Coccinelle Bistrô: o feliz encontro da França com o Japão no Centro antigo do Rio de Janeiro

 

 Coccinelle Bistrô - fachada - quadros - vertical

Fiquei realmente impressionado com a qualidade da cozinha francesa que encontramos no Japão, e com a quantidade de restaurantes dedicados a essas especialidades em Tóquio, sem falar nas padarias, nos confeiteiros. Fui em restaurantes realmente formidáveis (e como esses dois que trato neste post que escrevi para a Enoteca, há outras dezenas). Da mesma maneira, uma das culinárias mais expressivas em Paris, fora a francesa, claro, é justamente a nipônica.

Coccinelle - Fachada

À mesa, França e Japão se entendem muitíssimo bem, obrigado, e já vem lá dos anos 1970, pelo menos, o cruzamento de receitas e ingredientes dos dois países. A viagem recente a Tóquio me fez lembrar do muito simpático Coccinelle Bistrô, cuja graça se deve, em parte, à localização, na Travessa do Comércio, cruzando o Arco do Telles, um dos locais mais aprazíveis da cidade.

Coccinelle - salão
A decoração também me agrada bastante. Paredes antigas de tijolinho aparente, mesinhas de madeira, garrafas vazias decorando o salão,…

Coccinelle - salão - quadro negro 2

… quadros negros com o mapa da França, e apresentando os pratos do dia, ou o festival em cartaz no momento, porque há sempre um menu especial acontecendo. Algumas mesinhas, veja só, são carretéis de fiação elétrica (acho que é isso).

Coccinelle - mesa - detalhe

Sobre elas, vasinhos acomodam flores, ramos de hortelã, folhas de pequenas palmeiras… Uma graça o lugar.

Coccinelle - bar
Além do ambiente, e da localização, curti a proposta do Coccinelle Bistrô, em toda a sua filosofia de usar ingredientes locais e orgânicos (as hortaliças chegam da Região Serrana, as salsichas, idem, são do Alemão da Serra) e de servir vinhos biodinâmicos franceses. Os pães são feitos ali, e as torradinhas que podem escoltar o foie gras, o brioche e o chamado “cake” de azeitona ficam na memória, pelo sabor, delicadeza, textura.
Quando visitei a casa estava em cartaz um festival alsaciano, com comidas e bebidas desta região francesa de ascendência alemã.
E é na hora do serviço do almoço que percebemos o feliz encontro entre o Japão e a França, espelhando os donos da casa, Yves e Maya de Roquemaurel, ele francês, ela japonesa.
A casa tem menu de inclinações francófilas, enquanto os pratos são servidos em bandejas com caixinhas, cada qual com um certa comidinha, seguindo o estilo nipônico dos bentôs. Temos bentôs de peito de pato, alcatra, linguiça, bacalhau e omelete, e mais as versões sazonais, de acordo com os ingredientes disponíveis, e o festival em cartaz no momento.
No cardápio enxuto encontramos, ainda, além de entradinhas, como carpaccio e saladinha orgânica, uma seleção de sanduíches (como o tentador cheeseburguer, servido no brioche, com gruyère, saladinha, mostarda de Dijon e cebolas carameladas) e saladas.

Coccinelle - foie gras 1
Como dizia, quando visitei o lugar havia um menu alsaciano, muito bem executado pela chef Maya. O foie gras, servido com as tais torradinhas, além de compotas de beterraba e de manga, além de temperinhos como flor de sal e pimentas, estava impecável.

Coccinelle - foie gras 2

Agora, visto de cima.

Coccinelle - Paaul Blanck Pinot Gris 2009
Na taça o delicioso Pinot Gris 2009 de Paul Blanck, uma belezura de vinho, que tão bem se casa com o fígado gordo.

Coccinelle - vinhos da Alsácia

Estava um dia quente, e o vinho, fresquinho, servido em balde de gelo, caiu como uma luva, também para aplacar o meu calor.

Coccinelle - salsichas etc 2
Ainda com ele em mãos, pedi uma espécie de combinado alemão, com salsichas, kassler, saladinha de batatas e chucrute.

Coccinelle - salsichas etc 3
Tudo servido graciosamente na bandeja-bentô, com saladinha de folhas, mostarda…

Coccinelle - torta de maçã
Para encerrar, torta de maçã, no caso ainda seguindo a linhagem alsaciana, com sorvete de canela artesanal…

Coccinelle - mousse de chocolate
e mousse de chocolate, aerada, leve e com boa matéria-prima, uma das melhores que provei recentemente.

 

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro:clique aqui.

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Uma resposta to “Coccinelle Bistrô: o feliz encontro da França com o Japão no Centro antigo do Rio de Janeiro”

  1. Fernando Lucas Prudente Martins Says:

    Texto claro e preciso sobre esse bistrô incomum no centro do Rio…atendimento e sabor que agradam e satisfazem paladares exigentes como o do autor. Parabéns!

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