Palace e Carretão: em tempos de churrascarias compradas por fundos de investimento, sou mais as familiares

Eu me lembro bem da primeira vez que eu fui ao Porcão, na Barão da Torre, em Ipanema. Tinhas uns oito anos, a mesa era grande, reunindo toda a família. Fiquei espantado com a quantidade de comida, e acabei me encantando com a cebola frita. Neste dia, fui apresentado à picanha. De lá para cá, passaram-se uns 30 anos, e neste longo período fui frequentador da casa, que há algum tempo foi vendida pela família Mocellin para o grupo BFG. Pois bem. Hoje já não me considero frequentador do Porcão. Já faz tempo que gosto muito mais de ir a lugares como o Esplanada Grill, o Giuseppe Grill ou a Majórica, preferindo comer com a moderação do “à la carte” em vez do rodízio, que acaba praticamente nos obrigando ao excesso.
Mas, quando quero enfiar o pé na jaca, já não penso mais no Porcão. Na minha última visita, vários cortes foram “descontinuados”, como prime rib. Muita coisa faltando, serviço capenga, carta de vinhos ruim. Restaurante não é negócio para grupo de investidores, e as coisas também não vão bem no Garcia & Rodrigues, comprado pela mesma BFG.
A Fogo de Chão também foi comprada por um fundo de investimento, e não pertence mais à família Coser, que agora começa a tocar uma nova marca de churrascaria. Faz tempo que não vou… Mas, hoje, quando penso em um rodízio de churrasco, prefiro investir meu tempo e dinheiro na Carretão, em Ipanema, ou na Palace, em Copacabana, ambas de administração familiar, que cobram praticamente a metade das duas já citadas, e estão no mesmo nível, até melhores (vamos considerar que os vinhos também são mais baratos). Na Palace, frequentada por amigos bons de garfo, como Nano Ribeiro, Gabriel Cavalcante e Moacyr Luz, o rodízio custa R$ 69 para quem participa do Club Palace, um programa de relacionamento (o preço normal é R$ 93).

Churrascaria Palace 1 - salão com painel
Foi assim que jantei na Palace, durante um festival de peixes amazônicos, com grande contentamento. Gosto deste painel, com grandes nome da MPB, mais especificamente, da Bossa Nova.

Churrascaria Palace 2 - bufê de frios
Comemos umas saladinhas, do bufê, com presunto cru, carpaccio, aspargos, palmito e outros petiscos frios…

Churrascaria Palace 3 - camarão ao alho e óleo
Depois, camarões ao alho e óleo, que precederam…

Churrascaria Palace 5 - ostras
… um prato de ostras frescas.

Churrascaria Palace 6 - Ìndio e o tambaqui

O Índio, o garçom boa-praça que anda ganhando (merecidamente) prêmios de melhor do Rio (e da Zona Sul) comandava o serviço, incluindo deliciosas costeletas de tambaqui e também…

Churrascaria Palace 4 - Marcel Deiss Riesling
… este lindo Riesling alsaciano, já com quase dez anos de vida, do jeito que eu gosto.

Churrascaria Palace 7 - pacu assado
Depois, o folclórico Hipoglos, apelido gaiato do pacu assado, iguaria mais pantaneira que amazônica, por sinal.

Churrascaria Palace 8 - Índio e o pirarucu
Por fim, antes das carnes, nos entregamos aos prazeres do pirarucu. Ou este seria um tucunaré? Ou seria o pintado?Hummmm. Não me lembro, mas me recordo que estava bom, macio, suculento, saboroso e bem temperado e assado. Beleza.

Churrascaria Palace 9 - Ìndio e a picanha

Depois, foi um desfile de cortes, no ponto certo, com carnes de boa procedência. Teve costeletas de cordeiros, e costela de boi assada longamente, teve picanha no espeto e também na chapa, como esta foto aí de cima.

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.

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2 Respostas to “Palace e Carretão: em tempos de churrascarias compradas por fundos de investimento, sou mais as familiares”

  1. Dri Says:

    Há tempos eu falo que a Palace é uma das melhores churrascarias rodízio da cidade… Semana passada fui ao Porcão de Ipanema. Rodízio a R$105,00. Seguindo aquele antigo post de como fazer seu dinheiro valer no Porcão, pedi um polvo ao alho e oleo. Duro, incomível. Uma das piores coisas que passaram pela minha mesa nos últimos tempos. A versão ao vinagrete do bufê, igualmente péssima. No lugar do Prime Rib, eles tentaram me empurrar uma “Costela Premium”. O baby beef estava bom, mas nada demais. Idem para as costeletas de cordeiro, que agora é a única carne exótica servida. Avestruz? Javali? Nem pensar.

    Pontos altamente positivos: o serviço, o palmito do bufê e o sashimi de salmão, incrivelmente memorável. Pouco para a “grife” Porcão…

    Se valeu meus R$105? Valeu porque minha proposta era comer em quantidade. E porque queria muito comer costeletas de cordeiro, e talvez esse seja o prato mais assustador de se comer em restaurantes a la carte, onde o céu é o limite para o preço (acredito que o Outback, cobrando sessenta e poucos reais, seja o melhor custo beneficio do rio). Mas tenho certeza de que teria sido mais feliz na Palace…

    Não gosto da Carretão. Acho um absurdo a diferença de qualidade/opções entre as unidades…

    • brunoagostini Says:

      carretão só fui na filial de Ipanema, e achei que valeu muito a pena, e fiquei dedicado justamente às costeletas de cordeiro. E eu concordo contigo: a Palace é muito boa mesmo!!!!! Inclusive, terei uma reunião de trabalho lá na semana que vem, oba!!!

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