Uma maratona gastronômica infantil no Rio de Janeiro (ou Maria, obrigado pela companhia)

Maria diante do seu brownie com sorvete do Ten Kai: "Pai, este é um dos melhores restaurantes que eu já fui"

Maria diante do seu brownie com sorvete do Ten Kai: “Pai, este é um dos melhores restaurantes que eu já fui”

Uma semana de folga passa voando. E eu andei sumido daqui nos últimos dias por causa disso. Estava curtindo a filha, de férias na escola. Mas, não tem jeito, trabalhei um bocado, mas deliciosamente, cumprindo uma maratona gastronômica com a pequena, que me encheu de orgulho, passeando comigo por diversos restaurantes, visitas que na maioria dos casos vão virar posts nos próximos dias por aqui.
Claro que joguinhos no Iphone, e papéis para desenhar, e gibis, e livrinhos de atividades infantis ajudam, mas o comportamento da menina nos restaurantes foi exemplar. Provou de tudo, mostrou curiosidade e educação à mesa, e se portou muito bem. Ela, que sempre me acompanha na rotina de trabalho visitando restaurantes (já foi ao Antiquarius, ao Cipriani, ao Azumi, ao Fasano al Mare, ao Quadrifoglio, ao Terzetto, ao Satyricon, ao Duo, entre tantos outros) e, muitas vezes, hotéis é deliciosa companhia à mesa.
Chegamos no sábado passado (a mocinha mora em Teresópolis), e fomos direto ao Mira, inaugurado recentemente (uns três meses) na Casa Daros, em Botafogo. Lugar agradável, comida com a pegada simples e deliciosa que fez fama da chef Roberta Ciasca, sócia da casa ao lado de Danni Camilo, como no Oui Oui e no Miam Miam.
À noite, depois de muita farra no Parque dos Patins, jantamos no Ten Kai, e Maria teve comportamento exemplar: provou língua bovina, e outras iguarias japonesas, garantindo ter gostado mais do sashimi de linguado do que o de robalo, assim como eu. Fiquei orgulhoso, ainda, porque ela declarou que aquele foi um dos melhores restaurantes que ela já foi. Bom gosto a menina tem.
No dia seguinte, domingo, primeiro fizemos um brunch no Azteka, mexicana legal de Ipanema, porque queria provar os huevos rancheros, que adoro, e sempre como quando estou nos EUA no café da manhã (para fortes). Depois, almoço no Esplanada Grill, quando a menina apreciou uma carne australiana, um cruzamento de wagyu com uma raça local. O bife ancho, seguramente, foi uma das melhores carnes da vida dela, e da minha.
Jantamos no Ráscal do Shopping Leblon, depois de uma sessão de cinema seguida de um tempo no parquinho. Desta vez fugi do bufê, fiquei na pizza, e fomos felizes.
Segunda. Almoçamos no La Mole, só para apresentar a ela este que já foi um dos restaurantes mais badalados do Rio. Era sonho de consumo infantil almoçar lá. Hoje, já não me comove, mas a comida continua igual. Eu é que mudei. De tarde, mais um cineminha.
No jantar, tive que deixar a Maria com a avó, para um belo jantar entre amigos, no Giuseppe Grill, convidado por uma confraria gastronômica, que tem a participação das queridas Vandinha Klabin e Roberta Sudbrack. Foi uma noite memorável, quando provei o indecentemente lindo e delicioso T-bone da casa, entre outras coisas, claro.
Na terça, foi a vez de testar o almoço executivo do Outback. Curti. Carne macia e saborosa, por um preço razoável.
À noite, fui conhecer o Sá, que funciona no hotel Miramar, novidade anunciada pelo amigo querido Oscar Daudt, que me parece uma das melhores cozinhas inauguradas este ano no Rio. Não vou dar mais detalhes, para poder fazer um post caprichado como a casa merece. A menina comeu lagosta, vieira e leitão, entre outras gostosuras preparadas pelo jovem chef Paulo Goés,  rapaz de futuro promissor, filho da Maria Vitória, hoje à frente dos restaurantes dos hotéis Marina.
Quarta, último dia do nosso roteiro. Minha mãe queria comemorar bons resultados em exames médicos, e então ela escolheu o Porcão. E lá fomos nós. Ali, tem que saber pedir, tem que dizer muito não ao garçom que tenta te empurrar linguiças e filé com queijo. Neste caso, conseguimos comer bem ali, mas acho que o Porcão está em franca decadência, e esta foi das poucas refeições da semana que eu não pretendo transformar em post. Não tenho quase nada de interessante a acrescentar aos textos que já fiz sobre o Porcão (como este “modo de usa”), lembrando que muitas carnes, como prime rib, não são mais servidas, prova do momento infeliz que a rede de churrascarias vive hoje em dia.
No finalzinho da tarde, degustação de sorvetes na Vero. Sucesso total. Sobre o gianduia, a Maria resumiu: “Pai, esse é o melhor sorvete que já provei”. Menina esperta. Sete anos de praia.
À noite, encerrando a maratona, novamente deixei a Maria com a avó, por um motivo muito, mas muito nobre: conhecer a nova coleção da chef Roberta Sudbrack, “Feitos à Mão”, mais um desses menus memoráveis, que me fazem ter ainda mais certeza de que este é hoje, para mim, o melhor restaurante do Brasil, onde comemos uma comida única, deliciosa, intuitiva, delicada, original, pioneira, linda… O que, naturalmente, será tema de um post igualmente caprichado.
Outro momento de orgulho da Maria. Quando avisei que iria jantar no “melhor restaurante do Brasil”, Sudbrack, claro, ela pediu para ir também. Mas não dava, era uma mesa com mais gente, lugares contados etc.
Saí prometendo levá-la para conhecer a casa laranja do Jardim Botânico, e sei que ela vai adorar. E eu também, é claro.]
– Vou adorar receber a Maria, Bruno. Adoro cozinhar para crianças – disse a chef, estimulando ainda mais o meu desejo de ir até lá com ela.
Foi uma semana deliciosa. E já estou com saudades. Da Maria, e das andanças pelos restaurantes e cinemas cariocas.

