O Stambul ipanemense: delícia de novidade esse boteco árabe

Conheço o restaurante Stambul, em Copacabana, há quase duas décadas, levado pelo Raulzito, amigo de fé, irmão camarada, que morava ali nas redondezas.
Foram muitas noitadas, e tardes festivas, nas mesas da varanda, e mesmo de pé do lado de fora, porque o Stambul pode ser considerado um restaurante árabe, mas sobretudo é um boteco, no espírito, no despojamento do ambiente, e um boteco se faz pela alma, e não por outra coisa. O Stambul tem alma de botequim.
A cozinha árabe praticada ali segue as melhores linhagens: as pastas, servidas com pão sempre quentinho, estão entre as melhores da cidade (babaganuj, homos, coalhada), a kafta de cordeiro impecável, desde ontem considero a melhor do Rio, e os salgados estão à altura, com esfirras e quibes de alta classe, que gosto de lambuzar com bastante molho de pimenta branca árabe.
O arroz com lentilha e cebola frita já me deu imensas alegrias, escoltando carnes diversas, e também umas boas kaftas, e são a melhor companhia para os pratos de carneiro (à moda árabe, demais de bom).
Não se pode esquecer dos recheados: abobrinha, repolho, berinjela e, principalmente, folha de uva . E toda aquela família de doces que bem conhecemos.

Stambul - letreiro
Pois apreciador que sou do Stambul copacabanense, fiquei imensamente feliz ontem, quando me deparei com essa plaquinha aí em cima.
Pouco antes, a caminho d’O Mercado, fui alertado por um amigo de que a festa do Circo Voador estava abarrotada de gente. Desisti de ir. Estava em Copacabana, no metrô da Siqueira Campos, e decidi voltar para casa caminhando, num programa boêmio, parando de bar em bar.

O Caranguejo - empadas de camarão
Como era sábado, e a Adega Pérola lamentavelmente estava fechada, tive que começar comendo umas empadas de camarão, e pastéis do mesmo crustáceo, no balcão d” Caranguejo.
De lá segui para o Aboim, para aproveitar a delícia que é aquele pastel de carne.
Quando já dava por encerrado o meu expediente, até porque iria jantar no le Vin, encontrei a tal placa.
Perguntei ao garçom se era o mesmo Stambul de Copa, e diante da reposta afirmativa, entrei.

Stambul - kafta de carneiro
Bebi dois chopes, e pedi uma kafta de cordeiro, que estava saborosa e suculenta, com gostinho do defumado da brasa do churrasco.
Adorei a novidade.
Amigos, vendo fotos no Facebook desta jornada, me escreveram dizendo que ali em frente encontramos um árabe ainda melhor, o Faraj, onde estive uma vez, comendo pouca coisa, e não foi marcante. Prometi voltar para novamente experimentar o Faraj. Mas vai ser difícil resistir a uma segunda investida no querido Stambul em sua versão ipanemense…

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro:clique aqui.

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Uma resposta to “O Stambul ipanemense: delícia de novidade esse boteco árabe”

  1. feraprumar Says:

    Q texto adorável…me senti caminhando ao seu lado…e com muita vontade de provar essa kafta do Stambul…abração

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