Gutessen: o saboroso e acessível café judaico de Botafogo

Há algum tempo eu li que havia sido inaugurado em Botafogo, um dos meus recantos favoritos na cidade, gastronomicamente falando, um pequeno empório judaico, Gutessen, que nasceu como bufê para abastecer a comunidade hebraica do Rio, e suas muitas celebrações religiosas, sempre encontros familiares com cardápios específicos para as ocasiões, com uma série de iguarias típicas.
O negócio fazia tanto sucesso no boca-a-boca que os sócios resolveram abrir um pequeno café, ali na saborosa Rua Visconde de Caravelas, do querido Lima, e do renovado Aurora, no burburinho gastro-boêmio do bairro.
Lugar pequeno e simpático, boa pedida para uma refeição ligeira com preços acessíveis (entradas de R$ 4 a R$ 22; pratos de R$ 20 a R$ 28). Sem contar que é um dos poucos lugares do Rio onde podemos apreciar a culinária judaica (anos atrás, fazendo uma reportagem no plantão dominical, ainda nos tempos de JB, almocei no bufê do Clube Israelita Brasileiro, e curti – do mesmo modo, pretendo conhecer o restaurante ibérico da Casa de Espanha, no Humaitá, em muito breve, para fazer um post para cá).

Gutessen - borsch
O cardápio é enxuto, e pode ser visto neste link aqui (mas com preços levemente desatualizados, o borsch passou de R$ 3,50 para R$ 4, por exemplo). Para começar, um copinho de borsch, a sopa de beterraba que eu tanto adoro desde criança, quando fui apresentado a ela no restaurante russo Dona Irene, em Teresópolis (que, aliás, é uma cozinha, assim como a ucraniana, e outras do Leste Europeu, cheia de influências judaicas – também tem, por exemplo, o varenike: para ler um post sobre a casa, clique aqui ou aqui). Pedi a versão menor, a R$ 4 (a grande custa R$ 12).

Gutessen - salgados
Depois, fui nos salgadinhos. No menu de entradas, há os “beigueles” (de batata, queijo, cebola ou berinjela) e as “burrecas” (de queijo, berinjela ou ricota com cebola). Confesso que não me lembro bem, mas acho que pedi um beiguele de batata (à direita) e uma burreca de queijo (á esquerda), mas confesso que não tenha certeza dos sabores.

Gutessen - varenike
Depois, fui no varenike, aquela espécie de ravióli robusto, com recheio de batata e salteado na manteiga, servido com cebola frita por cima. Em português, podemos chamar de varênique.

Gutessen - varenike 2

Um close nele. Vendido a R$ 20, é uma ótima pedida, uma porção farta e saborosa, que me fez feliz.

Gutessen - sanduíche de língua
Já não tinha fome, mas “linguarudo” que sou como já admiti aqui mais de uma vez, não resisti à língua salitrada, uma espécie de conserva deste órgão bovino, prato típico do Pessach. Mas, em vez de ir no prato, pedi um sanduíche, com pepinos em conserva, uma preparação típica. Estava muito bom. Levei metade para casa.

Gutessen - strudel
Para encerrar, um bem-feito sdrudel de maçã, e um café. Com duas taças de vinho (R$ 12 cada), minha conta deu uns R$ 65, R$ 70. Uma pechincha neste Rio de Janeiro de preços esquizofrênicos.

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.

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Uma resposta to “Gutessen: o saboroso e acessível café judaico de Botafogo”

  1. Marcia Says:

    Obrigada pela visita, Bruno. Volte sempre!
    Marcia e Silvia

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