em Brasília, Campinas e Recife, acaba de chegar ao Rio de Janeiro. Escolheu um lugar realmente privilegiado: o último andar do novo shopping Village Mall, com direito a um terraço com vista estonteante para o Maciço do Tijuca, e a Lagoa Da Barra. Uma beleza mesmo (não, eu não tenho preconceito com restaurante de shopping, só não suporto comida ruim). Não que decoração esteja entre os itens mais relevantes de um restaurante, mas eu curti o lugar, com muita madeira e amplas janelas, que deixam o salão bem iluminado pela luz natural.

Pobre Juan - visual

A tal varanda ainda não está funcionando, mas desde já eu garanto que este será um dos lugares mais agradáveis da cidade, especialmente naquelas tardes ensolaradas e frescas do inverno carioca.

Pobre Juan - Dom Pérignon close
Chegamos, e um monte de gelo, com garrafas de Dom Pérignon…

Pobre Juan - Dom Pèrignon

…e de cervejas uruguaias espetadas nos dá as boas-vindas. Uma tentação.

Pobre Juan - salão 2
Há bois estilizados no teto, quase origamis gigantes, …

Pobre Juan - adega

…e uma das mais lindas adegas da cidade.
Para um amante do churrasco platense, a chegada de mais uma parrilla argentina (ou seria uruguaia?) ao Rio (depois do Gonzalo e do Tragga) é motivo de imensa satisfação, ainda mais neste momento, que estou vivendo em São Conrado (notícia melhor ainda: em dois ou três meses, vão abrir no São Conrado Fashion Mall, bem em frente à minha casa nova).
O restaurante  abriu as portas recentemente, e vem ficando bem cheia na hora do almoço, como ontem, quando conheci o lugar a convite dos donos, numa mesa divertida, com amigos, bom papo e boa mesa.
Fui uma única visita, e com os donos. Veja bem. Mas achei as carnes realmente sublimes.
– Temos controle total sobre as nossas carnes, com criação própria através de parceria com a JBS, já que um dos diretores é nosso sócio. Estamos com 60 cabeças de uma raça de gado rara, rústica e antiga, de origem britânica, Belter Galloway, e vamos fazer um festival com essas carnes em breve. O boi parece um urso panda – anuncia Rafael Valdívia, um dos sócios da casa.

Pobre Juan - couvert
Mas, vamos è mesa. Antes das carnes, chegaram à mesa uns petiscos. Acabei comendo apenas um grissini, que não me chamou a atenção. Mas o chimichurri que chegou junto do couvert, e que usei para temperar as carnes, estava realmente muito bom.

Pobre Juan - palmito

Depois, um palmito assado, em pequena porção, foi um abre-alas animador.

Pobre Juan - clericot

Enquanto isso, provamos um refrescante clericot, seguido…

Pobre Juan - caipirinha
… de uma admirável caipirinha de tangerina com lascas de lima-da-pérsia e pimenta dedo-de-moça.

Pobre Juan - caipirinha close

Curti muito. Merece um close. A acidez e o ardor de leve da pimenta. O doce não vem do açúcar, mas sim de uma geleia de… pimenta. Bela sacada.
Mas o que importa ali mesmo, afinal, são as carnes. Provamos dois cortes, que estão entre as especialidades da casa, merecidamente.

Pobre Juan - Brunello

Para isso, abrimos um Brunello.

Pobre Juan - Kobe beef

Primeiro, um pedaço de wagyu, fatiado em pedaços grandes, macios como lábios carnudos, uma delícia de sabor, com certa quantidade de gordura entremeada, e no ponto exato de cozimento, com interior rosado, e suculento. Para acompanhar, uma espécie de purê de cenoura, numa porção reduzida que é uma das apostas do primeiro endereço carioca, que tem uma cozinha grande e vai ser usada pela rede como cozinha de experimentações.
– Vamos fazer várias pequenas porções. Carpaccio de ojo de bife, por exemplo – diz Rafael Valdívia, um dos sócios.

Pobre Juan - Pobre Juan
Depois, um corte exclusivo, chamado Pobre Juan, que vem a ser a parte superior do ojo de bife. Foi de certo modo emocionante comer aquele pedaço de carne, ao mesmo tempo delicado, saboroso, suculento, macio… Muita alegria nessa hora. Realmente acho que a foto dispensa maiores detalhes.
Já estava na minha hora. Pedi licença, mas fui impedido de deixar a mesa antes da sobremesa. Acatei, sem muito entusiasmo.

Pobre Juan - churros

Mas quando chegaram os churros,…

Pobre Juan - flan

…o flan…

Pobre Juan - Creme brûlée

… e o creme brûlée, todos preparados com dulce de leche, vi que fiz bem. Uma picadinha em cada um. Duas bicadinhas em cada um. E uma xícara de café, que aliás, é produzido na fazenda de um dos sócios, Cristiano Melles, muito bom mesmo.

P.S. – O blog ainda está em ritmo lento até o carnaval, ok? Depois da folia, e com o trabalho, e tudo o mais, voltando à normalidade, os posts voltam à frequência regular de uns quatro por semana, ou cinco.  

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.

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3 Respostas to “Muy rico: Pobre Juan, parrilla platense de origem paulista, chega ao Rio”

  1. silvana Says:

    Ainda não conhecei o novo shopping(puro preconceito, admito)mas gostei de saber que as opções para quem mora na barra estão se ampliando; belas fotos ! obrigado pela dica

  2. Marcos Anton Nogelli Says:

    Seu blog é uma delícia, consegue até nos deixar com apetite quando não necessariamente apreciamos o ingrediente em questão.; meu caso com doçaria em geral. Estou doido para comer o wagyu no P. Juan, mas tenho duas dúvidas: de onde ele vem? Ele faz parte daquela experiência dede produzir no Brasil este tipo de gado (no MS, né?), que tanta fama deu ao chamado kobe beef do Japão? O prato não é muito caaaaaaaaaro, não? Qual o valor? E queria resolver outra dúvida: qual supermercado ou deli no Rio, vc me recomenda para comprar lombo de cordeiro (pode ser ou não da marca Seara) e a linha de carnes de pato da Germania? Grato pela atenção, e desculpe pelo “aluguel”.

    • brunoagostini Says:

      Oi, Marcos. Obrigado pela leitura. Acho que é este do Mato Grosso, sim, não só no caso do Pobre Juan, mas também de outras casas que têm essa carne, como Bazzar, aqui no Rio, e Varanda Grill, em São Paulo, além do Esplanada Grill, em ambas as cidades. O prato custa uns R$ 75, se não me engano. Por aí. Tenho achado costeleta de cordeiro muito cara. Para elas, ou os patos, acho que você pode encontrar no Zona Sul. Tem, ainda, um bom açougue, na Cobal Humaitá, com cortes exóticos. Cadeg também é bom lugar para isso. Um abraço

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