A despedida de Copenhague passeando por dois clássicos: Nyhavn e smorrebrod, claro

 

 

No último dia em Copenhague, o sol vou a brilhar no céu da Dinamarca. Raridade nesta época do ano de pouca luz, muito frio e chuva fina constante. Pela manhã fui dar uma caminhada, aproveitar a luz bonita do sol matinal, nas proximidades do hotel, pelas ruas de pedestres da área central da cidade. Não saí andando a esmo, tinha endereço certo: a loja da Lego. Para quem é fã do brinquedo, como eu, que me divirto por horas e horas com a filha montando casas, carros e bonecos, inventando lugares e situações, visitar a loja da Lego em Copenhague tem um sabor especial. Porque a marca nasceu ali, há 80 anos. Tão bacana para mim estar ali que vou fazer um post à parte, ok?

Lego 1
Deixo hoje apenas a foto de uma das montagens que enfeitam a loja, de Nyhavn, vizinhança simpática, de prédios baixos e coloridos, que teria inspirado o criador do brinquedo (as janelas são absolutamente idênticas, como veremos um pouco abaixo, neste post).
Voltei para o hotel para encontrar o Diego Fabris, dos Destemperados, que voltava de uma escapada de final de semana até Berlim.

Copenhague 1
Saímos caminhando em direção a Nyhavn.

Copenhague 2

Mas – felizmente – no meio do caminho havia um mercado de Natal. Aquele perfume de vinho quente nos convidou para uma espiada. E havia uma barraca de cachorro quente altamente interessante, com um grande movimento de comensais.

Copenhague 3

Chamava a atenção, e espalhava um cheiro gostoso pelo ar, uma brasa forte assando  salsichas e pães dispostos sobre uma grelha redonda, presa por correntes, que ficava ali girando sobre o calor do fogo. Por que não? Dos muitos que comi, foi o melhor cachorro quente de minha viagem.

Copenhague 4

Pedi a versão com salsicha branca – uma linguiça da melhor qualidade que transbordava do pão para os dois lado (tem o dobro do tamanho). Espalhei mostarda por cima. E só. Uma bela refeição.

Copenhague 5

Seguimos com destino a Nyhavn, caminhando pelas ruas de pedestres da área central de Copenhague, onde é possível gastar facilmente mais do que um dia, ao sabor de sua boa coleção de bares e restaurantes, como este café estilo art déco que me chamou a atenção, além de uma seleção de lojas que mistura grandes grifes estrangeiras, de H&M e Loius Vuitton, passando por empresas locais, como a própria Lego e a Bang & Olufsen, além de pequenas marcas, com destaque para as vitrines dedicadas ao design, como móveis, objetos e galerias de arte.

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Chegamos ao cais passando pelo lindo hotel d’Angleterre, o mais tradicional da cidade, cuja fachada…

Copenhague 7

… e o estilo muito bem me lembrou o bom e velho Copacabana Palace.

Copenhague - Nyhavn 1

Nyhavn pra mim é dos lugares mais charmosos que já.

Copenhague - Nyhavn 7

 

Um dos conjuntos arquitetônicos mais graciosos e fotogênicos do planeta.

Copenhague - Nyhavn 12

Não entendi bem porque, acho que um misto de enfeite e algo utilitário, todas as áreas externas estavam sendo cercadas com fardos de feno. Fica bonito, e segundo creio serve para barrar o vento forte que sopra por lá. Detalhe que, neste época, ali também funciona um mercado de Natal.

Copenhague - Nyhavn 11

Do outro lado do canal, está o Noma.

Copenhague - Nyhavn 10

Na ponte também há cadeados prendendo o amor eterno de casais apaixonados, essa nova mania mundial que deve estar enriquecendo a Papaiz…

Copenhague - Nyhavn 8

Há cisnes nadando…

Copenhague - Nyhavn 13

… e quando o sol bate deixa tudo mais bonito, aquece as cores das fachadas, dá brilho e alegria a este lugar agradável.

