Archive for fevereiro \25\UTC 2014

Rio de Janeiro a Dezembro entra em recesso para reformulação

25/02/2014

Amigos, infelizmente não tenho conseguido fazer posts com a frequência que um blog exige. De modo que, por ora, vou deixar este querido espaço sem atualizações até que consiga reformular as minhas atividades.

Agradeço de coração as visitas, que eu espero continuem acontecendo, já que o blog continua no ar neste momento de transição.

Por ora, vocês me encontram lá no blog Enoteca (http://oglobo.globo.com/blogs/enoteca/), nas páginas do Boa Viagem, da Revista O Globo e na edição digital,  O Globo a Mais, exclusiva para tablets, onde escrevo às segundas sobre vinhos, além do caderno Ela, com reportagens esporádicas, e em outras publicações para as quais eu colaboro, como Wish Report e Eatin’ Out, entre outras.

Obrigado pela ilustre companhia nesses quase cinco anos de blog, com 721 e quase um milhão de visitantes únicos. Foi sempre uma alegria escrever aqui.

Um forte abraço.

P.S. – Aproveito para deixar o link para o post mais importante deste blog, onde organizo todo o conteúdo. Para ler o “Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro”, clique aqui. 

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Uma noite alla italiana na casa da Alessandra Sposetti, no Leblon: aula de cozinha, menu refrescante e alto astral

12/02/2014

Não é só aqui. Essa é uma deliciosa febre mundial. Na Europa, nos Estados Unidos, em vários países latino-americanos, no Caribe, no Brasil. Muitas pessoas abrem as cozinhas de suas casas para receber gente interessada em apredender receitas interessantes ao redor de uma mesa agradável, bebendo um bom vinho, papeando, ouvindo músicas e, é claro, fazendo um jantar participativo e descontraído.
Tem até um site ( http://www.eatwith.com/#!/ ) que lista vários desses cozinheiros, gente que ama a boa mesa e veste o avental de professor. Aqui no Rio, por exemplo, tem muita gente fazendo isso. A minha amiga querida Manu Zappa, que criou o Prosa na Cozinha (prosanacozinha.com.br), em seu apartamento do Leblon, recebendo gente bacana para aulas-jantares, que também podem acontecer na casa das pessoas. Tanto sucesso, que na semana que vem ela inaugura um café no Jardim Botânico, na rua Lopes Quintas, bem a lado da simpática loja Dona Coisa.
Outra amiga que organiza eventos do gênero é a Gueta Ridzi, do Dona Gueta (www.donagueta.com.br), que cozinha na casa das pessoas, ou em clubes e afins.
Na semana passada, finalmente conheci a Alessandra Sposetti, cozinheira italiana de mão cheia, que recebe pequenos grupos, às quintas e sextas, em seu simpático apartamento do Leblon. Na agradável cozinha aberta, junta a um mesão de madeira, o cardápio é sempre italianíssimo, seguindo as estações, os sabores do mercado. A trilha sonora embala os trabalhos, ao som – por exemplo – do italiano Rino Gaetano. Bravo!
Conheci a Alessandra através do Facebook, depois de uma reportagem que fiz sobre a Toscana (o link está aqui). Fiquei sabendo dos seus eventos caseiros, e depois ainda tive mais detalhes deles através de outra amiga, a Ligia Ghizi, amante da boa mesa e “food hunter” dos Destemperados no Rio de Janeiro, onde cultiva um delicioso blog.
As aulas acontecem às quintas e sextas, a partir das 19h30. Para mim, dias e horários são pouco convenientes, e assim levei mais de um ano até conseguir estar lá, pouco depois das 20h, ainda no comecinho do programa.
Perdi o início da preparação da sobremesa, sorbet de café, que mostro lá no final.

Alessandra Sposetti 1 - vinho

Aceitei logicamente o vinho que está incluído no preço (R4 140), que inclui a aula, a comida, a bebida, a trilha sonora e o clima descontraído.

Alessandra Sposetti 3 - mesa 2
Noite legal, e barata diante dos preços aos quais estamos acostumados por aí.