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro:clique aqui.

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5 Respostas to “Uma maratona gastronômica infantil no Rio de Janeiro (ou Maria, obrigado pela companhia)”

  1. Lucia Rego Says:

    Que fofo!!!!

  2. Dani Bispo Says:

    Lindo post Bruno. Linda filha também!

  3. Jorge Khauaja Says:

    Bruno,
    Eduquei meu filho da mesma forma, sempre é melhor um galeto ou um pastel num boteco, do que um hambúrguer de plástico numa caixinha com um brinquedinho!
    Ele hoje tem 17 anos é já provou muita coisa boa por ai (se perguntar as lembranças da Itália, dirá vários pratos que comeu por lá!).
    É muito bom o que te espera pela frente.
    Um abraço,
    Jorge

  4. Fernando Cianci Says:

    Cmeçei a ler seu blog a pouco tempo, e cada vez que leio fico maravilhado com seus comentários. Não posso ir a todos estes restaurantes que voce mencina, esta muito além do que posso pagar. Mas no ano passado me dei ao luxo de no dia que completei 1 ano de casado em ir ao Olympe e com a sorte de encontrar o Claude e tirar uma foto em sua cozinha. Uma das coisas que penso quando leio seu blog é como deve vir sua conta do cartão de crédito, e nesse post deve ter sido $$$$$$$.
    grande abraço

    • brunoagostini Says:

      Olá, Fernando. Obrigado pela leitura. Não pago todas essas contas. Pago muitas, mas não todas (de qualquer modo, restaurantes certamente são o item mais caro, de longe, nos meus cartões). Também vou a muitas refeições assim para degustação de vinhos, ou encontro com hoteleiros, secretários de turismo, agências de viagem ou marketing, companhias aéreas etc etc etc. Um abraço

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