De volta a Odense: mercado de Natal, smorrebrod e um incrível bar de cervejas (e destilados)

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Embora tenho tido pouco tempo para passear pela cidade de Odense, quando estive lá, na quinta-feira passada, eu curti a cidade, com prédios bonitos, e muita coisa para ver, para fazer, para comer e para beber. Então, voltei no sábado, fazendo como muitos moradores de Copenhague, que vão até lá para passar o final de semana. Peguei um trem na estação central e em menos de duas horas estava lá (e era parador, se for direto a viagem demora 1h15). A cidade estava lotada, com muita gente nas ruas, bares e restaurantes. Até o sol abriu para saudar o sábado. E pela primeira vez na vida vi que o sol dinamarquês é belo, uma luz que na diagonal aquece a paisagem, e dá cor e brilho a ela.

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Cheguei e fui dar uma voltinha pela cidade, passeando por áreas que não tinha visto no sábado. Mas antes passei no hotel, o Plaza Odense (esse aí da foto: simpático, não?), pertinho da estação de trem, para deixar as malas.

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Andando pela área central vi lojas de vinho espetaculares, como a HJ Hansen, que tem formidável seleção de cervejas, e outras bebidas, além de ser uma baita delicatessen.

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Ao lado, como uma extensão, uma área é inteiramente dedicada aos queijos, embutidos e carnes curados. Os dois espaços merecem uma visita.

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Um lugar bacana para compras, com muitas lojas. Tinha até uma H&M, mas o bacana mesmo eram as lojas de roupas nórdicas, para frio, e aquelas com produtos alimentícios. Muita coisa gostosa eu vi.

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Almocei no restaurante Kong Volmer, famoso pelos seus smorrebrods e também pelo brunch. Estava lotado.

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E eu acompanhei a minha refeição com uma cerveja local que eu já tinha provado, N 16, feita na ilha (Odense está em uma ilha), além de um bom aquavit, inspirado na tradição local (é a melhor companhia para os pratos frios…

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…com camarões, salmões e outros peixes).

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O restaurante fica no complexo chamado Brandts, uma imensa e antiga fábrica de tecidos desativada, convertida em uma espécie de centro cultural e de entretenimento, com muitos bares, restaurantes e lojas, e até um pequeno museu, Time Collection, onde encontramos a reprodução de ambientes de quase todas as décadas do século passado, dos anos 1910 a 1980.

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Bem legal.
De lá, segui caminhando, até encontrar um animado mercado de Natal, ao lado de um centro cultural municipal muito bacana, onde aconteciam uma série de atividades, com artesãos fazendo trabalhos à maneira antiga, inclusive um sujeito fundindo soldadinhos de chumbo (como já disse em outro post, Hans Christian Andersen nasceu em Odense, orgulho maior da cidade).

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Quando acontece o mercado de Natal, que começou na sexta, a feira que acontece aos sábados é deslocada para as ruas laterais, tornando o programa ainda mais rico. Além das barraquinhas, há vários artistas de rua, …

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…e espetáculos circenses.

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E o realejo diz que eu serei feliz.

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Durante a minha investida vespertina, passei na charmosa Vintapperstræde, uma rua de pedestres, onde eram os fundos do comércio local.

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Quase escondida, numa fachada discreta, estava o bar Christian Firtal, um verdadeiro achado. É um lugar multietílico.

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Torneiras de chope são 20, só coisa fina, numa seleção variada com ênfase nas dinamarquesas. Uísque? Devem ser uns 40, com bons preços. Que tal um Laphroaig pelo equivalente a R$ 23? Rum é outro destaque, com uns 30 rótulos. E o quadro negro que exibe a seleção de bebidas da casa ainda tem um monte de destilados: marc, calvados, pastis, cognac, armagnac… Só marcas muito bem escolhidas. O lugar é pequena, e estava mais que lotado, com um monte de gente de pé. Encontrei até o meu vizinho de mesa do almoço, bem embriagado. Porque nesta época o povo aqui bebe pesado, e são muitas e muitas festas, todos os finais de semana, até chegar ao Natal.

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Saí para jantar no Kren Kok, para um menu desgustação muito bem harmonizado, uma cozinha com pegada francesa usando ingredientes locais. Comi maravilhosamente.
E hoje acordei com toda a tranquilidade do mundo (estava precisando, depois de seis dias insanos, incluindo os preparativos de viagem, a entrega de vários frilas e a produção de outros, e mais as quatro noites – e cinco dias – aqui, com programação intensa). Finalmente, em Odense, eu relaxei.

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