Mendoza, segundo dia, parte 1 – O Vale de Uco

A estrada a caminho do Vale de Uco: viramos a direita e temos os Andes à nossa frente, e vamos nos entranhando nele, em busca de alguns dos melhores vinhedos da Argentina, e de  algumas das bodegas mais lindas, e dos hotéis mais charmosos

A estrada a caminho do Vale de Uco: viramos a direita e temos os Andes à nossa frente, e vamos nos entranhando nele, em busca de alguns dos melhores vinhedos da Argentina, e de algumas das bodegas mais lindas, e dos hotéis mais charmosos

Num país como a Argentina, com produção de vinhos gigantesca, encontramos a um só tempo muitas tendências. Hoje, por exemplo, podemos dizer sem medo de errar que uvas como Cabernet Franc, Petit Verdot e Semillon andam em alta, bem como o surgimento de single vineyards. Em termos de geografia, em se tratando de Mendoza, a região que está mais badalada no momento é o Valle de Uco, a cerca de uma hora e meia de carro, por uma estrada reta, que primeiro vai acompanhando paralelamente o traçado dos Andes, aquele cenário de picos lindos e imponentes, até que viramos à direita, e vamos nos entranhando nas montanhas, seguindo um circuito agora sinuoso, com paisagem que vai se tornando cada vez mais bela.

O vulcão extinto Tupungato, e sua neve eterna

O vulcão extinto Tupungato, e sua neve eterna

Até surgir imponente o vulcão Tupungato, ícone da paisagem linda, com picos de neve eterna. É o pedaço mais quente e “cool”, de Mendoza. Quente, entenda por badalado, porque esta é das zonas mais frias, e alta, o que é grande parte de suas credenciais de distinção e qualidade. Áreas como La Consulta e Gualtallary estão na moda, e o Valle de Uco, como um todo. Quem visita Mendoza hoje em dia não pode deixar a preguiça tomar conta, restringindo o programa apenas às bodegas mais próximas da área central, e como Maipú, Godoy Cruz, Agrelo e até Luján de Cuyo. Uco é necessário.
E quem quiser pode até se hospedar por lá, em hotéis como The Vines Resort & Spa, entre tantas possibilidades de hospedagem, desde pousadas de charmes a resorts temáticos (sobre vinho, claro).

A Salentein tem uma arquitetura integrada à paisagem

A Salentein tem uma arquitetura integrada à paisagem

Entre as bodegas de visita obrigatória está a Salentein, pela combinação da arquitetura meticulosamente linda e original, bem integrada à paisagem, e com raro perfil, passando pela própria qualidade dos vinhos em si, …

Obras de arte estão espalhadas pela Salentein

Obras de arte estão espalhadas pela Salentein

… e até chegar à coleção de arte que se espalha pela propriedade, e pela loja bem montada, e o restaurante de paredes envidraçadas, com vista para as montanhas, que era o nosso destino naquela manhã. Acordamos e saímos cedo, e a esticada até lá já começa a valer a pena só pela paisagem que podemos apreciar pela janela (escolha um lugar no lado direito).
E este é o tema do próximo post da série (para ler, clique aqui).

Uma resposta to “Mendoza, segundo dia, parte 1 – O Vale de Uco”

  1. Helio Buccos Says:

    Estive na Salentein e fiquei com muita vontade de retornar para lá me hospedar. O museu que eles mantêm tem obras bem bacanas. Estive também na O. Fournier que fica muito próxima e tive uma excelente experiência enogastronômica lá, com essa linda vista pros Andes.

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