Alessandra Sposetti 4 - insalata
A primeira etapa foi a deliciosa salada de atum sotto’olio com feijão branco, temperada com cebola roxa, azeite, limão siciliano e uma salsinha picadinha, e um bocadinho de pimenta-do-reino moída na hora.

Alessandra Sposetti 5 - insalata 2

Delícia. Pra você ver só. Outro dia, comi a mesma salada no Satyricon, simplesmente no Satyricon, o melhor restaurantes de pescados da cidade. O da minha aula estava melhor.

Alessandra Sposetti 6 - pão
Pois vamos em frente, saboreando a salada com um copo do vinho, molhando o pão naquele caldo cítrico e saboroso, papeando, fotografando, filosofando.
A etapa seguinte era uma massa com lula, feita com molho de tomate-cereja, pimenta calabresa, vinho branco e azeite.
– Mas e como fazer pra lula não ficar dura? – pergunta a aula.
– Ah, tem que usar ela bem fresca. Pode congelar, mas tem que comprar fresca – respondeu a chef-professora, que compra os seus pescados no Posto 6, direto dos pescadores, e os ingredientes no Zona Sul, incluindo o bons vinhos servidos.

Alessandra Sposetti 7 - calamari
De fato, deixamos o molho apurar bom um bom tempo.

Alessandra Sposetti 8 - mesa 3Cozinhamos a massa al dente.

Alessandra Sposetti 10 pasta ai calamari

Um farfalle De Cecco. Al dente, claro.
E novamente brindamos com o frescor o catalão Mas Rabell, branco gostoso mesmo da família Torres.

Alessandra Sposetti 11 granita di caffè
Enquanto isso, era explicado novamente como se fazer a granita di caffè com panna (não sabia, por incrível que pareça, já que adoro o pannacotta, que panna é chantilly). Delícia refrescante, facílima de fazer.
Eu vou tentar em casa, com limão siciliano, sem chantilly. Só pra dar um refresco.
Esta semana o cardápio está apetitoso. Veja.
A entrada é a focaccia pugliese (focaccia da região Puglia, a base de farinhas de trigo e batatas).
O prato principal é o pesce del giorno al forno con patate (peixe fresco do Posto 6 assado ao forno com batatas e temperos). Para a sobremesa, sorbetto di limone (sorbê de limão siciliano).
Vou te falar uma coisa, baixinho. Cara, R$ 140 por uma noite dessas, com uma comida muito boa, alto astral, regada a vinho de qualidade e adequado ao menu, em local agradável assim, com trilha sonora da boa. Tá barato pacas.
Depois de ver umas fotos no Instagram (@brunoagostinifoto), a Ligia Ghizi, uma das “food hunters” cariocas dos Destemperados, me disse. “Bruno, tem que provar o gnocci ao ragu de pato”, ou algo assim.
Sempre quis aprender a fazer gnocci, prato que adoro e tenho imenso respeito. Faço um respeitável ragu de pato, modéstia à parte. Quer aperfeiçoar. Já me inscrevi na aula, que acontece ali pelo outono, quando o cardápio dá uma encorpada conforme os termômetros vão baixando.
Visitar a Alessandra Sposetti foi uma linda descoberta.

Se animou?
Fala com ela: 98137-4773 ou  alessandra.sposetti@gmail.com

Eu curti muito.

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Casa do Sardo: verdadeira cantina italiana em São Cristóvão, com comida boa e preços justos, um alento em tempos de Rio $urreal

04/02/2014

No ano de 2012 eu me encantei com os vinhos da Sardenha, a bela ilha italiana. Neste mesmo ano, em fevereiro, abria as portas, no bairro de São Cristóvão, a Casa do sardo, uma verdadeira cantina italiana. Passei o ano de 2013 inteiro escutando elogios a respeito do lugar. Não só porque a comida é boa, mas porque – em tempos de “Rio $urreal” – os preços são bem acessíveis (no final do post, o cardápio completo da casa).
Finalmente, na semana passada, fui visitar o lugar. Já que o intuito é economizar, embarquei no metrô e saltei na estação Afonso Pena, e peguei um táxi (ou seja, com R$ 15 cheguei lá). O ideal seria pegar a transferência para a Linha 2, e saltar na estação São Cristóvão, mas o calor me impediu.