Copenhague 8
Demos uma volta por ali, lamentando o fato de estar fechado o restaurante Geist, um dos mais bem recomendados da cidade, comandado pelo chef Bo Bech.

Copenhague 9
Mas o Diego havia baixado um bom aplicativo, um guia de restaurantes da cidade, e buscamos um endereço próximo para um almoço (o cachorro quente foi só um aperitivo). E assim encontramos o tradicional Ida Davidsen, casa dedicada à maior especialidade da cozinha nórdica, o smorrebrod.

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Entramos no salão lotado, e nos acomodados em uma mesa apertada.

Copenhague 14
A casa não tem cardápio em papel. Ou, se tem, é desnecessário. Todos os pratos do dia estão montados na entrada, em um balcão refrigerado.
O cliente chega e vai até lá, acompanhado pela garçonete, que explica as combinações de ingredientes, e de fato todas parecem boas.
Pedi para ela uma indicações, quais seriam as suas preferências pessoais. Ela acabou me indicando dois, com mais ênfase. E acatei as suas sugestões.

Copenhague 17
Primeiro, um interessantíssimo e delicioso smorrebrod de enguia defumada, com sabor marcante, combinado com espinafre, ovos mexidos e cogumelos salteados.

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Para acompanhar, pedi mais uma bela cerveja natalina de produção local, a Julius (acho que entre as edições de Natal foi a que eu mais gostei).

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Fizeram um belo par.

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O Diego foi num peixinho empanado com molho de ovas, com aspargos verdes e camarões, que tive o prazer de provar, e aprovar.

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Depois, a segunda sugestão de minha garçonete de traços orientais: camarão, lagosta e ovo. Simples assim.

Copenhague 23

Delicioso em toda a sua pureza. Para ele, mais um aquavit, edição de Natal, com 47%. Minha boca já sofria o impacto do frio, e estava “queimada”, como se diz. O aquavit ardia os lábios. Mas era muito bom. E tinha, como se sabe, ação bactericida. 😉

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Já a segunda escolha do Diego foi uma composição com pato, repolho roxo e batatas, praticamente um prato germânico em formato de smorrebrod.
Para para um café, e para roubar o sinal da internet (muito e-mail pra responder), em uma cafeteria.

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E logo já estava anoitecendo.

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E fomos caminhando pelas ruas de pedestres até o Torvehallerne, o principal mercado da cidade, criado em 2011, já no embalo do momento de alta da cozinha nórdica (que eu já havia visitado no meu primeiro dia de viagem).

Copenhague 29

E ainda passamos por mais um daqueles tentadores, bonitos e perfumados mercadinhos de Natal.
O Torvehallerne consiste em duas caixas de vidro repletas de boas lojas de alimentos e bebidas. Tudo muito bonito e vistoso, um ótimo programa. Mas falta um pouco de alma. São poucos lugares para se comer, a maior parte dos boxes vende comida, e vinhos, destilados e cervejas, para serem consumidas em casa mesmo.
Um vacilo imperdoável foi descobrir, enquanto tomávamos a saideira, um pouco mais tarde, que ali ao lado do Torvehallerne está o bar Mikropolis, a mais nova investida do grupo Mikkeller, dedicado aos drinques e cervejas (são dez torneiras, e uma boa lista de garrafas, e alguns coquetéis são feitos com a bebida de cevada).
Minha saideira foi uma cerveja que pude bebido durante a viagem outras vezes, mas sempre em garrafa. Provar assim, on tap, é para mim sempre muito mais gostoso. E foi deste modo que disse tchau para Copenhague. Com uma vontade – e a certeza – de voltar.

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Uma resposta to “A despedida de Copenhague passeando por dois clássicos: Nyhavn e smorrebrod, claro”

  1. Dri Says:

    Olhando esse post dá pra ter uma idéia de como era difícil sua vida no Boa Viagem, tendo que apertar todo o texto nas laudas reservadas pra você e, pior, ter que escolher apenas 3 ou 4 fotos pra ilustrar tudo!

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