Degustação dos vencedores do Argentina Wine Awards: os meus cinco preferidos

O Petit Verdot Mini Ediciones Remolinos Vineyard 2012, que venceu o prêmio de sua categoria (de US$ 30 a US$ 49,99), e também foi consagrado como o campeão entre as vinícolas de Mendoza

O Petit Verdot Mini Ediciones Remolinos Vineyard 2012, que venceu o prêmio de sua categoria (de US$ 30 a US$ 49,99), e também foi consagrado como o campeão entre as vinícolas de Mendoza, ao lado de outros vinhos premiados, e degustados

O que é ruim para o enófilo pode se converter em uma grande oportunidade para as importadoras de vinho. Com o fechamento da Ana Import, algumas bodegas deixaram de vender para o Brasil. Entre elas está a Decero, que tem uma linha consistente, a grande vencedora do Argentina Wine Awards 2015, com o seu belíssimo Petit Verdot Mini Ediciones Remolinos Vineyard 2012, que venceu o prêmio de sua categoria (de US$ 30 a US$ 49,99), e também foi consagrado como o campeão entre as vinícolas de Mendoza, a mais tradicional e relevante região produtora não só da Argentina, mas de toda a América Latina, e provavelmente de todo o Hemisfério Sul, com suas cerca de 1.400 bodegas (para efeito de comparação, o Chile tem 600, aproximadamente).
Além de ter alcançado a mais alta pontuação do certame enológico, a bodega também se destacou na degustação de dez dos vinhos vencedores do AWA. Eu, e meus três companheiros de viagem, em uníssimo, proclamamos o Petit Verdot Mini Ediciones Remolinos Vineyard 2012 o melhor da prova, que aconteceu na manhã seguinte à divulgação do resultado. Muita fruta, dominando os aromas, com cereja negra, amora, servindo de base para um bem integrado panorama de condimentos e uns defumados, tipo pão tostado, com ótima acidez e um corpo macio, sedoso, com final longo e agradável. Vinhaço mesmo.

O Casarena Single Vineyard Cabernet Sauvignon Owen's Vineyard 2012, ganhador de uma medalha de ouro

Os rótulos da Casarena destacam o vinhedo de origem das uvas: na foto acima falta o Single Vineyard Cabernet Sauvignon Owen’s Vineyard 2012, ganhador de uma medalha de ouro

Logo atrás, em minha preferência pessoal, ficou o Casarena Single Vineyard Cabernet Sauvignon Owen’s Vineyard 2012, ganhador de uma medalha de ouro (não um dos troféus). Um vinho com rótulo que adorei, destacando o vinhedo de onde saem as uvas (na noite anterior eu tinha provado quatro vinhos da casa, esses da foto acima, mas não o Owen’s Vineyard). Um vinho cheio de frescor, leve caramelado, com pimenta negra e um bom painel de frutinhas do bosque, de framboesas a mirtilos.

Em primeiro na fila, o Finca Sophenia Sophenia Synthesis The Blend 2011, completando o meu pódio. Um vinho elegante, de estilo clássico, com indisfarçável inspiração bordalesa

Em primeiro na fila, o Finca Sophenia Sophenia Synthesis The Blend 2011, completando o meu pódio. Um vinho elegante, de estilo clássico, com indisfarçável inspiração bordalesa

Outro grande destaque da degustação cimeira foi o Finca Sophenia Sophenia Synthesis The Blend 2011, completando o meu pódio. Um vinho elegante, de estilo clássico, com indisfarçável inspiração bordalesa, mas com DNA argentino, um corte de Malbec (65%), Cabernet Sauvignon (30%) e Merlot ( 5%), como se fosse nascido na margem direita da região francesa.

O Ruca Malén Sparkling Brut: "Belo trabalho com leveduras", resumiu Marcel Miwa

O Ruca Malén Sparkling Brut: “Belo trabalho com leveduras”, resumiu Marcel Miwa

Ocupando o o quarto posto na minha estima, o Ruca Malén Sparkling Brut, com perlage abundante, mas nem muito fina, com sabor de maçã vermelha com casca, um floral gostoso, com 24 meses de contato com as borras, que aparecem em notas bem integradas de panificação.
– Fizeram um belo trabalho com as leveduras neste vinho – muito bem resumiu Marcel Miwa, do Estadão, um impressionante degustador de vinhos, que avalia com precisão cada garrafa, resumindo suas virtudes e defeitos em poucas e sábias palavras, ótimo companheiro de taça, e com quem aprendi muito nesta viagem.

 O Proemio Reserve Cabernet Sauvignon 2013 (terceiro da esq. para dir.), ao lado de outros vinhos da bodega que chega ao Brasil no mês que vem. Vale a pena ficar de olho, até porque, os preços são interessantes

O Proemio Reserve Cabernet Sauvignon 2013 (terceiro da esq. para dir.), ao lado de outros vinhos da bodega que chega ao Brasil no mês que vem. Vale a pena ficar de olho, até porque, os preços são interessantes

Por fim, o Proemio Reserve Cabernet Sauvignon 2013, um vinho que já havia me chamado a atenção quando visitei a bodega, que logo logo estará chegando ao Brasil (disseram que em maio começam a ser vendidos). Bem bom mesmo. Condimentado, defumado, com taninos bem marcados e uma acidez nervosa, que vai lhe dar condições de muito melhorar nos próximos cinco anos, acho eu. Seco, com uma piracina interessante, que me lembrou ají amarelo, e boa expressão da fruta, com a madeira de qualidade bem integrada.
Dos dez vinhos provados, entre os vencedores, esses foram os cinco que mais gostei, e que recomendo com segurança. Pode beber. Se não gostar, me escreve reclamando. E, se gostar, pode mandar mensagem de agradecimento. 😉

P.S. – Amanhã voltamos à programação normal, ainda falando sobre a Patagônia.

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