Casa do Sardo - salão 1
Cheguei pouco depois do meio-dia, e o restaurante estava absolutamente lotado, com pequena fila de espera na porta.

Casa do Sardo - decoração

Acabei conseguindo uma mesa rapidinho, no canto, com vista para o salão, que tem decoração rústica, como convém a uma cantina.

Casa do Sardo - Vermentino di Sardegna
Para começar, um branco refrescante e bom de preço, o Vermentino DOC Sella & Mosca, vendido a R$ 66 na carta. Sa Sardenha, claro.

Casa do Sardo - bruschetta e vinho 2
Para a entrada, fui na bruschetta, com coberturas simples sobre o bom pão da casa. Fui nos clássicos, tomate e cogumelos.

Casa do Sardo - gnocchi
Era dia 29, não tinha me dado conta. Dia de gnocchi della fortuna. Como ando mesmo precisando de um dinheirinho, não pude evitar pedir a massa. Escolhi, assim, uma receita que está entre os pratos mais emblemáticos da Casa do sardo, segundo consta: o gnocchi di baroa ai gamberi e rucola, ou seja, nhoque de batata baroa com camarão e rúcola, um toque verde-amarelo, incluisve na cor do prato, no cardápio italiano do restaurante.
Estava muito bom, massa saborosa e bem cozida, um molho umedecendo o fundo do prato, os camarões de bom tamanho no ponto certo, as folhas de rúcula desmaiadas. Custou R$ 37. Considerando que o dólar está ali por volta de R$ 2,50, sai na verdade a R$ 34,50.
Satisfeito, pulei a sobremesa. E agora, preciso voltar. Saí de lá com vontade de provar muita coisa, novamente bebendo um vinho branco da Sardenha, como o ravioli di Sardegna “culurgiones”, uma massa fresca recheada com batata, pecorino e hortelã, ao molho de pomodoro; o tortelloni Casa do Sardo, “prato descrito pelo garçom”, segundo o menu, cuja descrição não ouvi, mas que já gostei; o risoto de camarão com aspargos; a aragosta alla catalana, um bem cotado prato de lagosta, feito apenas quando tem produto fresco (o que não é o caso de agora, tempo de defeso); o polpo alla marinara, feito inteiro, cozido no vinho branco, com azeite, salsinha, aipo e filé de tomate fresco, e o gamberoni innamorati, camarões tipo VG, envoltos em bacon e louro.

Casa do Sardo - salão 2
Restaurante bom é assim. E sai com vontade de voltar. Ainda mais com esses preços. Em tempos de Rio $urreal, uma Casa do Sardo é um alento. Comida boa, preços justos, serviço simpático e eficiente, em um lugar bacana. Não à toa, vem ficando lotado.
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Agora, o menu. Algumas fotos estão meio prejudicadas pelo reflexo, mas se pode ter uma boa noção do cardápio e seus preços (no final, uma pequena amostra da carta de vinhos, que acompanha a filosofia da casa, de cobrar preços justos). Para ampliar, clique na imagem.

Casa do Sardo - cardápio 1 - gnocchi

Página 1, gnocchi della fortuna, em cartaz todo o dia 29 (este mês não tem).

Casa do Sardo - cardápio 2

Página 2, antipasti e algumas massas.

Casa do Sardo - cardápio 3

Página 3,  mais algumas massas, e risotos.

Casa do Sardo - cardápio 4

Página 4, carnes, peixes e frutos do mar.

Casa do Sardo - cardápio 5

Página 5, saladas e pratos infantis.

Casa do Sardo - cardápio 6

Página 6, bebidas, exceto vinhos (logo abaixo), e sobremesas.

Agora, uma amostra da carta de vinhos (não fotografei inteira, só uma página de brancos e outra de tintos, para dar uma noção dos preços. Um dos destaques é a boa oferta dos vinhos da Sardenha, que andam em alta em todo o mundo.

Casa do Sardo - Carta de vinhos 1

Página 1, dos vinhos brancos.

Casa do Sardo - Carta de vinhos 2

Página 2, dos vinhos tintos.

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