Um panorama geral sobre Lima: e aí, vale a pena visitar a capital do Peru?

Para encerrar a série de posts sobre Lima, cidade cuja gastronomia muito me entusiasmou, como acredito que foi fácil perceber, deixo este post, com informações gerais, da cidade. A primeira pergunta a ser respondida é a que mais me fazem os meus amigos: e aí, vale a pena ir a Lima?

Causa do restaurante El Mercado, do chef Rafael Osterling

Causa do restaurante El Mercado, do chef Rafael Osterling

Para o turista com interesses gastronômicos (quase todo mundo hoje em dia, não é verdade?), a resposta é óbvia: claro que sim. Com uma cena gastronômica excitante, explorando seus ingredientes típicos, e uma nova geração de chefs trabalhando em comunhão com os mais antigos representantes da tradição culinária do país, a cozinha do Peru está na moda no mundo inteiro não é à toa. Uma exemplo a ser seguido pelo Brasil. E se até dez anos atrás o visitante que chegava até lá para visitar Machu Picchu nem queria saber da capital, hoje a cidade atrai turistas aos milhares, gente que vai até lá para comer e beber. Recomendo, e muito. Tem gente que vai todo o ano para o Chile ou Argentina, visitar vinícolas e restaurantes. Sugiro que mude o disco. O Peru está valendo muito a pena.

O balcão de pescados do La Mar, a cevicheria do chef-celebridade Gastón Acurio

O balcão de pescados do La Mar, a cevicheria do chef-celebridade Gastón Acurio

Acho que uma viagem de sexta a domingo, embarcando pela manhã e voltando no final do dia, chegando aqui no Brasil na segunda-feira de manhã cedinha, é um período suficiente para um primeiro contato. São praticamente três dias inteiros, já que o voo da Avianca que parte do Rio, valendo-se da diferença de fuso, chega lá umas 8h da manhã. Mas quem quiser explorar mesmo a cozinha local, uma semana seria o período ideal. Não vão faltar ótimos lugares para se comer no período. Só nesta série de posts, eu apresentei 14 lugares que visitei, além de mais uma dezena onde não consegui estar.
Lima é uma cidade grande, com os prós e contras disso tudo. Há um agito urbano, uma vida noturna animada que pode satisfazer os mais boemios, com bares e boates.

Roupas e tecidos no Mercado Indígena de Miraflores

Roupas e tecidos no Mercado Indígena de Miraflores

Para compras, os preços são um pouco abaixo dos praticados no Brasil. Não vale a viagem. Mas encontramos produtos interessantes de marcas internacionais. Porém, na hora de investir em algo para comprar, os produtos tradicionais do artesanato local parecem a melhor pedida.

Oratórios no Mercado Indígena de Miraflores

Oratórios no Mercado Indígena de Miraflores

Roupas, objetos de decoração, mantas, tecidos, bonecos, oratórios, chapéus e uma série de itens produzidos por índios ou artistas plásticos são vendidos a bons preços, mesmo em mercados turísticos, como o que funciona em Miraflores, em uma avenida repleta de lojas de pratarias.
Os táxis não têm taxímetro. São velhos, mas os motoristas parecem confiáveis (bem mais que os do Rio e de Buenos Aires, por exemplo, com o perdão da generalização). É preciso negociar cada corrida. Pode perguntar a alguém do hotel quanto custaria tal corrida. E, do preço apresentado pela primeira vez pelo motorista, pode abater pelo menos 35%. Ou seja: seja ele disse que a corrida custa 15 soles, ofereça 10 que está justo. E, melhor de tudo, os preços são menos da metade do que pagamos aqui, fiquei com essa impressão. Ou seja, pode usar os táxis.

Milhos negros no Mercado de Surquillo: imperdível

Milhos negros no Mercado de Surquillo: imperdível

Os preços dos restaurantes são um pouco abaixo do Brasil. Mas o lance é que se come muito bem em certas barraquinhas de comida de rua, gastando um tostão. Prove um tamale de carne na feirinha que acontece do lado de fora do Mercado de Surquillo, aos sábados e domingos, e depois me conte. Aliás, este mercado de alimentos está no quesito imperdível. E, para quem viaja interessado em comida, há mais dois mercados dignos de nota, dedicados aos pescados.

Marriott Lima, em Miraflores: bem localizado e com diárias a US$ 322 (em maio)

Marriott Lima, em Miraflores: bem localizado e com diárias a US$ 322 (em maio)

Porém, os hotéis são bem mais baratos. Fiquei no Stephano’s, em Miraflores, simples mas bem localizado, a poucos passos do mercado de Surquillo. Minha diária, com café (quarto para um), custava R$ 80. Tinha ar, TV a cabo, internet. E uma cama limpinha. Era tudo o que eu precisava. Uma comparação de rede conhecida. O Marriott de Miraflores, junto ao shopping Larcomar, e com o melhor cassino da cidade, tem diária a partir de US$ 322. Já no Rio, é US$ 389 (achei que a diferença seria maior). Obs.: Os preços foram pesquisados para o período de 12 a 14 de maio deste ano).
De uma maneira geral temos uma boa sensação de segurança, especialmente nas áreas mais turísticas, de Miraflores. Teve gente no meu grupo que voltou caminhando de madrugada para o hotel, e não viu qualquer perigo, ainda que por muito tempo tenham caminhando em uma rua completamente vazia.
Para fugir um pouco do circuito gastronômico, há uma boa seleção de museus, a começar pelo Museo Oro del Peru, com nome autoexplicativo. Um país com tamanha riqueza cultural antiga, tem dois relevantes museus dedicados às civilizações ancestrais: o Museo Arqueológico Rafael Larco Herrera, instalado em prédio colonial com grande valor arquitetônico também; e o Museo Nacional de Arqueología, Antropología e Historia del Perú, o mais antigo do país, com admirável coleção de peças. O Mali (Museo de Arte de Lima) é outro bom programa off-comida, com acervo rico que vai desde os tempos pré-colombianos até a arte contemporânea. Além do Mali, vale visitar o MATE, nome que abrevia o Museo Mario Testino, com fotos do famoso fotógrafo de moda.

Plaza de Armas, coração do Centro Histórico de Lima

Plaza de Armas, coração do Centro Histórico de Lima

Outro lugar para se conhecer um pouco da história do país é no seu Centro Histórico, marcado pela Plaza de Armas, e uma série de edifícios antigos.

Foto da colheita da quinua, no museu Casa de la Gastronomia Peruana

Foto da colheita da quinua, no museu Casa de la Gastronomia Peruana

É ali mesmo que está o pequeno mais simpático museu Casa de la Gastronomia Peruana, que apresenta as tradições culinárias do país.
Quer mais razões para ir até o Peru, além do ceviche, do pisco, dos sanguches? Machu Picchu; Nazca; Titicaca; Arequipa…

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: